Autoridades de Saúde vão decidir se escolas fecham ou não com casos positivos. «Mas não implica interrupção do ano lectivo», garante Graça Freitas

Declarações prestadas na habitual conferência de imprensa desta sexta-feira.

Simone Silva

A directora geral da saúde, Graça Freitas, refere, no que diz respeito à reabertura de escolas e ao protocolo de actuação relativo ao número de casos da doença, que em Portugal as regras diferenciam-se das de França (onde três infecções determinam o fecho das escolas).

A responsável indica que «temos de ser muito focados e localizados», tendo atenção aos contactos próximos de um caso, numa «acção focada, orientada e proporcional tanto quanto possível», refere acrescentando que «devemos fechar o menos possível», do ponto de vista físico.

«A decisão de encerrar uma escola tem de ser tomada pela autoridade de saúde local, regional, ou nacional, mas não implica a interrupção do ano lectivo, implica apenas que as crianças em questão passem de um ensino presencial para outro à distância», afirma na habitual conferência de imprensa sobre a evolução da pandemia em Portugal.

Graça Freitas refere que esta «é apenas uma outra forma de actividade lectiva», adiantando também que as orientações nesse sentido estão a ser «ultimadas» e serão divulgadas «em breve».

Ainda relativamente às escolas e à actuação das famílias de crianças com sintomas, a responsável pede que os pais não levem a criança para a escola e liguem para a linha SNS 24, que irá determinar o procedimento a seguir.

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Caso se considere que a criança é um caso suspeito, «os pais têm de avisar a escola, que por sua vez avisa a autoridades de saúde». Nessa altura, explica a directora geral, «é feito um teste à criança e uma avaliação à escola».

Recorde-se que na manhã desta sexta-feira a ‘Executive Digest’ contactou o gabinete do Ministério da Educação, que referiu que esta orientação poderá constar do «manual que está a ser ultimado por estes dias e onde vão ser detalhados todos os procedimentos».

Quando questionada sobre o caso dos outros países que já tinham protocolos estabelecidos para esta situações, referiu que «esse tipo de coisas a directora geral da Saúde já explicou que estão a ser ultimadas», acrescentando, ainda assim, que «no fundo, passará pelo que os delegados de saúde locais vão fazer conforme cada caso».

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