As esperançosas notícias sobre as vacinas da Pfizer, Moderna e Oxford-Astrazeneca causaram uma reviravolta no fluxo de capitais dos mercados financeiros: inebriados, os investidores decidiram assumir um risco maior e voltaram a apostar nas ações.
De imediato, os fundos investidos em ouro, o refúgio seguro por excelência, sofreram o maior saque semanal de dinheiro, chegando aos 4 mil milhões, sendo que sendo que preço do ouro caiu 4,99%, a sua pior queda dos últimos dois anos.
Os fundos de investimento em ações registaram a maior entrada de dinheiro, subindo para 71,4 mil milhões de dólares, o maior valor da história globalmente, de acordo com a Reuters, citando dados do Bank of America e EPFR Global.
Apesar de todos celebrarem os avanços das vacinas, existe o outro lado da moeda, sobretudo para ativos ‘refúgio”, como o ouro ou dívida soberana. Desde o pico de junho, o metal precioso caiu cerca de 10%, embora esteja perto de fechar o melhor ano da década, com uma valorização de 20%.
Os fluxos de dinheiro dos fundos foram principalmente em ações de grandes empresas dos EUA e de mercados emergentes. De acordo com os analistas do Bank of America, a tecnologia continuou a receber lucros líquidos, da ordem dos 2,4 mil milhões, apesar de haver uma rotação das carteiras por valores cíclicos.













