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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Uma ameaça não vem sozinha: SMS falsos e chamadas fraudulentas estão a tornar-se cada vez mais comuns</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 09:46:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[fraude digital]]></category>
		<category><![CDATA[smishing]]></category>
		<category><![CDATA[vishing]]></category>
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					<description><![CDATA[Fraude digital está a evoluir e os esquemas que começam com uma simples mensagem podem acabar numa chamada telefónica fraudulenta]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A fraude digital está a evoluir e os esquemas que começam com uma simples mensagem podem acabar numa chamada telefónica fraudulenta. A combinação de smishing, através de SMS ou mensagens falsas, com vishing, através de chamadas telefónicas, é cada vez mais frequente e tem como objetivo levar as vítimas a entregar dados confidenciais, códigos de segurança ou acessos bancários.</p>
<p>O alerta é do WiZink, que chama a atenção para mensagens falsas que parecem vir do banco e que tentam criar uma sensação de urgência. </p>
<p>O esquema pode começar com uma mensagem no telemóvel a alertar para uma suposta transação realizada, para o bloqueio de uma aplicação bancária ou para um cartão de crédito e PIN alegadamente bloqueados. A mensagem parece legítima e, em alguns casos, até pode surgir no seguimento de comunicações verdadeiras do banco.</p>
<p>Isto acontece porque os cibercriminosos podem usar técnicas que mascaram o remetente da mensagem, fazendo parecer que a comunicação vem de uma entidade conhecida. Muitas vezes, não sabem sequer qual é o banco da vítima: enviam a mesma mensagem a centenas de pessoas e, em alguns casos, acabam por acertar.</p>
<p>O objetivo é provocar alarme. Ao ler que foi feita uma transação suspeita ou que a aplicação bancária está bloqueada, a pessoa pode sentir-se pressionada a agir depressa, sem confirmar a origem da mensagem. É precisamente esse o primeiro risco.</p>
<p>Numa situação deste tipo, nunca se deve ligar para o número indicado no SMS, nem carregar em links enviados numa mensagem alarmista. O contacto com o banco deve ser feito apenas pelos canais oficiais, através dos números indicados no extrato, na área privada ou no site oficial, escrevendo diretamente o endereço no navegador.</p>
<p>Quando a vítima liga para o número indicado na mensagem, acredita estar a falar com o banco. Na realidade, pode estar a contactar diretamente os autores da fraude. Durante a chamada, o cibercriminoso pode apresentar-se de forma convincente, confirmar alguns dados e pedir códigos de segurança ou dados de acesso, alegando que precisa deles para anular uma transação, desbloquear a aplicação ou travar uma operação suspeita.</p>
<p>Esse é o segundo erro: fornecer dados confidenciais ou códigos recebidos por SMS. Os bancos nunca pedem este tipo de informação por telefone, por SMS, por e-mail ou através de links enviados durante uma chamada.</p>
<p>Em muitos casos, a fraude é construída em várias etapas. A vítima pode ser encaminhada para uma página falsa, semelhante à área de homebanking ou à aplicação do banco. Se inserir aí os dados de acesso, estes passam para as mãos dos cibercriminosos, que podem entrar na conta verdadeira como se fossem o próprio cliente.</p>
<p>Depois, enquanto mantêm a vítima ao telefone, os autores da fraude podem tentar realizar operações no homebanking, como pagamentos de serviços ou carregamentos de carteiras virtuais. Para concluir essas operações, o banco pode enviar um SMS legítimo com um código de confirmação para o telemóvel do cliente.</p>
<p>É aqui que o esquema se torna mais perigoso. O cibercriminoso pede à vítima que introduza esse código na página falsa ou que o diga durante a chamada, alegando que é necessário para cancelar a transação suspeita. Na realidade, o código está a ser usado para autorizar uma operação iniciada pelos próprios criminosos.</p>
<p>Em alguns casos, o processo repete-se. O burlão pode dizer que o primeiro código não funcionou e pedir outro, conseguindo assim validar várias operações. No fim, pode terminar a chamada dizendo que está tudo resolvido, quando, na verdade, acabou de retirar dinheiro da conta ou do cartão da vítima.</p>
<p>O WiZink sublinha que, perante mensagens ou chamadas com tom alarmista e pedidos de ação urgente, a regra deve ser parar e desconfiar. É importante questionar quem está do outro lado, pedir detalhes, não clicar em links, não instalar aplicações sugeridas e nunca partilhar dados confidenciais.</p>
