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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Caso Henry Nowak agita Reino Unido: estudante algemado pela polícia antes de receber socorro após ataque mortal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 17:09:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Henry Nowak]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
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					<description><![CDATA[Vickrum Digwa está a ser julgado num tribunal de Southampton, acusado de homicídio e posse de faca em espaço público]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O caso de Henry Nowak, estudante de 18 anos da Universidade de Southampton que morreu após ser esfaqueado em dezembro, tornou-se uma das controvérsias políticas e judiciais mais sensíveis no Reino Unido. O jornal espanhol &#8216;ABC&#8217; relata que o processo combina violência urbana, imigração, racismo, religião, redes sociais e acusações de duplo critério na atuação policial.</p>
<p>Nowak regressava à sua residência universitária na noite de 3 de dezembro quando se cruzou com Vickrum Digwa, de 23 anos, numa rua frequentada por estudantes. Menos de uma hora depois, morreu devido a múltiplos ferimentos provocados por arma branca.</p>
<p>Digwa está a ser julgado num tribunal de Southampton, acusado de homicídio e posse de faca em espaço público. A sua mãe, Kiran Kaur, de 53 anos, também está a ser processada por alegadamente ter removido a arma do local do crime.</p>
<p>Segundo a acusação, citada pelo &#8216;ABC&#8217;, o arguido transportava uma faca com uma lâmina de 20 centímetros e terá esfaqueado Nowak, perseguindo-o enquanto este tentava fugir. A autópsia concluiu que o estudante sofreu vários golpes, incluindo um ferimento fatal no peito, além de cortes nas pernas e na mandíbula. A acusação afirma ainda que o telemóvel da vítima foi encontrado posteriormente no bolso do arguido.</p>
<p>A defesa apresenta outra versão. Digwa declarou perante o júri que Nowak parecia embriagado, terá esbarrado nele, proferido insultos racistas, dado um murro e arrancado o seu turbante tradicional sikh. O arguido alega ter agido em legítima defesa e afirma que esfaqueou Nowak na parte de trás das pernas para se proteger, sustentando que não tinha consciência de ter provocado um ferimento fatal no peito.</p>
<p>A complexidade jurídica aumentou quando o juiz William Mousley instruiu o júri a considerar não apenas a acusação de homicídio doloso, mas também a possibilidade alternativa de homicídio culposo. O juiz explicou que uma pessoa não é culpada de homicídio doloso se não tiver intenção de matar ou causar danos graves, embora possa responder por homicídio culposo caso cause a morte através de um ato que qualquer pessoa razoável entenderia como perigoso. Digwa nega as acusações.</p>
<p>Mas o caso ultrapassou a esfera judicial sobretudo devido à atuação da polícia. Durante o julgamento, ficou claro que os primeiros agentes a chegar ao local algemaram o estudante após terem sido chamados para uma altercação e para relatos de possíveis insultos racistas. Só mais tarde, ao perceberem a gravidade dos ferimentos, começaram a prestar primeiros socorros. Nowak morreu pouco depois.</p>
<p>A decisão provocou críticas duras no debate público britânico. Alguns setores acusam a polícia de ter dado prioridade à denúncia de insultos racistas em vez de prestar assistência médica urgente a uma vítima ferida. Robert Jenrick, deputado do Reform UK, levou o caso ao Parlamento britânico e acusou as autoridades de terem falhado na resposta inicial.</p>
<p>A polémica ganhou ainda maior dimensão quando Elon Musk interveio publicamente na rede social &#8216;X&#8217; e se ofereceu para financiar um eventual processo civil contra a polícia britânica. O empresário tem sido uma voz ativa nos debates sobre imigração, liberdade de expressão e regulamentação digital no Reino Unido, e voltou a usar a sua plataforma para denunciar aquilo que considera sinais de parcialidade institucional.</p>
<p>O caso reacendeu também a expressão “policiamento de duas classes”, usada por setores da direita britânica para acusar as forças de segurança de tratarem de forma diferente pessoas envolvidas em incidentes consoante a origem racial, religiosa ou ideológica. Para os defensores desta tese, a polícia age com cautela excessiva quando estão envolvidas minorias étnicas ou religiosas, por receio de acusações de racismo ou xenofobia.</p>
<p>Os críticos respondem que a expressão se tornou um slogan político usado para enfraquecer políticas antidiscriminatórias e alimentar a polarização cultural. O caso Nowak encaixou nesse debate por reunir vários elementos altamente sensíveis: uma vítima branca, um arguido sikh que alega ter sido alvo de insultos racistas e uma intervenção policial que está agora sob escrutínio público.</p>
<p>A controvérsia surge num Reino Unido marcado por outros episódios recentes que também reacenderam discussões sobre imigração, multiculturalismo, violência e resposta policial. Um dos casos citados pelo &#8216;ABC&#8217; é o confronto no Aeroporto de Manchester, em julho de 2024, que envolveu dois irmãos e vários agentes, deixando uma polícia com o nariz partido e gerando acusações de brutalidade após a divulgação de vídeos parciais do incidente.</p>
<p>No caso de Henry Nowak, o julgamento continua a centrar-se em duas perguntas distintas, mas politicamente explosivas: o que aconteceu na altercação que levou à morte do estudante e se a polícia respondeu de forma adequada quando encontrou uma vítima gravemente ferida. É essa combinação entre processo criminal e debate identitário que transformou uma morte em Southampton num caso nacional.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768036]]></sapo:autor>
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		<title>Rússia sobe o tom contra a Ucrânia: o que dizem as novas ameaças sobre a guerra?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 17:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Kiev lembra que a Rússia tem bombardeado cidades ucranianas todas as semanas desde o início da invasão em larga escala, em fevereiro de 2022]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rússia intensificou as ameaças contra Kiev, avisando que poderá realizar ataques “consistentes e sistemáticos” contra o complexo militar-industrial da capital ucraniana. Moscovo apelou ainda a cidadãos estrangeiros e pessoal diplomático para deixarem a cidade “o mais rapidamente possível”, numa mensagem que a &#8216;BBC&#8217; interpreta como sinal da pressão crescente sobre o Kremlin, mas também de risco acrescido para a Ucrânia.</p>
<p>À primeira vista, a ameaça parece anunciar uma nova fase da guerra. Mas Kiev lembra que a Rússia tem bombardeado cidades ucranianas todas as semanas desde o início da invasão em larga escala, em fevereiro de 2022. Para o Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano, o nível geral de ameaça colocado pela Rússia a Kiev e a outras cidades mantém-se semelhante ao dos últimos meses e anos.</p>
<p>O que mudou, segundo a &#8216;BBC&#8217;, foi a linguagem usada por Moscovo para justificar os ataques. O Kremlin acusa a Ucrânia de ter matado deliberadamente 21 estudantes num ataque a Starobilsk, na região ocupada de Luhansk, na semana passada. Kiev rejeita essa versão e afirma que atingiu uma instalação militar em território ocupado pela Rússia.</p>
<p>Moscovo apresenta agora esse episódio como motivo legítimo para uma retaliação contra a capital ucraniana. A lógica, porém, é contestada por analistas ucranianos, que veem nas ameaças uma tentativa de controlar a narrativa da guerra num momento desfavorável para a Rússia.</p>
<p>Ivan Stupak, analista militar e antigo oficial dos serviços de informações ucranianos, considera que o discurso russo revela pressão interna. “Quando há problemas com a economia e com a sociedade russa, há pressão por vingança”, afirma.</p>
<p>Também Andrii Kovalenko, do Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia, defende que as ameaças vão além do episódio de Lugansk. Na sua leitura, a Rússia procura exercer pressão psicológica sobre a Ucrânia numa altura em que não consegue obter resultados estratégicos no campo de batalha.</p>
<p>Essa pressão dirige-se também aos aliados ocidentais. Ao avisar diplomatas estrangeiros para abandonarem Kiev, Moscovo tenta atingir uma presença simbólica importante: o apoio político e militar europeu à Ucrânia, visto pelo Kremlin como um obstáculo central aos seus objetivos de guerra.</p>
<p>Há ainda uma terceira dimensão. Segundo Kovalenko, a retórica russa pode servir para desviar atenções dos ataques ucranianos de longo alcance contra território russo e da capacidade de Kiev para atingir alvos no interior da Rússia, incluindo na região de Moscovo.</p>
<p>A avaliação do Instituto para o Estudo da Guerra, citada pela &#8216;BBC&#8217;, aponta para uma alteração temporária da dinâmica do conflito a favor das forças ucranianas. Segundo essa leitura, a Rússia está a perder mais soldados para obter ganhos territoriais menores, enquanto as baixas russas ultrapassam os números mensais de recrutamento há cinco meses.</p>
<p>Nigel Gould-Davies, do International Institute for Strategic Studies, considera que Moscovo enfrenta constrangimentos industriais e humanos crescentes. A Rússia poderá ter de decidir se mobiliza de forma mais forçada a economia e a sociedade, uma opção que seria impopular e potencialmente arriscada para a estabilidade interna.</p>
<p>Mas estes sinais de pressão sobre Moscovo não reduzem a ameaça para a Ucrânia. Kiev ainda recupera do ataque russo do fim de semana, no qual foram lançados quase 600 drones e 90 mísseis, muitos deles contra a capital. As defesas ucranianas abateram a maioria dos drones, mas 35 mísseis atingiram alvos.</p>
<p>O bombardeamento incluiu o raro uso de pelo menos um míssil hipersónico russo Oreshnik, equipado com seis ogivas e difícil de intercetar com sistemas convencionais de defesa aérea. Para Stupak, o Oreshnik tem sobretudo uma função de propaganda, já que até agora terá sido usado com ogivas inertes e causado danos limitados.</p>
<p>Ainda assim, ataques repetidos desta escala podem colocar Kiev sob forte pressão. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, voltou a pedir aos aliados mais sistemas de defesa aérea. Segundo Yurii Ihnat, porta-voz da Força Aérea ucraniana, o principal problema continua a ser o número limitado de mísseis intercetores disponíveis.</p>
