Bancos centrais mundiais vão apertar políticas em 2022, aumentando a volatilidade económica

Os principais bancos mundiais preparam-se para apertar as suas políticas implementadas para sustentar o crescimento nos últimos anos. Apesar de se terem movido em conjunto durante o período pandémico, o apertar das medidas será feito a velocidades diferentes, o que pode aumentar a volatilidade económica e do mercado.

Os estímulos lançados pelos bancos resultaram numa subida da inflação para valores não registados há várias décadas, no entanto, acreditam as principais autoridades, a FED poderá liderar este caminho, revela a ‘Reuters’.

A Reserva Federal Americana pode aumentar as taxas possivelmente na próxima semana, enquanto o Banco do Japão, por outro lado, deve manter as suas políticas, explica a mesma fonte.

“Não temos medo da inflação porque a inflação (no Japão) é muito baixa”, disse Haruhiko Kuroda, Presidente do Banco do Japão, acrescentando que “ao contrário dos EUA ou da Europa, temos que continuar nossa política monetária”.

Kristalina Georgieva, Diretora-Geral do FMI, sublinhou que as ações da FED não têm apenas influência no mercado norte-americano, mas também com todos “aqueles que têm altos níveis de dívida denominada em dólares”, o que pode ser um “balde de água fria” para aqueles países onde a recuperação já é fraca.

A possibilidade de a FED aumentar as suas taxas já fez com que o custo dos empréstimos crescesse em todo o mundo, diz a ‘Reuters’.

A Diretora-Geral do FMI sublinhou ainda durante um painel do Fórum Económico Mundial que para conter a pandemia e aumentar as taxas de vacinação é imperativo para abordar a crescente lacuna entre países ricos e pobres e garantir o crescimento futuro para todos.

 

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