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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>EUA temeram que Israel matasse líderes iranianos que Washington queria manter vivos para negociar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 15:31:59 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[Washington temia que um ataque israelita contra Abbas Araghchi, ministro dos Negócios Estrangeiros, e Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento, pudesse fazer descarrilar as conversações]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os Estados Unidos terão alertado o Irão para a possibilidade de Israel assassinar dois altos responsáveis iranianos considerados interlocutores essenciais nas negociações de paz. Segundo o &#8216;El Español&#8217;, que cita relatos do &#8216;The New York Times&#8217; e do &#8216;Washington Post&#8217;, Washington temia que um ataque israelita contra Abbas Araghchi, ministro dos Negócios Estrangeiros, e Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento, pudesse fazer descarrilar as conversações.</p>
<p>A preocupação americana aumentou depois da morte de Ali Larijani, então chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, visto pelos Estados Unidos como um possível interlocutor numa transição de poder. A partir daí, responsáveis americanos passaram a desconfiar de que o Governo de Benjamin Netanyahu poderia ignorar os pedidos de Washington para poupar alguns dirigentes iranianos considerados mais “pragmáticos”.</p>
<p>Segundo os relatos, os serviços americanos chegaram a avaliar que, se Araghchi e Qalibaf fossem mortos, Washington perderia interlocutores decisivos dentro do regime iraniano. A imprensa americana refere que os EUA tinham pedido a Israel que retirasse ambos de uma lista de alvos, por entender que eram figuras úteis para manter abertas as negociações.</p>
<p>Qalibaf já tinha escapado a anteriores tentativas de assassinato atribuídas a Israel. De acordo com o &#8216;El Español&#8217;, o presidente do Parlamento iraniano foi visado durante a Guerra dos Doze Dias, em 2015, e novamente numa reunião de dirigentes iranianos num bunker nas montanhas, durante a Operação Rugido do Leão. Em ambos os episódios, terá sido retirado dos escombros com vida.</p>
<p>A tensão voltou a subir durante os preparativos para a cimeira de Islamabad, que terminou a 12 de abril. Antes de viajarem para a capital paquistanesa, onde se reuniriam com o vice-presidente americano, JD Vance, e com enviados de Donald Trump, incluindo Jared Kushner e Steve Witkoff, os responsáveis iranianos exigiram garantias de que não seriam alvo de ataques secretos israelitas.</p>
<p>A segurança da delegação ficou a cargo de mediadores paquistaneses e catarianos. A Força Aérea do Paquistão terá escoltado o avião iraniano desde a fronteira do Irão até Islamabad e repetido o acompanhamento no regresso. A delegação iraniana incluía mais de 70 pessoas, num contexto em que Teerão afirmava que os seus representantes estavam a “arriscar a vida” para manter as negociações abertas.</p>
<p>Foi na viagem de regresso que terá ocorrido o momento mais crítico. Segundo relatos citados pela imprensa americana, a equipa de Qalibaf recebeu um aviso de que dois caças israelitas tinham entrado no espaço aéreo iraniano pela fronteira ocidental e se dirigiam para a rota do avião. O aparelho acabou por fazer uma aterragem de emergência em Mashhad, cidade no nordeste do Irão, antes de a comitiva seguir por terra até Teerão, numa deslocação que prolongou a viagem em cerca de oito horas.</p>
<p>O episódio expõe a fragilidade das negociações entre Washington e Teerão, num momento em que os Estados Unidos tentam evitar uma nova escalada regional e preservar canais diplomáticos com setores do regime iraniano considerados menos radicais. Para a administração americana, a eventual eliminação desses interlocutores poderia reforçar as alas mais duras em Teerão e tornar muito mais difícil qualquer acordo.</p>
<p>Israel, por outro lado, vê com desconfiança um entendimento entre os Estados Unidos e o Irão, receando que um acordo alivie a pressão sobre Teerão sem limitar de forma significativa as suas ambições militares e nucleares. Essa divergência ajuda a explicar o desconforto americano perante a possibilidade de ações israelitas capazes de comprometer a via diplomática.</p>
<p>Apesar dos alertas, as negociações não foram interrompidas. Nos últimos dias, Araghchi voltou a advertir que o Irão responderá de forma “imediata e contundente” a qualquer ameaça contra o seu povo ou a sua liderança, numa mensagem dirigida tanto a Israel como aos Estados Unidos.</p>
<p>O caso mostra até que ponto a diplomacia em torno do Irão decorre num ambiente de risco permanente. Entre avisos secretos, listas de alvos, escoltas aéreas e aterragens de emergência, Washington tenta preservar interlocutores que considera necessários, enquanto Israel mantém a pressão militar sobre figuras que vê como parte da arquitetura de poder de Teerão.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785367]]></sapo:autor>
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		<title>NASA envia robô para o espaço para impedir telescópio de cair na Terra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 15:19:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma nave de resgate foi lançada para a órbita terrestre com uma missão pouco habitual: salvar um telescópio da NASA que está a perder altitude e impedir que acabe por cair de volta à Terra.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Uma nave de resgate foi lançada para a órbita terrestre com uma missão pouco habitual: salvar um telescópio da NASA que está a perder altitude e impedir que acabe por cair de volta à Terra.</p>
<p class="isSelectedEnd">O robô, chamado Link, tem três braços e foi lançado esta sexta-feira a partir das Ilhas Marshall. A missão deverá demorar cerca de um mês até alcançar o alvo: o Observatório Neil Gehrels Swift, um telescópio da NASA que orbita a Terra desde 2004.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Swift está no espaço há 21 anos, mas tem vindo a descer mais rapidamente do que o previsto. A recente atividade solar aqueceu e expandiu a atmosfera exterior da Terra, aumentando o arrasto sobre o telescópio e puxando-o progressivamente para altitudes mais baixas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Sem uma missão de resgate, preparada em apenas nove meses, o observatório poderia reentrar na atmosfera até outubro, altura em que já estaria demasiado baixo para ser salvo.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Missão de 30 milhões de dólares para recuperar o Swift</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A NASA está a pagar 30 milhões de dólares, cerca de 27 milhões de euros, à startup aeroespacial Katalyst Space Technologies para intercetar o telescópio e empurrá-lo para uma órbita segura.</p>
<p class="isSelectedEnd">O objetivo é permitir que o Swift continue a estudar alguns dos fenómenos mais violentos do universo, incluindo explosões de raios gama e estrelas em explosão.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para já, as observações científicas estão suspensas, numa tentativa de abrandar a descida do telescópio. Se tudo correr como previsto, o Swift poderá voltar à operação em setembro.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Robô vai empurrar telescópio 240 quilómetros para cima</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Atualmente, o Swift orbita a cerca de 360 quilómetros de altitude. Para regressar a uma zona considerada segura, terá de ser elevado em 240 quilómetros.</p>
<p class="isSelectedEnd">A operação será feita de forma gradual. Os propulsores do robô Link vão disparar lentamente, para evitar movimentos bruscos que possam danificar o telescópio, já envelhecido após mais de duas décadas em órbita.</p>
<p class="isSelectedEnd">O lançamento foi realizado com recurso a um foguete Pegasus XL da Northrop Grumman, naquela que foi a sua última missão. O foguete foi largado a partir da barriga de uma aeronave modificada e entrou em ignição sobre o Pacífico.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Missão de alto risco para evitar perda do telescópio</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A missão foi montada em apenas nove meses e enfrentou vários atrasos devido ao mau tempo e a problemas técnicos antes da descolagem desta sexta-feira.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ghonhee Lee, presidente executivo da Katalyst, classificou a operação como uma missão de “alto risco e alta recompensa”. Segundo o responsável, o maior perigo seria não lançar qualquer missão e permitir que o Swift ardesse na atmosfera.</p>
<p>A situação do Swift poderá não ser única. O Telescópio Espacial Hubble da NASA também poderá enfrentar um destino semelhante nos próximos anos, à medida que a atividade solar aumenta e contribui para a perda de altitude de objetos em órbita.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785356]]></sapo:autor>
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		<title>“Suíça do Médio Oriente” quer transformar crise de Ormuz em negócio: navios podem ter de pagar para passar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 15:18:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Estreito de Ormuz]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Omã]]></category>
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					<description><![CDATA[Depois de semanas de tensão, ataques e restrições à navegação, os navios voltaram gradualmente a atravessar a passagem entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz está a recuperar, mas a crise pode deixar uma mudança duradoura numa das rotas mais importantes do comércio mundial. Depois de semanas de tensão, ataques e restrições à navegação, os navios voltaram gradualmente a atravessar a passagem entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã. Ainda assim, o debate já não é apenas sobre segurança: é também sobre quem poderá cobrar por essa segurança.</p>
<p>O Estreito de Ormuz é um corredor vital para a energia mundial, por onde passa uma parte relevante do petróleo e do gás transportados por mar. A rota é curta, estratégica e difícil de substituir, o que explica por que razão as empresas de navegação continuam a usá-la mesmo quando o risco aumenta: evitar Ormuz implica mais tempo, mais combustível e custos mais elevados.</p>
<p>Segundo o &#8216;El Economista&#8217;, Omã está a ganhar protagonismo neste novo cenário. O sultanato, frequentemente descrito como a “Suíça do Médio Oriente” pela sua tradição de neutralidade e mediação, partilha com o Irão a geografia do estreito e tem mantido contactos com Teerão sobre uma eventual nova estrutura de segurança para a navegação.</p>