<p>Dados de acesso, palavras-passe, códigos de segurança recebidos por SMS ou informação completa do cartão não devem ser fornecidos em nenhuma circunstância, mesmo que a pessoa ao telefone pareça conhecer dados pessoais ou bancários.</p>
<p>Em caso de dúvida, a recomendação é desligar a chamada, verificar a conta ou o cartão através dos canais oficiais e contactar diretamente o banco pelos números divulgados no site oficial, na área privada ou no extrato.</p>
<p>O WiZink reforça ainda que o acesso ao site deve ser feito escrevendo o endereço www.wizink.pt diretamente no navegador, evitando links recebidos por SMS, WhatsApp ou e-mail, sobretudo quando a mensagem cria urgência ou medo.</p>
<p>A principal defesa contra este tipo de fraude é não agir sob pressão. Uma mensagem inesperada não deve levar a uma decisão imediata, e uma chamada convincente não deve ser suficiente para entregar códigos ou dados bancários.</p>
<p>Porque, como lembra a campanha, o phishing não acontece só aos outros.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783502]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Venezuela/Sismo: Número de portugueses e lusodescendentes mortos sobe para 60</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 09:45:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos de quarta-feira na Venezuela subiu para 60, segundo o mais recente balanço divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), havendo 87 desaparecidos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos de quarta-feira na Venezuela subiu para 60, segundo o mais recente balanço divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), havendo 87 desaparecidos.</p>
<p>De acordo com o MNE, estão desaparecidos ou incontactáveis 87 portugueses ou lusodescendentes, dos quais 51 são homens e 36 são mulheres.</p>
<p>Segundo estes dados divulgados na segunda-feira à noite, entre os 60 mortos, 53 dos quais tinham também nacionalidade venezuelana, estão 10 crianças e 50 adultos.</p>
<p>O anterior balanço, divulgado na segunda-feira à tarde, dava conta de 56 portugueses e lusodescendentes entre as vítimas mortais do duplo sismo que atingiu a Venezuela.</p>
<p>Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 1.719 mortos e 5.034 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.</p>
<p>Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.</p>
<p>Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.</p>
<p>A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, uma zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes.</p>
<p>Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.</p>
<p>Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783505]]></sapo:autor>
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		<title>Grafeno português pode tornar drones e aviões militares quase invisíveis aos radares</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/grafeno-portugues-pode-tornar-drones-e-avioes-militares-quase-invisiveis-aos-radares/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 09:38:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A inovação, liderada pela GTechPlasma, poderá colocar o país e a Europa na corrida global pelas tecnologias furtivas, usadas para dificultar a deteção de aeronaves em cenários militares.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Portugal está a desenvolver um material à base de grafeno capaz de reduzir de forma significativa a visibilidade de drones e aviões militares aos radares. A inovação, liderada pela GTechPlasma, poderá colocar o país e a Europa na corrida global pelas tecnologias furtivas, usadas para dificultar a deteção de aeronaves em cenários militares.</p>
<p class="isSelectedEnd">A GTechPlasma é uma spin-off do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, e criou um sistema baseado em plasma para produzir materiais de grafeno personalizados e de elevada qualidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Estamos neste momento muito focados no desenvolvimento de revestimentos para absorção de radar e de radiação eletromagnética”, explicou Bruno Soares Gonçalves, cofundador da GTechPlasma, em entrevista à Euronews.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Material absorve radiação eletromagnética</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O material foi desenvolvido para absorver radiação eletromagnética, incluindo ondas de radar, uma característica essencial para aplicações furtivas. A tecnologia poderá ser usada em revestimentos capazes de reduzir a assinatura radar de drones e aviões militares, tornando-os mais difíceis de detetar.</p>
<p class="isSelectedEnd">“As aplicações mais óbvias neste momento são no setor da defesa, mas há muitas outras áreas em que este tipo de material tem potencial para blindagem eletromagnética, para reduzir radiação”, afirmou Bruno Soares Gonçalves.</p>
