O antigo banco BPN adquiriu 41 quadros do pintor espanhol Miró em 2002 por 17 milhões de euros. Mais tarde, expectante com a valorização substancial da coleção quis vender os quadros por 22 milhões.
Oliveira e Costa, presidente do conselho de administração do banco, mandatou o diretor-geral do departamento de Private Banking, sediado no Porto, José Viamonte de Sousa, para contratar dois mediadores através do banco que ficariam responsáveis pela venda.
José Viamonte de Sousa celebrou com eles contrato mas o negócio não se chegou a realizar, tendo sido revogado mediante o pagamento de 2,5 milhões de euros. Os mediadores só chegaram a receber metade, ficando José Viamonte de Sousa com os outros 1,25 milhões para si, avança o Correio da Manhã na edição desta quinta-feira.
O responsável depositou o dinheiro numa conta na Suíça – pertencente a um amigo, que é dono de uma galeria de arte. O objetivo era que o valor não integrasse de forma direta o seu património, tendo em conta o seu vínculo com o BPN.
A acusação do Ministério Público, do procurador Rosário Teixeira, vem agora dizer que este “divisou um plano para ocultar a origem dos montantes e fazê-los retornar de forma insuspeita à sua esfera”. É que depois de ter “lavado” o dinheiro na Suiça, a quantia voltou à conta do diretor-geral do banco em cinco transferências bancárias ao longo do ano de 2004.
O caso foi descoberto em 2008 e comunicado à Justiça em 2009. José Viamonte de Sousa responde agora por burla qualificada e branqueamento de capitais. Vai ser julgado em breve no Tribunal de S. João Novo, no Porto.