<p>A questão sensível está na possibilidade de criação de taxas ou pagamentos associados à travessia. Oficialmente, Omã rejeita a ideia de portagens obrigatórias sobre os navios que passam pelo estreito, mas admite discutir “taxas de serviço” ligadas a segurança marítima, assistência à navegação, proteção ambiental ou resposta a incidentes. O ministro dos Negócios Estrangeiros omanita, Badr al-Busaidi, afirmou que Omã não apoia portagens, por serem proibidas internacionalmente, mas reconheceu conversações com o Irão sobre serviços que possam ser enquadrados no direito marítimo.</p>
<p>É precisamente essa distinção que preocupa os EUA, países europeus, seguradoras e grandes consumidores de energia. Para críticos da proposta, uma taxa apresentada como serviço pode funcionar, na prática, como uma portagem disfarçada, criando um precedente perigoso numa rota de navegação internacional. A &#8216;Reuters&#8217; noticiou que o Irão insiste em manter controlo sobre Ormuz, incluindo a capacidade de regular a passagem dos navios e impor pagamentos após o fim do acordo temporário com Washington.</p>
<p>Durante o auge da crise, segundo o &#8216;El Economista&#8217;, elementos ligados à Guarda Revolucionária iraniana terão exigido pagamentos a navios em troca de passagem segura. A ambição de Teerão passaria agora por transformar uma prática informal e coerciva num mecanismo mais estruturado, eventualmente legitimado pela participação de Omã. O objetivo seria apresentar os pagamentos não como uma restrição à liberdade de navegação, mas como compensação por serviços prestados num corredor de alto risco.</p>
<p>Omã, por seu lado, tem incentivos próprios. Ao contrário de outros países do Golfo, não depende da passagem por Ormuz para exportar a maior parte do seu petróleo e gás, uma vez que dispõe de acesso direto ao Oceano Índico através do Golfo de Omã e do Mar Arábico. Isso dá-lhe margem estratégica: pode manter o seu setor energético menos exposto e, ao mesmo tempo, tentar ganhar relevância política e económica numa futura arquitetura de segurança do estreito.</p>
<p>O modelo em estudo poderá inspirar-se no Estreito de Malaca, na Ásia, onde Indonésia, Malásia e Singapura cooperam em matérias de navegação e segurança. Mas a comparação tem limites. Em Malaca, não há portagens obrigatórias sobre a navegação internacional, e qualquer tentativa de replicar esse sistema em Ormuz teria de ser aceite não apenas pelo Irão e por Omã, mas também pelos países do Golfo, pelos grandes importadores de energia, pelas seguradoras e pelas potências navais.</p>
<p>A posição americana é de rejeição. Washington considera Ormuz uma via internacional e opõe-se a qualquer sistema que permita ao Irão condicionar a navegação ou cobrar pela passagem. Segundo o &#8216;Wall Street Journal&#8217;, os Estados Unidos, em coordenação com Omã, têm tentado persuadir Teerão a abandonar o controlo sobre pagamentos de navios, mas o Irão continua a defender autoridade sobre a rota e sobre os corredores aprovados para circulação.</p>
<p>A China também pediu o restabelecimento da passagem segura e livre pelo estreito. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, afirmou que retomar a navegação “segura e desimpedida” em Ormuz serve os interesses de todas as partes, numa mensagem que reflete a dependência chinesa das rotas energéticas do Golfo.</p>
<p>Na Europa, o tom parece mais ambivalente. Algumas capitais admitem que algum tipo de custo associado à navegação possa tornar-se inevitável, desde que enquadrado como serviço e não como portagem. França e Omã defenderam, numa declaração conjunta após o encontro entre Emmanuel Macron e o sultão Haitham bin Tariq, a reabertura do estreito e a liberdade de navegação ao abrigo do direito marítimo internacional.</p>
<p>Mesmo com a recuperação do tráfego, Ormuz continua longe da normalidade. O &#8216;Financial Times&#8217; noticiou que os movimentos de navios aumentaram depois do cessar-fogo de 60 dias entre Washington e Teerão, mas permanecem abaixo dos níveis anteriores à guerra, com seguros, rotas aprovadas e riscos de minas ainda a pesar nas decisões das companhias.</p>
<p>O que está em causa, por isso, vai além do preço imediato do petróleo. Se Ormuz passar a ter uma nova governação, com taxas, escoltas, serviços obrigatórios ou regras impostas por Irão e Omã, o custo global da energia poderá subir mesmo sem novo bloqueio militar. A crise pode estar a transformar uma rota de passagem livre num corredor vigiado, negociado e potencialmente pago — e isso mudaria de forma profunda uma das artérias centrais da economia mundial.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785355]]></sapo:autor>
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		<title>“Arco Temu” de Trump começa a largar gosma amarela na grande feira dos 250 anos dos EUA: veja as imagens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 14:46:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
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					<description><![CDATA[A maquete pretende promover o projeto de um arco de vitória com cerca de 76 metros de altura, previsto para a zona do rio Potomac]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Great American State Fair, evento criado para assinalar os 250 anos dos Estados Unidos, voltou a enfrentar críticas e troça nas redes sociais. Desta vez, o problema está numa réplica em madeira do arco triunfal proposto pelo Presidente americano, Donald Trump, instalada no National Mall, em Washington, que foi rapidamente apelidada de “arco Temu” pela aparência improvisada e barata. Segundo o &#8216;The Independent&#8217;, a estrutura começou a apresentar fissuras e uma substância amarela, semelhante a espuma de construção, foi vista a escorrer junto às colunas.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">Caulk is visibly oozing from the columns of the false &quot;Arc de Trump&quot; on display at the Great American State Fair <a href="https://t.co/jBekraVZcM">pic.twitter.com/jBekraVZcM</a></p>
<p>&mdash; FactPost (@factpostnews) <a href="https://x.com/factpostnews/status/2072414528420147260?ref_src=twsrc%5Etfw">July 1, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>A maquete pretende promover o projeto de um arco de vitória com cerca de 76 metros de altura, previsto para a zona do rio Potomac. Mas a versão temporária, feita em contraplacado, já tinha sido alvo de críticas quando foi apresentada, com vários utilizadores a compararem a estrutura a uma peça de construção improvisada ou a uma versão barata comprada online.</p>
<p>As imagens divulgadas nas redes sociais mostravam a substância amarela a sair por cima de colunas de inspiração coríntia, num vídeo que acumulou centenas de milhares de visualizações. O episódio deu origem a comentários irónicos sobre a qualidade da estrutura e a estética do projeto, com vários utilizadores a recuperarem a alcunha “Temu arch”, numa referência depreciativa à aparência barata da réplica.</p>
<p>A estrutura tinha recebido nos últimos dias uma remodelação visual, com a colocação de colunas e molduras decorativas. Ainda assim, segundo o &#8216;The Independent&#8217;, alguns elementos que pareciam tridimensionais à distância seriam, na verdade, impressões aplicadas sobre a superfície. O calor em Washington poderá também ter contribuído para deformar a madeira e fazer com que o revestimento começasse a esticar e a descolar.</p>
<p>A organização Freedom 250, responsável pela feira, foi contactada pelo jornal britânico, mas não tinha ainda comentado o episódio. Alguns apoiantes de Trump defenderam a maquete, argumentando que se trata apenas de uma estrutura temporária e que não faria sentido esperar uma construção em mármore para um evento provisório.</p>
<p>O problema com o arco é apenas o mais recente numa série de contratempos que têm marcado a Great American State Fair. O evento, pensado como uma celebração prolongada do 250º aniversário da independência americana, já tinha sido afetado pela desistência de vários artistas convidados, por recusas de participação de alguns estados liderados por democratas e por críticas à baixa afluência em vários momentos.</p>
<p>Depois da abertura da feira, também foram relatados outros problemas logísticos, incluindo uma falha elétrica que terá derretido gelados, bancas estaduais pouco abastecidas e atuações musicais com público reduzido. Fotografias e vídeos partilhados ao longo da semana mostraram zonas do recinto com pouca gente, apesar de Trump ter descrito o evento como um sucesso.</p>
<p>O presidente americano escreveu na &#8216;Truth Social&#8217; que a feira estava cheia de “pessoas felizes” e defendeu que a organização tinha feito um “trabalho fantástico”. A cobertura mediática, porém, tem destacado sobretudo os problemas de execução, a fraca afluência e agora a réplica do arco triunfal, que se transformou em mais um símbolo das dificuldades do evento.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785337]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Parlamento aprova aumento de valor destinado ao Fundo de Proteção Social do Bombeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 14:40:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Assembleia da República aprovou hoje o aumento do montante a transferir pela Proteção Civil para o Fundo de Proteção Social do Bombeiro e o fim de restrições no reembolso aos bombeiros de propinas e taxas na Educação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Assembleia da República aprovou hoje o aumento do montante a transferir pela Proteção Civil para o Fundo de Proteção Social do Bombeiro e o fim de restrições no reembolso aos bombeiros de propinas e taxas na Educação.</p>
<p>As medidas foram aprovadas por proposta do PCP em votação final global, com a abstenção de PSD, IL e CDS-PP e os votos favoráveis dos restantes partidos.</p>
<p>Segundo o diploma, que altera o Regime Jurídico Aplicável aos Bombeiros Portugueses no Território Continental e as Regras de Financiamento das Associações Humanitárias de Bombeiros no Continente, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) passa a ter de transferir anualmente para o Fundo de Proteção Social do Bombeiro (FPSB) &#8220;um montante equivalente a 5% da verba anualmente transferida&#8221; para aquelas associações.</p>
<p>Atualmente, o valor transferido para o FPSB, gerido pela Liga dos Bombeiros Portugueses, equivale a 3% do montante anual, menos dois pontos percentuais.</p>
<p>O projeto de lei determina, por outro lado, o fim da obrigação dos bombeiros de corpos profissionais, mistos ou voluntários prestarem pelo menos um ano de serviço efetivo para beneficiarem, tal como os seus filhos, do reembolso de propinas e taxas de inscrição pagas pela frequência dos ensinos secundário e superior.</p>
<p>Este reembolso deixa simultaneamente de ter como limite máximo o valor do salário mínimo nacional.</p>
<p>O diploma precisa ainda que o apoio judiciário concedido a um bombeiro demandado ou demandante em tribunal por situações ocorridas no exercício de funções consiste na isenção de taxas de justiça e dos custos com a nomeação e honorários a pagar a um advogado.</p>
