Autoridades alertam para a compra de cadeiras de crianças para o carro em segunda mão: 9 em cada 10 não cumprem regras de segurança

Compra de sistemas de retenção infantil em segunda mão através de plataformas de vendas online é uma prática comum que não parou de crescer nos últimos anos no país vizinho

Francisco Laranjeira

Os sistemas de retenção para as crianças são elemento fundamental para a proteção de menores no interior do veículo. Mas será bem assim? Segundo um estudo realizado pela Aliança Espanhola para a Segurança Rodoviária Infantil, 9 em cada 10 cadeiras de crianças compradas atualmente no mercado de segunda mão não passariam nos testes dinâmicos com os quais foram aprovadas para cumprir o Regulamento da Segurança europeia.

No entanto, apesar dos requisitos de homologação contidos nos regulamentos europeus, a compra de sistemas de retenção infantil em segunda mão através de plataformas de vendas online é uma prática comum que não parou de crescer nos últimos anos e que, além disso, pode ser realizado sem controlo oficial, sem aconselhamento profissional e sem garantia do produto. Assim, é possível encontrar produtos sem instruções, com uma montagem incorreta e até mesmo problemas higiénico-sanitários.

Segundo o estudo, 9 em cada 10 cadeiras hoje não estariam de acordo com o Regulamento Europeu de Segurança: bastou apenas um dos testes estabelecidos no Regulamento Europeu ECE R44 foi suficiente para determinar que 90% seria incapaz de desempenhar a sua função dentro do exigido.

Durante as inspeções anteriores ao teste, foi detetado um alto grau de deterioração, que resultou numa grande perda das propriedades de absorção de materiais e no estofamento. Foram também detetados sintomas claros de envelhecimento do material devido à passagem do tempo, uso ou mau cuidado, variações climáticas e mau armazenamento.

De acordo com os dados, a Aliança Espanhola para a Segurança Rodoviária Infantil recomendou a urgência de que seja proibida a venda de cadeiras de crianças em segunda mão dado o elevado risco em sistemas “cujas funções básicas podem ver-se reduzidas de forma alarmante com o consequente perigo que representa para a segurança rodoviária das crianças”.

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