<p>Os sistemas Patriot americanos continuam a ser a principal arma eficaz contra mísseis balísticos russos, mas estão em falta. É essa escassez que torna as novas ameaças de Moscovo particularmente preocupantes: mesmo que revelem frustração e desgaste no lado russo, podem traduzir-se em ataques mais intensos contra uma Ucrânia que precisa de mais meios para se defender.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768028]]></sapo:autor>
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		<title>A nova guerra dos elétricos na Europa: Tesla resiste, europeus respondem e China pressiona</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 16:54:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
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					<description><![CDATA[Skoda Elroq foi o elétrico mais vendido na Europa em abril, com 10.699 novas matrículas e um crescimento de 33%]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As vendas de automóveis elétricos voltaram a acelerar na Europa em abril, mas a fotografia do mercado mostra uma mudança relevante: a Tesla continua a liderar no acumulado do ano, mas já não domina sozinha a conversa. Modelos como o Skoda Elroq e o Renault 5 E-Tech estão a ganhar espaço, enquanto as marcas chinesas aumentam a pressão sobre os fabricantes tradicionais.</p>
<p>Segundo a publicação &#8216;Diariomotor&#8217;, o Skoda Elroq foi o elétrico mais vendido na Europa em abril, com 10.699 novas matrículas e um crescimento de 33%. No acumulado dos primeiros quatro meses de 2026, o SUV compacto checo soma 38.968 unidades, mais 162% do que no mesmo período do ano anterior, ficando apenas atrás do Tesla Model Y.</p>
<p>O Model Y mantém a liderança europeia entre janeiro e abril, com 59.157 unidades matriculadas e uma subida de 67,9%. Mas o ranking começa a revelar um mercado mais distribuído. O Tesla Model 3 aparece no terceiro lugar, com 29.324 unidades, muito perto do Renault 5 E-Tech, que soma 29.121 matrículas no mesmo período.</p>
<p>O Renault 5 é um dos sinais mais interessantes desta nova fase. Em vez de competir apenas pela autonomia ou pela potência, o elétrico francês aposta num formato urbano, numa imagem retro e numa ligação emocional com um nome histórico. Em abril, foi o segundo elétrico mais vendido na Europa, com 8.190 unidades matriculadas e um crescimento de 44%.</p>
<p>A leitura de mercado vai além do ranking de modelos. A &#8216;Reuters&#8217; noticiou que as vendas de elétricos a bateria nos principais mercados europeus subiram 34,1% em abril, para 201.541 novas matrículas em 15 países. O crescimento foi impulsionado por políticas públicas, preços dos combustíveis e investimento industrial, embora com diferenças significativas entre países.</p>
<p>A Europa surge também como um dos motores globais da procura. A &#8216;Electrek&#8217;, citando dados da Benchmark Mineral Intelligence, avançou que as vendas mundiais de elétricos chegaram a 1,6 milhões de unidades em abril e a 5,6 milhões desde o início do ano. O crescimento global foi mais moderado, mas a Europa destacou-se num momento em que China e América do Norte mostraram sinais de abrandamento.</p>
<p>Há outro dado que ajuda a perceber a pressão sobre o mercado europeu: os automóveis elétricos fabricados na China estão a ganhar peso. Segundo a mesma análise citada pela &#8216;Electrek&#8217;, os veículos construídos na China representavam 19% das vendas europeias de elétricos em 2025 e já chegavam a 22% em 2026.</p>
<p>A BYD é um dos exemplos mais claros dessa ofensiva. A marca chinesa vendeu 135 mil veículos fora da China em abril, mais 70% do que no mesmo mês do ano anterior, atingindo o seu melhor registo internacional. Nos primeiros quatro meses de 2026, as vendas internacionais da BYD chegaram a 456.253 unidades.</p>
<p>Esta mudança ajuda a explicar porque os fabricantes europeus estão a acelerar a resposta. O sucesso do Skoda Elroq mostra que há espaço para SUV elétricos compactos com uma proposta familiar e mais racional. O Renault 5 demonstra que a nostalgia e o desenho ainda podem pesar na decisão de compra. E o crescimento de marcas chinesas como BYD e Leapmotor lembra que o preço continuará a ser uma das armas mais fortes.</p>
<p>A Tesla, por enquanto, continua a ser a referência. O Model Y mantém uma vantagem clara no acumulado do ano e o Model 3 permanece entre os mais vendidos. Mas abril mostrou que o mercado europeu dos elétricos entrou numa fase menos dependente de dois modelos americanos.</p>
<p>A próxima batalha já não será apenas sobre quem tem mais autonomia ou melhor software. Será também sobre quem consegue fazer elétricos que pareçam familiares, tenham preço competitivo, sejam fáceis de justificar no dia a dia e não obriguem o comprador a sentir que está a fazer um compromisso. Na Europa, essa resposta começa a vir de vários lados ao mesmo tempo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768022]]></sapo:autor>
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		<title>ASAE trava venda especulativa de bilhetes para Bad Bunny em Lisboa e instaura seis processos-crime</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 16:50:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[ASAE]]></category>
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					<description><![CDATA[Operação foi conduzida pela Unidade Nacional de Informações e Investigação Criminal (UNIIC)]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A ASAE instaurou seis processos-crime no âmbito de uma operação de prevenção criminal dirigida à venda especulativa de bilhetes para os concertos de Bad Bunny em Lisboa, que decorrem hoje e amanhã. A ação incidiu sobre anúncios publicados em plataformas digitais e redes sociais, onde foram detetados bilhetes colocados à venda por valores muito acima do preço oficial.</p>
<p>A operação, conduzida pela Unidade Nacional de Informações e Investigação Criminal (UNIIC), permitiu identificar margens líquidas especulativas entre 120 e 410 euros por bilhete. No total, foram apreendidos 14 bilhetes e detidos seis indivíduos pela prática do crime de especulação na venda de bilhetes.</p>
<p>Os detidos foram sujeitos a Termo de Identidade e Residência e notificados para comparência em tribunal. Após apresentação à Autoridade Judiciária, os arguidos ficaram sujeitos à suspensão provisória dos processos, por períodos entre cinco e seis meses.</p>
<p>A suspensão ficou condicionada ao pagamento de injunções entre 400 e 1.000 euros ou, em alternativa, à realização de trabalho comunitário até 110 horas.</p>
<p>A ASAE recorda que a venda de bilhetes acima do preço oficial constitui crime de especulação, punível com pena de prisão de seis meses a três anos e multa não inferior a 100 dias.</p>
<p>A autoridade deixa ainda um alerta aos consumidores para que evitem comprar bilhetes fora dos canais oficiais ou por valores superiores ao preço facial, sobretudo em períodos de forte procura, como acontece com grandes concertos e eventos internacionais.</p>
<p>A operação reforça o combate à revenda abusiva em plataformas digitais, um fenómeno que tende a intensificar-se em eventos esgotados ou com grande procura mediática, penalizando consumidores e distorcendo o acesso ao mercado oficial de bilhetes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768023]]></sapo:autor>
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		<title>Bardella a caminho do Eliseu em 2027? Sondagem mostra líder da extrema-direita à frente em França</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 16:38:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[eleições presidenciais]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Jordan Bardella]]></category>
		<category><![CDATA[Palácio do Eliseu]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Corrida presidencial francesa continua ainda distante, mas a sondagem aponta para uma recomposição política marcada por três movimentos: a consolidação da extrema-direita, a perda de margem do centro e a recuperação da esquerda radical]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma nova sondagem coloca Jordan Bardella, líder do Rassemblement National, em posição favorável para vencer as presidenciais francesas de 2027, mas o estudo também revela uma subida de Jean-Luc Mélenchon que pode baralhar a corrida ao Eliseu. O &#8216;POLITICO&#8217; avança que o inquérito da Odoxa mostra Bardella a derrotar o antigo primeiro-ministro Édouard Philippe numa eventual segunda volta.</p>
<p>Segundo a sondagem, Bardella venceria Philippe por 52% contra 48% na segunda volta das presidenciais. O resultado confirma a força eleitoral da extrema-direita francesa, mas a principal novidade está na fragilidade crescente do candidato conservador e centrista, até agora visto como um dos nomes mais bem posicionados para chegar à fase decisiva.</p>
<p>A dúvida passa agora por saber se Édouard Philippe conseguirá sequer qualificar-se para a segunda volta como candidato de consenso entre liberais, centristas e parte da direita moderada. A sondagem da Odoxa mostra uma subida significativa de Jean-Luc Mélenchon, líder da esquerda radical do La France Insoumise, que aparece praticamente empatado com Philippe na primeira volta.</p>
<p>Mélenchon surge com 16% das intenções de voto, acima dos 12% registados numa sondagem semelhante realizada no mês passado. Philippe, por sua vez, caiu de 21% para 17%, ficando apenas um ponto acima do líder da esquerda radical.</p>
<p>A eventual passagem de Mélenchon à segunda volta é vista como um cenário de risco para grande parte do centro-direita e do centro-esquerda em França. A razão é simples: outras sondagens indicam que, num duelo direto com o Rassemblement National, o candidato da esquerda radical perderia por larga margem.</p>
<p>Um inquérito da Odoxa publicado em novembro projetava uma vitória esmagadora de Jordan Bardella sobre Mélenchon, por 74% contra 26%. Esse cenário alimenta o receio de que uma esquerda fragmentada e um centro enfraquecido possam abrir caminho a uma vitória confortável da extrema-direita.</p>
<p>A sondagem agora divulgada mostra ainda que Mélenchon continua a ser a figura mais popular entre os eleitores de esquerda. Cerca de 49% dos votantes de esquerda manifestam apoio ao líder do La France Insoumise, acima do antigo presidente François Hollande, com 43%, e do eurodeputado Raphaël Glucksmann, com 36%.</p>