<p>A votação final global realizou-se depois de o PCP ter solicitado a confirmação em plenário das votações do diploma em sede de comissão parlamentar (especialidade), tendo sido rejeitada, entre outras medidas, com os votos contra de PSD, PS e CDS-PP, a comparticipação no acesso dos bombeiros a lares.</p>
<p>À saída do plenário, o deputado e secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, congratulou-se com a aprovação do projeto de lei, &#8220;apesar de golpeado&#8221;.</p>
<p>&#8220;Esta proposta tinha sido aprovada na generalidade e tinha sido chumbada na especialidade esta semana. Fizemos bem em trazê-la novamente à discussão, porque permitiu que alguns partidos tivessem refletido sobre as medidas que tinham chumbado na passada quarta-feira&#8221;, acrescentou.</p>
<p>O diploma segue agora para a Presidência da República e, caso seja promulgado por António José Seguro, entrará a vigor com o Orçamento do Estado para 2027.</p>
<p>IB/SMA // CMP</p>
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		<title>Nuno Melo quer EUA a assumir responsabilidades pela contaminação na Base das Lajes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 14:35:04 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Defesa, Nuno Melo, defendeu hoje em Guimarães o empenho do Governo na monitorização da denúncia de contaminação de solos e aquíferos na Base das Lajes, nos Açores, instando os Estados Unidos a assumirem as suas responsabilidades.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Defesa, Nuno Melo, defendeu hoje em Guimarães o empenho do Governo na monitorização da denúncia de contaminação de solos e aquíferos na Base das Lajes, nos Açores, instando os Estados Unidos a assumirem as suas responsabilidades.</p>
<p>&#8220;O que parece evidente é que o Estado tem que estar empenhado sempre na monitorização da situação, sempre possível na diminuição do impacto e obviamente também permanentemente instando os Estados Unidos da América a que assumam as suas responsabilidades e ajudem no esforço&#8221;, afirmou o governante.</p>
<p>Em declarações à saída do evento &#8220;Espaço: conhecimento, defesa e economia&#8221;, que decorreu no Centro Cultural Vila Flor, integrado no programa associado ao Conselho de Ministros, que tem lugar hoje, em Guimarães, Nuno Melo reagiu à notícia do semanário Expresso sobre a contaminação, identificada desde 2003 por estudos dos próprios norte-americanos, e agora após uma investigação de doutoramento ter detetado metais pesados e chumbo (elementos potencialmente cancerígenos) nos esqueletos de habitantes.</p>
<p>Questionado sobre as suas declarações na reunião da Comissão de Defesa Nacional em que terá desvalorizado a tese do antropólogo da ilha Terceira, Félix Rodrigues, o governante argumentou tratar-se de &#8220;um estudo privado&#8221; e que embora &#8220;certamente credível&#8221;, a &#8220;interação do Estado há de ser com as entidades a quem são cometidas expressamente estas competências, o LNEC [Laboratório Nacional de Engenharia Civil], e a entidade reguladora açoriana [Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos dos Açores], que são as primeiras a deverem ter em conta estes estudos, que são entidades oficiais&#8221;.</p>
<p>&#8220;O que eu quis expressar na Comissão de Defesa Nacional é que não há dúvida nenhuma de que há contaminação nos Açores e que é associada à utilização da Base de Lajes. Essa é a premissa&#8221;, argumentou o governante.</p>
<p>E prosseguiu: &#8220;agora, no que tem a ver com o Estado, o que eu disse na Comissão de Defesa Nacional é que há entidades públicas a quem estão legalmente cometidas competências e obrigações, e são aquelas nas quais temos que ter o foco, porque sendo as informações e as entidades que veiculam os dados oficiais, são aquelas que nós devemos ter primariamente em conta, o que não invalida que outros estudos, nomeadamente esse estudo que assenta numa tese de doutoramento, não seja relevante e não deve ser tido em conta&#8221;.</p>
<p>Segundo o Expresso, entre 2020 e 2022, os Estados Unidos não realizaram trabalhos para remediar os danos ambientais na zona da Base das Lajes, na ilha Terceira, nos Açores, por entenderem que a contaminação de solos e aquíferos &#8212; identificada desde 2003 por estudos dos próprios norte-americanos &#8212;, não é prejudicial à saúde das pessoas que ali trabalham e vivem.</p>
<p>Em 2025, relata o semanário, os responsáveis pela Força Aérea dos Estados Unidos na Europa (USAFE) ameaçaram voltar a parar os trabalhos de mitigação dos contaminantes nas zonas poluídas do concelho da Praia da Vitória, onde uma investigação de doutoramento, defendida esta semana, detetou metais pesados e chumbo (elementos potencialmente cancerígenos) nos esqueletos de habitantes.</p>
<p>A intenção dos norte-americanos &#8212; que mantêm um destacamento militar de cerca de 170 efetivos na Base Aérea nº4, depois de uma grande redução há dez anos &#8212; foi comunicada numa reunião realizada por videoconferência no dia 11 de setembro de 2025. Os peritos da USAFE disseram aos responsáveis portugueses que, este ano, &#8220;ia voltar a ser aplicada a decisão&#8221; conhecida pela sigla NO-SIHHS: significa que os EUA não reconhecem a existência de impactos da poluição para a saúde humana (No Substantial Impact to Human Health and Safety).</p>
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		<title>Preço do gasóleo subiu 30% e o da gasolina 19% em maio face a 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 14:35:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O preço do gasóleo subiu 30,3% em maio face ao período homólogo de 2025 e o da gasolina 95 avançou 19,3%, num mês em que a cotação média do Brent avançou 60,3%, segundo a DGEG.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O preço do gasóleo subiu 30,3% em maio face ao período homólogo de 2025 e o da gasolina 95 avançou 19,3%, num mês em que a cotação média do Brent avançou 60,3%, segundo a DGEG.</p>
<p>De acordo com as Estatísticas Rápidas dos Combustíveis Fósseis, publicadas pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), o preço médio de venda ao público do gasóleo rodoviário fixou-se em 1,977 euros por litro em maio, contra 1,517 euros no mesmo mês do ano passado. No entanto, na comparação com abril, registou uma descida face aos 2.038 euros registados no mês anterior.</p>
<p>Já a gasolina 95 registou um preço médio de 2,000 euros por litro, acima dos 1,677 euros observados em maio de 2025 e dos 1,919 euros do mês passado.</p>
<p>O relatório indica ainda que, relativamente ao mês anterior, os preços dos combustíveis rodoviários variaram entre uma descida de 3,3% no GPL auto e uma subida de 4,2% na gasolina.</p>
<p>Sem taxas, os preços médios do gasóleo rodoviário e da gasolina aumentaram 55,9% e 40,5%, respetivamente, em maio face ao mesmo mês de 2025.</p>
<p>Segundo a DGEG, a cotação média mensal do Brent, em euros por barril, passou de 57,15 euros em maio de 2025 para 91,59 euros em maio deste ano.</p>
<p>Os dados mostram ainda que o consumo global dos combustíveis rodoviários aumentou 1,6% no ano móvel terminado em maio, em comparação com o período homólogo.</p>
<p>Por tipo de combustível, o consumo de GPL auto subiu 13,7%, o da gasolina 98 aumentou 10,5%, o da gasolina 95 cresceu 5,7% e o do gasóleo avançou 0,1%.</p>
<p>No mesmo relatório, cujos dados relativos a 2025 e 2026 são provisórios, a DGEG indica que o preço médio de importação do gás natural recuou 9,3% em maio face ao período homólogo, para cerca de 23 euros por megawatt-hora, com o gás natural liquefeito importado por navio a representar 98% do total das importações.</p>
<p>Os preços dos combustíveis têm sido pressionados nos últimos meses pela tensão geopolítica no Médio Oriente, na sequência dos ataques dos EUA e Israel ao Irão em 28 de fevereiro, e pela volatilidade nos mercados internacionais do petróleo com receios de perturbações no abastecimento internacional de petróleo relacionados com o encerramento do estreito de Ormuz.</p>
<p>Apesar de movimentos recentes de descida do Brent, a Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE) explicou à Lusa que a redução dos preços na cadeia de valor, em especial na refinação, tende a ser mais lenta do que a descida da matéria-prima, devido aos custos fixos de produção e à escassez de armazenagem na Europa.</p>
<p>&#8220;A redução de preços na cadeia de valor, com especial destaque na área da refinação é por definição mais lenta que as reduções de preços de matéria-prima (Crude/Brent), pois refletem duas componentes menos voláteis, que são os elevados custos fixos de produção e a escassez de armazenagem na Europa, sustentou a entidade.</p>
<p>A ENSE tem competências de fiscalização e supervisão no setor energético, incluindo na área dos combustíveis, para apoio ao regulador com competências em preços, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785335]]></sapo:autor>
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		<title>Von der Leyen avisa que UE precisa de acordo sobre novas receitas anuais de 66 mil ME</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 14:31:07 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A presidente da Comissão Europeia alertou hoje que a União Europeia precisa de garantir 66 mil milhões de euros anuais em novas receitas para 2028 a 2034, caso contrário os Estados-membros terão de aumentar contribuições ou cortar no orçamento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A presidente da Comissão Europeia alertou hoje que a União Europeia precisa de garantir 66 mil milhões de euros anuais em novas receitas para 2028 a 2034, caso contrário os Estados-membros terão de aumentar contribuições ou cortar no orçamento.</p>
<p>&#8220;É demasiado cedo para fazer um julgamento sobre valores isolados, mas, quanto à questão sobre os recursos próprios, nós propusemos cinco novos recursos próprios diferentes e o Parlamento [Europeu] também propôs outros três novos recursos próprios. O que precisamos é, em média, cerca de 66 mil milhões por ano em novos recursos próprios&#8221; para o orçamento plurianual da UE, disse Ursula von der Leyen, em conferência de imprensa na cidade irlandesa de Cork.</p>
<p>No dia em que o colégio de comissários da Comissão Europeia participa no evento de inauguração da presidência semestral rotativa do Conselho da UE, que será ocupada pela Irlanda até final de dezembro, a líder do executivo comunitário alertou que, caso não haja acordo entre os líderes europeus sobre novos recursos próprios, &#8220;há três opções para financiar o orçamento&#8221;.</p>
<p>&#8220;Uma delas é o aumento das contribuições nacionais dos Estados-membros para colmatar a diferença e a segunda é que, se não quiserem aumentar as contribuições nacionais dos Estados-membros e não houver novos recursos próprios, é necessário cortar&#8221;, avisou.</p>
