As autoridades portuguesas já capturaram 263 criminosos violentos que desde 2018 escolheram Portugal como esconderijo para escapar dos seus crimes, avança o ‘Jornal de Notícias’ (JN), que cita dados disponibilizados pelo Gabinete Nacional da Interpol.
Estes números, adianta a mesma publicação, dizem respeito ao cumprimento de mandados de detenção, quer europeus, quer internacionais e mostram que do total mencionado, cerca de 230 criminosos já foram extraditados. Adicionalmente, foram detidos no estrangeiro a pedido das autoridades nacionais 357 homicidas, traficantes, violadores ou raptores, que cometeram crimes em Portugal.
A inspetora-chefe da Polícia Judiciária (PJ), Helena Gravato, que lidera o gabinete, explica que este é uma estrutura “essencial” para a cooperação internacional no combate ao crime. “Os canais de cooperação internacionais são fortes e a troca de informação é constante. Recebemos entre oito e 15 mil mensagens por dia, só da Interpol. Se incluirmos a Europol, falamos de outras tantas”, afirma citada pelo ‘JN’.
Segundo a responsável, os criminosos internacionais que se refugiam em Portugal são normalmente detidos em circunstâncias fortuitas ou no âmbito de uma investigação considerada prioritária, conduzindo assim à descoberta do paradeiro do fugitivo.
A pandemia da Covid-19, adianta ainda Helena Gravato, teve um forte impacto nas detenções efetuadas ao longo de 2020, uma vez que as restrições impostas pelo Governo, fizeram com que a atividade policial ficasse condicionada e consequentemente, o número de detenções em Portugal caísse para quase metade do valor registado em 2019.
Ainda assim, foi possível observar que em 2020, 18 dos 43 detidos no cumprimento de mandados de detenção europeus eram portugueses, enquanto seis eram romenos. Destacam-se ainda outras nacionalidades, nomeadamente cidadãos do Afeganistão e da Gâmbia a pedido, sobretudo, da polícia espanhola, mas também francesa, alemã, belga e romena. O principal motivo das detenções é o tráfico de droga, adianta o jornal.














