Uma verdadeira máquina de fazer dinheiro. O modelo do avião que caiu no Irão ontem, resultando na morte de 176 pessoas, é o mesmo que tem ajudado a aumentar os lucros da Boeing. Segundo adianta a Fortune, o 737-800 é visto como um avião resistente, com um bom desempenho comprovado pelos seus anos de vida e transportes de milhares de milhões de viajantes.
A causa do incidente ainda não é conhecida – o Irão recusa-se a entregar as caixas negras –, mas a Boeing garante estar disponível para prestar assistência. Até porque este é já a terceira vez que um dos seus aviões se despenha desde o fim de 2018.
O Boeing 737-800 é da mesma família do 737 Max, envolvido nos dois incidentes anteriores, mas os especialistas citados pela Fortune garantem que há diferenças importantes entre ambos.
O 737-800 faz parte da nova geração de aviões 737 da Boeing (737NG), apresentada no final década de 90: «É o avião de maior sucesso da história da aviação», garante David Learmount, da FlightGlobal. Já o 737 Max integra a quarta (e mais recente) geração da companhia, sendo que os aviões que se despenharam existiam há apenas cerca de um ano no mercado.
Ainda assim, alerta a mesma publicação, o Boeing 737-800 já tinha dado alguns sinais de alerta. De acordo com a Aviation Safety Network, o avião envolvido na queda de ontem no Irão tinha sido entregue à Ukraine International Airlines em Julho de 2016, fazendo parte de uma das mais de sete mil variantes da família 737NG disponibilizadas ao longo dos últimos 20 anos. Deste total, sete participaram em episódios que resultaram em mortes.
Em Janeiro de 2010, por exemplo, um avião da Ethiopian Airlines despenhou-se e 90 pessoas morreram. O mesmo aconteceu com um avião desta família ao serviço da Kenya Airways, em Maio de 2007.