<p>De acordo com Von der Leyen, se a UE &#8220;tivesse de cortar para compensar estes 66 mil milhões de euros por ano, isso significaria um corte de 40% na proposta&#8221; de Bruxelas.</p>
<p>&#8220;Isto mostra o quão importante e crucial é a necessidade de novos recursos próprios e conto com a presidência irlandesa para trabalhar nesse tema&#8221; neste semestre, concluiu.</p>
<p>Em causa estão as negociações do orçamento plurianual da União Europeia para 2028-2034, no qual a Comissão propõe cinco novas fontes de receita (sistema de comércio de emissões de carbono, mecanismo de ajustamento de carbono nas fronteiras, plástico não reciclado, lucros das empresas e tabaco) e o Parlamento Europeu sugere mais três (taxa sobre transações financeiras, criptoativos e contribuição digital).</p>
<p>Presente na ocasião, o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, apontou que nenhum país manifestou até ao momento intenção de &#8220;adiar a conclusão das posições orçamentais para além de dezembro&#8221; deste ano.</p>
<p>&#8220;A maioria [dos países] considera que seria preferível e essencial concluí-lo [este ano], porque adiar uma decisão não reduz o desafio&#8221;, avisou, admitindo as &#8220;diferentes perspetivas sobre o orçamento&#8221;.</p>
<p>Na quinta-feira, em declarações à imprensa europeia em Cork, Micheál Martin avisou os países da UE que terão de fazer &#8220;cedências significativas&#8221; na negociação orçamental, quando as posições ainda estão &#8220;diametralmente opostas&#8221;.</p>
<p>Antes, o ministro das Finanças da Irlanda, Simon Harris, pediu ambição a Portugal nas negociações do orçamento comunitário 2028-2034, prometendo uma &#8220;proposta equilibrada&#8221; que inclua as preocupações portuguesas na coesão e agricultura e as novas prioridades.</p>
<p>Em julho de 2025, a Comissão Europeia propôs um orçamento da UE para 2028-2034 de dois biliões de euros, no qual Portugal receberia 33,5 mil milhões de euros.</p>
<p>Entretanto, a presidência cipriota do Conselho da UE (no primeiro semestre deste ano, antes da Irlanda) apresentou uma nova proposta que reduz ligeiramente o orçamento global para 1,94 biliões de euros, mas aumenta a verba destinada a Portugal em cerca de 1,6 mil milhões de euros, elevando-a para aproximadamente 35 mil milhões.</p>
<p>Por sua vez, o Parlamento Europeu defende um orçamento mais ambicioso, de cerca de 2,014 biliões de euros.</p>
<p>As negociações vão prosseguir nos próximos meses, para alcançar um acordo até ao final do ano.</p>
<p>Para outubro, está prevista uma proposta revista por parte da presidência irlandesa do Conselho da UE, com mais trabalho nos recursos próprios (receitas) do orçamento comunitário.</p>
<p>*** A Lusa viajou a convite da presidência irlandesa do Conselho da UE ***</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785334]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Fórum para a Competitividade prevê crescimento entre 1,8% e 2% no 2.º trimestre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 14:29:37 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[O Fórum para a Competitividade prevê que a economia portuguesa tenha um crescimento homólogo entre 1,8% e 2% no segundo trimestre, perspetivando melhorias que permitem terminar o ano com um crescimento próximo de 2%.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Fórum para a Competitividade prevê que a economia portuguesa tenha um crescimento homólogo entre 1,8% e 2% no segundo trimestre, perspetivando melhorias que permitem terminar o ano com um crescimento próximo de 2%.</P><br />
<P>Segundo as previsões divulgadas hoje na nota de conjuntura, a associação estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do 2.º trimestre de 2026 terá subido entre 0,2% e 0,4% em cadeia, a que corresponde uma variação homóloga entre 1,8% e 2,0%.</P><br />
<P>&#8220;Depois de o PIB ter estagnado em cadeia no 1.º trimestre, parece que terá registado algum crescimento no 2.º trimestre, mas ainda tímido&#8221;, nota o Fórum.</P><br />
<P>Após as &#8220;fortes perturbações do 1º trimestre, o comboio de tempestades e o início do conflito no Médio Oriente, o 2.º trimestre revelou-se mais benigno, com um crescente otimismo sobre a normalização da circulação pelo estreito de Ormuz, patente na descida dos preços dos combustíveis e na melhoria da confiança dos consumidores e empresários&#8221;, lê-se na nota.</P><br />
<P>Neste cenário, o Fórum prevê que, no conjunto do ano 2026, o crescimento do PIB português poderá ficar pouco abaixo dos 2%.</P><br />
<P>Já o Governo prevê um crescimento de 2% este ano, segundo as projeções atualizadas inscritas no relatório anual de progresso enviado a Bruxelas em abril.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785316]]></sapo:autor>
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		<title>Incêndios: Nuno Melo anuncia `helis´ da Força Aérea no combate e ministérios articulados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 14:28:40 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Defesa, Nuno Melo, destacou hoje em Guimarães, a articulação entre ministérios para aumentar a eficácia no combate aos incêndios e lembrou que pela primeira vez, em 2026, haverá helicópteros da Força Aérea envolvidos nesse esforço.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O ministro da Defesa, Nuno Melo, destacou hoje em Guimarães, a articulação entre ministérios para aumentar a eficácia no combate aos incêndios e lembrou que pela primeira vez, em 2026, haverá helicópteros da Força Aérea envolvidos nesse esforço.</P><br />
<P>Em declarações à saída do evento &#8220;Espaço: conhecimento, defesa e economia&#8221;, que decorreu no Centro Cultural Vila Flor, integrado no programa associado ao Conselho de Ministros, que tem lugar hoje, em Guimarães, Nuno Melo garantiu ainda que os militares &#8220;estarão presentes nas operações de prevenção, rescaldo, mas também de combate com meios aéreos&#8221;. </P><br />
<P>Da estratégia adotada pelo Governo, o ministro revelou &#8220;a articulação que tem sido impecável a nível de diferentes ministérios, nomeadamente a Administração Interna, a Defesa Nacional e a Agricultura, para que num país com meios escassos e com múltiplas entidades que operam neste tipo de cenário, a articulação seja a melhor e, desse ponto de vista, a eficácia maior&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;No que tem a ver com a Defesa Nacional, o que nós estamos a fazer é a reforçar meios. Este ano, pela primeira vez, vamos ter helicópteros (da Força Aérea] empenhados no combate aos incêndios&#8221;, continuou o governante, revelando ter sido estabelecida uma estratégia na Base Aérea de Monte Real, em Leiria, &#8220;em que aeronaves P-3 Orion e Capri C-295 fazem a deteção precoce dos incêndios&#8221;.</P><br />
<P>Dessa forma, prosseguiu, é possível &#8220;imediatamente empenhar os helicópteros para o combate sem que tenham que percorrer toda a grande teia burocrática, porque isso pode ser a diferença entre atacar um incêndio precoce ou no final ter que lidar com um grande incêndio&#8221;.</P><br />
<P>Questionado se os helicópteros já estão a funcionar, Nuno Melo respondeu afirmativamente, acrescendo a isso, no que tem a ver com o exército, as &#8220;dezenas e dezenas de protocolos celebrados com autarquias&#8221; em que, &#8220;além da arma de engenharia empenhada, tem múltiplas patrulhas a percorrer o território nacional nesse esforço de deteção&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;São milhares de efetivos&#8221;, assinalou o governante, que incluiu nesse esforço os fuzileiros. </P><br />
<P>Nuno Melo mencionou ainda a &#8220;aquisição de &#8216;kits&#8217; de incêndios que são instalados em aeronaves C-130, que estarão operacionais a partir de 2027, mas podendo usar carga de água e calda retardante&#8221;, a que &#8220;acresce a aquisição de bombardeiros pesados Canadair, que estão em produção no Canadá e que chegarão, o primeiro em 2029, e o segundo em 2030&#8221;.</P><br />
<P>Apesar do esforço a cargo do Estado português, o ministro apelou aos cidadãos para que diminuam os riscos, lembrando-lhes &#8220;serem parte da equação&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Têm que limpar os seus terrenos, têm que estar atentos ao que está a acontecer, não devem fazer queimadas, acender fogos, porque o Estado só por si não vai dar resposta&#8221;, terminou.</P><br />
<P>JFO/JGS// SF</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785307]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>PRR: Plano desembolsa 13.193 M€ até julho, 60% do valor aprovado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 14:27:57 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[PRR]]></category>
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					<description><![CDATA[O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) pagou aos seus beneficiários, sobretudo empresas, 13.193 milhões de euros até julho, o equivalente a 59% do valor contratado e a 60% do aprovado, segundo o último relatório de monitorização.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) pagou aos seus beneficiários, sobretudo empresas, 13.193 milhões de euros até julho, o equivalente a 59% do valor contratado e a 60% do aprovado, segundo o último relatório de monitorização.</p>
<p>Só na última semana, o plano desembolsou mais 89 milhões de euros.</p>
<p>Com os maiores valores recebidos estão as empresas (4.716 milhões de euros), as entidades públicas (2.656 milhões de euros) e as autarquias e áreas metropolitanas (2.055 milhões de euros).</p>
<p>Seguem-se as empresas públicas (1.434 milhões de euros), as escolas (637 milhões de euros), as instituições do ensino superior (554 milhões de euros), as instituições da economia solidária e social (450 milhões de euros), as instituições do sistema científico e tecnológico (362 milhões de euros) e, por último, as famílias (328 milhões de euros).</p>
<p>A execução do PRR segue nos 61%.</p>
<p>Por sua vez, as aprovações de projetos estão em 24.679 milhões de euros, abaixo dos 24.928 milhões de euros anteriormente reportados.</p>
<p>A liderar as aprovações de projetos estão as empresas (8.473 milhões de euros), seguidas pelas entidades públicas (4.730 milhões de euros) e pelas autarquias e áreas metropolitanas (4.710 milhões de euros).</p>
<p>Destacam-se ainda as empresas públicas (2.675 milhões de euros) e as instituições do ensino superior (1.006 milhões de euros).</p>
<p>Com menos de 1.000 milhões de euros aparecem as escolas (992 milhões de euros), as instituições da economia solidária e social (882 milhões de euros), as instituições do sistema científico e tecnológico (731 milhões de euros) e as famílias (480 milhões de euros).</p>
<p>Até quarta-feira, o PRR recebeu 516.521 candidaturas, sendo que 486.218 foram analisadas.</p>
<p>Já as candidaturas aprovadas fixaram-se em 383.900, menos 118.</p>
