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Barómetro Executive Digest: e depois da COVID-19?

Com grandes dúvidas e ainda muitos dados por apurar, há contudo alguma contenção face ao impacto da pandemia na economia portuguesa.

A análise e testemunho de Luís Paulo Salvado, Presidente Conselho de Administração da Novabase.

As respostas ao inquérito perspectivam uma grande recessão, o que não é uma surpresa, face aos severos impactos económicos desta tragédia.

O que me surpreende são as poucas respostas “Não sei”, dada a ainda enorme incerteza. Na forma como vamos resolver a crise sanitária, na duração do isolamento social e confinamento (semi-)forçado, na extensão e eficácia das ajudas governamentais, entre outros.

A exigência da situação expõe claramente a impreparação, a incompetência e as agendas – não assumidas – de vários líderes políticos. É constrangedor ver a forma como algumas das maiores potências mundiais estão a gerir e a usar-se da crise. Até agora não se viu uma resposta global coordenada e mesmo a Europa, que bem podia fazer a diferença, mantém-se refém de nacionalismos e preconceitos divisionistas.

Adicionalmente, assistiremos à emergência de novas tensões sociais e políticas. Desemprego, aumento da pobreza e miséria, desespero e revolta darão aos populismos – da esquerda à direita – um terreno fértil para se expandirem, acelerando a desagregação de um sistema político e social já débil.

Esperam-nos tempos turbulentos e difíceis, mas existirão também grandes oportunidades. O ruir do status quo potenciará renovações profundas na sociedade e abrirá espaço a muitas novas ideias. Saberemos aproveitar?

Barómetro publicado originalmente na edição de Maio da Executive Digest e conta com 196 participantes.

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