A despesa da Segurança Social com o subsídio de doença ultrapassou pela primeira vez a fasquia dos mil milhões de euros em 2025, revelam os dados da Conta Geral do Estado entregues pelo Governo na Assembleia da República. Segundo o documento, foram pagos 1000,9 milhões de euros em baixas médicas no último ano, num aumento de 8,7% face a 2024, consolidando uma tendência de forte crescimento que levou esta prestação social a duplicar em apenas sete anos.
De acordo com informações avançadas pelo Correio da Manhã, a subida da despesa foi justificada pelo Governo sobretudo com o “forte crescimento da prestação média por dia”. O Executivo sublinha que o aumento médio mensal do número de beneficiários, na ordem dos 4%, acabou praticamente compensado pela redução do número médio mensal de dias processados por beneficiário, que caiu 3,3%.
O subsídio de doença é atribuído desde o primeiro dia apenas em situações de internamento hospitalar. Nos restantes casos, a Segurança Social só começa a pagar a partir do quarto dia de incapacidade temporária para o trabalho. Isto significa que os primeiros três dias de baixa médica continuam sem qualquer compensação financeira. Também os trabalhadores que recorrem à autodeclaração de doença permanecem sem direito a apoio financeiro durante esse período.
A Conta Geral do Estado de 2025 mostra ainda um aumento expressivo noutra prestação social. A despesa com o Complemento Solidário para Idosos ultrapassou os 500 milhões de euros no ano passado, atingindo 535,4 milhões de euros. Trata-se de uma subida de 136,8 milhões face a 2024, equivalente a um crescimento superior a 34%. Segundo os dados da Segurança Social, esta evolução resulta sobretudo do aumento do número de beneficiários abrangidos pelas alterações introduzidas pelo Governo, numa expansão próxima dos 40%.