<p class="isSelectedEnd">O investigador do Instituto Superior Técnico sublinha que soluções deste tipo são raras e estão fortemente controladas a nível internacional. Segundo o responsável, “neste momento, não existe outra solução na Europa” e, mesmo a nível mundial, apenas os Estados Unidos dispõem de uma solução semelhante.</p>
<p class="isSelectedEnd">“O material que, por exemplo, reveste o F-35 é um material que não pode ser exportado. Portanto, temos um material ‘made in’ Portugal com forte potencial de aplicação”, acrescentou.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Como é produzido o grafeno</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O grafeno é uma folha de átomos de carbono com apenas um átomo de espessura. Neste caso, é produzido a partir de precursores como álcool etílico ou metano, recorrendo a tecnologia de plasma.</p>
<p class="isSelectedEnd">A equipa da GTechPlasma afirma que esta tecnologia permite controlar o material ao nível atómico, ajustando as suas propriedades para diferentes aplicações.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além da absorção de radar, a tecnologia poderá ser usada no armazenamento de hidrogénio ou na separação de terras raras e urânio.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Há muitas outras aplicações em que o grafeno e os seus derivados podem ser usados, mas para isso é preciso controlar todo o processo ao nível atómico. E é isso que conseguimos fazer com o nosso dispositivo, que está patenteado nos Estados Unidos, no Japão e na Europa”, explicou Bruno Soares Gonçalves, também presidente do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>F-16 com assinatura radar de uma ave</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Uma das aplicações mais relevantes desta tecnologia está na aviação militar. O objetivo é reduzir a assinatura radar das aeronaves, dificultando a sua deteção por sistemas inimigos.</p>
<p class="isSelectedEnd">“As nossas estimativas para aquilo que o nosso material consegue atingir são que um F-16 teria a assinatura radar de uma ave”, afirmou Bruno Soares Gonçalves.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o investigador, esta redução representaria uma descida muito significativa da assinatura radar, tornando a aeronave invisível ou muito mais difícil de detetar.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esta capacidade pode representar uma vantagem estratégica em contexto de guerra. Quanto mais tarde uma aeronave for detetada por radar durante uma missão militar, maior poderá ser a vantagem operacional.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Isso torna-se importante porque o avião não é detetado, ou é detetado demasiado tarde, e isso é uma vantagem militar”, explicou Bruno Soares Gonçalves.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Produção pode ser industrializada</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A tecnologia está já a avançar para uma fase de industrialização. Os dispositivos da GTechPlasma produzem atualmente 40 miligramas por minuto de grafeno de elevada qualidade, mas a empresa pretende aumentar a capacidade de produção.</p>
<p class="isSelectedEnd">A GTechPlasma já tem um parceiro industrial para escalar a tecnologia. A empresa Plasmaphene, sediada em Vila Viçosa e apoiada por financiamento do Compete 2030, será responsável por industrializar a máquina de produção de grafeno de alta qualidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">“O nosso objetivo no chão de fábrica é ter vários dispositivos, não só pela redundância que isso traz, mas também porque nos permite produzir vários materiais simultaneamente em diferentes dispositivos”, explicou Bruno Soares Gonçalves.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na prática, a máquina funciona como uma plataforma para múltiplos materiais. A receita pode ser alterada para obter materiais diferentes, ajustados a várias finalidades.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Revestimentos e tintas para drones</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa pretende também alargar parcerias com companhias do setor da defesa. Já forneceu 260 gramas deste material absorvente de radar a um fabricante português de drones.</p>
<p class="isSelectedEnd">Neste momento, o material é produzido sob a forma de um pó preto muito leve. No entanto, o objetivo passa por desenvolver soluções prontas a aplicar, mais próximas das necessidades dos utilizadores finais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre essas soluções estão revestimentos ou tintas que possam ser aplicados diretamente em superfícies como drones.</p>
