BA.5: Tudo o que precisa saber sobre a linhagem que já representa 63% dos casos em Portugal

A linhagem BA.5 da variante Ómicron tem apresentado uma frequência relativa “marcadamente crescente”, estimando-se que já seja dominante em Portugal. 

Simone Silva

A linhagem BA.5 da variante Ómicron tem apresentado uma frequência relativa “marcadamente crescente”, estimando-se que já seja dominante em Portugal.

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Mas o que já se sabe efetivamente sobre esta linhagem? É mais perigosa? E transmissível? Consegue resistir à imunidade? Preparámos um conjunto de perguntas e respostas com tudo o que é necessário saber.

1. O que é a BA.5?
É uma linhagem da variante Ómicron recém-designada. O ECDC já a considerou uma variante de preocupação (VOC), mas é no fundo um vírus com uma nova combinação de mutações.

O facto de se ter tornado uma VOC significa que “existem evidências claras que indicam um impacto significativo na transmissibilidade, gravidade e/ou imunidade que provavelmente terá impacto na situação epidemiológica na UE/EEE”.

Onde é que foi detetada?

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A linhagem Ómicron BA.5 foi detetada pela primeira vez a partir de um espécime recolhido a 25 de fevereiro de 2022 em KwaZulu-Natal, na África do Sul. Em 22 de abril de 2022, a BA.5 foi detetada em Gauteng, Limpopo, Mpumalanga, KwaZulu-Natal, Noroeste e Cabo Ocidental, no mesmo país.

 

Foi também detetada em países fora da África do Sul, como Portugal, EUA, Reino Unido e Botsuana, estando a ser monitorizada de perto, com os seus dados a serem carregados regularmente.

3. É incomum detetar uma nova linhagem Ómicron?

Não. À medida que o SARS-CoV-2 continua a espalhar-se, continua a evoluir e a ganhar mutações. Quando um grupo de genomas contém o mesmo conjunto de mutações, estas são designadas como uma nova linhagem.

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4. Esta linhagem já é dominante em Portugal?

Sim. A linhagem BA.5 da variante Ómicron tem apresentado uma frequência relativa “marcadamente crescente”, estimando-se que já seja dominante em Portugal, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

“Após a sua primeira deteção na semana 13 (28 de março a 3 de abril), a linhagem BA.5 tem apresentado uma frequência relativa marcadamente crescente, estimando-se que já seja dominante em Portugal (frequência relativa estimada de 63,6% ao dia 15 de maio)”, revela.

5. Quais os sintomas?

Até agora, as autoridades de saúde sul-africanas reportaram que os infetados com esta subvariante apresentam sintomas leves semelhantes aos relatados com as outras linhagens da Ómicron.

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Basicamente, os infetados têm febre, fadiga, tosse, dor de garganta, muscular e dor de cabeça ou frequência cardíaca elevada. Por isso já sabe, se os tiver, deve estar atento e provavelmente fazer um teste de despiste.

6. É mais transmissível? 

Miguel Prudêncio, investigador do Instituto de Medicina Molecular (iMM), revela ao ‘JN’ que tudo indica que sim. Isto explica-se com o facto de estar a ganhar prevalência face às linhagens a anteriores, representando mais de 63% dos novos casos de covid-19.

6. Então o seu surgimento pode resultar num aumento de casos?

Sim, aliás isso já se verifica em Portugal. Na segunda-feira foram registadas quase 34 mil infeções e os especialistas do INSA estimam que Portugal possa chegar aos 60 mil casos até ao final do mês.

7. E causa doença mais grave?

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Segundo Miguel Prudêncio, “não há indicações de que assim seja”, mas só com o tempo e a acumulação de evidência clínica sobre a nova linhagem será possível ter “certezas definitivas”. “Ainda passou muito pouco tempo desde que a BA.5 ganhou prevalência” em Portugal, refere ao jornal.

8. Esta variante escapa à imunidade?

Como a BA.5 tem algumas mutações diferentes em relação a outras linhagens Ómicron, é possível que haja algum escape imunológico levando a um aumento no número de casos de COVID-19.

9. E as vacinas atuais ainda funcionam contra a BA.5?

A vacinação continua eficaz na prevenção de doenças graves, e os indivíduos são fortemente encorajados a serem vacinados e receberem doses de reforço apropriadas.

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