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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Carros usados em Portugal: diesel lidera fraude nos conta-quilómetros, mas elétricos e híbridos também já são alvo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 12:06:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[De acordo com a análise, 4,6% dos veículos diesel analisados apresentavam quilometragem adulterada, a percentagem mais elevada entre todos os tipos de combustível. Seguem-se os automóveis a gasolina, com 3,6% de casos de manipulação]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os automóveis a diesel continuam a ser os mais afetados pela fraude nos conta-quilómetros em Portugal, mas os veículos híbridos e elétricos também já surgem nos dados de manipulação da quilometragem. A conclusão é de um estudo da carVertical, empresa especializada em relatórios de histórico automóvel, que analisou veículos verificados em Portugal entre janeiro de 2024 e março de 2026.</p>
<p>De acordo com a análise, 4,6% dos veículos diesel analisados apresentavam quilometragem adulterada, a percentagem mais elevada entre todos os tipos de combustível. Seguem-se os automóveis a gasolina, com 3,6% de casos de manipulação.</p>
<p>Além de serem os mais afetados em frequência, os diesel registam também as maiores reduções médias de quilometragem. Em Portugal, estes veículos viram, em média, cerca de 99 mil quilómetros desaparecer do conta-quilómetros. Nos automóveis a gasolina, a redução média foi de aproximadamente 74 mil quilómetros.</p>
<p><strong>Elétricos e híbridos também não escapam</strong></p>
<p>Embora apresentem taxas de fraude mais baixas, os veículos eletrificados não estão imunes. Entre os híbridos analisados, 2,6% tinham sinais de manipulação no conta-quilómetros, com uma redução média de cerca de 57 mil quilómetros.</p>
<p>Nos veículos elétricos, a taxa de fraude foi a mais baixa, mas ainda assim relevante: 1,9% dos carros analisados apresentavam quilometragem adulterada. Nestes casos, a redução média rondou os 44 mil quilómetros.</p>
<p>“A procura por veículos híbridos e elétricos continua a crescer de forma constante e, com ela, o risco de fraudes nos conta-quilómetros. Até mesmo carros relativamente novos estão a ser adulterados, pelo que os compradores devem avaliar cuidadosamente o estado de qualquer veículo que pretendam adquirir. Comprar um carro com o conta-quilómetros falsificado pode implicar um aumento de preço de milhares de euros e causar problemas adicionais no planeamento da manutenção”, afirma Matas Buzelis, especialista no mercado automóvel da carVertical.</p>
<p><strong>Opel, Renault e BMW entre os elétricos mais afetados</strong></p>
<p>O estudo da carVertical analisou também quais as marcas de veículos elétricos e híbridos mais frequentemente associadas a discrepâncias na quilometragem em Portugal.</p>
<p>Entre os elétricos, a Opel registou a maior percentagem de veículos com quilometragem adulterada, com 4,3%. Seguem-se Renault, com 4,1%, BMW, com 3,2%, Peugeot, com 2%, e Smart, com 1,7%.</p>
<p>No segmento dos híbridos, a Lexus lidera a lista, com 6,3% dos veículos analisados a apresentarem sinais de manipulação. A BMW surge em segundo lugar, com 4%, seguida da Volkswagen, com 3,7%, da Toyota, com 3,5%, e da Audi, com 3,3%.</p>
<p>Bateria e autonomia tornam fraude mais apelativa</p>
<p>A carVertical alerta que muitos compradores continuam a acreditar que os veículos modernos são praticamente impossíveis de manipular, mas os dados mostram o contrário. A fraude nos conta-quilómetros já não se limita aos automóveis mais antigos ou aos veículos de combustão.</p>
<p>“Muitos condutores continuam a acreditar que os veículos modernos são impossíveis de manipular, mas a realidade prova o contrário. Uma quilometragem elevada costuma implicar um maior desgaste da bateria nos veículos elétricos, o que reduz a sua autonomia. Em resultado disso, os compradores tendem a evitar estes carros. Isso incentiva os vendedores a reduzir artificialmente a quilometragem e a apresentar o veículo como estando em melhor estado do que realmente está”, explica Matas Buzelis.</p>
<p>No caso dos veículos elétricos e híbridos, a quilometragem pode ter impacto direto na perceção do estado da bateria, da autonomia e dos custos futuros de manutenção. Por isso, a manipulação pode inflacionar artificialmente o valor do automóvel usado e esconder desgaste relevante.</p>
<p><strong>Fraude continua a atravessar todo o mercado</strong></p>
<p>Apesar de os veículos a gasóleo e a gasolina continuarem a ser os principais alvos de manipulação em Portugal, os dados mostram que a fraude no conta-quilómetros afeta todos os tipos de motorização.</p>
<p>Para a carVertical, esta realidade confirma que a adulteração da quilometragem continua a ser uma prática persistente no mercado de usados e dificilmente desaparecerá num futuro próximo.</p>
<p>A empresa recomenda que os compradores verifiquem sempre o histórico do veículo, comparem registos de quilometragem, analisem o estado real do automóvel e tenham especial atenção a discrepâncias entre idade, desgaste interior, histórico de manutenção e valor anunciado.</p>
<p>O estudo teve por base relatórios de histórico de veículos adquiridos por clientes da carVertical em Portugal entre janeiro de 2024 e março de 2026. A empresa opera em 37 países e recolhe dados a partir de mais de 1000 registos e bases de dados internacionais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_762242]]></sapo:autor>
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		<title>Mais de 1.700 pessoas confinadas num cruzeiro por suspeita de epidemia de gastroenterite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 11:49:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[gastroenterite]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de 1.700 pessoas estão confinadas num navio de cruzeiro que chegou na noite de terça-feira a Bordéus, sudoeste de França, após a morte de um passageiro e uma suspeita de epidemia de gastroenterite, anunciaram hoje as autoridades.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Mais de 1.700 pessoas estão confinadas num navio de cruzeiro que chegou na noite de terça-feira a Bordéus, sudoeste de França, após a morte de um passageiro e uma suspeita de epidemia de gastroenterite, anunciaram hoje as autoridades.</P><br />
<P>Entre os 1.233 passageiros, uma pessoa de 90 anos morreu e cerca de 50 apresentaram sintomas.</P><br />
<P>Segundo as autoridades de saúde, citadas pela agência France-Presse (AFP), estão em curso análises para detetar a possível presença de norovírus.</P><br />
<P>Há também 514 tripulantes a bordo. </P><br />
<P>O navio da Ambassador Cruise Line, que partiu das Ilhas Shetland (ao largo da costa da Escócia) a 06 de maio, parou em Belfast (Irlanda do Norte), Liverpool (Ingçaterra) e Brest (oeste de França) antes de chegar a Bordéus, de onde deveria partir para Espanha.</P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_762194]]></sapo:autor>
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		<title>Combustíveis: Preços ainda vão aumentar (mais) à medida que reservas caem a velocidade recorde, alerta Agência Internacional de Energia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 11:49:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As reservas globais de petróleo estão a cair ao ritmo mais rápido de que há registo, numa tendência que poderá desencadear novas subidas acentuadas dos preços nos próximos meses. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As reservas globais de petróleo estão a cair ao ritmo mais rápido de que há registo, numa tendência que poderá desencadear novas subidas acentuadas dos preços nos próximos meses. O aviso foi feito esta quarta-feira pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla original), que identifica a guerra com o Irão e as perturbações no Médio Oriente como fatores centrais desta pressão inédita sobre o mercado energético.</p>
<p>No seu relatório mensal, amplamente seguido pelos mercados, a agência indica que, só em abril, as reservas mundiais de crude e de combustíveis refinados diminuíram a um ritmo de quase quatro milhões de barris por dia — um volume equivalente ao consumo combinado do Reino Unido e da Alemanha. Esta redução ameaça esgotar a margem de segurança de que os países dependem para enfrentar choques súbitos na oferta.</p>
<p>A IEA sublinha que “o mundo está a recorrer às reservas de petróleo a um ritmo recorde, à medida que os países importadores enfrentam perturbações sem precedentes no abastecimento proveniente do Médio Oriente”. Acrescenta ainda que “a rápida redução das reservas, num contexto de disrupções contínuas, pode anunciar futuras subidas acentuadas dos preços”.</p>
<p><strong>Queda de 250 milhões de barris desde o início do conflito</strong><br />
Desde o início da guerra com o Irão, as reservas globais terão diminuído em quase 250 milhões de barris. A agência nota que a quebra seria ainda mais acentuada se fossem excluídos os volumes de petróleo retidos no Golfo devido ao encerramento quase total do Estreito de Ormuz.</p>
<p>A via marítima, por onde normalmente circula cerca de um quinto do petróleo mundial, encontra-se praticamente bloqueada há mais de dez semanas, na sequência das ameaças iranianas à navegação comercial. Esta situação afetou todos os países importadores de petróleo, provocando o maior choque de oferta da história do setor.</p>
<p>Apesar da magnitude da disrupção, a agência indica que parte das perdas de fornecimento provenientes do Golfo tem sido compensada por uma redução do consumo, incluindo nos países desenvolvidos.</p>
<p><strong>Europa prepara novo corte no consumo de petróleo</strong><br />
A Europa deverá reduzir o consumo de petróleo este ano numa escala comparável à registada após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Segundo a IEA, o consumo europeu deverá diminuir cerca de 140 mil barris por dia em 2026.</p>
<p>Esta projeção parte do pressuposto de que a guerra com o Irão termine no início de junho. Caso o conflito se prolongue além dessa data, o continente poderá ser forçado a aprofundar ainda mais os cortes no consumo.</p>
<p>A contração do consumo tem sido particularmente evidente na Ásia, região que recebe a maior parte do petróleo proveniente do Médio Oriente e que tem sido fortemente afetada pelas restrições ao tráfego marítimo no Golfo.</p>
<p><strong>Combustível de aviação sob forte pressão</strong><br />
Entre os produtos petrolíferos mais pressionados na Europa destaca-se o combustível de aviação. Em 2025, cerca de 60% do combustível de aviação consumido no continente teve origem no Médio Oriente.</p>
<p>Em abril, as importações líquidas deste combustível caíram quase 100 mil barris por dia face ao ano anterior, levando as reservas no estratégico polo de armazenamento de Amesterdão–Roterdão–Antuérpia para níveis inferiores aos registados na média dos últimos cinco anos, segundo a IEA.</p>
<p>O impacto da redução das exportações do Médio Oriente foi parcialmente atenuado pelo aumento dos envios provenientes da América do Norte, em particular dos Estados Unidos. A agência refere que as exportações norte-americanas de gasóleo aumentaram 430 mil barris por dia em comparação com o ano passado, tendo cerca de 80% dessas remessas sido direcionadas para o mercado europeu.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_762216]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Covid-19: Infarmed garante que decisões sobre vacinação foram seguras e transparentes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 11:48:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente do Infarmed garantiu hoje que todas as decisões das autoridades sobre vacinação na pandemia foram tomadas com base na evidência do mundo real e que nunca foram saltadas etapas de segurança.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente do Infarmed garantiu hoje que todas as decisões das autoridades sobre vacinação na pandemia foram tomadas com base na evidência do mundo real e que nunca foram saltadas etapas de segurança.</p>
<p>&#8220;As decisões foram tomadas com base na evidência do mundo real (&#8230;) e os estudos mostram que as vacinas têm um perfil segurança muito bom e adequado à sua utilização&#8221;, afirmou Rui Ivo, que falava numa audição na comissão parlamentar de saúde.</p>
