Bankinter: Sucursal em Portugal é “enormemente rentável”

A direção do grupo espanhol Bankinter considera “enormemente rentável” a sua sucursal em Portugal, que obteve um resultado antes de impostos de 26 milhões de euros no primeiro semestre de 2021, um crescimento de 50%.

O Bankinter em Portugal “está a crescer de uma forma enormemente rentável”, afirmou a presidente do grupo espanhol, María Dolores Dancausa, na videoconferência de apresentação dos resultados do primeiro semestre do corrente ano, que decorreu hoje em Madrid.

A responsável do banco também assegurou que não está prevista qualquer redução do pessoal em Portugal ou em Espanha.

O grupo espanhol teve um lucro de 1.140 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2021, que inclui uma mais-valia de 896 milhões pela alienação da seguradora Línea Directa.

Excluindo a mais-valia da transação não recorrente da Línea Directa, o banco obteve um lucro líquido 244,5 milhões, 124,1% mais elevado do que no primeiro semestre de 2020.

O resultado antes de impostos do Bankinter Portugal nos primeiros seis meses do ano foi de 26 milhões de euros, o que representa um crescimento de 50% relativamente ao primeiro semestre do ano anterior.

O Bankinter destaca que a sua sucursal em Portugal “registou uma dinâmica muito positiva” durante este semestre, o que levou ao crescimento de todas as rubricas da conta de resultados: a margem de juros aumentou 7%; a margem bruta cresceu 15% impulsionada pelas comissões líquidas, “que tiveram um desempenho extraordinário”, e a margem antes de provisões cresceu 33%.

No que se refere a indicadores de negócio, a carteira de crédito do Bankinter Portugal atingiu 6.800 milhões de euros, mais 6%.

Na mesma videoconferência de imprensa foi revelado que o Bankinter Portugal tem moratórias num total de “menos de 865 milhões de euros” (1.000 milhões no primeiro semestre de 2020), dos quais cerca de 500 milhões de euros em habitação/hipotecas (570 milhões) e 360 milhões em apoio às empresas (430 milhões).

Por outro dado, os recursos de clientes apresentam um crescimento de 19%, alcançando 5.500 milhões de euros, e os recursos geridos fora de balanço cresceram 14%, atingindo os 3.900 milhões de euros.

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