BE acusa Governo de falta de «coerência» nas medidas e pede maior «comunicação do risco»

A deputada do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, disse esta quarta-feira que as medidas restritivas apresentadas pelo Governo têm «falta de coerência». À saída da reunião com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a responsável falou aos jornalistas sobre as principais «preocupações» do partido, sobre o regime de Estado de Emergência em vigor.

A responsável defende que as medidas de restrição devem ser «baseadas em evidências cientificas e comunicadas à população de forma coerente», refere sublinhando que «a população tem de compreender o risco que existe para poder respeitar as medidas e ponderar o que pode fazer face ao risco a que está sujeito».

«Achamos que tem faltado muita coerência nas medidas e correta comunicação do risco às populações», afirma Catarina Martins.

Em segundo lugar, a deputada considera que são também necessárias medidas de apoio económico e social. «Vamos já no nono mês de crise, há setores económicos em rutura, há muita gente em enormes dificuldades», afirma defendendo medidas «mais fortes» nesta matéria.

Numa terceira dimensão, segundo Catarina Martins, «o Estado de Emergência tem permitido ao Governo uma intervenção mais forte na área da saúde», no entanto o Bloco considera que «não tem acontecido nenhuma alteração nessa área, mantendo-se por um lado uma fragilização do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e por outro aldo um gasto de milhares de milhões de euros em pagamentos a privados e esses preços não têm sido revistos».

A responsável apela a que os «recursos públicos do Estado sejam utilizados de maneira mais eficiente, porque não tem nenhum sentido que haja quem esteja a lucrar com a crise», refere. «Seguramente que precisamos de toda a capacidade instalada, mas precisamos dela com critérios de interesse público», acrescenta.

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