Bancos portugueses detêm 92 mil milhões de euros de ativos financeiros garantidos pelo estrangeiro

Bancos portugueses detêm, no segundo trimestre de 2021, 92 mil milhões de euros de ativos financeiros garantidos pelo estrangeiro, revelam os dados publicados hoje pelo Banco de Portugal (BdP).

Fábio Carvalho da Silva

No final do segundo trimestre de 2021, a exposição imediata dos ativos financeiros dos bancos portugueses foi de 92 mil milhões de euros, o que representou um acréscimo de 5,2 mil milhões de euros relativamente ao verificado no primeiro trimestre de 2021,  revelam os dados publicados hoje pelo Banco de Portugal (BdP).

A exposição em última instância dos bancos portugueses também cresceu para 93 mil milhões de euros de ativos financeiros no final do segundo trimestre de 2021.

Destes ativos, 74% localizavam-se na União Europeia. Esta percentagem reflete um aumento de 5 mil milhões de euros em ambas as óticas, face ao primeiro trimestre de 2021.

A diferença entre a exposição de última instância e a imediata, no valor de mil milhões de euros, corresponde a uma transferência de risco líquida de Portugal para o exterior.

A exposição em última instância a Estados-Membros da União Europeia e aos BRICS manteve-se superior à exposição imediata.

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Pelo contrário, perante os PALOP, os bancos portugueses apresentavam maior exposição imediata do que em última instância: parte dos ativos que estes detinham sobre entidades residentes nos PALOP eram garantidos por entidades residentes noutros países.

Notícia em atualização.

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