<p>Para Gaël Sliman, responsável da Odoxa, o estudo lança um sinal de alerta para Édouard Philippe. O antigo primeiro-ministro sofre uma “dupla pancada”: fica atrás de Bardella numa eventual segunda volta e vê Mélenchon aproximar-se perigosamente na primeira.</p>
<p>A corrida presidencial francesa continua ainda distante, mas a sondagem aponta para uma recomposição política marcada por três movimentos: a consolidação da extrema-direita, a perda de margem do centro e a recuperação da esquerda radical. Se esta tendência se mantiver, a questão central das presidenciais de 2027 poderá deixar de ser apenas quem enfrenta Bardella na segunda volta — e passar a ser se alguém consegue realmente travá-lo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768010]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>PJ detém suspeitos de ajudarem a regularizar ilegalmente quatro mil imigrantes</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/pj-detem-suspeitos-de-ajudarem-a-regularizar-ilegalmente-quatro-mil-imigrantes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 16:21:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Suspeitos - de 53 e 56 anos e que serão dois dos cabecilhas de um grupo criminoso organizado - foram detidos no âmbito da operação policial "Terra Milagrosa", realizada pela Diretoria do Centro da PJ na segunda-feira, em Oeiras e Odivelas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Polícia Judiciária (PJ) anunciou hoje a detenção de um empresário e de um advogado suspeitos de terem ajudado a regularizar ilegalmente cerca de quatro mil imigrantes e de terem recebido centenas de milhares de euros.</p>
<p>Os suspeitos &#8211; de 53 e 56 anos e que serão dois dos cabecilhas de um grupo criminoso organizado &#8211; foram detidos no âmbito da operação policial &#8220;Terra Milagrosa&#8221;, realizada pela Diretoria do Centro da PJ na segunda-feira, em Oeiras e Odivelas.</p>
<p>Esta operação teve como objetivo desmantelar o grupo criminoso &#8220;que se dedicava à prática, reiterada, dos crimes de auxílio à imigração ilegal, falsificação de documentos, acesso ilegítimo, falsidade informática, branqueamento de capitais e detenção de arma proibida&#8221;, explicou a PJ, em comunicado.</p>
<p>A &#8220;complexa investigação&#8221; foi iniciada em setembro de 2023 e desenvolvida em articulação com a Unidade de Fiscalização do Centro da Segurança Social.</p>
<p>&#8220;Foi possível apurar que este grupo dedicava-se à legalização irregular e massiva de cidadãos estrangeiros em Portugal, obtendo proventos financeiros na ordem das centenas de milhares de euros&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Segundo a PJ, os imigrantes que se mostravam &#8220;disponíveis a pagar valores elevados para se conseguirem legalizar em território nacional eram angariados pelo grupo, através de complexos esquemas&#8221;, quer nos países de origem, quer na chegada a Portugal.</p>
<p>Eram-lhes prometidos vários serviços, como obtenção de contratos de trabalho, Número de Identificação Fiscal, Número de Identificação de Segurança Social, atestados de residência e histórico contributivo na Segurança Social.</p>
<p>A investigação permitiu ainda apurar que os dois suspeitos, &#8220;através da utilização abusiva de senhas de acesso à Segurança Social Direta, usurpadas a dezenas de entidades empregadoras insolventes e sem qualquer atividade económica (duas das quais com ligações à região centro do país), qualificaram irregularmente e entregaram declarações de remuneração&#8221;.</p>
<p>Desta forma, conseguiram &#8220;criar falsos históricos contributivos para cerca de quatro mil cidadãos estrangeiros, o que gerou, até à data, uma dívida acumulada à Segurança Social de cerca de dez milhões de euros&#8221;.</p>
<p>A PJ referiu que muitos dos imigrantes legalizados por este grupo, &#8220;apesar de figurarem como estando a trabalhar e a residir em Portugal, encontram-se, na verdade, noutros países do espaço europeu&#8221;.</p>
<p>Na sequência de quatro buscas feitas na segunda-feira, foi apreendido &#8220;um vasto acervo de documentação utilizada em processos de legalização irregular de estrangeiros, equipamentos informáticos, dinheiro em numerário e diversos artigos adquiridos com os proventos do crime&#8221;.</p>
<p>A operação &#8220;Terra Milagrosa&#8221; contou com a participação de várias equipas da PJ integradas por elementos da Unidade de Perícia Tecnológica e Informática, uma juíza de Instrução Criminal, uma procuradora da República e um representante da Ordem dos Advogados.</p>
<p>Os detidos, ambos com antecedentes criminais pela prática de iguais crimes, ainda não foram apresentados às autoridades judiciárias.</p>
<p>O inquérito é da responsabilidade do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Coimbra.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768015]]></sapo:autor>
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		<title>Trabalhadores da Estoril-Sol convocam plenário para 5.ª feira e exigem aumentos salariais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 16:03:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal plenário]]></category>
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					<description><![CDATA[Os trabalhadores da Estoril Sol anunciaram hoje um plenário/concentração para quinta-feira, exigindo aumentos salariais imediatos e uma reunião urgente com a Comissão Executiva da empresa, que acusam de falta de diálogo e incompetência.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os trabalhadores da Estoril Sol anunciaram hoje um plenário/concentração para quinta-feira, exigindo aumentos salariais imediatos e uma reunião urgente com a Comissão Executiva da empresa, que acusam de falta de diálogo e incompetência.</P><br />
<P>&#8220;Os trabalhadores da Estoril Sol (III) &#8212; Turismo, Animação e Jogo, S.A. continuam a manifestar um profundo descontentamento face à postura da Comissão Executiva da empresa, marcada pela ausência de diálogo, pelo adiamento sucessivo de reuniões com as Organizações Representativas dos Trabalhadores (ORT) e pela falta de resposta às legítimas reivindicações dos trabalhadores, nomeadamente no que respeita ao aumento dos salários e das cláusulas de expressão pecuniária&#8221;, lê-se num comunicado divulgado hoje pelo Sindicato de Hotelaria Sul.</P><br />
<P>A agência Lusa tentou obter um comentário da administração da Estoril Sol, mas tal não foi possível até ao momento.</P><br />
<P>Segundo o sindicato, após um plenário/concentração realizado no passado dia 16 de abril no Casino do Estoril, onde foi aprovada uma proposta reivindicativa comum, as ORT solicitaram por escrito uma reunião com a Comissão Executiva da Estoril Sol, que &#8220;chegou a estar agendada para o passado dia 13/05/2026, mas acabou por ser cancelada pela administração da empresa, sem qualquer indicação de nova data, numa atitude de profundo desrespeito para com os trabalhadores&#8221;.</P><br />
<P>As ORT denunciam ainda a &#8220;ausência total&#8221; da Comissão Executiva &#8220;na gestão diária da empresa&#8221;, assim como a inexistência de qualquer estratégia para o presente e para o futuro da Estoril Sol (III)&#8221; e a &#8220;incapacidade de assegurar o cumprimento das mais elementares obrigações legais&#8221;.</P><br />
<P>A prová-lo, apontam o incumprimento do prazo legal para a divulgação dos resultados anuais referentes ao exercício de 2025 e a não apresentação do orçamento para 2026.</P><br />
<P>&#8220;A incapacidade demonstrada pela administração para cumprir as suas obrigações legais ou as opções de gestão que decide seguir a cada momento não podem servir de desculpa para continuar a recusar a valorização dos rendimentos mensais dos trabalhadores&#8221;, sustenta o sindicato, reclamando &#8220;para ontem&#8221; aumentos &#8220;justos dos salários e das cláusulas de expressão pecuniária&#8221;.</P><br />
<P>Os trabalhadores da Estoril Sol (III), Turismo Animação e Jogo &#8211; que detém a concessão do Casino Estoril e do Casino Lisboa &#8211; exigem um aumento salarial nominal de 56,38 euros para todos os trabalhadores, a subida do subsídio de alimentação em um euro por dia e a atualização de 5% dos subsídios de turno, prémio de línguas e abono para falhas.</P><br />
<P>Adicionalmente, reclamam a atribuição de 25 dias de férias a todos os trabalhadores, não dependentes da assiduidade, e a abertura imediata de um &#8220;verdadeiro processo negocial&#8221; dos instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho em vigor na empresa.</P><br />
<P>Neste contexto, foi convocado um novo plenário geral/concentração de trabalhadores para quinta-feira, durante o qual será entregue um abaixo-assinado &#8220;subscrito por centenas de trabalhadores com a exigência de aumentos salariais e respeito pelas ORT&#8221;.</P><br />
<P>O plenário/concentração está marcado para as 12:00, junto à porta de serviço do Casino de Lisboa.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767985]]></sapo:autor>
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		<title>Rajadas de vento podem ter atingido 100 quilómetros por hora na região Centro no passado sábado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 16:02:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[estado do tempo]]></category>
		<category><![CDATA[IPMA]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[ventos fortes]]></category>
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					<description><![CDATA[As rajadas de vento registadas no sábado poderão ter atingido ou mesmo ultrapassado os 100 quilómetros por hora nalguns locais da região Centro, informou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As rajadas de vento registadas no sábado poderão ter atingido ou mesmo ultrapassado os 100 quilómetros por hora nalguns locais da região Centro, informou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).</p>
<p>Segundo o IPMA, a estação meteorológica de Viseu registou uma rajada máxima de 87,5 quilómetros por hora entre as 08:30 e as 08:40 de sábado, &#8220;tendo as observações radar evidenciado a ocorrência de diversos fenómenos deste tipo&#8221; na região Centro.</p>
<p>&#8220;Em alguns locais, os padrões observados sugerem que as rajadas poderão ter atingido ou mesmo ultrapassado os 100 quilómetros por hora&#8221;, sublinhou.</p>
