O artista de rua britânico Banksy financiou um barco para resgatar refugiados que tentam chegar à Europa vindos do norte da África, revelou o ‘ The Guardian’.
A embarcação, batizada de Louise Michel em homenagem a uma anarquista feminista francesa, partiu em segredo no dia 18 de agosto do porto espanhol de Burriana, perto de Valência, e agora está no Mediterrâneo Central, onde, esta quinta-feira resgatou 89 pessoas em perigo, incluindo 14 mulheres e quatro crianças.
O barco está agora à procura de um porto seguro para desembarcar os passageiros ou para os transferir para um navio da guarda costeira europeia.
A tripulação, formada por ativistas europeus com longa experiência em operações de busca e salvamento, já havia auxiliado noutras duas operações de resgate envolvendo um total de 105 pessoas, que agora estão a bordo do navio da Organização Não Governamental (ONG) ‘Sea-Watch 4’.
Os 10 membros da tripulação do Louise Michel têm origens diversas, mas todos se identificam como ativistas anti-racistas e antifascistas que defendem mudanças políticas radicais. Por se tratar de um projeto feminista, apenas as mulheres da tripulação podem falar em nome de Louise Michel.
Pintado em rosa brilhante e com obras de arte de Banksy, que retratam uma menina num colete salva-vidas a segurar uma bóia de segurança em forma de coração, o Louise Michel navega sob uma bandeira alemã. O iate a motor de 31 metros, anteriormente propriedade das autoridades alfandegárias francesas, é menor, mas consideravelmente mais rápido do que outras embarcações de resgate de ONGs.
Até agora, só no ano de 2020, mais de 500 refugiados e migrantes morreram no mar Mediterrâneo, e estima-se que o número real seja consideravelmente maior.




