Beirute. “Até ao momento”, não há conhecimento de portugueses afetados

“Até ao momento, não foi possível obter informações relativamente ao envolvimento de portugueses nas explosões que ocorreram hoje em Beirute”, detalhou a secretaria de Estado.

Sónia Bexiga

Segundo garantiu fonte da secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, ao ‘Expresso’, a situação da explosão em Beirute está a ser acompanhada através da embaixada de Portugal em Nicósia (Chipre), a qual está “em contacto com diversos interlocutores, designadamente com autoridades locais, com a embaixada do Líbano em Nicósia e com a delegação da União Europeia”.

“Até ao momento, não foi possível obter informações relativamente ao envolvimento de portugueses nas explosões que ocorreram hoje em Beirute”, detalhou a secretaria de Estado.

Portugal não tem representação diplomática no Líbano.

Recorde-se que uma forte explosão abalou, esta terça-feira, a capital do Líbano, Beirute. As explosões ocorreram numa zona de armazéns no porto de Beirute onde haveria um depósito de material pirotécnico. Não há nenhuma explicação oficial para a origem desta explosão perto do centro da capital libanesa, nem foi reivindicado algum atentado.

As explosões foram ouvidas em várias zonas da cidade e a onda de choque provocou destruição num raio de cinco quilómetros. Os vidros das janelas de muitos edifícios partiram-se.

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Com as ações de socorro a decorrer, as últimas informações dão conta de pelo menos 10 bombeiros desaparecidos, segundo o governador da cidade, Marwan Abboud, citado pela ‘CNN’, acrescentando que este cenário só tem comparação com os históricos acontecimentos de Hiroshima e Nagasaki.

Questionado sobre se um incêndio pode ter causado a explosão, o responsável afirmou não saber ao certo ainda que já tenha apurado que “houve um incêndio, os [bombeiros] vieram apagar, então a explosão aconteceu e eles desapareceram. Estamos ainda à procura deles”.

Em declarações aos media locais, citados pela ‘CNBC’, o ministro da Saúde do Líbano, Hassan Hamad, informou que pelo menos 50 pessoas morreram e pelo menos 2.750 pessoas ficaram feridas.

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A ‘CNBC’ avança ainda que ocorreu entretanto uma segunda explosão perto da residência do ex-primeiro ministro Saad Hariri, mas via contacto telefónico, o ex-governante já deu conta que ficou ileso.

Embora não esteja claro o que havia nos armazéns no local da explosão, o chefe de segurança interna do Líbano, citado pela ‘Reuters’, afirmou que esta área dava abrigo a “material altamente explosivo, mas também a material não explosivo”.

O presidente libanês Michel Aoun convocou o Conselho Supremo de Defesa do país para uma reunião de emergência.

O primeiro-ministro libanês Hassan Diab declarou quarta-feira um dia nacional de luto pelas vítimas da explosão e está a trabalhar para estabelecer a causa do incidente e garantir a segurança de todos no local, disse à CNBC um porta-voz do seu gabinete.

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