<p class="isSelectedEnd">“O objetivo é fornecer soluções que estejam o mais próximo possível de algo que o cliente possa aplicar, em vez de fornecer apenas um pó que depois o cliente tem de descobrir como integrar”, afirmou o responsável da GTechPlasma.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Tecnologia com potencial além da defesa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Embora a defesa seja a aplicação mais evidente nesta fase, o potencial da tecnologia vai além do setor militar. A capacidade de controlar o grafeno ao nível atómico permite adaptar o material a diferentes usos, incluindo blindagem eletromagnética, armazenamento de hidrogénio e separação de materiais estratégicos.</p>
<p>A inovação poderá colocar Portugal na linha da frente das tecnologias furtivas baseadas em grafeno, numa área onde as soluções disponíveis são escassas, controladas e com forte valor estratégico.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783494]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Católica-Lisbon SBE junta líderes da MEO, Sonae, BPI e Jerónimo Martins para analisar como transformar a IA em valor real</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/catolica-lisbon-sbe-junta-lideres-da-meo-sonae-bpi-e-jeronimo-martins-para-analisar-como-transformar-a-ia-em-valor-real/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 09:26:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Católica-Lisbon SBE]]></category>
		<category><![CDATA[ia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Católica-Lisbon SBE vai reunir líderes empresariais e especialistas em inteligência artificial para debater a forma como as empresas podem transformar o potencial da tecnologia em resultados concretos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Católica-Lisbon SBE vai reunir líderes empresariais e especialistas em inteligência artificial para debater a forma como as empresas podem transformar o potencial da tecnologia em resultados concretos.</p>
<p>A conferência &#8220;Agentic AI: do hype à realidade&#8221; realiza-se no Auditório Cardeal Medeiros, em Lisboa, no próximo dia 2 de julho, no âmbito do programa &#8220;Digital Transformation in the Age of AI&#8221;.</p>
<p>O encontro pretende discutir uma das principais questões que atualmente se colocam às organizações: como passar da experimentação com inteligência artificial para uma utilização capaz de gerar valor mensurável e sustentável. Em destaque estarão temas como o impacto dos AI Agents na produtividade, os obstáculos à adoção em larga escala e as lições retiradas de projetos que não atingiram os resultados esperados.</p>
<p>A sessão de abertura contará com uma keynote de Gonçalo Oliveira, administrador da MEO, seguindo-se dois painéis dedicados à aplicação prática da inteligência artificial nas empresas.</p>
<p>No primeiro painel, Vasco Pedro, fundador e CEO da Spinnable.ai, e Pedro Mira Vaz, AI Office Global Director da Jerónimo Martins SGPS, vão analisar de que forma os AI Agents podem aumentar a capacidade de execução das organizações e acelerar processos em escala.</p>
<p>Já o segundo painel reunirá Ricardo Posser Chaves, diretor executivo do BPI, e Liliana Bernardino, Head of Data &amp; AI da Sonae, para partilharem experiências sobre os desafios encontrados na implementação da inteligência artificial em contexto empresarial e as aprendizagens retiradas de casos concretos.</p>
<p>Segundo João Ribeiro da Costa, diretor do programa &#8220;Digital Transformation in the Age of AI&#8221; da Católica-Lisbon SBE, as empresas enfrentam agora uma nova fase na adoção da inteligência artificial.</p>
<p>&#8220;A Inteligência Artificial entrou numa nova fase. O desafio das empresas deixou de ser perceber o potencial da tecnologia, de acordo com a McKinsey, 78% das empresas já a adotaram. O desafio passou a ser como transformar o potencial em valor real, já que, de acordo com a BCG, 74% das empresas ainda não conseguiram tirar valor real, mensurável e sustentável dos seus projetos de IA. Esta conferência traz-nos uma reflexão sobre essa passagem: do entusiasmo à execução, do hype à realidade&#8221;, afirma.</p>
<p>A Católica-Lisbon SBE considera que a partilha de experiências entre organizações que já estão a implementar soluções de Agentic AI permitirá aos participantes obter uma visão mais concreta sobre as oportunidades, os desafios e as condições necessárias para que estas tecnologias gerem impacto efetivo nos negócios.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783488]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Lisboa entre as cidades europeias com melhor qualidade de vida no mundo</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/lisboa-entre-as-cidades-europeias-com-melhor-qualidade-de-vida-no-mundo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 09:26:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A capital portuguesa é valorizada pelas muitas horas de sol, pela cena gastronómica vibrante, pela arquitetura, pelo comércio independente e pela segurança.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Copenhaga, Lisboa e Viena estão entre as cidades europeias com melhor qualidade de vida no mundo, de acordo com o ranking Quality of Life Survey 2026, da Monocle. A lista analisa 75 cidades e coloca 13 cidades europeias no top 20 global dos locais mais interessantes e atrativos para viver.</p>