<p>Também ouvida nesta audição, a pedido do Chega, sobre transparência contratual, comunicação pública do risco, farmacovigilância e eventual responsabilidade do Estado no âmbito da vacinação contra a covid-19, a ex-diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, corroborou a posição do Infarmed.</p>
<p>Graça Freitas lembrou que, quando foram administradas, as vacinas tinham autorização de introdução no mercado, baseada numa avaliação de risco-benefício, e que o processo de aquisição foi conduzido pela Comissão Europeia.</p>
<p>Ambos os responsáveis sublinharam que a comunicação à população foi sempre transparente, contínua e coordenada.</p>
<p>Rui Ivo disse que a avaliação das vacinas foi feita nos mesmos moldes daquela que acontece para os restantes medicamentos, &#8220;com a necessidade de adaptação às circunstâncias&#8221;.</p>
<p>Como exemplos dessa adaptação, apontou o facto de os relatórios de segurança serem mais regulares: &#8220;O escrutínio era mais frequente&#8221;.</p>
<p>Quanto ao escrutínio, referiu as alterações feitas às faixas etárias para as quais estava recomendada a vacina da Pfizer: &#8220;quando o risco é superior ao benefício, as autoridades atuam&#8221;.</p>
<p>Rui Ivo garantiu ainda que houve transparência na informação divulgada aos cidadãos, sublinhando que tudo o que estava a cada momento disponível &#8220;foi sempre objeto de comunicação&#8221;.</p>
<p>Sobre os contratos assinados com as farmacêuticas, disse que foram feitos &#8220;sem as vacinas aprovadas&#8221; e com &#8220;partilha de risco&#8221;, em que as empresas se preparavam antecipadamente para o fornecimento, sabendo que este apenas aconteceria após a luz verde das autoridades.</p>
<p>Depois de Rui Ivo foi ouvida Graça Freitas, que começou por recordar os números da pandemia para sustentar a avaliação risco-benefício, sublinhando que durou 1.150 dias, com impactos sociais, económicos e sanitários graves.</p>
<p>Morreram 26.655 pessoas devido à covid-19 e &#8220;no pico dos picos&#8221; da pandemia, em janeiro de 2021, morreram quase 6.000 mil pessoas, elucidou.</p>
<p>&#8220;Portanto, é bom que se veja que, de um lado, tínhamos um risco que era um risco apreciável e não negligenciável e que, em algumas circunstâncias, este risco ainda era agravado em função da idade ou em função, por exemplo, do sexo, nomeadamente em algumas contraindicações ou em algumas precauções, como os fenómenos tromboembólicos, as miocardites e as pericardites&#8221;, explicou Graça Freitas.</p>
<p>Segundo disse, o mecanismo europeu de compra das vacinas permitiu aos países, de uma forma equitativa, acesso em tempo útil e em quantidade aquilo considerou ser &#8220;a melhor e a maior &#8216;arma'&#8221; contra a pandemia, que foi &#8220;absolutamente arrasadora&#8221; antes de haver vacinas.</p>
<p>Salientou que as normas técnicas sobre a vacinação emitidas pelas autoridades foram &#8220;adaptadas, atualizadas e afinadas imensas vezes em função da epidemiologia, das reações adversas que foram sendo notificadas&#8221;, das variantes do vírus e das vacinas que foram sendo fabricadas.</p>
<p>Reconheceu que o processo &#8220;não foi isento de imperfeições&#8221;, mas contou com uma &#8220;enorme colaboração e cooperação entre agências e instituições&#8221;, o que habitualmente não acontece com a mesma intensidade.</p>
<p>Graça Freitas defendeu ainda a necessidade de, em futuras crises, realçar que não existe risco zero e que &#8220;o risco de não vacinar não é um ato nulo&#8221;.</p>
<p>&#8220;Isso era dito às pessoas na vacinação, tinham a oportunidade de se levantar e ir embora e era-lhes dito que, se não se vacinassem, incorriam num risco de serem infetadas e que a complicação de uma infeção seria superior à complicação esperada da vacina&#8221;, explicou.</p>
<p>SO/HN // FPA</p>
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		<title>Irão: Bruxelas mapeia reservas de emergência de jet fuel mas afasta risco imediato de escassez</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 11:46:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Comissão Europeia disse hoje estar a mapear as reservas de emergência na União Europeia (UE) dada a crise energética causada pelo conflito no Médio Oriente, mas descartou qualquer problema no abastecimento de combustível de aviação neste momento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Comissão Europeia disse hoje estar a mapear as reservas de emergência na União Europeia (UE) dada a crise energética causada pelo conflito no Médio Oriente, mas descartou qualquer problema no abastecimento de combustível de aviação neste momento.</P><br />
<P>&#8220;As refinarias da UE cobrem cerca de 70% do consumo de combustível de aviação na Europa. Apenas 20% é importado dos países do Golfo e, nesta fase, não temos qualquer prova nem sinais de que exista um problema de abastecimento de combustível de aviação [jet fuel]&#8221;, disse o comissário europeu dos Transportes, Apostolos Tzitzikostas.</P><br />
<P>Falando em conferência de imprensa em Bruxelas, no dia em que apresentou uma iniciativa de bilhete único para o setor ferroviário, o responsável apontou que a instituição vai &#8220;mapear as capacidades de refinação europeias, avaliar as necessidades e identificar possíveis ações coletivas para garantir a plena utilização das capacidades existentes e o acesso aos produtos em toda a UE, bem como aumentar a produção de biocombustíveis sustentáveis&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Por outras palavras, queremos saber &#8211; e sabemos exatamente &#8211; quais são as reservas de emergência em cada país e em que quantidade existem, e apenas se necessário, o que não é o caso neste momento, nem há sinais de que venha a ser necessário num futuro próximo. Se necessário, começaremos a libertar reservas de emergência, mas de forma ordenada e com coordenação da UE&#8221;, salientou.</P><br />
<P>De acordo com Apostolos Tzitzikostas, &#8220;o principal objetivo é maximizar a disponibilidade e a capacidade operacional do setor de refinação europeu e, ao mesmo tempo, estar preparado para qualquer possível cenário de, por exemplo, escalada no Médio Oriente&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Naturalmente, o papel de coordenação da Comissão é essencial no acompanhamento e na decisão de ações coletivas, e estamos a trabalhar em todos os cenários possíveis nesta fase&#8221;, referiu.</P><br />
<P>&#8220;Se necessário, poderemos até adotar algumas das políticas e decisões que já tomámos para facilitar os Estados-membros, companhias aéreas ou qualquer outro setor ou componente da economia europeia, novamente, se e apenas se for necessário, o que não é o caso atualmente&#8221;, reforçou ainda Apostolos Tzitzikostas.</P><br />
<P>Numa altura em que se assinalam quase três meses desde os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão e da consequente resposta iraniana, já se assistem a consequências para a aviação como aumento de custos, impacto nas operações devido à subida dos preços da energia, perturbações nas rotas e riscos acrescidos para a logística global.</P><br />
<P>A Agência Internacional de Energia já veio fazer vários alertas sobre eventual escassez de combustível para a aviação, embora o Governo português assegure abastecimento pelo menos até final de agosto e planos posteriores.</P><br />
<P>As leis da UE obrigam os Estados-membros a manterem reservas estratégicas para 90 dias de petróleo, sendo que cabe aos Estados-membros decidir que parte corresponde a petróleo bruto e que parte corresponde a produtos refinados, incluindo querosene e combustível para a aviação.</P><br />
<P>A UE importa a maior parte do petróleo que consome, o que a torna altamente exposta a choques externos como a atual crise energética relacionada com o conflito que envolve Irão, Estados Unidos e Israel.</P><br />
<P>Apesar de Bruxelas garantir que não haver problemas no abastecimento à UE, já se assiste à volatilidade dos preços, aumento dos custos e perturbações na indústria, havendo maior sentido de urgência em diversificar fornecedores e acelerar a transição para fontes de energia mais seguras e renováveis.</P><br />
<P> </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_762206]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Irão bate recorde do bloqueio mais longo do acesso à Internet</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 11:45:06 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Irão]]></category>
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					<description><![CDATA[O bloqueio das autoridades iranianas ao acesso à Internet cumpre hoje o 75.º dia e é a censura do género mais longa de que há registo, anunciou a organização NetBlocks.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O bloqueio das autoridades iranianas ao acesso à Internet cumpre hoje o 75.º dia e é a censura do género mais longa de que há registo, anunciou a organização NetBlocks.</P><br />
<P>O atual apagão superou os 72 dias de bloqueio impostos pelas autoridades de Myanmar durante o golpe militar de fevereiro de 2021, segundo a organização com sede em Londres que monitoriza o tráfego e a censura na Internet.</P><br />
<P>&#8220;O apagão do Irão é o apagão nacional mais longo de que há registo, e o mais longo deste tipo numa sociedade ligada digitalmente&#8221;, disse o diretor da NetBlocks, Alp Toker, à agência de notícias espanhola EFE.</P><br />
<P>Segundo os registos da organização, os bloqueios mais longos a seguir ao do Irão e ao da antiga Birmânia ocorreram no Sudão em junho de 2019 (36 dias) e em outubro de 2021 (25 dias).</P><br />
<P>O quinto bloqueio mais longo foi aplicado também pelo Irão durante os protestos de janeiro, quando o país desligou a Internet durante 20 dias.</P><br />
<P>O bloqueio atual começou com a guerra lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão.</P><br />
<P>A NetBlocks ressalvou que possui registos de outros incidentes em locais onde o acesso à Internet não estava disponível de forma generalizada, como na Coreia do Norte ou na Líbia.</P><br />
<P>&#8220;Esta censura digital provocou especulação e uma deterioração da segurança digital, uma vez que os planos de Internet &#8216;pro&#8217; apoiados pelo Governo e as listas brancas seletivas estão a dar lugar a vigilância, corrupção e burlas&#8221;, assinalou sobre a situação no Irão.</P><br />
<P>O país optou por um acesso à rede por níveis, deixando de ser um direito público para se converter num serviço limitado e dispendioso, um modelo que vários meios de comunicação social descrevem como &#8220;Internet por classes&#8221;.</P><br />
<P>Sob o nome de &#8220;Internet Pro&#8221;, as autoridades iranianas adotaram um sistema aprovado em instâncias superiores ao Governo, como o Conselho Supremo de Segurança Nacional, cuja execução foi entregue ao Centro Nacional do Ciberespaço.</P><br />
<P>O resultado, segundo o jornal iraniano Shargh, é um esquema de acesso desigual não apenas entre quem tem ligação e quem não tem, mas também entre os próprios beneficiários.</P><br />
<P>O Governo iraniano tem criticado &#8220;qualquer forma de restrição ou discriminação&#8221; no acesso à Internet, embora as decisões estejam vinculadas a organismos relacionados com a segurança nacional.</P><br />
<P>A discriminação no acesso já existia no país, uma vez que alguns utilizadores, especialmente altos cargos políticos, possuem as chamadas &#8220;tarjetas brancas&#8221;, que garantem ligação à Internet sem censura.</P><br />
<P>As &#8220;tarjetas brancas&#8221; permitem também que o acesso continue a funcionar em períodos de corte das ligações, o que gera contestação entre a população.</P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_762208]]></sapo:autor>
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		<title>Trump quer tirar soldados da Alemanha e cinco países da NATO já disputam tropas dos EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 11:38:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[exército]]></category>
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		<category><![CDATA[NATO]]></category>
