BES: Crédit Agricole avança com ações judiciais de 1.000 M€ doze anos após resolução do banco

O Crédit Agricole e a seguradora Predica apresentaram na justiça portuguesa ações no valor de mil milhões de euros contra o ex-presidente do BES, Ricardo Salgado, o ex-administrador financeiro Morais Pires e a Rioforte, empresa do Grupo Espírito Santo.

Executive Digest com Lusa

O Crédit Agricole e a seguradora Predica apresentaram na justiça portuguesa ações no valor de mil milhões de euros contra o ex-presidente do BES, Ricardo Salgado, o ex-administrador financeiro Morais Pires e a Rioforte, empresa do Grupo Espírito Santo.

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Doze anos depois da resolução do banco liderado pela família Espírito Santo, ocorrida em 2014, o Crédit Agricole, que era o segundo maior acionista do BES, e a sua filial Predica apresentaram duas ações comuns no Juízo Central Cível de Lisboa em 20 de julho, no valor de, respetivamente, 855,3 milhões de euros e 152,8 milhões de euros, contra os antigos gestores e a Rioforte Investments.

A Rioforte era uma das principais empresas não financeiras do GES que atualmente se encontra em processo de insolvência no Luxemburgo.

O portal Citius indica que os dois processos foram distribuídos em 01 de setembro, após as férias judiciais.

Segundo o jornal Público, que noticiou a existência das ações, o Crédit Agricole não quis comentar a decisão de recorrer à via judicial em Portugal, ao passo que a defesa de Ricardo Salgado afirmou desconhecer a situação.

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O Crédit Agricole, acionista histórico do BES em conjunto com a família Espírito Santo através da Bespar, que tinha 35% do capital do banco, perdeu o direito de recuperar o valor dessa participação, não tenho até ao momento movido nenhuma ação na justiça portuguesa.

A resolução do BES decorreu em agosto de 2014, e pouco depois a consultora Deloitte, a pedido do Banco de Portugal, concluiu que os credores comuns recuperariam 31,7% dos seus créditos caso o banco tivesse ido para liquidação, em vez de resolução. Os acionistas e os credores subordinados não receberão qualquer compensação.

Nos tribunais, decorrem ainda muitos processos judiciais colocados por investidores contra várias entidades como o Banco de Portugal, Novo Banco e Estado.

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