Benefícios que contam: a par do salário, mais saúde e bem-estar

Por Manuela Abreu, Diretora do Departamento de Nutrição da Nutrium

 

Dia após dia, a realidade torna-se mais nítida: para captar e reter talento de qualidade nas empresas, o salário já não basta. Hoje, os colaboradores chegam, aliás, a privilegiar uma compensação financeira ligeiramente menor em prol de um pacote de benefícios flexíveis.

O assunto é consensual. Aspetos como a flexibilidade de horários, a atribuição de um seguro de saúde, ou de um orçamento destinado à formação profissional, por exemplo, são crescentemente apetecíveis. Mas temos ainda um grande passo a dar. E esse passo chama-se “personalização”.

Enquanto alguns trabalhadores privilegiam um cartão com orçamento para utilizar em ginásios e bem-estar, outros poderão necessitar de um vale de transporte. Este é um exemplo que ilustra como a competitividade das empresas também se avalia com base na capacidade de responder às necessidades de cada um dos funcionários. Lembremo-nos sempre: os nossos profissionais são os nossos primeiros clientes. E nós queremos trabalhadores felizes e realizados.

Paralelamente a esta personalização, há um aspeto que deve ser priorizado. Falo da saúde dos colaboradores e de um dos maiores pilares desse conceito: a alimentação. Este, sim, é um benefício que assenta na qualidade “one size fits all”.

Por diferentes razões, todos nós experienciamos stress, fadiga, ansiedade, tensão muscular e noites mal dormidas. Em diversos casos, estes sintomas ocorrem diariamente. Um programa de saúde e, em particular, de acompanhamento nutricional nas empresas, pode muito bem ser a resposta ideal para construirmos um ambiente de trabalho mais feliz e mais saudável.

É um facto: o papel da nutrição vai muito além da perda ou do ganho de peso. A alimentação saudável é uma das receitas para mitigar problemas cardiovasculares ou gástricos; para melhorar a qualidade do sono; e para nos trazer a energia, confiança e autoestima de que precisamos para sermos mais produtivos no trabalho.

Numa época marcada pela primazia do modelo de trabalho remoto (ou, no limite, do regime híbrido), estes dados fazem ainda mais sentido. Um estudo recente diz-nos que mais de 40% das pessoas admite ter hábitos alimentares mais pobres quando trabalham a partir de casa. De novo, o acompanhamento nutricional (personalizado) deve ser uma política que as empresas terão de assumir.

As vantagens já são conhecidas. Só temos de nos fixar no impacto profundamente positivo que significam para as entidades empregadoras: trabalhadores mais produtivos, mais atratividade laboral e, em última análise, menores custos em virtude da redução do absentismo.

A vontade dos trabalhadores existe; a vontade de alcançar saúde e bem-estar. E os ganhos estão ao alcance de qualquer empresa. Mas esta disponibilidade não chega. Há que tomar a decisão mais relevante: seguir a tendência para ter colaboradores mais satisfeitos, saudáveis e produtivos, ou ficar para trás. Qual vai ser a sua escolha?

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