<p>Na região de Viseu, durante a madrugada e o início da manhã de sábado verificaram-se &#8220;episódios de vento muito forte associados a fenómenos do tipo &#8216;downburst&#8217; &#8212; correntes descendentes intensas geradas por células convectivas&#8221;.</p>
<p>O vento forte provocou a queda de ramos, pernadas e árvores, que danificaram várias viaturas, disse à agência Lusa, nesse dia, o adjunto de Comando dos Bombeiros Sapadores, Rui Poceiro.</p>
<p>Este responsável apontou também um telhado arrancado, danos em portões e em cabos elétricos.</p>
<p>O IPMA explicou que, no fim de semana, as regiões Norte e Centro foram afetadas por &#8220;episódios de instabilidade atmosférica severa associados a uma depressão do tipo gota-fria, que originou fenómenos de trovoada, vento forte e queda de granizo de grande dimensão em vários locais&#8221;.</p>
<p>No início de sábado, a depressão estava &#8220;centrada a oeste da região de Aveiro, promovendo o transporte de uma massa de ar instável em altitude sobre o Norte e Centro do país&#8221;.</p>
<p>&#8220;Apesar da presença de ar seco nos níveis inferiores da atmosfera e da reduzida contribuição do aquecimento solar, a dinâmica da depressão e os efeitos da orografia favoreceram o desenvolvimento de linhas de convergência atmosférica com orientação sudoeste&#8211;nordeste&#8221;, acrescentou.</p>
<p>No domingo, &#8220;mantiveram-se condições termodinâmicas favoráveis à instabilidade atmosférica, desta vez particularmente propícias à formação de granizo de grande dimensão, devido à forte energia disponível em altitude e à presença de condições atmosféricas favoráveis ao crescimento prolongado das pedras de gelo&#8221;.</p>
<p>O IPMA referiu que, &#8220;em vários locais, sobretudo no noroeste do continente, foi observada a queda de granizo com dimensões pouco frequentes no território nacional, por vezes superiores a três centímetros de diâmetro, como observado em locais como Cabril (Arouca)&#8221;.</p>
<p>A &#8220;atividade elétrica associada à convecção foi igualmente intensa, conforme evidenciado pela rede de deteção de descargas elétricas do IPMA&#8221;, tendo registado especial incidência entre as 16:00 e as 18:00 de domingo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767994]]></sapo:autor>
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		<title>TGV Paris-Nice parado ao sol deixa passageiros horas sem ar condicionado em plena onda de calor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 15:44:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[TGV]]></category>
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					<description><![CDATA[Incidente afetou vários comboios, incluindo um TGV Inoui que fazia a ligação entre Paris e Nice e que acabou por acumular cerca de sete horas de atraso]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Centenas de passageiros ficaram bloqueados esta segunda-feira depois de uma falha de alimentação elétrica ter paralisado durante várias horas a circulação ferroviária na linha LGV Sud-Est, em França. O incidente afetou vários comboios, incluindo um TGV Inoui que fazia a ligação entre Paris e Nice e que acabou por acumular cerca de sete horas de atraso.</p>
<p>O comboio partiu de Paris-Gare de Lyon às 14h10 e deveria chegar a Nice ao início da noite, mas ficou imobilizado em plena via a norte de Lyon, perto de Civrieux-d’Azergues, por volta das 15h45. Segundo a &#8216;France Info&#8217;, a avaria esteve relacionada com a rutura de uma catenária, embora não fosse ainda possível determinar se a falha teve ligação direta à vaga de calor.</p>
<p>A situação deteriorou-se rapidamente a bordo. Sem alimentação elétrica, a climatização deixou de funcionar nas carruagens, expostas ao sol num dia em que a temperatura exterior ultrapassava os 30 graus. Passageiros citados pela &#8216;France 3 Auvergne-Rhône-Alpes&#8217; indicaram que esperaram cerca de uma hora e meia até ser autorizada a saída do TGV.</p>
<p>“Só o facto de termos saído para o exterior já é bom, porque lá dentro era insuportável”, contou um passageiro à France Info.</p>
<p>Outra passageira descreveu o ambiente dentro do comboio como “insuportável”, referindo a presença de uma mulher com um bebé “completamente transpirado”. Um jovem admitiu que a primeira hora, em que os passageiros ainda não podiam sair, foi especialmente difícil, sobretudo para pessoas vulneráveis, idosos e crianças.</p>
<p>Perante o calor, as equipas acabaram por organizar a saída dos passageiros, que se concentraram junto às linhas, em plena campanha, à procura de sombra e circulação de ar. A imagem de centenas de viajantes ao lado da via, em plena onda de calor, marcou o dia de perturbações no eixo Paris-Lyon-Marselha.</p>
<p>No local, foram distribuídas garrafas de água. Um passageiro contou à &#8216;France 3&#8217; que a distribuição começou por ser feita por agentes Ouigo e que, mais tarde, chegaram reforços com gendarmes, bombeiros e mais água. Também terão sido instaladas casas de banho improvisadas para apoiar os passageiros enquanto aguardavam uma solução.</p>
<p>“Não é fácil. Felizmente temos água, mas não temos muitas informações”, relatou uma mãe de família.</p>
<p>A falha teve impacto em cadeia na circulação ferroviária do sudeste de França. Na zona do incidente, os comboios só podiam circular por uma via e a velocidade reduzida, o que provocou atrasos em vários serviços.</p>
<p>O TGV chegou a retomar a marcha por volta das 21h00, mas voltou a parar numa localidade de Saône-et-Loire. A SNCF indicou entretanto que estavam a ser mobilizadas locomotivas diesel para rebocar alguns comboios afetados. Essas locomotivas partiram da estação de Le Creusot TGV, circulando a uma velocidade máxima de 100 km/h. A empresa procurava também uma solução para restabelecer a alimentação elétrica.</p>
<p>O episódio expôs a vulnerabilidade das ligações ferroviárias de alta velocidade em situações de falha elétrica, sobretudo durante dias de calor intenso. Para os passageiros, mais do que o atraso, o momento crítico foi a permanência prolongada em carruagens sem ar condicionado, seguida de uma espera junto às linhas, ao sol, enquanto as equipas tentavam encontrar uma forma de retomar a circulação.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767971]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Comissão Nacional de Proteção de Dados averigua acesso indevido a dados de saúde</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/comissao-nacional-de-protecao-de-dados-averigua-acesso-indevido-a-dados-de-saude/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 15:37:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[CNPD]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[SNS]]></category>
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					<description><![CDATA[A Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) recebeu desde quinta-feira centenas de participações de acessos indevidos a dados de saúde, tendo denunciado ao Ministério Público a eventual prática de crimes e aberto um processo de averiguações.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) recebeu desde quinta-feira centenas de participações de acessos indevidos a dados de saúde, tendo denunciado ao Ministério Público a eventual prática de crimes e aberto um processo de averiguações.</P><br />
<P>Nos últimos seis dias, desde 21 de maio, chegaram à CNPD largas centenas de participações sobre acesso indevido a dados de saúde, provenientes de todo o país, afirmou a presidente da comissão, Paula Meira Lourenço, em declarações à Lusa, escusando pronunciar-se por estar a correr os termos legais do processo de averiguações.</P><br />
<P>A Polícia Judiciária (PJ) informou na sexta-feira que abriu um inquérito ao caso de acesso indevido a registos de utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS), entre os quais crianças, na sequência de suspeitas de utilização por terceiros das credenciais de um médico na Unidade local de saúde do Alto Minho.</P><br />
<P>A CNPD sublinha que dados de saúde são dados especiais segundo o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGDP), que, por isso, beneficiam de proteção acrescida, sendo os riscos do seu tratamento elevados.</P><br />
<P>Os menores são pessoas especialmente vulneráveis, sendo também objeto de proteção especial por parte do legislador europeu e nacional, reforçou Paula Meira Lourenço.</P><br />
<P>O acesso indevido a dados de utentes do SNS através de credenciais comprometidas de um médico atingiu, pelo menos, mais de 100.000 pessoas, comprometendo dados pessoais de crianças e adultos, segundo a PJ.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767958]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Homem que fugiu do Tribunal de Ponte de Sor entregou-se no mesmo juízo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 15:35:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[GNR]]></category>
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		<category><![CDATA[Ponte de Sor]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[O homem que fugiu do Tribunal de Ponte de Sor, distrito de Portalegre, no passado dia 13, onde se encontrava para ser interrogado, entregou-se hoje naquele juízo, indicou fonte da GNR à agência Lusa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O homem que fugiu do Tribunal de Ponte de Sor, distrito de Portalegre, no passado dia 13, onde se encontrava para ser interrogado, entregou-se hoje naquele juízo, indicou fonte da GNR à agência Lusa.</p>
<p>O homem, de 37 anos, deu entrada no Tribunal de Ponte de Sor &#8220;entre as 14:30 e as 15:00&#8221;, revelou a fonte da Guarda, acrescentando que não houve registo de incidentes.</p>
<p>O homem fugiu daquele tribunal no dia 13 deste mês e, de acordo com informações divulgadas, nesse dia, pelo juiz presidente da Comarca de Portalegre, Francisco Galvão Correia, o incidente de segurança aconteceu durante a preparação de um interrogatório judicial, relacionado com crimes de homicídio na forma tentada.</p>
<p>O magistrado relatou que foram efetuados &#8220;vários disparos&#8221; no interior e nas imediações do tribunal, tendo os militares da GNR presentes no edifício perseguido o arguido em fuga.</p>
<p>Segundo o juiz presidente da Comarca de Portalegre, nos últimos meses, foram registados &#8220;vários episódios de distúrbios e agressões&#8221; associados à presença de &#8220;grupos rivais&#8221; em tribunais da comarca, que &#8220;chegaram a exigir intervenção policial&#8221;.</p>
