No primeiro trimestre deste ano, a autonomia financeira das empresas (capital próprio / total do ativo) fixou-se em 39,0%, o que corresponde a um aumento de 0,1 pp face ao final de 2019, segundo as “Estatísticas das empresas da central de balanços”, divulgadas esta quinta-feira, pelo Banco de Portugal (BdP).
A autonomia financeira aumentou nos setores das indústrias, da construção e do comércio, mas diminuiu nos setores da eletricidade e dos transportes e armazenagem.
Os outros serviços e as sedes sociais não apresentaram alterações neste indicador. O peso dos financiamentos obtidos no total do ativo decresceu 0,1 pp, para 33,0%, no primeiro trimestre de 2020.
O regulador informa ainda que, no primeiro trimestre, a rendibilidade do ativo (EBITDA / ativo) das empresas não financeiras foi de 7,6%, valor inferior em 0,2 pontos percentuais (pp) ao do quarto trimestre de 2019.
A rendibilidade das empresas privadas diminuiu 0,6 pp nos setores das indústrias e do comércio, 0,2 pp no setor das sedes sociais e 0,1 pp nos setores da construção e dos transportes e armazenagem. A rendibilidade aumentou 0,1 pp no setor da eletricidade e não se alterou no setor dos outros serviços.
As empresas públicas apresentaram uma redução da rendibilidade de 1,1 pp. Por classe de dimensão, a rendibilidade das PME decresceu 0,2 pp, para 6,9% no primeiro trimestre do ano, e a das grandes empresas diminuiu 0,4 pp, para 9,6%.
Quanto ao custo do financiamento (gastos de financiamento / financiamentos obtidos) foi de 3,2%, valor igual ao observado no final de 2019 e também no trimestre homólogo.
O rácio de cobertura de gastos de financiamento (EBITDA / gastos de financiamento) situou-se em 7,1, o que corresponde a uma redução de 0,3 face ao trimestre anterior e a um aumento de 0,1 relativamente ao período homólogo.
Por comparação com o período homólogo, os setores da eletricidade, do comércio e dos outros serviços registaram aumentos de 1,3, de 0,5 e de 0,2, respetivamente. Pelo contrário, as empresas públicas, as sedes sociais e as indústrias apresentaram diminuições no rácio de cobertura de gastos de financiamento de 1,3, de 1,0 e de 0,8, respetivamente.
Os restantes setores de atividade apresentaram variações marginais ou estabilização neste indicador.






