BCP ficou com herdade de João Moura e Fisco exige-lhe milhares de euros

O BCP ficou com a herdade de João Moura, em Monforte, Portalegre, onde no dia 19 de Fevereiro as autoridades encontraram 18 galgos subnutridos.

Revista de Imprensa

O BCP ficou com a herdade do cavaleiro tauromáquico João Moura, em Monforte, Portalegre, onde no dia 19 de Fevereiro as autoridades encontraram 18 galgos subnutridos. Os portões estão fechados a cadeado, avança a “Sábado”.

A revista esclarece que, na realidade, a Quinta de Santo António pertence ao BCP desde o passado dia 18 de Julho de 2019. A herdade foi comprada pelo banco num processo de insolvência de João Moura pelo valor de 261 mil euros. A escritura, consultada pela “Sábado”, diz que o negócio serviu para cobrir a dívida do empréstimo, resultando também no cancelamento de inúmeras penhoras que pendiam sobre a propriedade: do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (28 mil euros em 2010 e 25 mil euros em 2011), do próprio BCP (199 mil euros), da Fazenda Nacional (82 mil euros em 2012 e 381 mil euros em 2014) e da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Estremoz (cinco mil euros em 2013). E o Fisco continua a exigir-lhe milhares de euros.

Da quinta, que tem «13 parcelas de cultura arvense, logradouro, olival com solo subjacente de cultura arvense e dependência agrícola e casa de rés do chão e 1.º andar para habitação», o cavaleiro terá ficado com pouco mais do que a arena de treino, as boxes dos cavalos e a zona onde aloja os galgos, revelou à “Sábado” João Duarte, um dos melhores amigos de João Moura, responsável por assesorá-lo neste caso. 

Segundo a Guarda Nacional Republicana (GNR), dos 23 galgos que ficaram na herdade, permanece um, mesmo após a apreensão de 18 galgos subnutridos e a detenção de João Moura por suspeitas de maus-tratos a animais, podendo o cavaleiro vir a enfrentar dois anos de prisão.

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