<p>&#8220;Na sequência dessas ocorrências, os órgãos de gestão da comarca solicitaram avaliações relativas ao reforço das condições de segurança dos edifícios judiciais, incluindo a eventual instalação de dispositivos de controlo de acessos, como pórticos detetores de metais, sistemas de videovigilância e reforço de vigilância presencial&#8221;, relatou.</p>
<p>Francisco Galvão Correia disse que a Comarca de Portalegre já tinha reportado, em abril, &#8220;preocupações relacionadas com as condições de segurança&#8221; em tribunais sem vigilância permanente.</p>
<p>&#8220;Os factos ocorridos reforçam a necessidade de assegurar condições de segurança adequadas nos tribunais, garantindo a proteção de todos os profissionais e cidadãos que utilizam os edifícios judiciais&#8221;, acrescentou o juiz presidente.</p>
<p>Em perguntas entregues no parlamento e dirigidas à ministra da Justiça, Rita Júdice, deputados do PS e do Chega exigiram esclarecimentos do Governo sobre a fuga do Tribunal de Ponte de Sor por parte deste arguido que estava detido.</p>
<p>O Ministério da Justiça informou, no dia 14, que as necessidades de segurança do Tribunal de Ponte de Sor foram reavaliadas este ano e que decorrem procedimentos para reativação de celas no edifício.</p>
<p>&#8220;As necessidades de segurança do Tribunal de Ponte de Sor foram reavaliadas este ano, face ao crescimento [populacional] do município e ao consequente aumento de ocorrências nas instalações&#8221;, esclareceu o Ministério da Justiça, em comunicado enviado à Lusa.</p>
<p>Na mesma nota, o ministério referiu que, &#8220;em articulação com o Tribunal Judicial da Comarca de Portalegre, integrou o tribunal [de Ponte de Sor] no contrato nacional de vigilância e segurança humana dos tribunais&#8221;.</p>
<p>&#8220;Assim, desde março de 2026, o edifício passou a contar com segurança permanente no local&#8221;, disse, ressalvando que esta medida &#8220;não existia anteriormente&#8221;.</p>
<p>E, &#8220;com essa base assegurada&#8221;, a tutela revelou que estão agora a ser lançados &#8220;os procedimentos para instalação de um pórtico de segurança&#8221;, equipamento que, &#8220;por razões operacionais, só faz sentido onde existe vigilância humana permanente&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767966]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Putin usa míssil hipersónico de 20 milhões contra Kiev: ataque mata quatro civis e expõe desespero russo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 15:33:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[míssil Oreshnik]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Moscovo lançou sobre a região da capital ucraniana um ataque com mísseis e drones que deixou pelo menos quatro mortos, cerca de 100 feridos e dezenas de edifícios danificados]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rússia voltou a atacar Kiev com uma das armas mais caras e simbólicas do seu arsenal. Nas primeiras horas deste domingo, Moscovo lançou sobre a região da capital ucraniana um ataque com mísseis e drones que deixou pelo menos quatro mortos, cerca de 100 feridos e dezenas de edifícios danificados. </p>
<p>Entre as armas utilizadas estava o Oreshnik, míssil balístico hipersónico apresentado por Vladimir Putin como uma das principais provas da superioridade tecnológica russa.</p>
<p>O &#8216;El Español&#8217; descreve o ataque como o mais intenso contra Kiev desde o início da guerra, citando o chefe da Administração Militar da cidade, Tymur Tkachenko. O balanço inclui cerca de 30 edifícios de habitação danificados ou destruídos, escolas atingidas e janelas estilhaçadas pela onda de choque no edifício onde se reúne habitualmente o Conselho de Ministros ucraniano.</p>
<p>O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou que o Oreshnik foi usado na ofensiva. O míssil, baseado no RS-26 Rubezh, é capaz de transportar ogivas nucleares e terá sido utilizado em combate apenas pela terceira vez. A sua presença no ataque transformou uma nova noite de destruição em Kiev numa mensagem dirigida muito para lá da Ucrânia.</p>
<p>Moscovo justificou a operação como uma resposta a alegados ataques ucranianos contra “instalações civis em território russo”. O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, apresentou-a ao homólogo americano, Marco Rubio, como uma “resposta maciça” a esses ataques, incluindo um incidente num dormitório universitário em Starobilsk, na região ocupada de Lugansk.</p>
<p>A Rússia fala em até 21 civis mortos nesse episódio, mas esse número não foi confirmado por serviços de emergência nem por meios independentes. Kiev nega ter atacado estudantes e afirma que o alvo era uma unidade russa de drones Rubicon instalada na zona.</p>
<p>A resposta ucraniana foi imediata. Zelensky chamou Putin de “completo louco” e exigiu que o ataque “não fique impune”. O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, pediu aos aliados que “redobrem os esforços” e não recuem no apoio a Kiev, defendendo mais defesa aérea, investimento na indústria militar europeia e a utilização plena dos ativos russos congelados.</p>
<p>Mas o dado mais revelador está na escolha da arma. As estimativas ocidentais citadas pelo &#8216;El Español&#8217; apontam para que cada Oreshnik custe entre 30 e 100 milhões de dólares, cerca de 28 a 92 milhões de euros, dependendo da fonte. O simples disparo de uma unidade poderá custar pelo menos entre 20 e 30 milhões de dólares, aproximadamente 18 a 28 milhões de euros.</p>
<p>O resultado militar imediato foi limitado: quatro civis mortos, entre eles um médico, segundo o autarca de Kiev, Vitali Klitschko, e destruição numa área sem impacto direto decisivo na linha da frente. É essa desproporção que torna o ataque particularmente cruel. Uma arma de dezenas de milhões de euros foi usada não para alterar o curso da guerra, mas para produzir medo, imagem e pressão psicológica.</p>
<p>O Oreshnik atingiu Bila Tserkva, cidade com cerca de 200 mil habitantes situada a 80 quilómetros a sul de Kiev. Não se tratava de Avdiivka, Pokrovsk ou de outro ponto crítico da frente de combate. Tratava-se de uma zona afastada do centro operacional da guerra terrestre. Por isso, mais do que uma decisão militar, o disparo parece ter sido uma mensagem.</p>
<p>Essa mensagem tem vários destinatários. Para a opinião pública russa, Putin mostra que continua a dispor de armas avançadas e caras, capazes de atingir alvos a grande distância. Para a NATO, recorda que o alcance do Oreshnik coloca capitais europeias como Madrid, Berlim ou Londres dentro da zona de ameaça. Para Washington, é um sinal de que Moscovo não se sente travada pela administração Trump. Para a Ucrânia, é uma tentativa de convencer a população de que resistir terá um preço cada vez mais alto.</p>
<p>A demonstração de força surge, porém, num momento em que o avanço russo no terreno perdeu velocidade. Segundo dados citados pelo jornal espanhol e atribuídos ao Instituto para o Estudo da Guerra e ao observatório ucraniano DeepState, as tropas russas conquistaram 730 quilómetros quadrados em novembro de 2024, mas registaram apenas 30 quilómetros quadrados líquidos em março de 2026. Em abril, terão perdido 116 quilómetros quadrados, e entre 21 de abril e 19 de maio voltaram a perder cerca de 100 quilómetros quadrados.</p>
<p>A média diária de avanço russo nos primeiros quatro meses de 2026 foi de 2,9 quilómetros quadrados, contra 9,76 no mesmo período de 2025. Pokrovsk continua a resistir e o chamado ‘cinturão de fortalezas’ do Donbass — Sloviansk, Kramatorsk, Kostiantynivka e Druzhkivka — permanece fora do alcance russo.</p>
<p>É neste contexto que o Oreshnik ganha outro significado. Quando a frente não oferece vitórias claras, Moscovo transforma uma arma rara e cara num instrumento de propaganda. O clarão do míssil serve para esconder a lentidão da guerra terrestre, pressionar Kiev e alimentar a narrativa interna de que a Rússia ainda controla a escalada.</p>
<p>A crueldade do ataque está precisamente aí: não apenas nas mortes e nos feridos, mas na utilização de uma arma de enorme custo para atingir civis e enviar sinais políticos. Um míssil de pelo menos 20 milhões de dólares, disparado contra uma capital distante da linha da frente, não muda a guerra. Mas procura mudar o medo.</p>
<p>Para a Ucrânia, a prioridade passa por reforçar a defesa aérea e impedir que ataques semelhantes se repitam. Para a Europa, a mensagem é mais ampla: a guerra já não se mede apenas nos avanços ou recuos no mapa, mas também na capacidade de Moscovo usar armas de longo alcance como intimidação estratégica. O Oreshnik lançado contra Kiev foi menos uma vitória militar do que uma demonstração de desespero armado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767957]]></sapo:autor>
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		<title>O problema da IA é acertar bem demais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 15:10:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Opinião de Mário Porfírio, professor de Política Comercial e Marketing da AESE Business School]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Mário Porfírio, professor de Política Comercial e Marketing da AESE Business School</p>
<p>Um dos temas de discussão frequente pelos utilizadores de Large Language Models são as alucinações, as falhas nos resultados que obtemos quando colocamos um desafio a qualquer sistema de Inteligência Artificial. Toda a gente tem ou conhece uma situação anedótica em que uma resposta foi totalmente fora do contexto e da imagem ou vídeo que apresenta pessoas com seis dedos ou mais do que um par de mãos. Mas e quando a IA acerta cada vez melhor? Como reagimos? Confiamos e…</p>
<p>Quanto mais limpo e completo parece o output da Inteligência Artificial (IA), menor a probabilidade de ser verificado. Esta é uma das tendências claras do AI Fluency Index da Anthropic (2026) e a mesma já tinha sido identificada em situações onde as respostas são apresentadas de forma detalhada e estruturada passo a passo, aumentando a confiança e reduzindo ainda mais a propensão para questionar os resultados. O erro evidente levanta suspeitas, o erro potencial passa, levando a que o texto bom, paradoxalmente, seja o mais perigoso, não porque esteja certo ou errado, mas porque parece suficientemente certo para não ser escrutinado.</p>
