BCE paga mais de 560 milhões de euros em salários em 2019

Os salários dos membros da comissão executiva custaram ao BCE 1,87 milhões de euros, no ano passado.

Simone Silva

Os salários dos membros da comissão executiva custaram ao Banco Central Europeu (BCE) 1,87 milhões de euros, no ano passado, registando uma descida face aos 1,89 milhões gastos no ano anterior, de acordo com as contas anuais divulgadas na quinta-feira e citadas pelo Negócios.

O ex-presidente do BCE, Mario Draghi, é o que representa um maior custo salarial para o grupo, em 2019 recebeu cerca de 340 mil euros brutos, pelos últimos 10 meses de trabalho, comparando com o ano anterior, em que recebeu 401,4 mil euros brutos por um ano inteiro de trabalho. Já a actual presidente, Christine Lagarde, recebeu cerca de 68 mil euros brutos, pelos apenas dois meses que esteve à frente do cargo.

O cargo de vice-presidente, ocupado por Luis de Guindos, representa o segundo maior salário do BCE. Em 2019 recebeu cerca de 350 mil euros brutos, registando um aumento face aos 200,7 mil euros recebidos em 2018, ano em que apenas esteve sete meses em exercício de funções.

Os membros da comissão executiva que trabalharam os 12 meses em 2019, Benoit Coeuré e Yves Mersch, receberam ambos 291,4 mil euros brutos, já Sabine Lautenschläger, que saiu de forma prematura nesse ano, recebeu 242,8 mil euros.

O cargo de economista-chefe recebe o mesmo salário que os membros da comissão executiva, Peter Praet, em funções até Maio de 2019, recebeu 121,4 mil euros brutos, enquanto que o seu substituto Philip Lane, que assumiu o cargo a partir de Junho, recebeu cerca de 170 mil euros brutos.

Continue a ler após a publicidade

Vítor Constâncio, que deixou o cargo de vice-presidente do BCE em Maio de 2018, ainda consta do quadro de remunerações, recebendo 143,4 mil euros nesse ano.

A redução da despesa de salários da comissão executiva em 2019, deve estar relacionada com as saídas de alguns membros que não foram substituídos de imediato, chegando mesmo a haver meses que não foram pagos salários por não haver ainda substituto, exemplo disso é Sabine Lautenschläger, que se demitiu de forma inesperada e só foi substituída em 2020.

A remuneração está «sujeita a imposto, que reverte em benefício da UE, bem como a deduções relativas a contribuições para o regime de pensões e para os seguros de saúde, cuidados de longa duração e acidentes», revela o BCE citado pelo Negócios.

Continue a ler após a publicidade

Os custos totais com pessoal, nas funções de banco central e de supervisão bancária, atingiram os 567 milhões de euros em 2019, registando uma subida face aos 515 milhões de euros, verificados no ano anterior.

 

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.