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Barómetro Executive Digest: e depois da COVID-19? A análise de Rui Borges

Com grandes dúvidas e ainda muitos dados por apurar, há contudo alguma contenção face ao impacto da pandemia na economia portuguesa.

A análise e testemunho de Rui Borges, CEO Grandvision Portugal

«Quem trabalha no Retalho, forçosamente tem de ter uma atitude optimista perante a adversidade. Convenhamos, no entanto, que na situação que vivemos, decorrente desta crise pandémica com impactos tão negativos, não é fácil manter essa atitude. Os tempos que se avizinham, irão colocar-nos grandes desafios para todos nós cidadãos e, forçosamente para as empresas.

Em apenas três meses, tivemos de nos adaptar a circunstâncias completamente adversas e tomar decisões difíceis para pelo menos mantermos as nossas empresas em “hibernação”, sem nunca perder o horizonte. Tivemos também boas surpresas. Assistimos a uma resposta disciplinada e cívica da sociedade em geral e fomos testemunhas de muitos actos de verdadeira coragem.

Fomos capazes de nos adaptar a um contexto de Emergência Nacional, em que, de repente, tudo mudou radicalmente. O Governo, pelo menos mostrou estar atento e tomar medidas positivas, embora insuficientes. Muitas das nossas empresas mostraram uma resiliência que provavelmente surpreendeu alguns, mas a crise de 2008-2012 também nos proporcionou alguns “anticorpos”. Claro que esta crise, como qualquer outra, não atinge todos por igual.

A solidariedade bem portuguesa foi bem patente. Quanto às empresas, vivemos o problema recorrente do financiamento, num contexto de recuperação que vai demorar algum tempo. Uma vez reparados os “danos” maiores, a melhoria da capitalização das empresas deve ser uma prioridade.

A outra, a curtíssimo prazo, será “activar” os sectores que estão na “linha da frente” junto dos consumidores, nomeadamente o Retalho e o Turismo, pois são potenciadores dos outros, que estão a montante e, num contexto internacional, têm impacto também nas exportações. São de facto muitos desafios.

É fundamental que acreditemos nas nossas capacidades, que afinal existem e vão ser fundamentais na recuperação.»

Barómetro publicado originalmente na edição de Maio da Executive Digest e conta com 196 participantes.

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