A África do Sul tem assistido a um rápido aumento nos casos positivos da Covid-19 impulsionados por uma nova versão do vírus, segundo garantiram esta 6ª feira os especialistas de saúde locais – os casos sul-africanos estavam em queda desde fevereiro mas a nova subvariante, que os cientistas chamaram de BA.4, é responsável pelo aumento dos novos casos na última semana, tendo provocado um aumento rápido desde entao, explicou Slim Abdool Karim, conselheiro do Governo para a Covid-19.
Até agora, houve apenas um ligeiro aumento nas hospitalizações mas sem registar qualquer aumento nas mortes, disse Abdool Karim, especialista em saúde pública da Universidade de KwaZulu-Natal.
A África do Sul regista atualmente um pouco mais de 6 mil casos de coronavírus por dia, acima das poucas centenas há algumas semanas – a proporção de testes positivo saltou de 4% em meados de abril para 19% na passada 5ª feira, segundo os dados oficiais. A vigilância das águas residuais também mostrou aumentos na propagação do coronavírus.
A nova subvariante parece estar a ‘disputar’ o domínio sobre a variante Ómicron original e outras subvariantes mas Abdool Karim garantiu que “é muito cedo para dizer se o BA.4 vai causar uma onda completa”. A ‘coincidência’ de ter sido na África do Sul, ‘local de nascimento’ da Ómicron, revela “uma tendência preocupante”, garantiu Helen Rees, diretora executiva do Instituto de Saúde Reprodutiva e HIV da Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo – as crianças são as primeiras a acabar nos hospitais, o mesmo percurso do surto original da Ómicron.
Especialistas apontaram que a BA.4 parece ser mais transmissível do que a variante Ómicron original e a subvariante ‘furtiva’ conhecida como BA.2: os cientistas ainda estudam a nova mutação mas não parece que o BA.4 cause doenças mais graves do que outras versões do vírus, segundo a OMS.