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					<description><![CDATA[Polónia, Estónia, Lituânia, Letónia e Roménia já manifestaram interesse em acolher uma presença militar americana reforçada, tanto em declarações públicas como através de contactos diplomáticos nos bastidores]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo menos cinco países da NATO no flanco leste europeu estão a tentar receber mais tropas americanas depois de Donald Trump ter anunciado a retirada de pelo menos 5.000 soldados dos Estados Unidos atualmente estacionados na Alemanha. Polónia, Estónia, Lituânia, Letónia e Roménia já manifestaram interesse em acolher uma presença militar americana reforçada, tanto em declarações públicas como através de contactos diplomáticos nos bastidores, avança o &#8216;POLITICO&#8217;.</p>
<p>A corrida começou depois de Trump anunciar a redução do contingente na Alemanha, no contexto de uma tensão crescente com Berlim. A disputa foi agravada por declarações do chanceler alemão, Friedrich Merz, que acusou Teerão de ter “humilhado” Washington com as suas táticas negociais durante a guerra no Irão.</p>
<p>Para os países do flanco leste, muitos dos quais fazem fronteira com a Rússia ou estão próximos da sua esfera de ameaça, a presença militar dos Estados Unidos continua a ser vista como a principal garantia de segurança. Desde a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, estes aliados têm defendido uma maior presença americana como elemento de dissuasão perante Moscovo.</p>
<p><strong>Roménia, Polónia e Bálticos fazem apelo público</strong></p>
<p>A Roménia foi uma das vozes mais claras. O vice-ministro da Defesa, Sorin Moldovan, disse ao &#8216;POLITICO&#8217; que uma presença americana mais forte no flanco leste é “necessária” e que Bucareste acolheria uma presença permanente dos Estados Unidos no seu território. Também o ministro da Defesa romeno, Radu Miruță, afirmou esta terça-feira que o país precisa de “mais tropas”.</p>
<p>A Polónia e a Lituânia fizeram apelos semelhantes. O presidente polaco, Karol Nawrocki, e o presidente lituano, Gitanas Nausėda, disseram estar disponíveis para receber mais militares americanos. A ministra dos Negócios Estrangeiros da Letónia, Baiba Braže, também defendeu o reforço da presença dos Estados Unidos.</p>
<p>A Estónia, por sua vez, afirmou valorizar “muito” o contributo americano e apoiar uma presença alargada dos Estados Unidos para garantir uma dissuasão e defesa robustas nos países bálticos.</p>
<p><strong>Diplomacia nos bastidores</strong></p>
<p>Além dos apelos públicos, há também movimentações diplomáticas discretas. Segundo um diplomata sénior da NATO citado pelo &#8216;POLITICO&#8217;, pelo menos uma delegação aliada abordou diretamente o embaixador americano junto da Aliança Atlântica, Matthew Whitaker, para defender a sua candidatura.</p>
<p>A lógica é simples: se os Estados Unidos vão mesmo retirar tropas da Alemanha, os países mais próximos da Rússia querem que esses soldados sejam redistribuídos para leste, em vez de regressarem aos Estados Unidos.</p>
<p>No papel, a estratégia pode estar a produzir algum efeito. Trump admitiu no sábado que “poderia” deslocar tropas americanas para a Polónia, sublinhando a sua boa relação com o Presidente polaco. Ainda assim, a decisão final cabe ao Pentágono, que ainda não determinou quais unidades serão afetadas pela retirada da Alemanha nem se esses militares ficarão na Europa.</p>
<p><strong>Polónia enfrenta tensão interna</strong></p>
<p>A possibilidade de receber mais tropas americanas também abriu uma frente política interna na Polónia. O primeiro-ministro Donald Tusk avisou que Varsóvia não deve “roubar” soldados a outros aliados, apesar de estar disponível para aproveitar qualquer oportunidade de aumentar a presença dos Estados Unidos no país.</p>
<p>Tusk sublinhou que não permitirá que a Polónia seja usada para quebrar a unidade europeia. A posição contrasta com o entusiasmo do Presidente Nawrocki, seu adversário político, que tem defendido uma presença americana reforçada.</p>
<p>Na Alemanha, as autoridades locais das regiões onde estão estacionadas tropas americanas preferem que os soldados permaneçam, também pelo impacto económico. Mas, segundo uma fonte alemã citada pelo &#8216;POLITICO&#8217;, o Governo de Berlim dificilmente se oporia a uma presença americana mais robusta junto à fronteira com a Rússia, se essa decisão reforçar a dissuasão da NATO.</p>
<p><strong>Nem todos têm capacidade para receber 5.000 soldados</strong></p>
<p>Apesar da vontade política, há limites práticos. Jennifer Kavanagh, diretora de análise militar do centro de estudos &#8216;Defense Priorities&#8217;, alerta que nem todos os países da linha da frente têm capacidade imediata para receber mais 5.000 militares americanos.</p>
<p>Polónia e Roménia terão maior margem para acolher tropas adicionais, exigindo apenas melhorias limitadas nas infraestruturas. Nos países bálticos, porém, o espaço é mais reduzido e seriam necessários mais planeamento e construção.</p>
<p>Há ainda uma contradição política para a Administração Trump. O Presidente americano tem pressionado repetidamente os aliados europeus a assumirem mais responsabilidade pela própria defesa. Transferir tropas americanas para leste poderia ser visto como uma medida contrária a essa estratégia, por manter os Estados Unidos no centro da defesa convencional da Europa.</p>
<p>Por agora, a corrida está lançada, mas ainda sem decisão. Um alto responsável de defesa de um país do flanco leste disse ao &#8216;POLITICO&#8217; que, até ao momento, os americanos ainda não abordaram formalmente os aliados sobre mudanças na sua postura militar. Ainda assim, para Polónia, Roménia e países bálticos, a retirada da Alemanha abriu uma janela de oportunidade que dificilmente será ignorada.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_762201]]></sapo:autor>
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		<title>Procura por explicações dispara 56% com chegada dos Exames Nacionais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 11:09:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[exames nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[explicações]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Dados são da 'Fixando', plataforma de contratação de serviços online em Portugal, que antecipa que esta tendência se mantenha ao longo do ano letivo. Mesmo considerando o abrandamento habitual durante as férias escolares, a empresa projeta um crescimento total de 47% na procura por explicações em 2026]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A procura por serviços de explicações aumentou 56% nos primeiros quatro meses de 2026, face ao mesmo período do ano passado, impulsionada pela aproximação dos Exames Nacionais e pelo reforço do apoio escolar em várias disciplinas.</p>
<p>Os dados são da &#8216;Fixando&#8217;, plataforma de contratação de serviços online em Portugal, que antecipa que esta tendência se mantenha ao longo do ano letivo. Mesmo considerando o abrandamento habitual durante as férias escolares, a empresa projeta um crescimento total de 47% na procura por explicações em 2026.</p>
<p>Entre as categorias mais procuradas estão explicações de várias disciplinas, Matemática do Ensino Secundário, preparação para os Exames Nacionais, Matemática do 3º Ciclo, Português, Economia, Biologia, Matemática do 2º Ciclo, Inglês e Físico-Química.</p>
<p>“A aproximação ao período de avaliações finais e exames nacionais faz disparar a procura por explicações, sobretudo nas disciplinas com maior exigência técnica. Este ano, notamos também uma crescente preocupação das famílias em garantir acompanhamento contínuo aos alunos ao longo do ano letivo”, afirma Alice Nunes, diretora de novos negócios da &#8216;Fixando&#8217;.</p>
<p><strong>Economia, Inglês e Biologia entre as disciplinas que mais crescem</strong></p>
<p>As disciplinas com maior crescimento na procura este ano mostram que o reforço escolar vai além da preparação clássica para Matemática e Português.</p>
<p>Segundo a &#8216;Fixando&#8217;, Economia registou o maior aumento, com uma subida de 66%. Seguem-se Geometria, com mais 64%, Inglês, com mais 61%, Biologia, com mais 59%, e Matemática do Ensino Secundário, com mais 57%.</p>
<p>Os alunos do ensino secundário representam a maior fatia da procura, concentrando 44% dos pedidos realizados na plataforma. O 3º Ciclo surge em seguida, com 16% dos pedidos.</p>
<p>A &#8216;Fixando&#8217; indica ainda que 60% dos pedidos têm como objetivo melhorar as notas escolares. Outros 30% dos utilizadores procuram apoio para preparar testes específicos, enquanto 10% querem aprender novos temas e técnicas.</p>
<p><strong>Lisboa concentra quase metade dos pedidos</strong></p>
<p>A Área Metropolitana de Lisboa concentra 43% dos pedidos de explicações registados na plataforma, incluindo Lisboa e Setúbal. O distrito do Porto surge em segundo lugar, com 16%, seguido de Braga, com 8%.</p>
<p>O peso de Lisboa confirma a maior concentração da procura nos grandes centros urbanos, onde a pressão académica, a preparação para exames e a competição no acesso ao ensino superior tendem a reforçar a procura por acompanhamento personalizado.</p>
<p>Apesar do crescimento da oferta de profissionais na área da educação, quase metade dos encarregados de educação admite sentir dificuldades em encontrar explicadores disponíveis, sobretudo nesta fase do ano, marcada pela proximidade dos exames e avaliações finais.</p>
<p>A &#8216;Fixando&#8217; sublinha que a procura por apoio escolar tem vindo a aumentar a necessidade de soluções personalizadas, especialmente em disciplinas nucleares como Matemática, Português e Ciências.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_762193]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Uso de jatos privados dispara em plena crise energética e receios de escassez de combustível</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 11:06:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O arranque do Festival de Cinema de Cannes, na terça-feira, voltou a colocar o aeroporto de Cannes–Mandelieu no centro do tráfego de jatos privados, numa altura em que a Europa enfrenta uma crescente crise no abastecimento de combustível de aviação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O arranque do Festival de Cinema de Cannes, na terça-feira, voltou a colocar o aeroporto de Cannes–Mandelieu no centro do tráfego de jatos privados, numa altura em que a Europa enfrenta uma crescente crise no abastecimento de combustível de aviação.</p>
<p>Apesar dos alertas sobre a escassez de querosene e do aumento acentuado dos preços, os voos privados registaram uma subida significativa. Segundo o Carbon Sky Index, plataforma de monitorização das emissões da aviação privada, as partidas de jatos executivos na Europa aumentaram 10% em abril face a março.</p>
<p>No total, foram contabilizadas 23.462 partidas de jatos privados em abril na Europa. A plataforma explicou que a Páscoa poderá ter sido o “principal motor” desta subida. O aeroporto de Nice Côte d&#8217;Azur, por exemplo, quase duplicou o tráfego de jatos privados na semana de 6 de abril — um padrão semelhante ao observado no período pascal do ano passado.</p>
<p>O Carbon Sky Index baseia-se em sinais de transponder das aeronaves em toda a Europa e processa esses dados de acordo com a metodologia de emissões adotada pela organização europeia de navegação aérea Eurocontrol.</p>
<p><strong>Preços do combustível duplicam e reservas atingem nível crítico</strong><br />
O aumento do tráfego privado ocorre num contexto de forte perturbação no mercado energético. A interrupção do transporte marítimo através do Estreito de Ormuz fez disparar os preços do combustível de aviação na Europa para o dobro dos níveis pré-guerra, na sequência do conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão.</p>
<p>De acordo com uma análise da Goldman Sachs partilhada com o POLITICO, as reservas comerciais de combustível de aviação na Europa — excluindo reservas governamentais — poderão descer abaixo de 23 dias de abastecimento até ao final de maio ou início de junho. Este limiar é considerado crítico pela Agência Internacional de Energia.</p>
<p>Enquanto isso, grandes companhias aéreas como a SAS e a Lufthansa estão a cortar milhares de voos devido ao aumento dos custos do combustível.</p>
<p><strong>Emissões aumentam, mas setor minimiza impacto</strong><br />
Os dados do Carbon Sky Index indicam que o aumento de voos privados em abril elevou as emissões de CO₂ para 83.847 toneladas métricas, acima das cerca de 80.000 toneladas registadas em março.</p>