<p>Para além da confiança existem outros fatores. Um deles é o automation bias, a tendência para aceitar automaticamente a resposta de um sistema automatizado, mesmo quando está errada ou deva ser reavaliada. Este comportamento, bastante estudado pela psicologia cognitiva em contextos como a aviação e a medicina, sugere que profissionais experientes que o adotam ignoram informação crítica e seguem de forma automatizada recomendações erradas sugeridas pelos equipamentos. Também a economia cognitiva é associada à utilização de sistemas de apoio à decisão. A poupança de energia pode ser relacionada com o benefício esperado: por exemplo, numa tarefa de baixo risco, o resultado da IA pode ser mais facilmente aceite sem verificação; se, pelo contrário, for uma tarefa muito complexa, é também mais económico aceitar o resultado do que verificar a sua autenticidade.</p>
<p>E o expoente máximo é a “rendição cognitiva” (cognitive surrender), um conceito recentemente formalizado, que descreve a adoção das respostas da IA sem qualquer escrutínio, abdicando do próprio julgamento crítico. Num conjunto de três experiências com mais de 1300 participantes, os autores demonstraram que este comportamento aumenta a confiança dos utilizadores, mesmo perante erros óbvios da máquina. Participantes que consultavam um modelo de linguagem de IA seguiam as suas recomendações em cerca de 80% dos casos, mesmo quando estas estavam deliberadamente erradas e faziam-no com mais confiança do que quando respondiam sozinhos.</p>
<p>O fenómeno é mais pronunciado em pessoas com elevada confiança na tecnologia ou menor motivação para o esforço analítico e pode ser mais frequente do que se pensa. Já no passado tinha sido demonstrado que o acesso constante a motores de busca na Internet altera os nossos processos cognitivos e a retenção de dados. Numa série de quatro experiências publicadas na revista Science, quando colocado perante questões difíceis, o cérebro humano é condicionado a pensar imediatamente em computadores como ferramenta de auxílio.</p>
<p>Investigadores do MIT que acompanharam utilizadores do ChatGPT, ao longo de vários meses, apresentam indicadores ainda mais perturbadores: uma redução do envolvimento cognitivo com diminuições mensuráveis ao nível neural, linguístico e comportamental fruto da utilização de IA. E pior: o efeito agravou-se com o tempo. Os participantes não eram menos exigentes no início, mas à medida que o tempo foi passando tornaram-se. O que confirma resultados anteriores que apontavam para uma erosão progressiva do pensamento crítico de alguns utilizadores.</p>
<p>Em paralelo com a perspetiva comportamental, é também relevante considerar a natureza do desempenho da IA ao nível das tarefas. Num estudo com 758 consultores da empresa BCG, nos EUA, sugere-se que a IA não melhora o desempenho de forma uniforme, operando antes numa jagged technological frontier. Este conceito sugere que os modelos de linguagem não são bons para todas as tarefas e que existe uma fronteira irregular que afeta a produtividade dos trabalhadores do conhecimento, pois algumas tarefas podem ser totalmente automatizadas, enquanto outras exigem supervisão humana total para corrigir erros. Esta fronteira não tem contornos definidos de forma clara, move-se à medida que os modelos de IA evoluem, é desigual, porque podemos resolver problemas extremamente complexos (dentro da fronteira) e, ao mesmo tempo, falhar em tarefas simples ou triviais (fora da fronteira) e é de difícil previsão.</p>
<p>Assim, da próxima vez que usar um modelo de linguagem ou avaliar a utilização na sua equipa ou organização, reserve um momento para observar os seus comportamentos com a ferramenta. Que tarefas estão a ser delegadas sem verificação? Onde é que os resultados são aceites por serem “bons o suficiente”? A resposta a estas perguntas pode revelar pontos de melhoria concretos e ajudar a distinguir as tarefas em que a utilização de IA é mais adequada. As melhores práticas estão ainda a ser definidas, mas a recolha e análise consistente destes indicadores pode levar a melhorias do desempenho pessoal, das equipas e das organizações.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Mário Porfírio, professor de Política Comercial e Marketing da AESE Business School]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Incêndios: Municípios da Região de Leiria sem queimas e queimadas a partir de segunda-feira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 15:05:38 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo o sítio na Internet do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), "é proibido fazer queimas entre 01 de junho e 31 de outubro sem autorização prévia da respetiva câmara municipal"]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os 10 municípios da Região de Leiria vão recusar autorização para queimas e queimadas a partir de segunda-feira e até 30 de setembro, foi hoje anunciado.</p>
<p>&#8220;Deliberámos que, nos 10 municípios da Região de Leiria, ficam suspensas a partir da próxima segunda-feira, dia 01 de junho, as queimas e queimadas, até ao dia 30 de setembro&#8221;, disse à agência Lusa o presidente da CIM, Jorge Vala, depois de uma reunião do Conselho Intermunicipal, em Porto de Mos.</p>
<p>Fazem parte da Região de Leiria os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.</p>
<p>Segundo o sítio na Internet do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), &#8220;é proibido fazer queimas entre 01 de junho e 31 de outubro sem autorização prévia da respetiva câmara municipal&#8221;.</p>
<p>&#8220;Independentemente das condições climatéricas, a plataforma fica encerrada nos 10 municípios&#8221;, declarou Jorge Vala.</p>
<p>Lembrando que esta medida já foi tomada no passado pela CIM, o também presidente da Câmara de Porto de Mós destacou que &#8220;é muito importante que seja feita, até porque serve também de alerta&#8221;.</p>
<p>&#8220;Sabemos que mais de 90% dos incêndios florestais têm origem em mão humana&#8221;, afirmou, apelando para que &#8220;as pessoas tenham cuidado, em primeiro lugar, mas que sejam também vigilantes em relação àqueles que são eventuais prevaricadores&#8221;.</p>
<p>Adiantando que &#8220;mais uma semana&#8221; e a grande maioria ou mesmo a totalidade dos caminhos florestais estará desimpedida, Jorge Vala reconheceu, neste aspeto, o &#8220;trabalho organizado a partir do CIPO [Comando Integrado de Prevenção e Operações]&#8221;.</p>
<p>O CIPO, sediado nos Bombeiros Sapadores de Leiria, tem como finalidade a remoção do material combustível acumulado pelas tempestades, a limpeza de áreas críticas, a reabertura de caminhos e a melhoria de acessos.</p>
<p>A redução do risco de incêndio rural antes do verão, num ano em que há milhares de árvores caídas devido às tempestades, é o que Governo pretende com esta estrutura, que envolve os ministérios da Administração Interna, Defesa Nacional e Agricultura e Mar.</p>
<p>Jorge Vala admitiu, contudo, que &#8220;vai ficar muito material lenhoso nos terrenos&#8221;.</p>
<p>&#8220;Este material lenhoso é um combustível seco, portanto, fácil de arder&#8221;, referiu, insistindo no apelo à população, para que se evitem grandes incêndios na região e, sobretudo, que não &#8220;aconteça uma outra tragédia em cima da tragédia&#8221; que ocorreu em 28 de janeiro, quando a depressão Kristin atingiu gravemente este território.</p>
<p>Sobre a proibição de queimas e queimadas, o autarca salientou ainda que é &#8220;um sinal que a Comunidade Intermunicipal dá, estando completamente disponível, com os seus serviços municipais de Proteção Civil, articulando com os bombeiros e com as outras forças de Proteção Civil, [para] ações que possam evitar&#8221; grandes incêndios.</p>
<p>Em 08 de maio, o responsável do CIPO, Elísio Oliveira, revelou que cerca de 10 mil quilómetros da rede viária florestal foram desobstruídos nas regiões Centro e de Lisboa e Vale do Tejo,</p>
<p>&#8220;A rede viária florestal existente ascende a mais de 56 mil quilómetros. Foram identificados mais de 12 mil quilómetros a carecer de intervenção, mas, neste momento, temos já aqui um trabalho de cerca de 10 mil quilómetros, efetivamente, desobstruído&#8221;.</p>
<p>No mesmo dia, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, garantiu que o CIPO, inicialmente previsto funcionar até domingo para as regiões Centro e de Lisboa e Vale do Tejo, &#8220;não tem fim para terminar&#8221;, acrescentando-lhe outra valência se houver &#8220;uma situação de agravamento relativamente a incêndios&#8221;, de também &#8220;trabalhar nessa esfera&#8221;.</p>
<p>Integram o CIPO, além da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, o ICNF, Agência de Gestão Integrada de Fogos Rurais, Guarda Nacional Republicana, Liga dos Bombeiros Portugueses e Estado-Maior-General das Forças Armadas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767940]]></sapo:autor>
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		<title>Grávida em trabalho de parto recusada em Faro por não ter ligado antes para o SNS 24</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 15:01:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[Grávida foi avaliada por uma equipa médica do INEM e transportada de ambulância para o Hospital de Portimão, numa viagem de cerca de 70 quilómetros]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma mulher de 37 anos, grávida de 40 semanas, foi recusada no Hospital de Faro na passada sexta-feira por não ter ligado previamente para a linha SNS 24, avança o &#8216;Correio da Manhã&#8217;. A utente já estaria em trabalho de parto e acabou por ter de contactar o 112 à porta da unidade hospitalar.</p>
<p>Segundo o &#8216;CM&#8217;, a grávida foi avaliada por uma equipa médica do INEM e transportada de ambulância para o Hospital de Portimão, numa viagem de cerca de 70 quilómetros. O bloco de partos do Hospital de Faro encontrava-se encerrado naquele momento.</p>
<p>A Unidade Local de Saúde do Algarve explicou ao jornal que, “no dia e hora dos factos em causa”, a Urgência de Ginecologia/Obstetrícia e o Bloco de Partos do Hospital de Faro estavam em “nível de contingência 2”, uma situação que, segundo a administração, tinha sido previamente comunicada às entidades competentes e podia ser consultada online no site do SNS.</p>
<p>A ULS do Algarve acrescenta que, naquela altura, o Hospital de Faro estava reservado a urgências internas e a casos de risco. A administração defende que, se a grávida tivesse contactado previamente o SNS 24 ou o INEM, teria sido encaminhada para o local adequado para observação e acompanhamento.</p>
