Banguecoque entra na lista negra: os incêndios mais mortíferos em discotecas e bares

Tragédia ocorreu no Na Ladprao, no norte da capital da Tailândia, e é uma das mais mortíferas registadas no país desde 2009, quando 67 pessoas morreram num incêndio numa discoteca durante as celebrações de Ano Novo

Francisco Laranjeira

Um incêndio num bar em Banguecoque matou pelo menos 27 pessoas e deixou dezenas de feridos, levando as autoridades tailandesas a investigar as causas do fogo e as circunstâncias que poderão ter agravado o número de vítimas, incluindo a eventual obstrução de saídas de emergência.

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A tragédia ocorreu no Na Ladprao, no norte da capital da Tailândia, e é uma das mais mortíferas registadas no país desde 2009, quando 67 pessoas morreram num incêndio numa discoteca durante as celebrações de Ano Novo.

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Na sequência do desastre, a ‘AP News’ recordou alguns dos incêndios mais graves ocorridos em discotecas, bares e espaços de música ao vivo nas últimas décadas.

Em janeiro de 2026, um incêndio num bar da estância de esqui suíça de Crans-Montana provocou 41 mortos e mais de uma centena de feridos. Poucas semanas antes, em dezembro de 2025, outro fogo num espaço noturno em Arpora, no estado indiano de Goa, matou 25 pessoas, entre trabalhadores e turistas.

Em março de 2025, um incêndio e a debandada que se seguiu no clube Pulse, em Kocani, na Macedónia do Norte, fizeram 63 mortos e mais de 200 feridos. O fogo terá começado quando uma chama pirotécnica atingiu o teto do espaço.

No ano anterior, 29 pessoas morreram num incêndio na discoteca Masquerade, em Istambul, que se encontrava encerrada para obras. O espaço funcionava no rés do chão e na cave de um edifício residencial de 16 andares.

Em outubro de 2023, um incêndio que começou numa discoteca em Múrcia, no sudeste de Espanha, propagou-se a outros dois estabelecimentos e provocou 13 mortos.

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A ‘AP News’ recorda ainda o incêndio de 2013 na discoteca Kiss, em Santa Maria, no sul do Brasil, onde morreram mais de 200 pessoas. Segundo os investigadores, a espuma de isolamento acústico instalada no teto incendiou-se e libertou gases tóxicos durante uma festa universitária.

Em dezembro de 2009, um espetáculo de fogo de artifício no interior da discoteca Lame Horse, em Perm, na Rússia, incendiou um teto de plástico decorado com ramos. O desastre provocou 152 mortos.

Também em 2009, 67 pessoas morreram no clube Santika, em Banguecoque, depois de material pirotécnico utilizado durante a passagem de ano ter ateado fogo ao espaço. Muitas vítimas morreram devido a queimaduras, inalação de fumo ou esmagamento.

Em dezembro de 2004, 194 pessoas morreram na discoteca República Cromañón, em Buenos Aires, depois de um sinalizador ter incendiado espuma instalada no teto. O proprietário do espaço foi posteriormente condenado a 20 anos de prisão.

Um ano antes, em fevereiro de 2003, um incêndio na discoteca The Station, no estado americano de Rhode Island, matou 100 pessoas e feriu mais de 200. O fogo começou quando o material pirotécnico de uma banda atingiu espuma altamente inflamável no interior do espaço.

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A lista inclui ainda o incêndio de dezembro de 2000 numa discoteca em Luoyang, na China, atribuído a um acidente durante trabalhos de soldadura e que provocou 309 mortos, um dos maiores balanços de vítimas associados a este tipo de estabelecimento.

Muitos destes casos tiveram elementos em comum: utilização de material pirotécnico em espaços fechados, revestimentos inflamáveis, sobrelotação, saídas de emergência insuficientes ou bloqueadas e dificuldades de evacuação. A investigação ao incêndio de Banguecoque deverá agora apurar se algumas destas falhas também contribuíram para a dimensão da tragédia.

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