Na sequência da explosão que atingiu a capital do Líbano, Beirute, na terça-feira, os principais armazéns de medicamentos e materiais médicos de protecção contra a Covid-19 foram totalmente destruídos, o que levou a Organização Mundial de Saúde (OMS) a intervir, avança a imprensa internacional.
Para além disto, também três hospitais da cidade ficaram destruídos e os outros dois estão gravemente afectados. A OMS anunciou esta quinta-feira o envio de um avião com 20 toneladas de produtos médicos para Beirute.
A carga partiu do centro logístico da OMS no Dubai para o Líbano, através de um avião doado pelo Governo dos Emirados Árabes Unidos.
«Os produtos vão cobrir mil intervenções e mil cirurgias para pessoas que sofreram ferimentos e queimaduras resultantes da explosão», informação a OMS.
O representante da OMS no Líbano, Iman Shankiti, garantiu que «estamos a trabalhar em conjunto com as autoridades nacionais de saúde, parceiros e hospitais que tratam os feridos para identificar necessidades adicionais e assegurar apoio imediato».
«Em resultado da explosão, três hospitais em Beirute deixaram de poder funcionar e outros dois estão parcialmente afectados, deixando uma lacuna crítica na capacidade hospitalar», acrescentou o responsável.
Segundo a OMS, «os pacientes feridos estão a ser transferidos para hospitais de todo o país, inclusive o sul e norte de Trípoli, e muitas instalações estão sobrecarregadas. A OMS vai distribuir os produtos a hospitais prioritários em todo o Líbano, que se encontram a receber e a tratar pacientes».