<p>Ainda assim, o setor da aviação privada representa apenas uma fração do total das emissões do setor aéreo. Segundo a organização ambiental Transport &#038; Environment (T&#038;E), as emissões totais da aviação na Europa atingiram 195 milhões de toneladas de CO₂ em 2025.</p>
<p>O lobby da aviação executiva rejeita, contudo, que o aumento recente represente um problema estrutural.</p>
<p>“Um aumento semanal de curto prazo não indica, por si só, uma subida estrutural da procura”, afirmou Róman Kok, diretor de assuntos públicos da Associação Europeia de Aviação Executiva.</p>
<p>Segundo Kok, “abril inclui fortes efeitos sazonais e relacionados com a Páscoa, e o tráfego da rede europeia em geral manteve-se abaixo dos níveis de 2025 em várias semanas de abril”, citando dados do Eurocontrol.</p>
<p>O responsável acrescentou ainda que a aviação executiva representa “cerca de 7% dos voos na Europa” e uma proporção ainda menor do consumo total de combustível. Assim, as poupanças resultantes de uma eventual suspensão desses voos “seriam limitadas e não contribuiriam concretamente para enfrentar o desafio energético mais amplo”, defendendo antes a expansão dos combustíveis sustentáveis de aviação como solução.</p>
<p><strong>Ativistas acusam setor de irresponsabilidade</strong><br />
As organizações ambientais e alguns antigos profissionais do setor não aceitam esse argumento, segundo reclamam ao jornal Politico.</p>
<p>Katie Thompson, ex-piloto de jatos privados que agora faz campanha pela redução do transporte aéreo, considera a situação “verdadeiramente irresponsável”.</p>
<p>“É viajar em luxo numa crise de combustível e numa crise climática”, afirmou.</p>
<p>Thompson salientou que muitos passageiros de voos comerciais aguardam com preocupação possíveis cancelamentos. “Os viajantes de férias estão nervosos, à espera daquele e-mail a dizer que o seu voo vai ser interrompido”, disse.</p>
<p>A ativista acusou ainda os utilizadores de jatos privados de consumirem querosene que “as pessoas normais precisam para os seus voos de férias, mas que também, se a situação piorar, será necessário para necessidades humanitárias básicas e emergências médicas”.</p>
<p>Thompson apelou diretamente a atores e cineastas que participam no Festival de Cannes para evitarem jatos privados, citando o exemplo do ator Pedro Pascal, que viajou em classe económica para a gala do ano passado.</p>
<p>Segundo a T&#038;E, no ano passado as personalidades VIP consumiram cerca de 2 milhões de litros de querosene para voarem até Cannes — o equivalente às emissões de aproximadamente 14.000 voos de ida e volta entre Paris e Atenas.</p>
<p>Jérôme du Boucher, diretor-adjunto para a aviação da organização, foi mais longe: “Não há desculpa para que os governos não suspendam completamente os jatos privados, tendo em conta a crise do combustível.”</p>
<p><strong>Debate sobre regras de carbono e sistema europeu de comércio de emissões</strong><br />
Os ativistas exigem também que a Comissão Europeia elimine o que classificam como “lacunas” nas regras de precificação de carbono do Sistema de Comércio de Emissões (ETS). Atualmente, o sistema europeu de comércio de emissões abrange sobretudo operadores de maior dimensão, deixando de fora cerca de dois terços dos jatos privados, segundo os críticos.</p>
<p>Róman Kok contestou essa interpretação: “Com base nas nossas estimativas, rejeitamos categoricamente que dois terços dos jatos privados estejam isentos.” O responsável acrescentou que as isenções do ETS “aplicam-se a toda a aviação, não apenas à aviação executiva”.</p>
<p>Para os ativistas, o Festival de Cannes é apenas um dos palcos onde o debate se intensifica.</p>
<p>“Definitivamente não é só Cannes: estamos a olhar para o Mundial [FIFA], o Grande Prémio do Mónaco e o Open da Austrália”, afirmou Thompson.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_762179]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>&#8220;Golden Dome” de Trump dispara para 1,2 biliões de dólares: relatório alerta que pode não funcionar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 10:56:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Trump]]></category>
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					<description><![CDATA[O valor é muito superior à projeção inicialmente apresentada por Trump]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O sistema antimísseis “Golden Dome”, anunciado por Donald Trump para proteger os Estados Unidos de ameaças aéreas de nova geração, poderá custar cerca de 1,2 biliões de dólares, cerca de 1,11 biliões de euros, ao longo de duas décadas. A estimativa é do Congressional Budget Office, organismo independente do Congresso americano, e foi avançada pela &#8216;BBC&#8217;.</p>
<p>O valor é muito superior à projeção inicialmente apresentada por Trump. O presidente americano tinha falado num investimento inicial de 25 mil milhões de dólares, cerca de 23,1 mil milhões de euros, e num custo total de 175 mil milhões de dólares, cerca de 162 mil milhões de euros, ao longo do tempo. A nova estimativa aponta para uma despesa quase sete vezes superior.</p>
<p>O relatório alerta ainda que, apesar do custo elevado, o sistema pode não ser suficiente para proteger os Estados Unidos de um ataque em larga escala por parte de uma potência como a Rússia ou a China. Segundo o Congressional Budget Office, o “Golden Dome” poderia ser ultrapassado por uma ofensiva total conduzida por um adversário equivalente ou quase equivalente em capacidade militar.</p>
<p>O projeto foi anunciado por Trump poucos dias depois de regressar à Casa Branca, em janeiro. Inicialmente apresentado como uma espécie de “Iron Dome for America”, o sistema pretende responder a ameaças como mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e armamento de nova geração, recorrendo a tecnologias terrestres, navais e espaciais.</p>
<p>A arquitetura prevista inclui sensores no espaço, sistemas de aviso e rastreio de mísseis e intercetores capazes, segundo Trump, de atingir ameaças lançadas “do outro lado do mundo” ou até a partir do espaço. Só os custos de aquisição deverão ultrapassar um bilião de dólares, incluindo as camadas de interceção e o sistema espacial de deteção e acompanhamento.</p>
<p>A dimensão do projeto está a gerar críticas políticas. O senador democrata Jeff Merkley, que pediu a estimativa ao Congressional Budget Office, acusou o presidente de promover uma “oferta massiva” às empresas de Defesa, paga pelos contribuintes americanos.</p>
<p>As dúvidas não são apenas financeiras. Há anos que especialistas questionam se os Estados Unidos conseguiriam construir um sistema de defesa antimísseis suficientemente abrangente para proteger um território continental tão vasto. Responsáveis americanos têm reconhecido que os sistemas atuais não acompanharam a sofisticação crescente das armas desenvolvidas por potenciais adversários.</p>
<p>Ainda assim, o Pentágono já começou a preparar a fase tecnológica do programa. No mês passado, a SpaceX e a Lockheed Martin venceram contratos avaliados em até 3,2 mil milhões de dólares, cerca de 3 mil milhões de euros, para desenvolver protótipos de intercetores antimísseis baseados no espaço.</p>
<p>O “Golden Dome” é, assim, apresentado pela Administração Trump como uma resposta ao cenário mais catastrófico para a segurança dos Estados Unidos: um ataque aéreo de nova geração capaz de ultrapassar as defesas existentes. Mas a nova estimativa do Congresso coloca o projeto perante duas perguntas difíceis: se os contribuintes americanos estão dispostos a pagar uma conta superior a um bilião de dólares e se, mesmo assim, o escudo prometido será capaz de cumprir o que promete.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_762184]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Porque é que o DORA continua a ser um desafio para as organizações financeiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 10:51:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[DORA]]></category>
		<category><![CDATA[organizações financeiras]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Paul Robinson, Senior Security Consultant na NCC Group]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Paul Robinson, Senior Security Consultant na NCC Group</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>À medida que o setor financeiro continua a acelerar a sua transformação digital, os riscos associados a disrupções nas TIC têm crescido exponencialmente. Como resposta, a União Europeia introduziu o Regulamento de Resiliência Operacional Digital (DORA &#8211; Digital Operational Resilience Act), que entrou plenamente em vigor em janeiro de 2025. Para as instituições financeiras, o DORA exige uma mudança fundamental na forma como gerem determinados elementos de risco.</p>
<p>Mas muitas continuam bloqueadas nos seus esforços de conformidade, talvez em grande parte devido ao volume de regulamentação digital a que estão sujeitas.</p>
<p>O DORA deve ser uma das principais prioridades para as que operam ou prestam serviços na UE, bem como para terceiros considerados críticos. Trata-se de uma regulamentação prescritiva e com grande alcance. Ao contrário de normas voluntárias como a ISO 27001 ou diretivas como a NIS2, o DORA é apoiado por poderes de fiscalização significativos. Substitui e consolida orientações fragmentadas, como as da Autoridade Bancária Europeia, alargando o âmbito de aplicação e fiscalização e garantindo a continuidade operacional mesmo durante disrupções digitais severas.</p>
<p>Mas há boas notícias: se a sua organização já está alinhada com a ISO 27001, está no bom caminho para cumprir muitos dos requisitos principais do DORA.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>ISO 27001: Uma base sólida para a conformidade com o DORA</strong></p>
<p>A ISO 27001 é uma norma internacionalmente reconhecida para a gestão da segurança da informação. Oferece uma abordagem estruturada para avaliação de riscos, resposta a incidentes e melhoria contínua, que são princípios centrais também no DORA.</p>
<p>Embora a ISO 27001 seja voluntária e aplicável a qualquer setor, o DORA é obrigatório e explicitamente orientado para o setor financeiro. Ainda assim, existe uma sobreposição considerável entre os dois enquadramentos.</p>
<p>As organizações que já implementaram a ISO 27001 encontram muitos dos requisitos do DORA já cobertos em áreas como a gestão de riscos TIC, gestão e resposta a incidentes, supervisão de terceiros, e governação e responsabilidades.</p>
<p>No entanto, a ISO 27001 por si só não é suficiente. O DORA vai mais longe, sobretudo nas exigências de testes de resiliência e planeamento de continuidade do negócio. As instituições financeiras têm de dar passos adicionais para garantir conformidade nestes domínios.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Testes de resiliência</strong></p>
<p>Uma das exigências mais desafiantes do DORA é a realização de testes de resiliência. Isto inclui uma ampla gama de avaliações, desde scans de vulnerabilidades e revisões de segurança de redes até Testes de Penetração Orientados por Ameaças (TLPT). Exercícios rigorosos e baseados em cenários reais de ataque cibernético.</p>
<p>Ao contrário da ISO 27001, que recomenda testes sem impor métodos específicos, o DORA obriga as entidades financeiras a realizarem estes testes em sistemas de produção reais, abrangendo todos os ativos TIC críticos. O perfil de risco da instituição determina a frequência e o alcance dos testes e, em certos casos, os resultados devem ser validados pelos reguladores.</p>
<p>Para as instituições financeiras, isto significa ultrapassar a preparação teórica e entrar na resiliência prática. Os testes devem ser exaustivos, repetíveis e integrados no ritmo operacional da organização.</p>
<p>Não se trata apenas de cumprir uma exigência regulatória, trata-se de provar que os sistemas conseguem resistir e recuperar de ameaças reais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Recuperação e continuidade para resiliência operacional</strong></p>
<p>O DORA também coloca uma ênfase significativa no planeamento da continuidade do negócio e da recuperação. As entidades financeiras devem identificar e mapear funções críticas, realizar análises de impacto no negócio (BIA) e desenvolver estratégias de continuidade que sejam testadas e refinadas regularmente.</p>