<p>A Comissão Europeia (CE) emitiu, na quinta-feira, uma avaliação preliminar positiva ao 9.º pedido de pagamento do PRR, abrindo o caminho ao desembolso de 2,3 mil milhões de euros, segundo um comunicado.</p>
<p>Na nota, divulgada pelo Ministério da Economia e da Coesão Territorial, lê-se que este pedido foi submetido a 18 de maio, tendo a CE reconhecido &#8220;o cumprimento dos 51 marcos e metas submetidos&#8221;.</p>
<p>&#8220;Esta avaliação abre caminho ao desembolso de 2,3 mil milhões de euros&#8221;, assegurou ainda a tutela.</p>
<p>O PRR pretende implementar um conjunto de reformas e investimentos tendo em vista a recuperação do crescimento económico.</p>
<p>Além de ter o objetivo de reparar os danos provocados pela covid-19, este plano tem o propósito de apoiar investimentos e gerar emprego.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785319]]></sapo:autor>
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		<title>Agentes de IA já fazem compras em ambiente real na Europa. Visa avança com nova fase do comércio agêntico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 13:57:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os primeiros agentes de Inteligência Artificial (IA) já estão a realizar compras em ambiente real diretamente nos websites de comerciantes aderentes, em nome dos consumidores.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Visa anunciou uma nova etapa na evolução do comércio agêntico na Europa, revelando que os primeiros agentes de Inteligência Artificial (IA) já estão a realizar compras em ambiente real diretamente nos websites de comerciantes aderentes, em nome dos consumidores.</p>
<p>Ao contrário dos testes realizados anteriormente em ambientes controlados, os agentes de IA passam agora a poder pesquisar produtos, selecionar artigos e concluir compras em comerciantes independentes, sempre de acordo com as instruções e os limites previamente definidos pelos utilizadores. A Visa assegura a ligação entre bancos, comerciantes e sistemas de IA através da sua rede de pagamentos, garantindo que todas as operações são autenticadas, seguras e cumprem os requisitos regulamentares europeus.</p>
<p>Esta evolução é suportada pelo Visa Intelligent Commerce, um conjunto de soluções desenvolvido para permitir experiências de compra com recurso à Inteligência Artificial. Segundo a empresa, todas as transações exigem autorização explícita do consumidor e só podem ser executadas dentro dos parâmetros previamente estabelecidos.</p>
<p>A Visa refere que está a trabalhar com mais de 30 bancos emissores europeus para viabilizar estas operações, envolvendo comerciantes como a lastminute.com, Frasers, Cleverbridge e BrickDepot. As primeiras transações abrangeram áreas como viagens, retalho e comércio eletrónico, demonstrando o potencial desta tecnologia em diferentes contextos de compra.</p>
<p>&#8220;Estamos a assistir aos primeiros agentes de IA a realizar compras em nome dos consumidores diretamente junto de comerciantes&#8221;, afirmou Bea Larregle, Senior Vice-President e Group Country Manager da Visa para a Europa do Sul. A responsável acrescenta que o próximo desafio passa por aumentar a escala desta capacidade e garantir que os consumidores lhe atribuem o mesmo nível de confiança dos pagamentos tradicionais com Visa.</p>
<p>Também Alessandro Petazzi, CEO da lastminute.com, considera que a Inteligência Artificial irá transformar a forma como os consumidores pesquisam e planeiam viagens, destacando o papel da Visa na autenticação e na criação de mecanismos de confiança para testar esta tecnologia em segurança.</p>
<p>Para os comerciantes, a integração neste ecossistema é feita através do Trusted Agent Protocol e do Agent Directory da Visa, ferramentas que permitem identificar agentes de IA verificados e distingui-los de tráfego não autenticado, mantendo o controlo sobre a forma como estes interagem com os websites e realizam transações.</p>
<p>A implementação conta ainda com o apoio de empresas como a Cloudflare e a Akamai, responsáveis por integrar estas capacidades na infraestrutura tecnológica utilizada pelos comerciantes.</p>
<p>Do lado dos bancos emissores, a autenticação das compras é assegurada pelos Visa Payment Passkeys, uma solução que permite validar de forma segura as operações realizadas pelos agentes de IA em nome dos consumidores, cumprindo os requisitos europeus de Autenticação Forte do Cliente (SCA). Segundo a empresa, este mecanismo garante que todas as transações permanecem associadas a um utilizador verificado e à sua autorização explícita.</p>
<p>A Visa considera que este modelo responde aos principais desafios do comércio agêntico, assegurando simultaneamente o controlo por parte do consumidor, a confiança dos comerciantes e a visibilidade das transações para os bancos emissores.</p>
<p>A empresa adianta ainda que pretende expandir este modelo para os pagamentos empresariais e B2B, aplicando os mesmos princípios de segurança, transparência e confiança com o objetivo de aumentar a eficiência das organizações.</p>
<p>Entre os bancos europeus que já concluíram transações em ambiente real através do programa Agentic Ready encontram-se instituições como Abanca, Bankinter, Barclays, BBVA, CaixaBank, Commerzbank, HSBC UK, ING, Klarna, Lloyds Banking Group, NatWest, Nordea, Revolut e Banca Transilvania, entre outras.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785313]]></sapo:autor>
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		<title>Próxima semana à lupa: Dos mercados à economia – e outras coisas que precisa de saber</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 13:51:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Do calendário económico ao que vai mexer com os mercados na próxima semana. Saiba o que vai estar na agenda nacional e internacional]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="x_MsoNormal"><span data-olk-copy-source="MessageBody">Os mercados acionistas americanos deverão encerrar esta semana encurtada devido ao feriado com uma tendência geral de alta. Uma queda acentuada nas ações do setor tecnológico foi amplamente compensada pela solidez do Dow Jones que atingiu um novo máximo histórico e comprovou que está a haver uma rotação de capital para setores mais defensivos.</span></p>
<p class="x_MsoNormal">Ao longo da semana, o Dow Jones valorizou cerca de 1 024 pontos (1,97%), o S&amp;P 500 subiu 1,76% e o Nasdaq 100 encerrou praticamente estável. O relatório de junho sobre o emprego não agrícola, mais fraco do que o esperado, acompanhado por uma revisão substancial em baixa dos dados relativos aos dois meses anteriores, atenuou os receios de um aumento iminente das taxas de juro por parte da Reserva Federal nas próximas duas reuniões, e foi o principal fator impulsionador do Dow Jones.</p>
<p class="x_MsoNormal"><strong><u>EUA</u></strong></p>
<p class="x_MsoListParagraphCxSpFirst">·       O relatório do NFP de junho revelou que a economia dos EUA criou apenas 57.000 postos de trabalho, muito abaixo das expectativas de cerca de 115.000. Embora a taxa de desemprego tenha descido para 4,2%, tal deveu-se, em parte, a uma queda acentuada na taxa de participação na força de trabalho, que só tinha registado níveis tão baixos durante o período da pandemia;</p>
<p class="x_MsoListParagraphCxSpMiddle">·       As vagas de emprego do JOLTs subiram para os 7,594 milhões em maio, ultrapassando confortavelmente o consenso de 7,30 milhões;</p>
<p class="x_MsoListParagraphCxSpMiddle">·       O relatório de emprego do ADP revelou um aumento de apenas 98.000 postos de trabalho em junho, ficando aquém da previsão de 120.000;</p>
<p class="x_MsoListParagraphCxSpMiddle">·       O Índice de Confiança do Consumidor da Conference Board subiu ligeiramente para 91,2, face a um valor revisto de 90,6, embora não tenha atingido a previsão de 94,7, uma vez que as famílias continuam um pouco cautelosas quanto às perspetivas a curto prazo;</p>
<p class="x_MsoListParagraphCxSpMiddle">·       O PMI do Setor Transformador do ISM recuou para 53,3 em junho, face aos 54,0 anteriores, ficando ligeiramente abaixo das expectativas, mas mantendo uma base sólida em território expansionista;</p>
<p class="x_MsoListParagraphCxSpLast">·       O crescimento dos preços da habitação nos EUA acelerou, com o Índice S&amp;P/Case-Shiller a subir 1,1% em termos homólogos em abril, superando a estimativa de consenso de 0,9%..</p>
<p class="x_MsoNormal"><strong><u>APAC</u></strong></p>
<p class="x_MsoListParagraphCxSpFirst">·       As vendas a retalho japonesas registaram um aumento de 5,3% em termos homólogos em maio, superando o consenso de 3,2% e sinalizando uma recuperação significativa da atividade de consumo;<u></u></p>
<p class="x_MsoListParagraphCxSpMiddle">·       O Índice Tankan das Grandes Empresas Industriais do segundo trimestre no Japão subiu para 22, ultrapassando largamente a previsão de 16 e assinalando uma melhoria acentuada no sentimento empresarial;<u></u></p>
<p class="x_MsoListParagraphCxSpMiddle">·       O PMI do setor transformador da China, divulgado pelo NBS, subiu ligeiramente para 50,3 em junho, superando a previsão de 50,1 e confirmando que a atividade industrial está gradualmente a ganhar impulso.<u></u></p>
<p class="x_MsoListParagraphCxSpMiddle">·       O PMI do setor transformador da China, calculado pela RatingDog, manteve-se em território de expansão, nos 51,7, excedendo ligeiramente o consenso de 51,6, apesar de uma ligeira descida em relação ao mês anterior;<u></u></p>
<p class="x_MsoListParagraphCxSpLast">·       A confiança empresarial da ANZ na Nova Zelândia disparou para 36,6 em junho, face aos 10,0 anteriores, sugerindo um aumento dramático e repentino do otimismo empresarial local<u></u></p>
<p class="x_MsoNormal"><strong><u>Zona Euro</u></strong></p>
<p class="x_MsoListParagraphCxSpFirst">·        A inflação na zona euro arrefeceu mais rapidamente do que o previsto, com a inflação geral preliminar em termos homólogos a abrandar para 2,8% face à previsão de 3%, enquanto a inflação subjacente caiu para 2,4% contra as expectativas de 2,6%;<b></b></p>
<p class="x_MsoListParagraphCxSpMiddle">·       O Índice de Confiança Económica Europeia melhorou para 95,0 em junho, superando o consenso de 94,3 e assinalando uma evolução para um território mais otimista na região;<b></b></p>
<p class="x_MsoListParagraphCxSpLast">·       Os preços da habitação no Reino Unido, segundo a Nationwide, subiram 2,2% em termos homólogos em junho, ficando aquém da previsão de 2,4%, uma vez que a recuperação dos valores imobiliários parece estar a perder algum ímpeto.<b></b></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4 class="x_MsoNormal"><b>Destaques da semana que vem</b></h4>
<p class="x_MsoNormal"><b>Decisão do RBNZ sobre a taxa de juro</b></p>
<p class="x_MsoListParagraph"><em>·       Data: quarta-feira, 8 de julho, às 03h00 GMT</em></p>
<p class="x_MsoNormal">Na sua última reunião, no final de maio, o Banco Central da Nova Zelândia manteve a Taxa Oficial de Juro (OCR) estável nos 2,25% pela terceira reunião consecutiva, numa decisão dividida, tendo o governador Breman dado o voto decisivo para manter as taxas inalteradas.</p>
