XXIV Barómetro Executive Digest: Rui Borges, GrandVision

A análise de Rui Borges, CEO da GrandVision

Ninguém questiona que vivemos um período de elevada incerteza. Após os dois anos de pandemia era expectável uma recuperação acentuada sobretudo no 1.º semestre de 2022 e em alguns sectores. Entretanto, o presente barómetro confirma que o maior desafio para os gestores à entrada para o 2.º semestre do corrente ano, são as previsões económicas (45%). É sintomático do clima de incerteza. O sector onde se insere a nossa empresa (retalho especializado), tem tido um desenvolvimento positivo quando comparado com igual período de 2021, isto apesar das condicionantes. Contudo, a situação de grande instabilidade internacional, com impactos muito fortes na economia global, bem como a tensão inflacionista fortemente sentida, colocam algumas “nuvens negras” no horizonte (segundo o barómetro, as perspectivas já se dividem entre confiança e pouca ou nenhuma confiança relativamente ao desenvolvimento futuro da economia nacional). O nível muito elevado de novos casos de COVID-19 nas últimas semanas tem também afectado negativamente o volume de tráfego de clientes nas lojas, bem como aumentado significativamente o absentismo nos locais de trabalho. Por último no que se refere às prioridades do Orçamento do Estado para 2022, apesar do score obtido ser baixo (25%), na minha opinião, reforçar os rendimentos das famílias, deveria ser um objectivo fundamental, desde que efectuado graças a um visível alívio no IRS que realmente beneficie as classes médias (sem esquecer os mais desfavorecidos, obviamente) e, nos tire desta espécie de “gueto” onde nos estamos a colocar no que à tributação de rendimentos diz respeito, quando nos comparamos com os principais países nossos concorrentes na UE e com quem perdemos ano após anos, competitividade.

Testemunho publicado na edição de Junho (nº. 195) da Executive Digest, no âmbito da XXIV edição do seu Barómetro.



Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.