Autoridades francesas e espanholas detêm rede criminosa de produtos fitofarmacêuticos que operava em Portugal

Em comunicado, a Europel indicou que “os integrantes da quadrilha estavam envolvidos em crimes ambientais, lavagem de dinheiro e fraude documental”

Francisco Laranjeira

As autoridades policiais francesas e espanholas, apoiadas pela Europol, detiveram 29 membros de uma organização criminosa por venderem produtos fitofarmacêuticos ilegais: em França, revelou a investigação, foram vendidas 25 toneladas, com os investigadores a estimar que os suspeitos tenham recebido mais de 5 milhões de euros com as suas atividades ilícitas.

Em comunicado, a Europel indicou que “os integrantes da quadrilha estavam envolvidos em crimes ambientais, lavagem de dinheiro e fraude documental. Exploraram estruturas empresariais e coordenaram uma cadeia de abastecimento de produtos fitofarmacêuticos ilegais em Itália, Portugal e Espanha desde 2020”.



A operação policial resultou em 29 detenções e “26 toneladas de pesticidas ilegais apreendidos”, assim como “14 contas bancárias congeladas e bens de origem criminosa no valor de 350 mil euros”.

“A investigação revelou uma nova tendência criminosa baseada na utilização de estruturas coordenadas e cadeias de abastecimento ilícitas para distribuir produtos não autorizados, quer por terem caducado, não estarem registados ou não terem a autorização necessária”, apontou a força policial europeia. “Os suspeitos utilizavam documentos falsificados para introduzir estes produtos ilegais no mercado, muitas vezes disfarçando-os como fertilizantes ou óleos de motor para evitar a sua deteção. Também camuflavam contentores de produtos ilegais e utilizavam bancos estrangeiros para transações que dificultavam o rastreio das suas operações.”

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