<p class="x_MsoNormal">As minutas e a declaração que acompanharam a decisão revelaram uma clara viragem para uma postura mais restritiva, salientando que a OCR provavelmente terá de ser aumentada mais cedo e em maior medida do que o previsto na Declaração de Política Monetária de fevereiro.</p>
<p class="x_MsoNormal">A decisão surgiu num contexto de pressões inflacionistas crescentes a curto prazo, associadas ao conflito no Médio Oriente, que elevou os custos da gasolina, do gasóleo e de outros derivados do petróleo, repercutindo-se nas cadeias de abastecimento e afetando as famílias e as empresas neozelandesas com dificuldades financeiras. Os dados entre as reuniões de maio e julho têm sido relativamente escassos, e a revisão de julho será acompanhada de perto para se verificar se o RBNZ dá seguimento à retórica <i>hawkish</i> ou mantém a flexibilidade.</p>
<p class="x_MsoNormal">A manutenção da taxa provavelmente desapontará os mercados, que já descontaram cerca de 20 pontos de base ou uma probabilidade de cerca de 80% de um aumento de 25 pontos de base na próxima semana, o que elevaria a taxa de juro de referência para 2,50%. O mercado de taxas está a descontar um segundo aumento de 25 pontos de base no último trimestre deste ano, o que levaria a taxa de juro de referência a terminar o ano nos 2,75%.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="x_MsoNormal"><b>Índice de Preços nos Consumidor na China</b></p>
<p class="x_MsoListParagraph"><em>·       Data: quinta-feira, 9 de julho, às 02h30 GMT</em><b></b></p>
<p class="x_MsoNormal">No mês passado, a taxa anual de inflação ao consumidor da China manteve-se estável nos 1,2% em maio, inalterada em relação a abril e ligeiramente abaixo das expectativas do mercado. A inflação subjacente permaneceu moderada em cerca de 1,1%, refletindo a fraqueza contínua da procura interna, apesar de algum apoio proveniente dos preços mais elevados da gasolina e dos serviços. Dados recentes sobre a atividade económica acrescentam mais contexto a este cenário de inflação moderada.</p>
<p class="x_MsoNormal">O PMI do setor industrial de junho superou as expectativas, situando-se em 50,3 contra um consenso de 50,1, impulsionado por exportações mais fortes e por um esforço de produção no final do trimestre. No entanto, a procura interna continua fraca, com o PMI dos serviços a manter-se praticamente estável nos 50,4 e o setor da construção a permanecer em território de contração, nos 49,0.</p>
<p class="x_MsoNormal">Os dados do IPC de junho serão acompanhados para detetar sinais de que a segunda maior economia do mundo está a ganhar algum impulso reflacionista significativo ou se permanece presa num ambiente de baixa inflação que poderia levar a um maior apoio político por parte de Pequim. Os economistas esperam que o valor de junho se situe próximo dos 1,2% em termos homólogos, com um potencial de subida limitado devido à recente descida dos preços globais da energia, compensado por um consumo privado ainda fraco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="x_MsoNormal"><b>Minutas da FOMC</b></p>
<p class="x_MsoListParagraph"><em>·       Data: quarta-feira, 8 de julho, às 19h00 GMT</em></p>
<p class="x_MsoNormal">Na reunião da FOMC do mês passado a taxa de juro manteve-se inalterada na faixa dos 3,50%–3,75%, ao mesmo tempo que se assinala uma viragem para uma postura mais restritiva. Isto incluiu uma mudança dramática no gráfico de pontos, com nove membros a preverem agora pelo menos um aumento das taxas até ao final de 2026, e a declaração a abandonar a linguagem anterior de flexibilização. O novo presidente da Fed, Kevin Warsh, adotou um tom firme na conferência de imprensa, enfatizando repetidamente a estabilidade de preços e sinalizando que pretende que os mercados reajam aos dados, em vez de se anteciparem à Fed.</p>
<p class="x_MsoNormal">As minutas da reunião de junho são anteriores ao relatório mais moderado sobre o emprego não agrícola de junho e à avaliação de Warsh, no início desta semana, sobre a moderação dos riscos de inflação. No entanto, serão analisadas minuciosamente para obter quaisquer indicações adicionais sobre o equilíbrio de riscos em torno da inflação e do mercado de trabalho, bem como sobre a evolução das opiniões do Comité quanto à trajetória adequada da política monetária na segunda metade do ano.</p>
<p class="x_MsoNormal">O mercado de taxas de juro dos EUA começa a descontar apenas uma probabilidade de 17% de um aumento das taxas pelo Fed no próximo mês, com um aumento total de 25 pb agora adiado para dezembro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>Por analistas da XTB</strong></em></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785308]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>A previsibilidade tornou-se um ativo económico</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/a-previsibilidade-tornou-se-um-ativo-economico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 13:38:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Duarte Calheiros Menezes, Sócio e Gestor de Fundos da BlueCrow Capital]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Duarte Calheiros Menezes, Sócio e Gestor de Fundos da BlueCrow Capital</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As alterações recentes à Lei da Nacionalidade trouxeram de novo para o debate público uma questão muito mais complexa do que a problemática da imigração ou da burocracia legal. Em contexto de investimento internacional, o ponto central raramente está no detalhe jurídico em si. Está sobretudo na forma como essas mudanças são percecionadas por quem decide onde alocar capital.</p>
<p>A reação em torno do tema demonstra precisamente isso. Recentemente, vários investidores estrangeiros associados ao regime de residência por investimento – detentores de Vistos Gold – admitiram avançar judicialmente contra o Estado português devido a atrasos e incertezas nos processos administrativos. Não foi um episódio isolado. O caso expôs uma preocupação crescente com a previsibilidade, clareza regulatória e confiança institucional.</p>
<p>Num mundo onde o capital circula com rapidez e compara geografias a toda a hora, a estabilidade do enquadramento regulatório ganhou um peso que não tinha há alguns anos.</p>
<p>Essa tendência não se verifica apenas em Portugal. O mais recente<em> Global Risks Report do World Economic Forum</em> coloca os conflitos entre Estados e a fragmentação geoeconómica entre os principais riscos globais da próxima década, refletindo uma preocupação crescente dos mercados com estabilidade política, acesso a capital e previsibilidade institucional.</p>
<p>As alterações legislativas recentes não devem, por isso, ser lidas como eventos isolados. Funcionam como sinais de um regime em evolução. E esses sinais têm, naturalmente, impacto na forma como os investidores, famílias e empresas planeiam decisões que raramente são de curto prazo.</p>
<p>O ponto mais relevante não está na mudança em si, mas na leitura que o mercado faz dessa mudança. Quando o enquadramento legal se altera, mesmo que de forma técnica ou gradual, abre-se espaço para reavaliação de estratégias. Alguns aceleram decisões. Outros ajustam estruturas. Outros ainda esperam maior clareza antes de avançar.</p>
<p>Ainda assim, é importante separar perceção de realidade operacional. Apesar das mudanças recentes, vários dos elementos mais valorizados por investidores internacionais mantêm-se estruturalmente inalterados. O regime de residência continua assente num horizonte de cinco anos, mantendo igualmente exigências reduzidas de permanência anual. Na prática, isso significa que continuam a existir condições de flexibilidade, mobilidade e planeamento familiar que permanecem competitivas no contexto europeu.</p>
<p>Também os benefícios associados à residência continuam a ser relevantes para muitas famílias internacionais, seja pelo acesso à saúde e educação, seja pela possibilidade de viver e circular num espaço europeu estável. Em muitos casos, o objetivo nunca foi apenas obter nacionalidade, mas garantir maior mobilidade e estabilidade a longo prazo.</p>
<p>A tendência para circulação geográfica crescente é visível nos relatórios internacionais sobre mobilidade de património privado. Por exemplo, o mais recente <em>Henley Private Wealth Migration Report</em> estima que cerca de 165 mil indivíduos de elevado património deverão mudar de residência em 2026, refletindo uma procura crescente por geografias associadas a uma maior estabilidade e confiança institucional. Ainda por cima isto representará a maior migração de riqueza de sempre e um aumento em relação ao máximo previsto para 2025, de 142 mil pessoas.</p>
<p>Neste contexto, residência, nacionalidade e investimento fazem hoje parte da mesma equação. A forma como estas regras relativas ao Investimento Direto Estrangeiro (IDE) evoluem influencia diretamente a confiança dos investidores internacionais, um fator que a OCDE tem vindo a enfatizar como determinante para a perceção sobre a atratividade de um país.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Duarte Calheiros Menezes, Sócio e Gestor de Fundos da BlueCrow Capital]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Se retirarmos o sócio, sobra uma empresa?</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/se-retirarmos-o-socio-sobra-uma-empresa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 13:33:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Advisory]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Tito Silva, Managing Partner CFA]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Tito Silva, </strong><strong>Managing Partner CFA</strong></em></p>
<p>Há uma mudança cada vez menos silenciosa em curso na fiscalidade portuguesa. Não está numa reforma fiscal, nem numa nova lei com apresentação pública, mas sim na forma como a Autoridade Tributária tem vindo a olhar para muitas sociedades de prestação de serviços.</p>
<p>É frequente ver profissionais de várias áreas organizarem a sua atividade através de sociedades comerciais. Consultores, gestores, médicos, arquitetos, artistas, formadores ou profissionais com forte componente pessoal fizeram-no por várias razões: organização, investimento, limitação de responsabilidade, contratação de pessoas e, também, eficiência fiscal.</p>
<p>Nada disto é ilegal, não é isso que está em causa. O direito português admite sociedades unipessoais e permite que uma atividade profissional seja exercida através de uma sociedade.</p>
<p>A liberdade de organização empresarial não desaparece só porque dela resulta uma carga fiscal diferente. Ainda assim, a pergunta que a Autoridade Tributária faz é outra: essa sociedade existe mesmo como empresa ou é apenas uma forma jurídica colocada entre a pessoa que presta o serviço e o rendimento que essa pessoa gera, com os olhos postos numa vantagem fiscal?</p>
