XXVII Barómetro Executive Digest: Rui Minhós, Tabaqueira

A análise de Rui Minhós, Administrador e Director de Assuntos Institucionais da Tabaqueira

Com a incerteza como nota marcante de 2022, somada ao aumento exponencial do custo das matérias-primas e fatores de produção, praticamente 70% dos líderes empresariais projetam terminar este ano com crescimento do volume de negócios. A dimensão de tal amostra deve, apesar de todas as nossas angústias naturais perante a imprevisibilidade que se instalou, assegurar o otimismo necessário para encarar 2023 da melhor maneira possível. É verdade que nem tudo são rosas – basta ver que quase 1/3 das empresas dizem ainda não ter recuperado os níveis de faturação pré-covid, numa altura em que os custos de produção afetam de forma generalizada todos os setores de atividade – mas o inquérito da Executive Digest mostra-nos que as organizações estão a estudar as lições destes últimos anos e a aprender a navegar em águas mais turvas e acidentadas. A necessidade de garantir agilidade num ambiente de negócios mais incerto e desafiante é uma mudança que passou a condição estrutural para as companhias. Noto, por isso, com particular agrado, o compromisso dos líderes em investirem naqueles que são, de facto, os fatores-chave para a criação de valor no longo prazo, nomeadamente a transformação digital, a inovação, a Investigação & Desenvolvimento, a sustentabilidade e os fatores ESG. Sem esquecer outro tópico igualmente fundamental para o futuro das organizações: a atração e retenção de talento qualificado. Num novo ano que sabemos ser de grande exigência e em que os custos de financiamento serão ainda mais elevados, será necessário, como se diz na gíria popular, escolher ainda melhor os cestos onde pomos os nossos ovos. Pelo que não deixa de ser reconfortante perceber que, não só existe uma clara priorização em termos de investimento, como estão a ser feitas as melhores escolhas. Só com um tecido empresarial renovado, baseado em conhecimento, tecnologia e inovação, será possível criar mais valor, mais produtividade, garantindo a competitividade necessária à economia nacional para crescer em contraciclo.

Testemunho publicado na edição de Dezembro (nº. 201) da Executive Digest, no âmbito da XXVII edição do seu Barómetro.




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