A barragem de Girabolhos estava no plano original de intervenção no rio, mas não chegou a avançar. Mas a sua construção, entre os concelhos de Gouveia, Mangualde, Nelas e Seia, é de extrema importância para gerir a bacia hidrogtáfica do Mondego, alerta a Ordem dos Engenheiros.
Na sequência das cheias que afectaram sobretudo a zona do Baixo Mondego, a jusante de Coimbra, o presidente do conselho directivo da Região Centro da Ordem dos Engenheiros, Armando Silva Afonso, explicou ao Público que, “sem Girabolhos, será muito difícil travar a repetição destes fenómenos”.
O responsável narrou uma breve história da barragem abortada: “Teve uma adjudicação provisória em 2008; em 2010 foi aprovada a declaração de impacto ambiental; em 2014 foi feito o processo de aquisição e expropriação de terrenos, em 2015 teve início a empreitada, com a construção dos acesso e em 2016 foi suspensa a obra. É uma obra chave neste processo e está por fazer. Até estava bem encaminhada”, apontou.
Em 2016, quando foi anunciado o cancelamento desta estrutura que integrava o Plano Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroelétrico (PNBEPH), o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, não detalhou o que tinha levado à decisão, referindo apenas que foram tidos em conta critérios jurídicos e financeiros.
O presidente da Endesa, Nuno Ribeiro da Silva, diz que a obra não avançou em 2016 por “pressão política” do Bloco de Esquerda e do Partido Ecologista Os Verdes, que queriam rever os termos do acordo que já tinha sido assinado. Assim, a empreitada caiu.








