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Barómetro Executive Digest: e depois da COVID-19? A análise de Daniel Bessa

Com grandes dúvidas e ainda muitos dados por apurar, há contudo alguma contenção face ao impacto da pandemia na economia portuguesa.

A análise e testemunho de Daniel Bessa, Economista

«As respostas a um questionário são o que são. Tal não impede, no entanto, que nos sintamos autorizados a enunciar alguns factores de perplexidade. 65% dos respondentes espera uma queda do PIB, em Portugal, em 2020, entre os 5% e 10% (em linha com a previsão do FMI, de uma queda de 8%).

Se adicionarmos os 23% que prevêem uma queda superior, temos que 88% prevê que o PIB caia, no mínimo, 5%. Num registo de maior proximidade, 69% prevêem que a facturação da sua empresa desça, em 2020, mais de 10%. Tudo ponderado, percebe-se mal que apenas 57% considerem que a crise terá na sua empresa um impacto económico muito significativo – seria de esperar uma proporção mais elevada.

Sucede o mesmo com a retoma, que 46% dos respondentes esperam que seja lenta e 15% esperam que seja muito lenta. Percebe-se mal, por isso, que 65% dos respondentes esperem que a sua empresa tenha recuperado dos danos do COVID-19 até final do ano de 2021.

Seria de esperar uma proporção menos elevada. Registe-se o apreço merecido pela medida do lay-off simplificado (75% dos respondentes) e os 89% que consideram que as medidas adoptadas pelo Estado Português, no seu conjunto, não são suficientes, cerca de metade dos quais considera, no entanto, que são as possíveis.»

Barómetro publicado originalmente na edição de Maio da Executive Digest e conta com 196 participantes.

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