É um aumento que não está propriamente relacionado com o preço dos fármacos, mas com uma nova diretiva europeia que traçou novos limites aos médicos veterinários que queiram optar prescrever medicamentos para uso humano – por norma, mais baratos.
Segundo o regulamento que entra agora em vigor, embora a prescrição de medicamentos humanos por veterinários não seja proibida, deve ser dada preferência à utilização de medicação veterinária.
Além disso, no preenchimento dos formulários de receita disponíveis na nova plataforma de prescrição electrónica médico-veterinária – MedVet, acessível aos profissionais de saúde em medvet.dgav.pt a partir desta semana – quem quiser fazer outra escolha tem de o justificar. E não, o preço não é aceite como motivo.
A medida está já a causar controvérsia e traz problemas acrescidos às famílias com animais a cargo, porque “podem não ter dinheiro para os medicar”, como sublinhou ao Jornal de Notícas a provedora nacional do animal e ex-bastonária dos veterinários Laurentina Pedroso.
“Este regulamento é de cumprimento obrigatório, mas uma coisa é certa: aplica-se aos países do Norte da Europa, e não à realidade portuguesa. Não somos um país de ricos”, sustentou.