<p>A Cláusula Geral Anti-Abuso, prevista na Lei Geral Tributária, tem um papel central neste debate. Tem sido invocada em situações em que os serviços são faturados por sociedades detidas pelo próprio prestador, mas em que a atividade depende quase totalmente da intervenção pessoal do sócio, da sua notoriedade, do seu conhecimento ou da sua reputação.</p>
<p>Uma sociedade com trabalhadores, meios próprios, organização autónoma, vários clientes, risco empresarial e capacidade para prestar serviços para além da intervenção direta do sócio está numa posição muito diferente de uma sociedade sem estrutura relevante, com faturação concentrada e contratos que, na prática, exigem aquela pessoa e mais ninguém.</p>
<p>A distinção faz sentido. Se uma sociedade existe apenas no papel e serve sobretudo para deslocar rendimentos da esfera pessoal para a esfera societária, o tema merece escrutínio.</p>
<p>Apesar disso, não pode ser ignorado que, em muitas atividades de serviços, o valor económico está precisamente nos seus sócios. Está no conhecimento, na confiança, na reputação, na experiência acumulada. Uma sociedade de consultoria, uma sociedade médica ou uma sociedade de advogados não deixa de ser uma empresa apenas porque os seus sócios são decisivos para o negócio.</p>
<p>A fronteira torna-se difícil de traçar. O combate ao abuso fiscal é necessário, mas a previsibilidade também é. Um sistema fiscal que depende demasiado de conceitos abertos, como “substância económica”, cria uma zona de incerteza muito larga para milhares de profissionais e empresas.</p>
<p>Quantos clientes são necessários para que exista uma empresa? Que meios? Que autonomia? Que risco empresarial? Que peso pode ter a intervenção pessoal do sócio sem que a sociedade seja vista como artificial?</p>
<p>Muitas destas estruturas foram usadas, desde que foram constituídas, sem oposição da Administração Fiscal. Isso não as torna automaticamente válidas, mas tem de contar quando se avaliam as consequências, sobretudo quando estão em causa correções retroativas, juros e impactos patrimoniais relevantes.</p>
<p>A pergunta “se retirarmos o sócio, sobra uma empresa?” é importante, tal como é importante cobrar os impostos de forma justa. Essa, porém, não pode ser a única pergunta. Também é preciso saber se foram dadas ao contribuinte, seja o artista famoso ou o treinador de futebol, mas também o médico ou o comissionista, orientações suficientemente claras para conhecer a linha que não podia ultrapassar.</p>
<p>O que está em causa é mais importante do que alguns casos mediáticos. É a relação entre o Estado fiscal e os contribuintes, e a confiança na estabilidade das regras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Tito Silva, Managing Partner CFA]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Preço dos combustíveis: como cada país europeu tenta aliviar a fatura na bomba</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 13:27:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Queda do petróleo nos mercados internacionais ainda não se refletiu de forma proporcional nos preços pagos pelos consumidores nas bombas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Europa continua sem uma resposta comum para o preço dos combustíveis. Enquanto alguns países começam a retirar apoios fiscais e tetos temporários, outros mantêm descontos parciais ou medidas dirigidas a grupos específicos, numa altura em que a queda do petróleo nos mercados internacionais ainda não se refletiu de forma proporcional nos preços pagos pelos consumidores nas bombas.</p>
<p>Em Itália, termina este sábado a redução dos impostos especiais sobre a gasolina e o gasóleo, medida que tinha baixado a carga fiscal em cinco cêntimos por litro. A decisão tinha sido adotada pelo Governo de Giorgia Meloni perante a instabilidade no Médio Oriente e a incerteza no Estreito de Hormuz, mas o fim do apoio deverá tornar os abastecimentos mais caros já a partir deste fim de semana.</p>
<p>Segundo a associação italiana de defesa dos consumidores Codacons, citada pela &#8216;Euronews&#8217;, o fim do desconto fiscal deverá representar mais 3,05 euros por depósito cheio, já incluindo o efeito do IVA. Sem nova prorrogação, o gasóleo deverá subir para 1,94 euros por litro na rede normal e para 2,02 euros nas autoestradas, enquanto a gasolina deverá passar para 1,86 euros por litro e 1,95 euros nas autoestradas.</p>
<p>A decisão é politicamente sensível porque surge quando o preço do Brent, referência para o mercado europeu, caiu de cerca de 95 dólares por barril no início de junho para perto de 70,8 dólares. A descida, superior a 25%, teve um impacto muito menor nos preços finais, com gasolina e gasóleo a recuarem apenas cerca de 6%, segundo os dados citados pela Euronews. Em Itália, a oposição acusa o Governo de fazer receita à custa dos consumidores, enquanto Roma admite reavaliar medidas se as tensões geopolíticas voltarem a agravar-se.</p>
<p>O caso italiano ilustra a fragmentação europeia. Em Espanha, o Governo mantém uma redução direta no preço dos combustíveis, mas decidiu reduzi-la gradualmente: o desconto será de 15 cêntimos por litro em julho, 10 cêntimos em agosto e cinco cêntimos em setembro. Ao mesmo tempo, terminou o IVA reduzido temporário de 10% sobre gasolina e gasóleo, que voltam a ser tributados à taxa normal de 21%.</p>
<p>Em Portugal, o apoio continua a existir, mas de forma mais limitada e variável. O desconto extraordinário no ISP tem vindo a ser ajustado em função da evolução dos preços, e o Governo já admitiu que poderá eliminar essa redução quando os mercados internacionais estabilizarem. Segundo o Jornal de Negócios, os descontos resultantes do mecanismo temporário e extraordinário foram fixados em 43,80 euros por 1.000 litros no gasóleo rodoviário e 42,18 euros por 1.000 litros na gasolina sem chumbo.</p>
<p>Noutros países, a resposta passa por apoios mais direcionados. Em França, as principais medidas incluem uma ajuda de 100 euros para trabalhadores de baixos rendimentos que dependem do automóvel, além de reforços para setores como agricultura e pesca. A TotalEnergies mantém também, durante o verão, um teto de 1,99 euros por litro em estações de serviço de zonas rurais e nas autoestradas em fins de semana de maior tráfego.</p>
<p>Na Alemanha, tal como em Itália, os apoios aos combustíveis foram eliminados, e os preços voltaram a subir. Segundo a &#8216;Euronews&#8217;, as petrolíferas alemãs aumentaram os preços ainda antes do fim do subsídio e, nas horas seguintes ao termo da medida, gasolina e gasóleo subiram entre 14 e 19 cêntimos por litro. Na Polónia, o fim dos tetos máximos e das taxas reduzidas também levou a aumentos, embora algumas distribuidoras mantenham promoções, sobretudo ao fim de semana.</p>
<p>A Grécia deixou caducar o teto aplicado às margens de lucro das petrolíferas, que tinha sido criado para conter os preços durante a fase de maior volatilidade energética. Chipre, por outro lado, não impôs um teto aos preços, mas continua a monitorizar as margens das empresas e pode aplicar sanções se forem detetadas práticas consideradas excessivas.</p>
<p>Fora da Europa, os Estados Unidos enfrentam debate semelhante. O presidente americano, Donald Trump, criticou as petrolíferas por não reduzirem os preços da gasolina com a rapidez que considera adequada, apesar da queda do petróleo. De acordo com a American Automobile Association, citada pela &#8216;Euronews&#8217;, o preço médio da gasolina regular situava-se em 3,85 dólares por galão na véspera do fim de semana de 4 de Julho, abaixo dos picos recentes, mas ainda elevado face aos níveis anteriores à crise.</p>
<p>O retrato europeu é, por isso, desigual: há países a retirar apoios por pressão orçamental, outros a manter descontos temporários e alguns a preferir ajudas seletivas ou limites às margens. Mas o problema comum mantém-se. Mesmo com o petróleo em queda, a descida demora a chegar às bombas, deixando governos sob pressão e consumidores expostos a uma fatura energética que continua a pesar no orçamento familiar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785291]]></sapo:autor>
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		<title>Calor: Castelo Branco eleva para 13 o número de distritos com aviso vermelho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 13:17:42 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Calor]]></category>
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					<description><![CDATA[Castelo Branco passou a integrar o grupo de distritos com aviso meteorológico vermelho motivado pelo calor no fim de semana, indicou hoje o IPMA, que reduziu o período de vigência deste nível em parte do Norte e do Centro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Castelo Branco passou a integrar o grupo de distritos com aviso meteorológico vermelho motivado pelo calor no fim de semana, indicou hoje o IPMA, que reduziu o período de vigência deste nível em parte do Norte e do Centro.</p>
<p>Segundo uma atualização divulgada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) perto das 13:00, o distrito de Castelo Branco (região Centro), para onde estava previsto um aviso laranja, o segundo mais grave numa escala de três, vai estar no nível mais elevado, o vermelho, entre as 00:00 de sábado e as 23:00 de domingo.</p>
<p>Alguns distritos das regiões Centro e Norte &#8211; as mais atingidas pelos incêndios rurais desta semana &#8211; tinham o aviso vermelho em vigor entre hoje e domingo à noite, mas viram agora este período ser reduzido para até às 23:00 de sábado: Viana do Castelo, Porto, Braga, Aveiro, Coimbra e Leiria.</p>
<p>Por outro lado, Lisboa e Setúbal, onde o nível mais grave seria desativado hoje à noite, passaram a estar abrangidos até às 23:00 de domingo, juntando-se assim a Santarém, Évora, Portalegre e Beja.</p>
<p>No total, ainda que em diferentes períodos, 13 dos 18 distritos de Portugal continental estão abrangidos por avisos vermelhos entre hoje e domingo devido à &#8220;persistência de valores muito elevados de temperatura, quer da máxima, quer da mínima&#8221;.</p>
<p>Todos estes territórios têm em vigor outros avisos &#8212; laranja ou amarelo &#8212; até à manhã de segunda-feira.</p>
<p>Os restantes cinco distritos &#8211; Bragança, Viseu, Vila Real, Guarda e Faro &#8212; estão com o nível laranja entre hoje e segunda-feira.</p>
<p>O aviso vermelho é emitido pelo IPMA quando existe uma &#8220;situação meteorológica de risco extremo&#8221; e esta semana é motivado pela previsão de temperaturas acima dos 40 graus Celsius (ºC) e mínimos acima dos 20ºC, de forma persistente, durante vários dias.</p>
<p>O nível laranja corresponde a uma &#8220;situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo é ativado quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.</p>