<p>“Caso a grávida tivesse recorrido previamente ao SNS 24 ou INEM, todos os intervenientes estariam devidamente informados da situação de contingência em vigor e ter-lhe-ia sido indicado o local adequado para observação e acompanhamento”, referiu a ULS.</p>
<p>A administração sublinha ainda que a utente se deslocou ao Hospital de Faro pelos seus próprios meios e “sem referenciação prévia”. Para a ULS, “o sistema funcionou adequadamente”, uma vez que os meios disponíveis estavam reservados a situações graves, com eventual risco de vida para a mãe ou para o feto.</p>
<p>“Os meios disponíveis na altura estavam exclusivamente reservados a situações graves, com eventual risco de vida para a mãe e/ou para o feto, o que não foi, como se comprovou, o caso”, esclareceu a unidade de saúde.</p>
<p>Ainda assim, o episódio está a ser analisado internamente “de forma rigorosa”. A ULS do Algarve garante que a atuação das equipas envolvidas permitiu assegurar a segurança da mãe e do bebé.</p>
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		<title>Guterres insiste que Carta da ONU continua a ser a melhor esperança para a paz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 14:55:21 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[António Guterres]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
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					<description><![CDATA[O secretário-geral da ONU insistiu hoje que a Carta fundadora das Nações Unidas continua a ser a melhor esperança da humanidade para a paz, exortando o Conselho de Segurança a agir como guardião do direito internacional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O secretário-geral da ONU insistiu hoje que a Carta fundadora das Nações Unidas continua a ser a melhor esperança da humanidade para a paz, exortando o Conselho de Segurança a agir como guardião do direito internacional.</P><br />
<P>Num debate de alto nível do Conselho de Segurança das Nações Unidas, sob o tema: &#8220;Defender os propósitos e princípios da Carta da ONU e fortalecer o sistema internacional centrado na ONU&#8221;, António Guterres observou que os propósitos e os princípios da Carta estão sob profunda pressão e que o mundo assiste a uma perigosa erosão do respeito pelo direito internacional.</P><br />
<P>&#8220;Princípios fundamentais &#8212; igualdade soberana, integridade territorial, independência política, proibição da ameaça ou do uso da força &#8212; estão a ser contestados ou ignorados. As violações ficam impunes. A impunidade está a alastrar&#8221;, lamentou.</P><br />
<P>O antigo primeiro-ministro português assinalou que, atualmente, o mundo enfrenta o maior número de conflitos desde a fundação da ONU e que a violência está a expandir-se em escala e complexidade.</P><br />
<P>Guterres apontou responsabilidades ao Conselho de Segurança da ONU, sublinhando que &#8220;o mundo está a observar e a exigir ação, não apenas palavras&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767928]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Incêndios: GNR deteve este ano 103 pessoas, mais 35 do que em todo o ano de 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 14:54:05 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[A GNR deteve este ano 103 pessoas por incêndio florestal, mais 35 do que todo o ano de 2025, revelou hoje o comandante-geral da Guarda, avançando que cerca de um quarto tem como causa o fogo posto.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A GNR deteve este ano 103 pessoas por incêndio florestal, mais 35 do que todo o ano de 2025, revelou hoje o comandante-geral da Guarda, avançando que cerca de um quarto tem como causa o fogo posto.</P><br />
<P>Na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) aos negócios dos incêndios rurais, o tenente-general Rui Veloso disse a Guarda Nacional Republicana deteve 68 pessoas em 2025 pelo crime de incêndio florestal, 15 dos quais relacionados com fogo posto doloso e os restantes com a questão do uso do fogo, como queimas e queimadas.</P><br />
<P>&#8220;Este ano já vamos com cerca de 103 detidos e apenas em quatro há crimes dolosos em relação aos incêndios&#8221;, disse, precisando que &#8220;a grande maioria da questão dos incêndios tem a ver com questões negligentes em relação ao uso do fogo&#8221;.</P><br />
<P>Segundo o comandante-geral da GNR, cerca de um quarto (24%) dos incêndios validados pela corporação tem como causa o incendiarismo.</P><br />
<P>&#8220;Em termos de causa dos incêndios, não há aqui uma grande variação nas diferentes causas, mas têm sido sempre estas duas que estão na base dos incêndios, uso do fogo e incendiarismo, ambos na casa dos 20 e pouco por cento&#8221;, frisou.</P><br />
<P>Rui Veloso sublinhou o facto das ocorrências de fogo se terem reduzido nos últimos anos, enquanto a área ardida tem aumentado, nomeadamente no ano passado devido a 11 grandes incêndios.</P><br />
<P>O responsável indicou também que a GNR ainda não está na fase das contraordenações aos proprietários que não limparam os terrenos. </P><br />
<P>&#8220;Estamos apenas na fase da monitorização, no aviso aos proprietários, no contacto com as câmaras municipais para que possam limpar os terrenos caso o proprietário não o faça. Aqui a intenção desta fase de monitorização é levar à limpeza voluntária dos terrenos. Ou seja, neste momento ainda não começámos a levantar os autos de contraordenação, porque ainda não estamos no período para isso&#8221;, disse.</P><br />
<P>Segundo o comandante-geral, a GNR identificou até à data no país mais de 10 mil situações que deverão ser limpas.</P><br />
<P>O prazo limite geral para a limpeza de terrenos rústicos termina a 31 de maio, iniciando depois a GNR a fiscalização e quem não tiver os terrenos limpos arrisca é multado.</P><br />
<P>Aos deputados, o comandante-geral da GNR avançou igualmente com algumas medidas para reduzir com as ignições de incêndios como o aumento do patrulhamento de vigilância e deteção, existência de uma vigilância aérea através dos helicópteros e incremento dos sistemas de videovigilância florestal.</P><br />
<P>   A Comissão Parlamentar de Inquérito aos negócios dos incêndios florestais, imposta pelo Chega, pretende investigar as causas, a gestão e os eventuais negócios associados aos grandes fogos florestais.</P><br />
<P>   A esse respeito, o comandante-geral da GNR afirmou não ter qualquer conhecimento: &#8220;Neste momento não temos esse conhecimento porque também se o tivéssemos, teríamos que participar ao Ministério Público&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767884]]></sapo:autor>
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		<title>Usados em Portugal custam em média 24.200 euros: Peugeot domina no norte e sul, Renault lidera no centro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 14:53:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[standvirtual]]></category>
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					<description><![CDATA[Preço médio dos automóveis usados em Portugal aumentou 1,68% em 2025, num ano marcado por uma subida moderada face a 2024, mas também por sinais de maior estabilização no segundo semestre]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O preço médio dos automóveis usados em Portugal aumentou 1,68% em 2025, num ano marcado por uma subida moderada face a 2024, mas também por sinais de maior estabilização no segundo semestre. A conclusão é do Standvirtual, que divulgou uma análise anual sobre a evolução dos preços dos veículos nos últimos anos.</p>
<p>De acordo com os dados do portal automóvel, o preço médio dos usados tem vindo a aumentar progressivamente desde setembro de 2022, altura em que rondava os 23.500 euros. Em dezembro de 2025, esse valor fixava-se em cerca de 24.200 euros, acima dos 23.800 euros registados em dezembro de 2024.</p>
<p>Apesar da subida anual, o comportamento do mercado não foi uniforme ao longo do ano. O início de 2025 ficou marcado por um ligeiro crescimento dos preços, mas a segunda metade do ano trouxe uma tendência de estabilização e descida gradual, refletindo um ajustamento do mercado e uma maior disponibilidade de stock.</p>
<p>Segundo o Standvirtual, esta evolução está também relacionada com mudanças na composição da oferta. A presença crescente de automóveis utilitários, tradicionalmente mais acessíveis, ajudou a equilibrar os preços médios, mesmo num contexto de forte procura, sobretudo por veículos abaixo dos 15.000 euros.</p>
<p>“Os dados de 2025 demonstram sinais importantes de maturidade e estabilização no mercado automóvel nacional. Apesar de os preços continuarem um pouco acima dos níveis registados em 2024, começamos a assistir a uma maior normalização do mercado, especialmente no segmento dos usados”, afirma Pedro Soares, Senior Head of Sales do Standvirtual.</p>
<p>O responsável acrescenta que o mercado revela também “uma procura crescente por soluções mais eficientes”, sinal de uma transformação gradual nas prioridades dos consumidores portugueses.</p>
<p>A análise mostra ainda diferenças regionais nas preferências de compra. No norte e no sul do país, os usados mais vendidos são da Peugeot, marca associada a modelos valorizados pela relação entre preço, consumo e versatilidade. Já na região centro, a Renault surge como a marca preferida, com modelos como o Clio entre os mais procurados.</p>
<p>Os dados regionais confirmam também a procura significativa por modelos compactos e utilitários, ajustados à mobilidade urbana e ao atual contexto económico. Nas motorizações, os veículos a gasóleo e gasolina continuam a dominar as vendas de usados.</p>
<p>No mercado de automóveis novos, 2025 foi igualmente positivo. As matrículas de ligeiros de passageiros cresceram cerca de 7% face ao ano anterior, aproximando-se dos níveis registados antes da pandemia. Segundo o Standvirtual, tratou-se de um ano recorde no período pós-pandémico, com valores próximos dos de 2019.</p>
<p>Os modelos eletrificados também ganharam peso. No final de 2025, os veículos elétricos representavam cerca de 25% do mercado de novos, num total de 51.930 unidades matriculadas, aproximando-se da quota dos automóveis a gasolina.</p>