<p class="isSelectedEnd">A qualidade de vida urbana é avaliada através de critérios objetivos e subjetivos. Neste ranking, a publicação olha para fatores como segurança, conectividade, comércio, espaços verdes, oferta cultural, mobilidade e ambiente urbano, indo além de indicadores como impostos, produto interno bruto ou custo de vida.</p>
<p class="isSelectedEnd">O tema ganha relevância num contexto de crescimento acelerado da população urbana. Segundo um relatório das Nações Unidas citado no artigo, mais de 80% da população mundial vive atualmente em vilas e cidades, percentagem que deverá continuar a aumentar. A procura por áreas urbanas está associada à perceção de maior conveniência, melhores infraestruturas e mais oportunidades.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Copenhaga lidera entre as cidades europeias</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Copenhaga surge como a cidade europeia mais bem classificada no ranking de 2026. A capital dinamarquesa destaca-se pela forte cultura de mobilidade em bicicleta, pela cena gastronómica em crescimento e pela diversidade de comércio no centro da cidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">A cidade tem sido presença regular nos lugares cimeiros deste tipo de avaliação. Em 2021 e 2022, Copenhaga ocupou mesmo o primeiro lugar mundial. Nessa altura, o estudo destacava o orgulho dos habitantes na forma como a cidade é pensada para permitir que as crianças circulem livremente, garantir acessibilidade a pessoas com rendimentos mais baixos, oferecer transportes públicos eficientes, melhorar a qualidade do ar e manter um porto limpo o suficiente para ser usado para nadar.</p>
<p class="isSelectedEnd">O ranking deste ano sublinha também a mudança política ocorrida nas eleições municipais no final de 2025. Os sociais-democratas perderam o controlo da cidade pela primeira vez em mais de 100 anos, com o Partido Popular Socialista e a Aliança Vermelho-Verde a vencerem as eleições.</p>
<p class="isSelectedEnd">A nova agenda municipal está centrada no custo e na disponibilidade da habitação, nas alterações climáticas e no objetivo de reduzir a presença de automóveis no centro da cidade.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Lisboa em destaque pela luz, segurança e vida urbana</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Lisboa surge logo a seguir entre as cidades europeias mais habitáveis do mundo. A capital portuguesa é valorizada pelas muitas horas de sol, pela cena gastronómica vibrante, pela arquitetura, pelo comércio independente e pela segurança.</p>
<p class="isSelectedEnd">O aeroporto de Lisboa é também destacado no ranking por funcionar como um importante ponto de ligação para quem atravessa o Atlântico ou viaja para África.</p>
<p class="isSelectedEnd">A capital portuguesa é a segunda região mais populosa do país e concentra a maior parte dos imigrantes que vivem em Portugal, de acordo com dados do instituto nacional de estatística referidos no artigo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar da boa posição no ranking, Lisboa enfrenta um desafio relevante no acesso à habitação. A cidade é apontada como um dos mercados habitacionais menos acessíveis da Europa, com uma casa a custar cerca de 18,7 vezes o rendimento anual de uma família típica.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o estudo, o grande desafio para Lisboa será reduzir a distância entre os interesses dos residentes locais e dos expatriados no que diz respeito ao custo de vida, antes que a cidade se transforme em “duas cidades numa só”.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Viena mantém lugar de destaque, mas perde terreno</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Viena aparece em quarto lugar no ranking global e como a terceira cidade europeia mais bem posicionada. A capital austríaca é elogiada pela capacidade de receber eventos internacionais, pelas vinhas e pelas piscinas municipais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em maio, Viena acolheu o Festival Eurovisão da Canção pela terceira vez, reforçando o seu papel como palco de grandes acontecimentos internacionais.</p>