<p>Muitas organizações enfrentam desafios nesta área. O planeamento da continuidade é frequentemente compartimentado, desatualizado ou desligado das operações TIC. O DORA exige uma abordagem holística, integrando perspetivas de negócio e de TI, para garantir que os serviços críticos são mantidos durante uma disrupção.</p>
<p>A testagem regular dos planos de continuidade e recuperação é essencial. As organizações devem simular disrupções, avaliar a eficácia da resposta e atualizar os planos com base nas lições aprendidas. Estes exercícios devem ser documentados, comunicados à administração de topo e usados para alimentar processos de melhoria contínua.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>DORA: Desafio ou oportunidade?</strong></p>
<p>É importante lembrar que o DORA não é apenas um obstáculo regulatório, é uma oportunidade para construir organizações mais fortes e resilientes. Ao aproveitar a base existente de conformidade regulatória e investir nos testes certos e nas estratégias de continuidade, as instituições financeiras podem cumprir os requisitos do DORA e melhorar a sua postura geral de segurança.</p>
<p>O DORA já está em vigor, e embora esteja a reformular o panorama da conformidade nos serviços financeiros, não significa que tenha de descartar os esforços anteriores e começar do zero. Se a sua organização ainda não deu prioridade ao DORA, este é o momento certo para agir.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Paul Robinson, Senior Security Consultant na NCC Group]]></sapo:autor>
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		<title>Relatório parlamentar denuncia falhas &#8220;impensáveis&#8221; na segurança dos museus franceses (incluindo o Louvre)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 10:46:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
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		<category><![CDATA[segurança]]></category>
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					<description><![CDATA[Um relatório do parlamento de França, divulgado esta quarta-feira alerta que existem falhas “impensáveis” na segurança dos museus franceses, incluindo no Museu do Louvre, que foi alvo de um mediático assalto em outubro do ano passado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um relatório do parlamento de França, divulgado esta quarta-feira alerta que existem falhas “impensáveis” na segurança dos museus franceses, incluindo no Museu do Louvre, que foi alvo de um mediático assalto em outubro do ano passado. O documento resulta dos trabalhos de uma comissão de inquérito criada após o roubo das joias da coroa francesa e identifica problemas estruturais que vão muito além do maior museu do país.</p>
<p>Entre as conclusões mais alarmantes está a constatação de que quase metade dos museus franceses não dispõe de sistemas de videovigilância e que a rede museológica nacional se encontra sobrecarregada pelo excesso de visitantes. O relatório, com 210 páginas, baseia-se na audição de dezenas de especialistas e responsáveis institucionais.</p>
<p><strong>O roubo que desencadeou a investigação</strong><br />
O assalto ao Louvre ocorreu a 19 de Outubro de 2025, cerca das 9h30 de um domingo. Os assaltantes, entretanto detidos, entraram por uma janela e conseguiram levar várias peças emblemáticas da coleção histórica, embora não as mais valiosas.</p>
<p>O facto de o crime ter ocorrido no museu mais visitado e provavelmente mais célebre do mundo, que alberga obras-primas como a Mona Lisa de Leonardo da Vinci, conferiu ao episódio uma dimensão internacional e levantou sérias dúvidas sobre os mecanismos de proteção do património francês.</p>
<p>A comissão foi presidida pelo deputado Alexandre Portier, do partido Les Républicains, tendo como relator Alexis Corbière, do Partido Ecologista e Social. Ambos convergem numa leitura crítica da situação.</p>
<p>Portier afirma que o saque ao Louvre constituiu “uma falha de natureza sistémica” e não um “incidente isolado”. Já Corbière sublinha que, tal como em relatórios anteriores, a segurança foi “posta em segundo plano” face a outras prioridades, designadamente objetivos de prestígio e influência.</p>
<p>O documento salienta ainda que as falhas eram “conhecidas” há anos. Duas auditorias — uma realizada em 2017 e outra em 2018 pela joalharia Van Cleef &#038; Arpels — já tinham apontado para a “obsolescência” do dispositivo de segurança do Louvre. Também o Tribunal de Contas francês emitira anteriormente críticas severas à gestão do museu.</p>
<p><strong>Atrasos e responsabilidades da direção do Louvre</strong><br />
O relatório aponta críticas à anterior direção do Louvre, liderada por Laurence Des Cars, nomeada em 2021 e que se demitiu este ano, tendo sido substituída por Christophe Leribault no final de Fevereiro.</p>
<p>Segundo Alexis Corbière, durante o mandato de Des Cars verificou-se um “atraso” de “pouco mais de dois anos” na implementação do plano director de equipamentos de segurança criado em 2019, quando o museu era dirigido por Jean-Luc Martinez. O deputado afirma que, “embora o negue”, a ex-presidente não fez da segurança uma prioridade.</p>
<p>A comissão recomenda que a tutela passe a receber obrigatoriamente os resultados das auditorias de segurança realizadas a cada equipamento museológico.</p>
<p>Contudo, as críticas não se limitam à direção do Louvre. O relatório lamenta também a “ausência de controlo da tutela quanto às escolhas da direção”, evidenciando fragilidades estruturais na governação cultural francesa. Atualmente, os diretores dos museus nacionais — incluindo o Louvre — são nomeados diretamente pelo Eliseu, ou seja, pela Presidência da República. Os relatores defendem que este processo seja revisto, passando a envolver o conselho de administração do museu e até deputados.</p>
<p>O documento fala ainda em “hiperpresidências” e numa “personalização exacerbada das funções”, fenómenos que, segundo os autores, têm contribuído para um clima social “degradado”, marcado por “grande distância em relação aos sindicatos”.</p>
<p><strong>Museus sem planos de emergência e com menos vigilantes</strong><br />
Há números apresentados no relatório que são particularmente preocupantes. Em 2024:</p>
<ul>
<li>Apenas 23% dos museus franceses dispunham de um plano de emergência e prevenção de riscos;</li>
<li>Só 25% tinham um plano de salvaguarda dos bens culturais efetivamente desenhado e aplicado;</li>
<li>Apenas 54% estavam equipados com sistemas de videovigilância.</li>
</ul>
<p>Ao mesmo tempo, os sistemas informáticos enfrentam ataques diários. O sindicato CGT-Culture, citado no relatório, indica que o número de trabalhadores de vigilância diminuiu 18% entre 2012 e 2024. Em muitos casos, os vigilantes (frequentemente subcontratados ou temporários) são desviados das suas funções de segurança para apoiar a gestão do fluxo de visitantes.</p>
<p>Em 2023, os museus franceses receberam 73 milhões de visitantes, um volume que agrava a pressão sobre infraestruturas já fragilizadas.</p>
<p><strong>Fundo de segurança e condições laborais</strong><br />
Entre as recomendações, a comissão defende o reforço significativo do fundo governamental para a segurança dos museus, criado pela antiga ministra da Cultura Rachida Dati, atualmente dotado com 30 milhões de euros para distribuir ao longo de três anos.</p>
<p>O relatório sustenta ainda que as funções de vigilância e segurança devem tornar-se mais atrativas, através de maior estabilidade laboral e melhores remunerações.</p>
<p><strong>Louvre como símbolo das fragilidades do modelo</strong><br />
O documento dedica uma secção específica ao Louvre, intitulada “O Louvre: Um indicador das deficiências do modelo museográfico francês”. Nesse contexto, é questionada a pertinência do programa Louvre: Nouvelle Renaissance, promovido como uma das bandeiras do Presidente Emmanuel Macron.</p>
<p>O projeto prevê, entre outras medidas, uma nova ala dedicada à Mona Lisa, com o objetivo de aumentar a capacidade de acolhimento de visitantes. Para os relatores, a estratégia de ampliar o número de entradas pode agravar os riscos para a preservação das obras.</p>
<p>O relatório recorda um estudo de 2015 da Inspeção Geral dos Assuntos Culturais francesa que alertava: “A simples presença humana altera o ambiente das salas, acelerando o envelhecimento das obras: um dia de visita representa 52 dias adicionais de envelhecimento por ano.”</p>
<p>Ainda assim, os deputados rejeitam a ideia de retirar da exposição pública os objetos mais valiosos — hipótese que chegou a ser sugerida após o roubo das joias. A solução, defendem, passa por aplicar efetivamente as medidas recomendadas há anos, que continuam por concretizar.</p>
<p>Na conclusão do relatório, Alexandre Portier deixa um apelo mais amplo à própria comissão parlamentar de cultura: “Quero retirar uma lição mais geral para o nosso trabalho parlamentar futuro: com demasiada frequência, temos dado prioridade ao acompanhamento da execução orçamental em detrimento da verificação dos resultados. Isto é particularmente evidente no que diz respeito ao património. Debatemos muito antes de aprovar as dotações; mas o que acontece alguns meses, alguns anos depois? Com demasiada frequência, não sabemos nada”.</p>
<p>O documento deixa claro que o roubo no Louvre foi apenas o detonador de um problema mais vasto. A segurança do património cultural francês, concluem os deputados, exige uma revisão profunda de prioridades, mecanismos de controlo e modelo de governação, sob pena de novos incidentes colocarem em risco obras de valor incalculável.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_762142]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>PRR: &#8220;Temos risco de 30 a 40 escolas não estarem concluídas&#8221;, revela Comissão de acompanhamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 10:44:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Nacional de Acompanhamento]]></category>
		<category><![CDATA[escolas]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[PRR]]></category>
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					<description><![CDATA[A Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR avisou hoje que há um risco "muito elevado" de 30 a 40 escolas não estarem concluídas no final de agosto, quando termina o prazo para a execução do plano.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR avisou hoje que há um risco &#8220;muito elevado&#8221; de 30 a 40 escolas não estarem concluídas no final de agosto, quando termina o prazo para a execução do plano. </P><br />
<P>&#8220;Temos o risco muito elevado de 30 ou 40 escolas não estarem concluídas até 31 de agosto&#8221;, afirmou o presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência (CNA-PRR), Pedro Dominguinhos, em resposta aos deputados, na Assembleia da República, em Lisboa.</P><br />
<P>Pedro Dominguinhos, que falava numa audição parlamentar na Comissão de Economia, referiu que estão, atualmente, a decorrer discussões para saber qual o instrumento financeiro a recorrer caso a obra não esta concluída. </P><br />
<P>O presidente da CNA-PRR disse que a meta definida no plano até pode ser concluída &#8220;por força da reprogramação&#8221;, mas avisou que as obras não vão estar finalizadas no final de agosto.</P><br />
<P>O PRR conta com 37 investimentos em estado preocupante ou crítico, como a habitação a custos acessíveis, segundo o último elatório da Comissão Nacional de Acompanhamento, divulgado no final de abril.</P><br />
<P>O sexto relatório de acompanhamento do PRR, que cobre o período entre junho de 2025 e março de 2026, analisou dados relativos a 127 investimentos. </P><br />
<P>Destes, 21 foram classificados como em estado &#8220;preocupante&#8221; e 16 em &#8220;crítico&#8221;. </P><br />
<P>Já 34 estão &#8220;alinhados com o planeamento&#8221; e 20 receberam a avaliação &#8220;necessário acompanhamento&#8221;.</P><br />
<P>Por sua vez, 23 investimentos estão concluídos, oito foram retirados e cinco não foram acompanhados. </P><br />
<P>Em estado crítico aparecem, por exemplo, o parque público de habitação a custos acessíveis, a bolsa nacional de alojamento urgente temporário, a modernização e renovação de áreas hospitalares e equipamentos para hospitais, a rede nacional de cuidados continuados integrados e a rede nacional de cuidados paliativos, os cuidados de saúde primários com mais respostas e a nova geração de equipamentos e respostas sociais, escovas novas ou reabilitadas. </P><br />
