Barclays: Esquema de Luxemburgo permite ao banco evitar quase 2,3 mil milhões de euros em impostos

O banco Barclays evitou quase 2 mil milhões de libras em impostos (cerca de 2,3 mil milhões de euros) através de um esquema lucrativo em Luxemburgo que lhe permitiu ganhar menos de 1% sobre os lucros no país por mais de doze anos.

Segundo a análise do ‘The Guardian’ às contas fiscais do Barclays, o banco ainda está a beneficiar de uma decisão de 2009, onde obteve lucros da venda de 15,2 mil milhões de dólares (cerca de 14,4 mil milhões de euros) de um negócio em Luxemburgo e não no Reino Unido, onde está sediado.

Ao guardar os lucros em Luxemburgo, o banco britânico conseguiu compensar os lucros futuros contra uma queda no valor das ações da empresa que adquiriu como parte do negócio e ainda ganhou mil milhões de libras quase isentas de impostos por mais de doze anos.

A publicação alertou ainda para o facto de a decisão ter influenciado a estratégia do banco de investir ou expandir os negócios em Luxemburgo, sendo que só empresa 54 funcionários no país, mas é a terceira jurisdição mais lucrativa do Barclays.

Ao registar uma faturação de 1,1 mil milhões de libras (cerca de 1,2 mil milhões de euros) superou jurisdições como a dos Estados Unidos e do Reino Unido, que têm quase 10.000 e 46.000 funcionários, respetivamente.

Segundo documentos divulgados pelo banco a que o ‘The Guardian’ teve acesso, as operações do Barclays em Luxemburgo geraram 6,6 mil milhões de libras (cerca de 7,7 mil milhões de euros) desde 2013, e, graças ao acordo fiscal, pagou apenas 46 milhões de libras em impostos (cerca de 53 milhões de euros), o que representa uma percentagem de 1%.

Se não tivesse aproveitado o acordo, o banco poderia ter sido tributado entre 25% e 30%.

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