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Barómetro Executive Digest: e depois da COVID-19?

Com grandes dúvidas e ainda muitos dados por apurar, há contudo alguma contenção face ao impacto da pandemia na economia portuguesa.

A análise e testemunho de João Paulo Velez, Director de comunicação e marketing corporativo do Santander Portugal.

«O barómetro evidencia uma dose de equilíbrio e moderação que tende até a surpreender. Talvez devido à maior exposição dos portugueses aos media – a crise também está a servir para reaproximar os cidadãos do jornalismo – as opiniões que se registam tendem a seguir a informação predominante. O realismo começa com a consideração de que o COVID-19 terá um impacto muito significativo na economia, com reduções na facturação das empresas entre 10% e 30% (em maior número) e de 30% e 50% (grupo a seguir).

Só 12,3% acreditam sensatamente que a recuperação dos danos na economia acontecerá até final do corrente ano. A maioria aponta para o primeiro semestre de 2021, seguindo- -se os que pensam que tal só acontecerá no final do próximo ano. Ou seja, quase metade (46%) pensam que o processo será lento e 21% moderado. Tudo em linha com a média das previsões das diversas instituições nacionais ou internacionais, havendo neste caso, e para quase dois terços, a convicção de que a queda no PIB andará entre 5% e 10%.

Mais surpreendente será talvez o grau de identificação/conformação com as medidas adoptadas até agora. Mais de 75% entendem que a aprovação do lay-off simplicado foi a decisão mais importante, seguindo-se as linhas de crédito aprovadas (35%) e as moratórias (33%). Para 46% das opiniões do barómetro, as medidas em causa, embora não sejam suficientes, são vistas como as possíveis no momento. Quanto à abertura dos sectores económicos, a primazia vai para a indústria, comércio, serviços e agricultura.

O turismo e o alojamento vêm mais para trás (29%), talvez por se saber que a paralisia nas viagens e o reganhar de confiança precisam de mais tempo. Interessante é o sentimento de prudência sanitária: quase metade dos inquiridos (47,7%) acha que as medidas de confinamento deveriam terminar apenas após os feriados de Maio e 30% apenas quando a Direcção-Geral da Saúde considerar que estamos em curva comprovadamente descendente há mais de um mês. Maior consenso com as autoridades seria quase impossível.»

Barómetro publicado originalmente na edição de Maio da Executive Digest e conta com 196 participantes.

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