<p class="isSelectedEnd">A cidade é também destacada pelo seu programa de habitação social. Em 2025, as autoridades construíram cinco novos projetos, com cerca de 400 apartamentos, e renovaram 11 complexos habitacionais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, Viena perdeu posições face a anos anteriores. Em 2023, a capital austríaca ocupava o primeiro lugar do ranking.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Helsínquia, Amesterdão e Barcelona também entram na lista</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Além de Copenhaga, Lisboa e Viena, outras cidades europeias surgem entre as mais interessantes e atrativas para viver. No total, 13 cidades europeias fazem parte do top 20 mundial da Monocle.</p>
<p class="isSelectedEnd">Helsínquia, Amesterdão e Barcelona também integram a lista, embora surjam nas posições mais baixas entre as cidades europeias incluídas no ranking.</p>
<p>A presença significativa de cidades europeias no topo da classificação confirma a força do continente em áreas como mobilidade, segurança, espaços verdes, cultura urbana, comércio e conectividade. Ainda assim, o ranking mostra também que a qualidade de vida nas cidades depende cada vez mais da capacidade de equilibrar crescimento, habitação acessível, mobilidade sustentável e integração de novos residentes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783489]]></sapo:autor>
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		<title>Nadadores salvadores alertam para aumento do risco de afogamento nos próximos dias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 09:13:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores (Fepons) alertou hoje para o aumento do risco de afogamento nos próximos dias por causa da subida prevista das temperaturas e apelou às autoridades para incluírem este risco nas mensagens de aviso à população.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores (Fepons) alertou hoje para o aumento do risco de afogamento nos próximos dias por causa da subida prevista das temperaturas e apelou às autoridades para incluírem este risco nas mensagens de aviso à população.</p>
<p>Em comunicado, os nadadores salvadores lembram que a experiência recente de outros países europeus mostra que os períodos de calor extremo levam muitas pessoas a procurar rios, barragens, lagoas, praias marítimas e piscinas para se refrescarem, aumentando o risco de acidentes, sobretudo em locais não vigiados.</p>
<p>Para controlar este risco, a Fepons recomenda que se escolham sempre zonas vigiadas, se evitem banhos em rios, barragens e locais desconhecidos ou sem vigilância e que se tente entrar na agua acompanhado por outra pessoa.</p>
<p>Aconselha ainda a manter vigilância permanentemente nas crianças &#8211; &#8220;sempre à distância de um braço&#8221; -, evitar mergulhos em locais desconhecidos e a não consumir álcool antes ou durante as idas à água.</p>
<p>Alerta que o calor extremo é também um fator de risco para o afogamento e recorda que a prevenção deve começar antes da entrada na água.</p>
<p>Em França, por exemplo, durante a onda de calor que está a atravessar o país, já morreram mais de 50 pessoas por afogamento.</p>
<p>Segundo os dados divulgados há 15 dias pela Fepons, 57 pessoas morreram afogadas em Portugal até 31 de maio, um valor praticamente idêntico ao registado no mesmo período de 2024 (58 mortes), que constituiu o pior período homólogo desde o início da série histórica do Observatório do Afogamento da federação, em 2017.</p>
<p>A federação apela ainda às entidades públicas para que integrem o risco de afogamento nas mensagens de proteção da população durante períodos de calor extremo.</p>
<p>O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) tem alertado em comunicados que está previsto um longo período de &#8220;tempo muito quente e seco&#8221; em Portugal continental, com temperaturas máximas até 43 graus em algumas regiões.</p>
<p>&#8220;Prevê-se um longo período com tempo quente e seco, com a temperatura máxima a atingir valores entre 40 e 43°C no Vale do Tejo e no Alentejo a partir de dia 01 [quarta-feira], e que poderão estender-se a alguns locais das restantes regiões no final da semana&#8221;, lê-se no comunicado distribuído na segunda-feira.</p>
<p>Por causa desta previsão, o IPMA colocou hoje vários distritos sob aviso amarelo (o menos grave) e, a partir de quarta-feira, vai ativar o aviso laranja (o segundo mais grave) no Alentejo, estendendo-o na quinta-feira a Lisboa, Setúbal, Santarém e Leiria.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783487]]></sapo:autor>
