Bacia do Sado ameaçada pela maior seca desde os anos 70

A Bacia do Sado está em risco de atravessar a maior seca já vista desde os anos 70 com árvores a morrer e animais em péssimas condições, de acordo com o jornal ‘Público’.

O director executivo da Associação de Regantes e Beneficiários de Campilhas e Alto Sado (ARBCAS), Ilídio Martins, explica à mesma publicação que «está tudo seco!», refere adiantando que «atingimos um limite que nunca foi atingido» no stress hídrico desde que há memória.

A falta de recursos hídricos fez com que fosse necessário suspender o fornecimento de água a cerca de 3700 hectares de cultivo, o que afectou 180 explorações agrícolas, que ficaram sem rega e deixando «mais de 200 famílias sem rendimentos já há dois anos», segundo Ilídio Martins.

O responsável conta ao mesmo jornal que a reserva de água que resta na barragem do Monte da Rocha é de apenas nove milhões, mas a sua capacidade máxima é de 104,5 milhões de metros cúbicos, o que significa que apenas comporta actualmente 9,1% do que podia comportar.

Isto faz com que os concelhos abrangidos pela barragem: Santiago do Cacém, Ourique, Almodôvar, Castro Verde e parte de Odemira, apenas possam garantir abastecimento público às suas populações nos próximos dois anos, se o cenário assim se mantiver.

«Não há uma linha de água que apresente caudal. E até as charcas, a última barreira na resistência à seca, estão na sua esmagadora maioria sem qualquer armazenamento», lamenta o responsável da ARBCAS, citado pelo ‘Público’.

 

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