<P>A expansão da rede de metro do Porto &#8211; Casa da Música- Santo Ovídeo, as unidades de investigação científica, a agenda de investigação e inovação para a sustentabilidade da agricultura, alimentação e agroindústria (polos de inovação) encontram-se também em estado crítico. </P><br />
<P>O PRR pretende implementar um conjunto de reformas e investimentos tendo em vista a recuperação do crescimento económico. </P><br />
<P>Além de ter o objetivo de reparar os danos provocados pela covid-19, este plano tem o propósito de apoiar investimentos e gerar emprego. </P><br />
<P>    </P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_762138]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Vídeo: Presidentes, CEO e gestores traçaram “Os caminhos para um Portugal Extraordinário” na XXX Conferência Executive Digest</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 10:43:25 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[30ª Conferência]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Ricardo Florêncio, CEO do Multipublicações Media Group, destacou a partilha de boas práticas, visões e opiniões de diversas personalidades para que Portugal possa continuar a melhorar e a crescer, cada vez mais e mais depressa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="brxe-vzmvzk" class="brxe-block">
<h1 class="brxe-post-title bm-blog-single-11__post-title"></h1>
</div>
<div id="brxe-ueiyjj" class="brxe-block">
<div id="brxe-titetb" class="brxe-post-content">
<p>A Culturgest abriu as suas portas para a XXX Conferência Executive Digest, evento de referência que juntou em palco Presidentes, CEO e gestores de prestígio do tecido empresarial nacional, sob o tema “Os caminhos para um Portugal Extraordinário”.</p>
<p>Ricardo Florêncio, CEO do Multipublicações Media Group, destacou a partilha de boas práticas, visões e opiniões de diversas personalidades para que Portugal possa continuar a melhorar e a crescer, cada vez mais e mais depressa.</p>
<p>O sucesso de mais uma edição da Conferência Executive Digest ficou espelhado nos números do evento, com 142 convidados a encher o auditório da Culturgest e 54.312 pessoas a assistir via streaming.</p>
<p>Na XXX Conferência Executive Digest explorou-se como efetivamente poderemos transformar Portugal num país extraordinário. Líderes, inovadores e especialistas partilharam estratégias, insights e soluções que podem redefinir o futuro do país.</p>
<p>Reveja a intervenção:</p>
<p><iframe title="09 Encerramento" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/L32y3HuJDEk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>A Conferência contou com o apoio da <strong>Caixa Geral de Depósitos, Delta Q, Fidelidade, MC Sonae, Nova SBE, Randstad, Recordati, Steelcase, Tabaqueira/Philip Morris, Unilever, CTT, Lusíadas Saúde, Vodafone, Galp</strong>, e ainda com a parceria da <strong>Neurónio Criativo, Sapo, SENO</strong>. A <strong>Sociedade Ponto Verde</strong> é o Parceiro de Sustentabilidade do evento.</p>
</div>
</div>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_762153]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Inflação acelera para 3,3% em abril e fica abaixo da estimativa inicial, avança INE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 10:43:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Inflação]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A taxa de inflação acelerou para 3,3% em abril, mais 0,6 pontos percentuais do que o observado no mês anterior e menos 0,1 pontos que a primeira estimativa, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A taxa de inflação acelerou para 3,3% em abril, mais 0,6 pontos percentuais do que o observado no mês anterior e menos 0,1 pontos que a primeira estimativa, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).</P><br />
<P>&#8220;Tal como verificado no mês anterior, a aceleração do IPC [Índice de Preços no Consumidor] é maioritariamente explicada pelo aumento do preço dos combustíveis&#8221;, refere o instituto estatístico, que reviu, assim, em baixa o valor constante na estimativa rápida divulgada no final do mês passado.</P><br />
<P>A revisão em baixa em 0,1 pontos percentuais face à estimativa decorre, segundo o INE, de um ajuste &#8220;de apenas 0,01 pontos percentuais&#8221;. Com arredondamento a duas casas decimais, o IPC recuou, assim, de 3,36% na estimativa, para 3,35% no valor definitivo.</P><br />
<P>Em abril, a variação do índice relativo aos produtos energéticos aumentou para 11,7%, contra 5,7% no mês anterior, enquanto o índice referente aos produtos alimentares não transformados cresceu 7,4%, contra 6,4% em março.</P><br />
<P>Por sua vez, o indicador de inflação subjacente, que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos teve uma subida homóloga de 2,2%, contra 2,0% em março.</P><br />
<P>Em abril, e face a março, o IPC subiu 1,3%, valor que compara com 2,0% no mês anterior e 0,7% no mesmo mês do ano passado.</P><br />
<P>Ao longo dos últimos 12 meses, este indicador teve uma variação média de 2,4%, subindo 0,1 pontos percentuais face aos 2,3% nos 12 meses terminados em março.</P><br />
<P>Já o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), que permite uma comparação entre os diversos países da União Europeia (UE), teve uma variação homóloga de 3,3% em abril, contra 2,7% no mês anterior e 0,3 pontos percentuais acima do estimado pelo Eurostat para a área do euro.</P><br />
<P>Sem produtos alimentares não transformados e energéticos, o IHPC cresceu 2,3% em abril, que compara com 2,0% em março e com 2,1% na área do euro.</P><br />
<P> A variação mensal deste indicador foi de 1,9% &#8211; abaixo de 2,3% no mês anterior, mas acima dos 1,3% do mês homólogo &#8211;, tendo a variação média dos últimos 12 meses sido de 2,3% (2,2% no mês precedente).</P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_762152]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>O Jaguar mais potente de sempre já tem nome: Type 01 estreia nova geração 100% elétrica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 10:41:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
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					<description><![CDATA[Novo GT elétrico terá três motores, tração integral e uma potência superior a 1.000 cv, com binário máximo acima dos 1.300 Nm]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Jaguar já escolheu o nome do modelo com que pretende abrir uma nova fase da sua história. O futuro GT elétrico de luxo de quatro portas vai chamar-se Type 01 e será apresentado oficialmente em setembro, avança o &#8216;El Economista&#8217;. O modelo marca o primeiro grande passo da marca britânica na sua nova estratégia como fabricante de automóveis elétricos de luxo.</p>
<p>O nome não foi escolhido por acaso. A designação “Type” recupera uma tradição histórica da Jaguar, associada a modelos lendários como o C-Type, vencedor de Le Mans em 1951, o E-Type e o F-Type. Agora, a marca usa essa herança para dar identidade ao primeiro modelo da sua nova geração elétrica. O “0” remete para zero emissões e o “1” identifica o carro como o primeiro desta nova etapa.</p>
<p>O Type 01 será também o Jaguar de produção mais potente alguma vez fabricado. O novo GT elétrico terá três motores, tração integral e uma potência superior a 1.000 cv, com binário máximo acima dos 1.300 Nm. A marca promete uma experiência de condução com caráter próprio, procurando manter a identidade desportiva da Jaguar apesar da mudança total para a eletrificação.</p>
<p>Os protótipos já passaram por testes extremos, incluindo ensaios de inverno no Círculo Polar Ártico, com temperaturas até -40 graus Celsius. Segundo o El &#8216;Economista&#8217;, o programa de validação é o mais rigoroso da história da Jaguar, com 150 protótipos a percorrerem centenas de milhares de quilómetros em ambientes muito diferentes, desde estradas no deserto até lagos gelados e simulações virtuais avançadas.</p>
<p>A Jaguar está ainda a finalizar sistemas como direção às quatro rodas, suspensão pneumática dinâmica, amortecedores ativos de válvula dupla e pneus específicos de inverno de 23 polegadas. Estes elementos vão trabalhar em conjunto com o sistema inteligente de distribuição de binário, pensado para garantir estabilidade, precisão dinâmica, conforto e uma entrega de potência mais rápida e controlada.</p>
<p>Antes da apresentação oficial, vários protótipos do Type 01 vão circular nas ruas do Mónaco, nos dias 16 e 17 de maio, durante o E-Prix de Fórmula E. Ainda camuflado, o modelo servirá como primeira montra pública da nova Jaguar elétrica. O Type 01 será desenhado, desenvolvido e produzido no Reino Unido e deverá servir de base conceptual para os próximos lançamentos da marca.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_762147]]></sapo:autor>
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		<title>Trump em Pequim: a cimeira que pode travar a escalada, mas não resolver a rivalidade com a China</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 10:30:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Sandra Balão]]></category>
		<category><![CDATA[Xi Jinping]]></category>
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					<description><![CDATA[Sandra Balão, diretora do Strategy &#038; Strategic Studies Department do ISCSP, da Universidade de Lisboa, falou em exclusivo à 'Executive Digest' sobre a viagem do presidente americano a Pequim e que repercussões pode trazer ao mundo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A visita de Trump a Pequim não deve ser lida como o nascimento de uma nova ordem mundial. Para Sandra Balão, especialista em relações internacionais, o encontro com Xi Jinping deve antes ser visto como uma tentativa de gerir uma rivalidade estratégica que já se tornou estrutural.</p>
<p>A cimeira pode reduzir a tensão imediata entre as duas maiores potências do mundo, mas dificilmente resolverá o conflito de fundo. Do comércio à tecnologia, de Taiwan ao Irão, passando pelos chips, pelas terras raras, pelas cadeias de abastecimento e pela posição da Europa, o que está em causa é uma competição prolongada por poder, influência e capacidade de bloqueio.</p>
<p>A leitura da diretora do Strategy &#038; Strategic Studies Department do ISCSP, da Universidade de Lisboa, em exclusivo à &#8216;Executive Digest&#8217;, é clara: Washington continua a ser o pilar do sistema internacional, mas Pequim tornou-se indispensável em áreas onde hoje se decide parte importante da autonomia estratégica das grandes potências.</p>
<p>A nova ordem, se existir, não nasce de uma fotografia entre Trump e Xi. Está a formar-se nos pontos de estrangulamento da economia global, nas fábricas de semicondutores, nos minerais críticos, nas rotas energéticas, no Estreito de Taiwan e na capacidade de cada potência impedir a outra de avançar.</p>
<p>“Uma manobra estratégica”, não uma nova ordem</p>
<p>Sandra Balão afasta a ideia de que a visita de Trump a Pequim possa marcar, por si só, o início de uma nova arquitetura geopolítica. O encontro deve ser interpretado, antes de mais, como “uma manobra estratégica com o objetivo de gerir a rivalidade estratégica”.</p>
<p>Os indícios, explica, apontam para uma cimeira destinada a estabilizar uma relação extremamente competitiva em várias frentes: comércio, tecnologia, Taiwan e Irão. Nenhuma das partes, contudo, parece estar em posição de resolver o conflito estrutural que separa os Estados Unidos da China.</p>
<p>Ou seja, a cimeira pode produzir mecanismos de contenção, compromissos parciais ou canais de comunicação mais diretos, mas não elimina a lógica de competição. O resultado mais provável será uma estabilização temporária, não uma reconciliação.</p>
<p>A especialista antecipa, por isso, uma espécie de pausa tática: acordos limitados, mecanismos do tipo “linha direta” e uma incerteza controlada. Os fatores de fundo — competição militar, controlo tecnológico, risco de sanções e desconfiança mútua — continuarão intactos.</p>
<p><strong>A pergunta central: quem manda na ordem global?</strong></p>
