Bankinter obtém a melhor nota entre os bancos espanhóis analisados nos testes de stress da EBA

O Bankinter passou com distinção nos testes de stress a que a Autoridade Bancária Europeia (EBA), em cooperação com o Banco Central Europeu (BCE) e o Comité Europeu de Risco Sistémico (ESRB), submeteu aos principais bancos do continente. O banco espanhol obteve a melhor nota entre os seus pares analisados no país.

A par da Caixa Geral de Depósitos e do Banco Comercial Português, os únicos bancos portugueses que participaram nos testes da EBA, os resultados divulgados posicionam o Bankinter “como uma das instituições financeiras mais sólidas e solventes e mostram que a situação do banco, em termos de capital, solvência, rentabilidade e qualidade dos ativos, está na linha da frente do setor financeiro espanhol e europeu”, avança a entidade em comunicado.

De acordo com os resultados deste exercício, num hipotético cenário macroeconómico muito adverso – o mais severo da série histórica desenvolvida pela EBA ao longo do tempo – o Bankinter teria um impacto, ou ”capital depletion”, no seu rácio de capital CET1 de 104 pontos base, o que colocaria o Bankinter como o banco espanhol com menor impacto na sua solvência no cenário adverso e o terceiro com menor impacto entre todas as instituições analisadas.

Assim, o Bankinter apresentaria no final do período considerado, 2023, um confortável rácio de capital CET1 fully loaded de 11,25%, face aos 12,29% que o banco tinha no final de 2020.

“Estes 104 pontos base representam um impacto inferior ao que o banco obteve nos testes de stress de 2018, que foi de 114 pb, com um cenário adverso – o atual – significativamente pior do que aquele que foi considerado há três anos”, destaca a entidade financeira no comunicado.

De referir que, no teste de stress de 2018, o Bankinter foi analisado pelo BCE, embora utilizando os mesmos cenários e a mesma metodologia de análise da EBA, e situou-se como o segundo banco com menor impacto na solvência no cenário adverso de todos os que foram analisados ​​a nível europeu.

De acordo com o exercício de EBA deste ano, elaborado sob pressupostos metodológicos comuns que permitem a comparabilidade dos resultados entre instituições, o ROE (rentabilidade dos capitais próprios) do Bankinter atingiria 7,22% no final do período, em 2023, face aos 7,60% com que o banco fechou 2020. É, novamente, um dos melhores resultados para este parâmetro.

Quanto ao rácio de capital total, passaria de 15,02% em 2020 para 13,98% em 2023. De referir ainda que, neste exercício, o Bankinter projetou um payout de 50% tanto no cenário base como no adverso para todos os anos de projeção, o que corresponde à percentagem tradicional de remuneração aos acionistas do banco, face aos 15% que a instituição distribuiu em 2020, de acordo com a recomendação do BCE.

“Este novo exercício de controlo e transparência da EBA é o mais severo da série histórica que esta instituição tem vindo a desenvolver ao longo do tempo, pois projeta a continuação da recessão económica nos próximos três anos como consequência do prolongamento da crise sanitária provocada pela Covid-19”, adianta a mesma nota.

Este exercício, que analisou um total de 50 bancos europeus sob supervisão direta da EBA, aos quais se somam as instituições analisadas ​​pelo BCE, permitirá aos mercados reforçarem a confiança no setor financeiro e contribuirá para homogeneizar as diversas formas de refletir os dados dos vários bancos e países, o que por vezes dificultava os cálculos comparativos.

O Bankinter considera que o novo enquadramento servirá para valorizar, à escala europeia, as vantagens competitivas do balanço e da conta de resultados do banco, bem como a sua resiliência perante os cenários severos projetados.

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