Banco Europeu de Investimento abre centro de operações na capital do Quénia

O Banco Europeu de Investimento (BEI), instituição financeira comunitária da União Europeia (UE), inaugurou hoje um centro de operações em Nairobi para, anunciou, “reforçar o seu compromisso” com o continente africano.

“O novo centro de operações de Nairobi abrirá um novo capítulo para a cooperação do banco com os parceiros quenianos, africanos, europeus e o resto do mundo”, disse na cerimónia de inauguração o vice-presidente do BEI, Thomas Östros.

Na ocasião, o BEI anunciou um programa de investimentos na África Oriental no valor de 400 milhões de euros com o objetivo de ajudar o setor privado a recuperar dos choques económicos provocados pela pandemia de covid-19, fortalecer algumas regiões frágeis da região e construir casas acessíveis e energeticamente eficientes.

“O BEI está comprometido em melhorar os investimentos sustentáveis em todo o mundo, em estreita cooperação com os nossos parceiros globais”, assegurou o presidente da instituição, Werner Hoyer.

Por seu lado, a embaixadora da UE no Quénia, Henriette Geiger, destacou que a escolha do BEI em instalar uma sede no país africano era um símbolo “da crescente importância de Nairobi como porta de entrada na África Oriental e do Quénia como parceiro estratégico da UE”.

O Quénia destacou-se entre 2015 e 2019 como uma das economias que mais rapidamente se desenvolveu no continente, com um crescimento anual de 5,7% no período em causa, segundo o Banco Mundial.

A covid-19 interrompeu esse crescimento em 2020, provocando uma contração de 0,3% no Produto Interno Bruto (PIB).

Graças à localização geoestratégica e às políticas económicas prosseguidas, o Quénia é frequentemente apontado pela comunidade internacional como uma potência estabilizadora na conturbada região do Corno de África e um parceiro confiável do Ocidente.

A cidade de Nairobi, com cerca de cinco milhões de habitantes, gera cerca de 22% do PIB do Quénia e abriga um dos quatro principais escritórios globais das Nações Unidas, além de várias empresas internacionais.

No entanto, é também uma das cidades africanas com mais desigualdades económicas, segundo dados da organização Oxfam Internacional.

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