<p>A questão decisiva é saber quem tem hoje maior capacidade para condicionar a ordem internacional. Os Estados Unidos de Trump continuam a ser centrais em termos militares, financeiros, diplomáticos e institucionais. Mas a China de Xi Jinping tornou-se demasiado importante para ser tratada apenas como potência desafiante.</p>
<p>Pequim é hoje indispensável em setores como minerais críticos, cadeias de abastecimento tecnológico, produção industrial e energia. Não substituiu Washington como potência dominante, mas passou a ter capacidade para travar, atrasar ou remodelar partes essenciais do sistema.</p>
<p>É aqui que a leitura de Sandra Balão se torna mais forte: o mundo não está apenas a trocar uma hegemonia por outra. Está a entrar numa fase de interdependência contestada, em que duas potências rivais continuam ligadas entre si, mas usam essa ligação como instrumento de pressão.</p>
<p><strong>Quem tem hoje mais capacidade para condicionar a ordem internacional: os Estados Unidos ou a China?</strong></p>
<p>“A resposta continua a ser os Estados Unidos em termos sistémicos, mas a China tornou-se cada vez mais indispensável em domínios específicos, especialmente em minerais críticos e em segmentos da cadeia de abastecimento tecnológico. Não parece que uma potência tenha substituído a outra, mas que a ordem está a caminhar para uma interdependência contestada, em que Washington continua a ser o pilar do sistema, enquanto Pequim pode obstruir, atrasar ou remodelar setores-chave.”</p>
<p>Esta é a chave da cimeira. Trump ainda chega a Pequim como líder da potência central do sistema. Mas Xi recebe-o como líder de uma potência que já não precisa de dominar tudo para condicionar muito.</p>
<p><strong>Taiwan, o ponto onde a ambiguidade pode falhar</strong></p>
<p>Entre todos os temas em cima da mesa, Taiwan continua a ser o ponto de maior risco militar. A política americana depende há décadas de uma ambiguidade calculada: suficiente para dissuadir Pequim de avançar, mas sem assumir compromissos tão explícitos que tornem inevitável uma escalada.</p>
<p>Sandra Balão alerta para três sinais que devem ser observados durante e depois da visita. O primeiro é qualquer alteração na retórica dos Estados Unidos sobre compromissos de defesa. O segundo é qualquer sinal da China sobre novas atividades militares coercivas. O terceiro é qualquer entendimento que altere o ritmo ou o alcance da venda de armas e das mensagens militares dirigidas à região.</p>
<p>O equilíbrio é frágil. Se Washington se afastar demasiado da ambiguidade e assumir compromissos mais firmes, pode aumentar o risco de confronto. Mas se Pequim interpretar a cimeira como sinal de hesitação americana, o risco também aumenta.</p>
<p>É esta tensão que torna Taiwan mais do que uma questão regional. O Estreito é hoje um teste à credibilidade dos Estados Unidos, à paciência estratégica da China e à capacidade do sistema internacional para conter uma crise com potencial global.</p>
<p><strong>Irão expõe distância estratégica entre Washington e Pequim</strong></p>
<p>A guerra no Irão introduz outra camada de complexidade. À primeira vista, poderia abrir espaço para alguma coordenação entre Estados Unidos e China, sobretudo se ambos quiserem evitar perturbações graves nos mercados petrolíferos e nos fluxos energéticos.</p>
<p>Mas Sandra Balão rejeita a ideia de que o conflito aproxime naturalmente Washington e Pequim. Pelo contrário: expõe a distância estratégica entre ambos.</p>
<p>A China procura segurança energética, acesso à região e estabilidade suficiente para proteger os seus interesses. Os Estados Unidos procuram pressionar Teerão e gerir a escalada de forma compatível com a sua rede de alianças no Médio Oriente.</p>
<p>Pode haver coordenação tática para evitar um choque mais amplo nos mercados, mas isso não significa convergência estratégica. É uma diferença importante: duas potências podem querer evitar o mesmo colapso, mas por razões opostas.</p>
<p><strong>A nova política de poder: chips, IA e terras raras</strong></p>
<p>A visita de Trump a Pequim também deve ser lida à luz de uma mudança mais profunda: a geopolítica já não se joga apenas em fronteiras, bases militares, tratados ou alianças. Joga-se nas cadeias de abastecimento, nos semicondutores, na inteligência artificial, nas terras raras e nos recursos que determinam a capacidade industrial e militar dos Estados.</p>
<p>Neste novo tabuleiro, controlar tecnologia e minerais críticos pode valer tanto como controlar território. Quem domina os chips, os sistemas de IA, os materiais estratégicos e os pontos de estrangulamento logístico ganha capacidade para condicionar adversários, proteger a sua economia e projetar poder.</p>
<p>A China percebeu isso cedo. Os Estados Unidos também. A Europa, muitas vezes, percebe as consequências quando as regras já estão a ser definidas por outros.</p>
<p><strong>Estamos perante uma nova forma de poder global, em que controlar tecnologia e minerais vale tanto como controlar território?</strong></p>
<p>“Sim, trata-se de uma nova forma de política de poder. O controlo sobre os chips, a IA, as terras raras e os fatores de produção relacionados com a energia funciona agora como uma alavanca estratégica, a par do território e da força, porque estes ativos determinam a capacidade militar, a resiliência industrial e a coerção económica. Nesse sentido, a geopolítica é cada vez mais disputada através das cadeias de abastecimento, das normas e dos pontos de estrangulamento, em vez de apenas através das fronteiras e das bases.”</p>
<p>Esta é uma das grandes transformações do século XXI. A guerra económica deixou de ser apenas tarifas, sanções e bloqueios comerciais. Passou a incluir normas técnicas, controlo de exportações, acesso a minerais críticos e domínio sobre tecnologias que sustentam a próxima geração de poder militar e industrial.</p>
<p><strong>A Europa fora da sala, mas dentro das consequências</strong></p>
<p>A cimeira entre Trump e Xi é bilateral, mas as suas consequências não o são. A Europa não está à mesa, mas será diretamente afetada por qualquer entendimento entre Washington e Pequim.</p>
<p>As decisões dos Estados Unidos e da China sobre chips, normas tecnológicas, controlo de exportações e cadeias de abastecimento moldam a indústria europeia e o espaço regulatório da União Europeia. Mesmo quando Bruxelas não participa na negociação, terá de lidar com os seus efeitos.</p>
<p>Para Sandra Balão, a ausência europeia confirma uma perda de influência na definição da agenda estratégica mais importante entre Estados Unidos e China. Mas essa perda não deve ser exagerada. A União Europeia continua a ser relevante enquanto mercado, potência reguladora e parceiro em matéria de normas tecnológicas e controlos de exportação.</p>
<p>O problema é outro: a Europa tem cada vez mais peso na implementação das regras, mas menos capacidade para definir a negociação estratégica que lhes dá origem.</p>
<p>É uma posição desconfortável. Bruxelas regula, adapta, coordena e reage. Mas, nas grandes conversas sobre a hierarquia do poder global, continua demasiadas vezes fora da sala.</p>
<p><strong>Rússia, o fator perturbador</strong></p>
<p>Há ainda um terceiro ator que não deve ser ignorado: a Rússia. Não está ao nível dos Estados Unidos nem da China, mas continua a ter capacidade para influenciar resultados através da guerra, da energia, da cooperação militar, do acesso ao Ártico e da relação estratégica com Pequim.</p>
<p>Sandra Balão descreve Moscovo como “menos uma terceira superpotência e mais um multiplicador de força”. A expressão é importante porque coloca a Rússia no lugar certo: não é capaz de substituir Washington ou Pequim, mas pode complicar a estratégia americana e reforçar a influência chinesa num sistema internacional fragmentado.</p>
<p>A Rússia beneficia quando os Estados Unidos estão absorvidos pela competição com a China. E beneficia da relação com Pequim porque essa proximidade reduz o isolamento em que Moscovo se encontra desde 2022.</p>
<p>Mas esta não é uma parceria entre iguais. A Rússia é cada vez mais o ator estratégico secundário da relação, ainda que continue a ser militarmente disruptiva e diplomaticamente útil para a China.</p>
<p>A importância de Moscovo está precisamente aí: não em liderar uma nova ordem, mas em agravar crises regionais, pressionar a ordem global e obrigar Washington a dividir atenção, recursos e capacidade diplomática.</p>
<p><strong>Uma cimeira para conter, não para resolver</strong></p>
<p>A visita de Trump a Pequim pode produzir gestos de contenção. Pode reduzir a escalada imediata. Pode criar canais de comunicação, limitar danos nos mercados e abrir espaço para acordos parciais.</p>
<p>Mas não deverá resolver a rivalidade entre Estados Unidos e China. Essa rivalidade já não depende apenas de líderes, ciclos eleitorais ou cimeiras diplomáticas. Está inscrita na estrutura do sistema internacional: quem controla a tecnologia, quem garante energia, quem domina cadeias de abastecimento, quem protege aliados, quem define normas e quem tem capacidade para bloquear os outros.</p>
<p>Sandra Balão aponta para um mundo em que a ordem global não está simplesmente a ruir nem a ser substituída por outra já pronta. Está a tornar-se mais disputada, mais fragmentada e mais dependente de equilíbrios instáveis.</p>
<p>Trump e Xi podem tentar gerir essa rivalidade. Podem evitar que ela se transforme numa crise imediata. Mas dificilmente conseguirão apagá-la. A imagem final é a de uma cimeira que pode travar o relógio da escalada, mas não mudar o mecanismo que o faz avançar. E esse mecanismo chama-se competição estratégica.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_762107]]></sapo:autor>
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		<title>Fidelidade conquista triplo ouro internacional com evento corporativo Pensar Maior</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 10:29:07 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Fidelidade]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Pensar Maior]]></category>
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					<description><![CDATA[O evento corporativo Pensar Maior 2025, promovido pela Fidelidade, foi distinguido com três prémios de Ouro nos Eventex Awards 2026, nas categorias de B2B Event, Corporate Event e Set Design.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O evento corporativo Pensar Maior 2025, promovido pela Fidelidade, foi distinguido com três prémios de Ouro nos Eventex Awards 2026, nas categorias de B2B Event, Corporate Event e Set Design.</p>
<p>Considerados uma das mais relevantes distinções internacionais na indústria de eventos e marketing de experiência, os Eventex Awards reconhecem anualmente os projetos mais inovadores e impactantes a nível global.</p>
<p>O Pensar Maior foi avaliado de forma abrangente, tendo em conta indicadores como a satisfação dos participantes, a relevância e alcance da comunicação associada, bem como a integração de práticas de sustentabilidade e responsabilidade social na sua conceção e execução.</p>
<p>As distinções agora atribuídas reconhecem a excelência do projeto em múltiplas dimensões, desde a qualidade da experiência proporcionada aos participantes até ao impacto gerado junto dos diferentes públicos, passando pela capacidade de execução criativa e técnica do evento.</p>
<p>Criado em 2010, o Pensar Maior é um evento bienal de referência do Grupo Fidelidade, que tem como objetivo promover a reflexão estratégica sobre a evolução do negócio, estimular a partilha de conhecimento e reforçar as relações com a cadeia de valor. O evento reúne colaboradores, parceiros institucionais e de negócio, assumindo-se como um momento central de alinhamento e debate sobre a visão estratégica da companhia.</p>
<p>Na edição de 2025, o evento voltou a afirmar-se como uma plataforma de comunicação interna e externa de elevado impacto, reforçando a ligação entre estratégia, cultura organizacional e engagement com os stakeholders.</p>
<p>Para Sérgio Carvalho, Diretor de Marketing e Clientes da Fidelidade, “esta distinção internacional constitui um reconhecimento do trabalho conjunto das equipas envolvidas na conceção, desenvolvimento e produção do evento, bem como dos parceiros criativos e técnicos que contribuíram para a sua concretização”.</p>
<p>Os Eventex Awards distinguem, há mais de uma década, o que de melhor se faz na indústria global de eventos e marketing experiencial.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_762143]]></sapo:autor>