<p>O estudo conclui ainda que fatores como quilometragem, idade das viaturas, marca e posicionamento dos anúncios continuam a ser determinantes na evolução dos preços dos usados em Portugal. Num mercado mais maduro, a procura mantém-se forte, mas os sinais de estabilização indicam que a fase de maior pressão sobre os preços poderá estar a aliviar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767885]]></sapo:autor>
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		<title>Luís Neves defende Viegas Nunes no SIRESP: &#8220;Nenhum dos factos belisca a seriedade do senhor general”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 14:40:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Neves]]></category>
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		<category><![CDATA[SIRESP]]></category>
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					<description><![CDATA[Luís Neves explicou que a escolha resultou de contactos feitos com responsáveis de vários quadrantes, incluindo das áreas política, privada, militar e das informações]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Administração Interna, Luís Neves, defendeu a escolha do general Paulo Viegas Nunes para a presidência do SIRESP, garantindo que a decisão foi tomada com base no interesse nacional e depois de ouvir responsáveis de diferentes áreas. A nomeação está no centro de uma nova polémica política, depois da demissão de António Pombeiro do cargo de secretário-geral adjunto do MAI e das acusações dirigidas à gestão da empresa pública responsável pela rede nacional de comunicações de emergência e segurança.</p>
<p>“Nada me afastará, em qualquer momento, de escolher o melhor para o país. São estas as razões que me levaram a escolher o senhor general Viegas Nunes para presidente do SIRESP”, afirmou o governante.</p>
<p>Luís Neves explicou que a escolha resultou de contactos feitos com responsáveis “de diversos quadrantes”, incluindo das áreas política, privada, militar e das informações.</p>
<p>“Falei com muita gente, de diversos quadrantes, da área política, privada, militar e das informações, e todos, mas todos, foram unânimes que este homem era a pessoa certa para conduzir os destinos” do SIRESP, acrescentou.</p>
<p>O ministro apontou como primeira razão o perfil técnico de Viegas Nunes, destacando a sua formação e experiência em áreas consideradas essenciais para a rede de emergência.</p>
<p>“Tecnicamente, é um homem profundamente sólido, por formação de telecomunicações, de conhecimento do SIRESP, do conhecimento dos operadores privados, do conhecimento de emergência, do conhecimento de cenários de crise. Do ponto de vista técnico, esta era a pessoa que devia ter sido escolhida como foi”, afirmou Luís Neves.</p>
<p>Como segunda razão, o governante destacou o trabalho desenvolvido por Viegas Nunes nos dois anos em que já liderou o SIRESP, considerando que deu “provas muito qualificadas” e de “enorme valor” ao país.</p>
<p>Luís Neves sublinhou, em particular, que o general “foi o primeiro a quebrar com barreiras, tabus e escondidinhos”, referindo-se à realização do primeiro concurso internacional público no âmbito do SIRESP.</p>
<p>“O Estado deixou de ter amarras e isso tem valor. Conseguiu ter capacidade de liderança, coragem, força para quebrar o que nos acompanhava há décadas”, disse.</p>
<p>O ministro destacou ainda as ligações estabelecidas com as regiões autónomas e apontou uma terceira razão para justificar a escolha: a criação de uma solução de redundância para o sistema, através da estrutura militar, caso o SIRESP falhasse.</p>
<p>“Conseguiu ter uma redundância para quando o SIRESP falhasse, na estrutura militar que pudesse ser acionada”, afirmou Luís Neves.</p>
<p>O governante aproveitou ainda para defender a cooperação com as Forças Armadas, criticando setores que, na sua leitura, ainda olham com desconfiança para esse trabalho conjunto.</p>
<p>“Para alguns setores da sociedade, o trabalho de equipa com as Forças Armadas e militares parece causar ainda alguma repulsa. Quero dizer aos portugueses que tenho muito orgulho nas nossas Forças Armadas. Foram sempre de uma coragem, de abnegação, seriedade e lealdade, e agradeço ao senhor general esse contributo”, declarou.</p>
<p>As declarações surgem depois de António Pombeiro ter pedido a exoneração, alegando impossibilidade de continuar em funções perante o regresso de Paulo Viegas Nunes à liderança da SIRESP. No email enviado ao ministro, o antigo secretário-geral adjunto do MAI afirmou ter comunicado anteriormente ao Governo várias denúncias relacionadas com a gestão da empresa pública, garantindo possuir documentos que apontariam para alegadas irregularidades, conflitos de interesses e práticas “eticamente reprováveis e juridicamente questionáveis”.</p>
<p>Entre as situações denunciadas estão a contratação da empresa Euritex, dúvidas levantadas pela Inspeção-Geral de Finanças sobre procedimentos contratuais, suspeitas envolvendo o antigo diretor técnico da SIRESP e alegadas tentativas de transferir a gestão operacional da rede para a Arma de Transmissões do Exército.</p>
<p>O Ministério da Administração Interna já tinha confirmado ter recebido dois pedidos de exoneração de António Pombeiro, um em abril e outro em maio, tendo aceitado o mais recente. O Governo recusou comentar diretamente as acusações, mas garantiu que a nomeação de Paulo Viegas Nunes seguiu “todos os procedimentos legais e institucionais aplicáveis”. O MAI sublinhou ainda que a auditoria da IGF à SIRESP “não apontou ilegalidades” e que as desconformidades identificadas foram corrigidas.</p>
<p>A polémica já chegou ao Parlamento, com Iniciativa Liberal e Chega a exigirem audições urgentes do ministro Luís Neves, de Paulo Viegas Nunes e de António Pombeiro. Os partidos querem esclarecimentos sobre as denúncias, a recondução do presidente da SIRESP e o grau de conhecimento do Governo sobre as acusações feitas pelo ex-dirigente do MAI.</p>
<p>Luís Neves rejeitou ainda que o relatório da IGF coloque em causa a idoneidade de Paulo Viegas Nunes.</p>
<p>“A idoneidade do senhor general: conheço o relatório da IGF, não há um único facto que belisque a seriedade, a forma transparente deste homem com pergaminhos na administração pública e no SIRESP”, afirmou.</p>
<p>O ministro deixou depois uma pergunta sobre os reparos feitos por entidades de fiscalização a organismos públicos. “Qual é a instituição do Estado em que tenham sido inspecionados pela IGF ou Tribunal de Contas e que não tenham tido reparos para melhorar ou corrigir?”, questionou.</p>
<p>Luís Neves concluiu a defesa do presidente do SIRESP garantindo que as situações conhecidas não colocam em causa a sua seriedade.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767922]]></sapo:autor>
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		<title>Justiça suíça ordena apreensão de ativos de Patrick Drahi em disputa milionária com cofundador da Altice</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 14:33:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A disputa entre Patrick Drahi e Armando Pereira, dois dos principais rostos da construção do império das telecomunicações Altice, entrou numa nova fase de forte tensão judicial, depois de tribunais suíços terem ordenado a apreensão de ativos ligados ao empresário franco-israelita.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A disputa entre Patrick Drahi e Armando Pereira, dois dos principais rostos da construção do império das telecomunicações Altice, entrou numa nova fase de forte tensão judicial, depois de tribunais suíços terem ordenado a apreensão de ativos ligados ao empresário franco-israelita. A decisão surge no âmbito de uma ação movida por Armando Pereira, antigo braço-direito e cofundador do grupo, que reclama pelo menos 1,2 mil milhões de francos suíços — cerca de 1,5 mil milhões de dólares — alegadamente em dívida.</p>
<p>Segundo avançou a Bloomberg, os tribunais de Genebra e Viège decretaram no início deste mês medidas de apreensão sobre património de Drahi, numa altura particularmente sensível para o grupo Altice, que enfrenta um processo de reestruturação e alienação de ativos. Entre os negócios em curso está a proposta apresentada por um consórcio de operadores franceses para adquirir a SFR, subsidiária da Altice France, numa operação avaliada em cerca de 20,4 mil milhões de euros.</p>
<p>De acordo com o diário francês Libération, as medidas judiciais terão incidido sobre duas residências pertencentes a Patrick Drahi. O litígio entre os dois empresários agravou-se significativamente após a chamada Operação Picoas, desencadeada em Portugal em 2023, investigação que colocou Armando Pereira no centro de suspeitas relacionadas com alegadas irregularidades em processos de compras e contratação associados à Altice. Na altura, Drahi procurou demarcar-se publicamente do caso, mas a relação entre ambos deteriorou-se rapidamente, evoluindo para uma disputa empresarial e patrimonial de larga escala.</p>
<p>Armando Pereira sustenta possuir direitos económicos relevantes sobre ativos e estruturas do universo Altice, contestando a liberdade de Drahi para alienar determinados negócios estratégicos do grupo sem reconhecimento das participações que considera serem suas. O empresário português exige em tribunal cerca de 1,4 mil milhões de euros e argumenta que mantém interesses substanciais associados ao conglomerado de telecomunicações que ajudou a expandir internacionalmente.</p>
<p>Durante anos, Pereira foi visto como uma das figuras centrais da operação da Altice, sobretudo na área da gestão de custos e expansão internacional, incluindo em mercados como França e Portugal. O próprio Patrick Drahi reconheceu publicamente, no passado, que o empresário português conservava um direito económico equivalente a cerca de 20% da sua participação pessoal no grupo.</p>
<p>A nova ofensiva judicial na Suíça acontece num momento delicado para Drahi, pressionado pela necessidade de reduzir dívida através da venda de ativos estratégicos. A apreensão agora determinada pelos tribunais suíços poderá complicar futuras operações financeiras e aumentar a incerteza em torno da reorganização do império Altice.</p>
<p>Nem Patrick Drahi nem representantes da Altice comentaram oficialmente as decisões judiciais conhecidas esta terça-feira. Ainda assim, o caso confirma o aprofundamento da guerra entre os antigos aliados, uma disputa que ameaça prolongar-se nos tribunais internacionais e que poderá ter impacto direto sobre ativos avaliados em milhares de milhões de euros.</p>
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