<p>O Governo declarou na quinta-feira situação de alerta em Portugal devido às altas temperaturas esperadas até segunda-feira, tendo emitido despachos de exceção para proibir a utilização de maquinaria em atividades agrícolas.</p>
<p>Quase todo o território de Portugal continental enfrenta hoje perigo máximo ou muito elevado de incêndio, com exceção de meia dúzia de municípios do litoral, segundo o IPMA.</p>
<p>A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) elevou também na quarta-feira o estado de prontidão especial para o nível III (intermédio/alto), tendo em conta o previsível &#8220;agravamento muito significativo&#8221; do perigo de incêndios rurais nos dias seguintes.</p>
<p>Nesse dia, o dispositivo de combate a incêndios rurais foi reforçado para entrar na sua capacidade máxima.</p>
<p>Para estes dias, a Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou recomendações aos municípios para protegerem as populações das temperaturas elevadas e ondas de calor, alegando o &#8220;papel de proximidade essencial&#8221; que desempenham na preparação e resposta a esses fenómenos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785279]]></sapo:autor>
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		<title>Clarificação do IVA a 6% em obras de reabilitação foi aprovado por unanimidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 13:16:38 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[Projeto do PSD, que vai agora ser discutido na especialidade, visa clarificar a aplicação da taxa reduzida de IVA de 6% às empreitadas de reabilitação urbana de imóveis em áreas de reabilitação urbana (ARU)]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O projeto do PSD que clarifica a aplicação da taxa reduzida de IVA às empreitadas em áreas de reabilitação urbana, mesmo sem existir uma operação de reabilitação urbana (ORU), foi hoje aprovada na generalidade por todos os partidos parlamentares.</p>
<p>O projeto do PSD, que vai agora ser discutido na especialidade, visa clarificar a aplicação da taxa reduzida de IVA de 6% às empreitadas de reabilitação urbana de imóveis em áreas de reabilitação urbana (ARU), independentemente de ter sido aprovada uma operação de reabilitação urbana (ORU), e tem efeitos retroativos a 2008.</p>
<p>&#8220;Através do presente projeto de lei, procede-se à interpretação autêntica da Verba 2.23 da Lista I anexa ao Código do IVA, na redação anterior à entrada em vigor da Lei n.º 56/2023, de 6 de outubro&#8221;, indica o texto do diploma.</p>
<p>Desde 2012 que a delimitação de uma ARU pode não ocorrer em simultâneo com uma ORU, o que tem conduzido a divergências com a Autoridade Tributária (AT) quanto à aplicação da taxa reduzida de IVA apenas com base na existência de ARU.</p>
<p>Durante anos, construtores e promotores imobiliários aplicaram a taxa reduzida de IVA de 6% a obras de reabilitação localizadas em ARU, mas entretanto a AT passou a exigir também a existência de uma ORU aprovada pelos municípios, originando cobranças adicionais de IVA à taxa de 23% sobre obras já concluídas e vendidas.</p>
<p>Afirmando que &#8220;as dúvidas abalaram a confiança dos cidadãos e das empresas na palavra do Estado&#8221;, o deputado Hugo Carneiro, do PSD, justificou a medida com a necessidade de &#8220;reafirmar a coerência das políticas públicas de apoio à construção e reabilitação urbana&#8221;.</p>
<p>Filipe de Sousa, do JPP, salientou que a aplicação da taxa reduzida do IVA em áreas de reabilitação urbana valoriza a segurança jurídica para quem constrói, e anunciou o voto favorável, tal como a bancada do CDS-PP.</p>
<p>Já Patrícia Gonçalves, do Livre, declarou que o partido iria acompanhar a iniciativa do PSD, que &#8220;vai no sentido certo&#8221;, mas &#8220;não valida a política global de habitação do Governo&#8221;.</p>
<p>Referindo-se ao recente pacote fiscal do executivo, que considera como &#8220;moderadas&#8221; rendas de até 2.300 euros mensais ou a venda de habitações de até cerca de 660 mil euros, a deputada acusou o Governo de legislar &#8220;apenas para o segmento elevado do mercado&#8221;.</p>
<p>&#8220;A clarificação vai no sentido certo, mas o caminho global da política de habitação do Governo continua profundamente desalinhado com a vida das pessoas&#8221;, disse ainda.</p>
<p>Enquanto a bancada do PCP, através de Paula Santos, duvidou que a medida venha a beneficiar as pequenas e médias empresas, o socialista António Mendonça Mendes, saudou a iniciativa do PSD e salientou o impacto positivo do projeto para &#8220;resolver um problema de anos de instabilidade dos agentes económicos e das famílias&#8221;.</p>
<p>Catarina Salgueiro, do Chega, exigiu conhecer o impacto financeiro da alteração nas contas públicas, com a esperada devolução de milhões de euros do IVA desde 2009 aos construtores.</p>
<p>Em discussão, esteve também um projeto de lei da Iniciativa Liberal (IL) que introduz correções da aplicação da taxa reduzida de IVA a 6% para a construção e reabilitação de habitação própria e permanente e arrendamento moderado, alargando-a à promoção imobiliária, mas foi rejeitado com os votos contra do CDS-PP, PSD, PS, Livre, PCP e BE.</p>
<p>Os liberais consideram que a eficácia do IVA a 6% para construção para arrendamento, introduzida no recente pacote de medidas fiscais do Governo para combater a crise habitacional, depende também da possibilidade de alargamento aos promotores imobiliários.</p>
<p>Na área económica, foram ainda rejeitados um projeto do Chega, que aumentava os limites dedutíveis no IRS ds valores aplicados em planos de poupança-reforma (PPR), e outro da Iniciativa Liberal, para a criação de contas de poupanças e investimentos isentas de impostos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785266]]></sapo:autor>
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		<title>Venezuela/Sismo: Sobe para 84 o número de portugueses e lusodescendentes mortos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 13:13:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu para 84, havendo ainda 63 desaparecidos, segundo o balanço hoje divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu para 84, havendo ainda 63 desaparecidos, segundo o balanço hoje divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).</P><br />
<P>De acordo com o MNE, entre os 84 mortos &#8211; 72 dos quais tinham também nacionalidade venezuelana &#8211; estão 15 crianças e 69 adultos.</P><br />
<P>O anterior balanço dava conta de 81 portugueses e lusodescendentes entre as vítimas mortais e de 64 desaparecidos no duplo sismo que atingiu o país da América do Sul.</P><br />
<P>O número de mortos no país devido a estes sismos subiu para 2.295, segundo o mais recente balanço oficial divulgado pelas autoridades venezuelanas, que registam também 12.400 feridos.</P><br />
<P>Antes da divulgação dos novos dados oficiais, a Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou sete dias de luto nacional.</P><br />
<P>Portugal também decretou domingo dia de luto nacional, nomeadamente pelos cidadãos portugueses e lusodescendentes que morreram na sequência do duplo sismo que atingiu a Venezuela.</P><br />
<P>Para ajudar o país, onde estão já socorristas portugueses, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, anunciou quarta-feira que dois aviões da força aérea portuguesa estão prontos para arrancar com ajuda à Venezuela e deverão partir até terça-feira, podendo no regresso trazer pessoas.</P><br />
<P>Já hoje, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, precisou à comunicação social, em Lisboa, que, nesses dois aviões, vão carregamentos de medicamentos e outros meios de assistência humanitária e duas ambulâncias.</P><br />
<P>Os dois aviões da Força Aérea Portuguesa &#8220;levarão seis toneladas de medicamentos, 15 toneladas de material de higiene, material de conforto e de saneamento e duas ambulâncias completamente equipadas para darem assistência naquilo que nós chamamos agora o médio prazo, enfim, é um curto médio prazo, mas esta era a operação de emergência e agora passamos para uma segunda fase&#8221;, disse o governante, à margem de uma visita do Presidente da República à sede da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, em Lisboa.</P><br />
<P>Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.</P><br />
<P>Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785276]]></sapo:autor>
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		<title>Parlamento rejeita fim do pagamento de subvenções vitalícias e antecipação da idade da reforma</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 13:13:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[reforma]]></category>
		<category><![CDATA[subvenções vitalícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Esta iniciativa acabou rejeitada com votos contra de PSD, PS, Livre e PCP, e as abstenções de PAN e JPP. A favor, posicionaram-se Chega, IL, CDS-PP e BE]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O parlamento chumbou hoje um projeto do Chega que propunha o fim do pagamento das subvenções vitalícias para titulares de cargos políticos e iniciativas do partido de Ventura, PCP e BE, para antecipar a idade da reforma.</p>
<p>Num debate agendado pelo Chega estiveram em discussão no parlamento 14 projetos-lei e três recomendações ao Governo de várias bancadas, entre os quais um diploma do partido liderado por André Ventura que pretendia acabar de forma progressiva com o pagamento das subvenções vitalícias a políticos.</p>
<p>Esta iniciativa acabou rejeitada com votos contra de PSD, PS, Livre e PCP, e as abstenções de PAN e JPP. A favor, posicionaram-se Chega, IL, CDS-PP e BE.</p>
<p>Além do projeto do Chega, foram também rejeitadas outras duas iniciativas de PCP e BE sobre este tema, que contaram com os contra de PSD e PS.</p>
<p>A bancada comunista queria limitar a acumulação de subvenções e eliminar regimes especiais de aposentação dos titulares de cargos políticos e equiparados, e o bloquista Fabian Figueiredo que propunha a criação de uma contribuição extraordinária sobre estas subvenções, que seria consignada à Segurança Social.</p>
<p>O tema que acabou a dominar o debate foi a antecipação da idade da reforma, com uma proposta do Chega que visava consagrar o acesso à pensão de velhice aos 65 anos ou com 40 anos de carreira contributiva, matéria que levou à falta de acordo com o Governo na reforma laboral.</p>
<p>Este projeto foi rejeitado com votos contra de PSD, PS, IL e CDS-PP, e a abstenção de Livre e PCP.</p>
<p>Acabaram também chumbadas propostas de PCP e BE que pretendiam baixar a idade da reforma no mesmo sentido, além de quererem garantir que os trabalhadores por turnos podiam aceder à reforma antecipada e eliminar o fator de sustentabilidade.</p>
<p>O Livre também viu chumbado um projeto de lei que propunha a eliminação do fator de sustentabilidade para as carreiras contributivas com 45 ou mais anos, bem como o alargamento das condições de acesso à reforma antecipada sem penalização.</p>
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