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		<title>Caso &#8216;MV Hondius&#8217;: capitão nega doentes a bordo apesar de passageiro tratado como positivo para hantavírus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 10:28:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Cabo Verde]]></category>
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		<category><![CDATA[hantavírius]]></category>
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		<category><![CDATA[MV Hondius]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[Declaração, assinada a 7 de maio, às 20 horas, pelo capitão polaco Jan Dobrogowski e pelo médico americano Stephen Kornfeld, deveria certificar a situação sanitária do navio perante as autoridades espanholas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um passageiro do cruzeiro &#8216;MV Hondius&#8217; foi tratado pelas autoridades americanas como caso positivo de hantavírus durante a escala do navio em Cabo Verde, mas essa informação não constou da Declaração Marítima de Saúde enviada às autoridades espanholas antes da chegada da embarcação a Tenerife. O &#8216;El Español&#8217; teve acesso ao documento, assinado pelo capitão do navio e pelo médico de bordo, e revela que os campos relativos a doenças, suspeitas de infeção e pessoas doentes a bordo ficaram em branco ou foram assinalados com “Não”.</p>
<p>A declaração, assinada a 7 de maio, às 20 horas, pelo capitão polaco Jan Dobrogowski e pelo médico americano Stephen Kornfeld, deveria certificar a situação sanitária do navio perante as autoridades espanholas. No entanto, segundo o jornal espanhol, o documento negava mortes não acidentais, descartava doenças infeciosas a bordo e recusava a existência de “pessoas doentes” no momento da assinatura.</p>
<p>A omissão tornou-se o ponto central da polémica. Dias antes, na Praia, em Cabo Verde, um passageiro americano tinha sido submetido a dois testes PCR específicos para hantavírus. Um laboratório apresentou um resultado “inconclusivo positivo”, descrito pelas autoridades dos EUA como “fracamente positivo”, enquanto outro teste foi negativo. Apesar de não ter desembarcado com os restantes doentes, as autoridades americanas decidiram tratá-lo como caso positivo, retirá-lo do navio separadamente e repatriá-lo em condições de isolamento depois da chegada a Tenerife.</p>
<p><strong>Documento negava casos, mas havia um passageiro sob tratamento especial</strong></p>
<p>O problema é que nada disso apareceu na Declaração Marítima de Saúde. O formulário oficial tinha espaços próprios para registar mortes, suspeitas de doenças e pessoas doentes a bordo, mas todos esses pontos foram assinalados negativamente. A ficha destinada à descrição de casos ficou em branco.</p>
<p>Na folha anexa ao documento, foi acrescentada uma nota manuscrita segundo a qual, “desde a evacuação médica em Praia às 08h00 do dia 6 de maio de 2026 até agora, 7 de maio às 20h00, não foram relatados sintomas indicativos de uma possível infeção por hantavírus”.</p>
<p>A frase pode ser formalmente defensável se for lida apenas como referência às 36 horas posteriores à evacuação dos doentes em Cabo Verde. Mas, segundo fontes do Governo das Canárias citadas pelo &#8216;El Español&#8217;, essa formulação não refletia toda a realidade sanitária do navio, porque o passageiro americano já estava sinalizado com um resultado tratado como positivo, ainda que assintomático.</p>
<p><strong>Canárias dizem que o relatório só chegou após insistência</strong></p>
<p>A Declaração Marítima de Saúde foi enviada ao Ministério da Saúde espanhol e à operadora Gibunco na noite de 7 de maio, mas só chegou ao Governo das Canárias no dia seguinte, às 17h55, hora local. Fontes do Executivo regional dizem que o documento foi obtido “após muita insistência”, com telefonemas, reuniões e mensagens.</p>
<p>Para o presidente das Canárias, Fernando Clavijo, a revelação reforça a acusação de que houve casos positivos escondidos durante a travessia entre Cabo Verde e Tenerife. Clavijo tinha defendido que o navio não deveria aproximar-se da costa das Canárias e criticou a gestão feita pelo Governo central espanhol.</p>
<p>O Executivo regional alega ainda que pediu repetidamente vários documentos considerados essenciais para preparar a operação: o certificado da OMS que justificaria a necessidade da operação nas Canárias, a Declaração Marítima de Saúde completa, informação médica dos possíveis doentes, uma escala operacional fechada e um protocolo logístico com os horários dos voos.</p>
<p><strong>Morte anterior também ficou fora da declaração</strong></p>
<p>A polémica é agravada por outro ponto. A Declaração Marítima de Saúde também negava a existência de mortes não acidentais a bordo. No entanto, o primeiro paciente do surto, um cidadão holandês na casa dos 70 anos, morreu no &#8216;MV Hondius&#8217; a 11 de abril, perto da ilha de Santa Helena, depois de vários dias com febre e sintomas respiratórios.</p>
<p>O corpo foi desembarcado a 24 de abril, juntamente com o da mulher, antes de o hantavírus ser identificado como causa da morte. A viúva morreu posteriormente e a autópsia detetou o vírus, informação que terá sido comunicada ao capitão, levando à declaração de alerta sanitário.</p>
<p>A Declaração Marítima de Saúde é uma peça central do Regulamento Sanitário Internacional. O documento obriga os comandantes de navios que chegam de viagens internacionais a comunicar informação verdadeira sobre mortes, suspeitas de doença, pessoas doentes, medidas tomadas e condições que possam facilitar a propagação de doenças.</p>
<p><strong>Governo espanhol defende operação “modelo”</strong></p>
<p>A revelação do documento aumentou a tensão entre o Governo das Canárias e o Executivo central espanhol. Fernando Clavijo acusou Madrid de ter “ocultado casos positivos” e de saber “desde o primeiro minuto” que havia infeções entre passageiros do &#8216;MV Hondius&#8217;.</p>
<p>A ministra da Saúde espanhola, Mónica García, rejeitou as críticas e acusou Clavijo de tentar “sabotar” a operação de desembarque. A governante defendeu que a operação foi “modelo” e assegurou que foi elogiada pela Organização Mundial da Saúde e pelos países envolvidos.</p>
<p>O Ministério da Saúde justificou a ausência de testes PCR a bordo com a falta de razões epidemiológicas e de capacidade técnica para os realizar. Também invocou o longo período de incubação do hantavírus, argumentando que o rastreio de casos assintomáticos teria utilidade limitada.</p>
<p><strong>Estados Unidos trataram passageiro como positivo</strong></p>
<p>A divergência está precisamente nesse ponto. A OMS e o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças terão aceitado que o passageiro americano permanecesse a bordo como contacto sob vigilância, sem reclassificar o navio. Já as autoridades dos Estados Unidos optaram por tratá-lo como positivo, desembarcá-lo num barco separado e evacuá-lo num avião diferente dos restantes compatriotas, com proteção numa unidade de biocontenção.</p>
<p>Mais tarde, quando o passageiro já se encontrava isolado no Nebraska, um terceiro teste PCR terá dado negativo. Ainda assim, para o Governo das Canárias, a gestão diferenciada do passageiro mostra que as autoridades espanholas teriam conhecimento, mais cedo ou mais tarde, do resultado positivo ou inconclusivo obtido em Cabo Verde.</p>
<p>O caso deixa agora duas questões centrais: porque é que a Declaração Marítima de Saúde não incluiu a referência ao passageiro tratado como positivo e porque é que o Governo das Canárias diz não ter recebido, em tempo útil, toda a documentação prometida para gerir a chegada do &#8216;MV Hondius&#8217; a Tenerife.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_762131]]></sapo:autor>
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		<title>Estes são os aeroportos mais poluentes do mundo (e 3 são na Europa)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 10:25:52 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[aeroporto]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[poluentes]]></category>
		<category><![CDATA[poluição]]></category>
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					<description><![CDATA[Um novo estudo internacional revelou quais são os 10 aeroportos mais poluentes do planeta, e três dos que constam na lista estão localizados na Europa. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um novo estudo internacional revelou quais são os 10 aeroportos mais poluentes do planeta, e três dos que constam na lista estão localizados na Europa. A análise, que avaliou o impacto climático e na qualidade do ar de 1.300 infraestruturas aeroportuárias globais, coloca vários dos principais hubs europeus sob escrutínio, numa altura em que o setor da aviação enfrenta crescente pressão para cumprir metas de neutralidade carbónica até 2050.</p>
<p>A investigação foi conduzida pelo think tank ODI Global, em parceria com a organização Transport &#038; Environment (T&#038;E), com base em dados de 2023 (os mais recentes disponíveis) fornecidos pelo International Council on Clean Transportation. O estudo conclui que, se a aviação fosse um país, seria o quinto maior emissor de dióxido de carbono (CO₂) do mundo.</p>
<p>No topo da lista surge o Dubai International Airport, nos Emirados Árabes Unidos, que funciona como um dos principais centros de ligação aérea intercontinental. Em 2023, este aeroporto foi responsável por 23,2 milhões de toneladas de emissões de CO2, tornando-se o mais poluente a nível mundial.</p>
<p>Logo a seguir encontra-se o London Heathrow Airport, no Reino Unido, com 21 milhões de toneladas de CO₂ emitidas. O terceiro lugar é ocupado pelo Los Angeles International Airport, com 18,8 milhões de toneladas.</p>
<p>Em conjunto, estes três aeroportos são responsáveis por três vezes mais emissões de CO2 do que toda a cidade de Paris, excluindo as emissões associadas à aviação.</p>
<p>O quarto lugar pertence ao Incheon International Airport, na Coreia do Sul, seguido pelo John F. Kennedy International Airport. A lista prossegue com o aeroporto de Hong Kong International Airport, o Charles de Gaulle Airport e o Frankfurt Airport.</p>
<p><strong>Cem aeroportos concentram dois terços das emissões</strong><br />
O relatório em causa destaca ainda que apenas 100 aeroportos são responsáveis por cerca de dois terços das emissões totais de CO2 provenientes de voos de passageiros. No contexto europeu, os aeroportos do continente produzem mais emissões do que todos os hubs da América Latina, do Médio Oriente e de África combinados.</p>
<p>Estes números surgem num momento em que vários aeroportos europeus reafirmam o compromisso de atingir emissões líquidas zero até 2050. No entanto, os dados agora divulgados levantam dúvidas sobre a compatibilidade entre esses compromissos e os planos de expansão de capacidade que continuam a ser discutidos em diversas capitais.</p>
<p><strong>Setor dependente de combustíveis fósseis</strong><br />
A organização T&#038;E considera que a investigação demonstra que a aviação permanece “fora da trajetória” necessária para cumprir as metas climáticas.</p>
<p>Denise Auclair, da T&#038;E, afirma que “permitir que um setor dependente de combustíveis fósseis continue a expandir-se através do aumento da capacidade aeroportuária apenas reforça a maior vulnerabilidade da aviação”. Acrescenta que, “na maioria das capitais e regiões europeias, o argumento económico para a expansão aeroportuária já não é sustentado pelas evidências mais recentes” e defende que é tempo de priorizar “a independência energética e a saúde dos cidadãos”.</p>
<p>Também Sam Pickard, investigador associado da ODI Global, alerta que, enquanto muitos setores reduziram progressivamente as suas emissões desde o Acordo de Paris de 2015, a pegada carbónica da aviação tem aumentado de forma constante.</p>
<p>Pickard sublinha que continuam a ser anunciados planos de expansão aeroportuária que ignoram o estatuto excecional da aviação em matéria de emissões. Considera que a situação “já não pode ser escondida com promessas pouco consistentes de aumento de combustíveis de aviação ditos sustentáveis ou mecanismos fracos de compensação”, defendendo a necessidade urgente de uma estratégia genuína e de um roteiro que inclua a gestão da procura.</p>
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