Barbados vai «despedir» Rainha Isabel II. «Chegou a hora de deixar para trás o passado colonial»

Barbados, um país nas caraíbas, quer destituir a rainha Isabel II do Reino Unido, do cargo de chefe de estado, tornando-se numa república, de acordo com confirmação do governo da nação insular, citado pela agência ‘Reuters’.

A ex-colónia britânica, que conquistou a independência em 1966, manteve um vínculo formal com a monarquia britânica, assim como alguns outros países que já fizeram parte do império do Reino Unido, contudo o governo decidiu agora que esse tempo chegou ao fim.

«Chegou a hora de deixar totalmente para trás o nosso passado colonial», afirmou a governadora de Barbados, Sandra Mason, num discurso realizado esta quarta-feira, em representação da primeira-ministra do país, Mia Mottley.

A responsável indica que «os barbadianos querem um chefe de estado natural do país. Esta é a declaração final de confiança em quem somos e no que somos capazes de alcançar. Consequentemente, Barbados dará o próximo passo lógico em direcção à soberania plena e vai tornar-se numa República quando celebrarmos o nosso 55º aniversário de independência», em Novembro de 2021.

O Palácio de Buckingham considera que a questão apenas diz respeito à população de Barbados, da mesma opinião é o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, segundo a ‘Reuters’.

«Barbados e o Reino Unido estão unidos pela história, cultura, idioma e muito mais. Temos uma parceria duradoura e vamos continuar a trabalhar em conjunto com o país e com todos os nossos valiosos parceiros das Caraíbas», referiu uma porta-voz do ministério, citado pela agência.

O Reino Unido desempenhou um papel «crucial» na história de Barbados, que foi transformada pelo comércio de escravos no Atlântico. A ilha foi reivindicada pelos britânicos em 1625, quando o capitão Henry Powell desembarcou no local.

O território foi rapidamente colonizado e manteve-se nas mãos dos britânicos ao longo dos séculos, ao contrário de outras ilhas das Caraíbas que foram disputadas por espanhóis, britânicos, holandeses, franceses e americanos.

A população actual, de menos de 300 mil habitantes, é predominantemente de ascendência africana. Algumas ligações culturais com o Reino Unido ainda são evidentes: as cidades têm nomes como Hastings e ruas como Liverpool Lane, enquanto o críquete continua a ser muito popular. Para além disso o Reino Unido é o lar de uma grande comunidade de descendentes de Barbados.

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