Beirute. Último balanço aponta para 78 mortos e quase 4.000 feridos (um é português)

Uma forte explosão abalou, esta terça-feira, a capital do Líbano, Beirute. As explosões ocorreram numa zona de armazéns no porto de Beirute onde haveria um depósito de material pirotécnico. Não há nenhuma explicação oficial para a origem desta explosão perto do centro da capital libanesa, nem foi reivindicado algum atentado.

As explosões foram ouvidas em várias zonas da cidade e a onda de choque provocou destruição num raio de cinco quilómetros. Os vidros das janelas de muitos edifícios partiram-se.

Com as ações de socorro a decorrer, as últimas informações dão conta de pelo menos 10 bombeiros desaparecidos, segundo o governador da cidade, Marwan Abboud, citado pela ‘CNN’, acrescentando que este cenário só tem comparação com os históricos acontecimentos de Hiroshima e Nagasaki.

Questionado sobre se um incêndio pode ter causado a explosão, o responsável afirmou não saber ao certo, ainda que já tenha apurado que “houve um incêndio, os [bombeiros] vieram apagar, então a explosão aconteceu e eles desapareceram. Estamos ainda à procura deles”.

Em declarações à Reuters, o ministro da Saúde do Líbano, Hassan Hamad, informou que pelo menos 78 pessoas morreram e quase 4.000 pessoas ficaram feridas. Entre elas, segundo a SIC, uma portuguesa que, após assistência médica, já se encontra em casa.

O Governo português não tem indicações de que haja cidadãos nacionais entre as vítimas das explosões, disse à Lusa a secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes.

Atualmente, há cerca de 50 portugueses a viver no Líbano, um número que, no entanto, pode ser superior, refere Berta Nunes, uma vez que nem todas as pessoas se registam no Consulado.

Primeiro-ministro garante que responsáveis “pagarão o preço”

Embora não esteja claro o que havia nos armazéns no local da explosão, o chefe de segurança interna do Líbano, citado pela ‘Reuters’, afirmou que esta área dava abrigo a “material altamente explosivo, mas também a material não explosivo”.

Já Hassan Diab, primeiro-ministro do Líbano, garantiu esta terça-feira que “as pessoas responsáveis [pela explosão] pagarão o preço” e prometeu que a “catástrofe não ficará sem a prestação de contas”.

O presidente libanês Michel Aoun convocou entretanto o Conselho Supremo de Defesa do país para uma reunião de emergência. Segundo os media locais, Aoun deverá declarar o estado de emergência durante duas semanas no país.

O primeiro-ministro declarou quarta-feira um dia nacional de luto pelas vítimas da explosão e está a trabalhar para estabelecer a causa do incidente e garantir a segurança de todos no local, disse à CNBC um porta-voz do seu gabinete.

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