Berardo perde recursos sobre arresto de três imóveis em Lisboa e Madeira

O empresário português já começa a ver esgotadas todas as suas tentativas para impedir a execução do arresto de três prédios de luxo, em nome de entidades onde tem responsabilidades, para amortização da dívida de cerca de 400 milhões de euros à Caixa Geral de Depósitos (CGD), segundo avança o Dinheiro Vivo.

Os dois acordãos proferidos esta quinta-feira pelo Tribunal da Relação de Lisboa, indeferem todos os argumentos dados nos recursos interpostos por Joe Berardo, pela Fundação José Berardo e pela Associação de Coleções, estas últimas consideradas pelo tribunal como uma criação do empresário para fazer circular capital, rendimentos e contas.

Os três prédios de luxo correspondem a dois em Lisboa: um T4 na Avenida Infante Santo, no valor de 2,5 milhões de euros e outro na Lapa, avaliado em 1,5 milhões de euros. Existe ainda um outro no Funchal, o Monte Palace, onde está sediada a Fundação Berardo, avaliado em 40 milhões de euros.

Os edifícios de Lisboa estão registados em nome da Antram – Sociedade Imobiliária, cujo presidente do Conselho de Administração é o próprio Berardo e o Monte Palace é propriedade da Associação de Coleções, criada em 2005 pelo empresário e que obteve o título de propriedade deste imóvel já depois de esta ter entrado em incumprimento do crédito à CGD.

Por conhecer está ainda a decisão ao recurso que Berardo interpôs ao Tribunal de Relação de Lisboa, a contestar a apreensão das mais de duas mil obras de arte da sua colecção por decisão de um processo a mando da CGD, BCP e Novo Banco, nos quais o empresário tem uma dívida superior a 962 milhões de euros. Com o recurso, Berardo pretende ter acesso às obras que estão em exposição no CCB, sem poder ser vendidas até 2022.

 

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