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		<title>Europa acelera na Inteligência Artificial, mas fosso entre empresas ameaça competitividade, alerta Accenture</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 08:58:15 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[As empresas europeias estão a acelerar a preparação para a Inteligência Artificial (IA) a um ritmo superior ao das norte-americanas, mas a crescente diferença entre grandes empresas e PME ameaça comprometer a competitividade da região.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As empresas europeias estão a acelerar a preparação para a Inteligência Artificial (IA) a um ritmo superior ao das norte-americanas, mas a crescente diferença entre grandes empresas e PME ameaça comprometer a competitividade da região. A conclusão é do primeiro Barómetro de Progresso em IA da Accenture, que analisou cerca de 3.000 das maiores empresas mundiais.</p>
<p>De acordo com o estudo, as empresas europeias aumentaram, em média, a sua pontuação de preparação para a IA em 1,6 pontos nos últimos seis meses, acima da melhoria registada na América do Norte (1,1 pontos). Apesar desta evolução, as empresas norte-americanas continuam a liderar, com uma pontuação média de 48,9 em 100, enquanto as europeias registam 43,1 pontos.</p>
<p>A Accenture explica que a preparação para a IA mede o grau de maturidade das organizações em áreas como qualidade e acessibilidade dos dados, competências da força de trabalho, processos internos e infraestrutura tecnológica, fatores considerados essenciais para extrair valor da Inteligência Artificial.</p>
<p>O estudo revela, contudo, uma crescente divisão dentro da própria Europa. As maiores empresas europeias, com receitas anuais superiores a 10 mil milhões de dólares, estão apenas 2,1 pontos atrás das congéneres norte-americanas (47,4 contra 49,5). Já as empresas de menor dimensão apresentam um atraso significativamente superior, de 7,6 pontos (40,5 face a 48,1).</p>
<p>Segundo a consultora, esta diferença evidencia uma &#8220;cauda longa&#8221; que poderá limitar a competitividade europeia nos próximos anos, caso as empresas de menor dimensão não reforcem o investimento nas capacidades necessárias para escalar a utilização da IA.</p>
<p>&#8220;A Europa está claramente a ganhar impulso na IA, sobretudo graças às suas maiores empresas. Estas compreenderam que a IA só gera valor de forma rápida quando está integrada numa transformação profunda da organização, e não apenas através da sua adoção pontual&#8221;, afirma Mauro Macchi, CEO da Accenture para a Europa, Médio Oriente e África.</p>
<p>O responsável defende que essa transformação implica repensar modelos operacionais, modernizar plataformas de dados e tecnologia, envolver a liderança e reforçar os mecanismos de governação. &#8220;A velocidade de execução será determinante para a competitividade futura da Europa&#8221;, acrescenta.</p>
<p>A evolução também varia entre países. França foi o mercado europeu que registou a maior melhoria na preparação para a IA, com uma subida de cinco pontos, seguida pelo Reino Unido (+4,8 pontos) e por Espanha (+4,6 pontos).</p>
<p>Ao nível setorial, dez dos 18 setores analisados melhoraram a sua posição. O setor segurador liderou os ganhos, com um aumento de oito pontos e uma pontuação de 48,6, seguido pelos setores das viagens (+5,7 pontos) e dos bens de consumo (+5,2 pontos).</p>
<p>Para Gavin Stephenson, responsável de Dados e IA da Accenture para a Europa, Médio Oriente e África, os resultados demonstram que muitas empresas estão a passar da fase de experimentação para a implementação em escala.</p>
<p>&#8220;Um número crescente de organizações europeias está a reinventar os seus processos de negócio com IA, ao mesmo tempo que melhora a qualidade dos dados e investe na qualificação dos colaboradores&#8221;, refere. Como exemplo, aponta o setor segurador, onde os processos de gestão de sinistros mais simples já podem ser automatizados desde a avaliação dos danos até ao pagamento, enquanto os casos mais complexos continuam a ser encaminhados para especialistas.</p>
<p>O Barómetro de Progresso em IA da Accenture será atualizado semestralmente e avalia as organizações com base em quatro pilares: direção estratégica, fundamentos tecnológicos, pessoas e competências e reinvenção de processos. A edição inaugural utiliza o segundo semestre de 2025 como referência para medir a evolução registada até ao primeiro semestre de 2026.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783483]]></sapo:autor>
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		<title>Há 105 cursos superiores com taxa de desemprego acima da média nacional e 85 sem registos no IEFP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 08:30:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os dados constam da atualização do portal Infocursos, divulgada esta segunda-feira pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Há 105 cursos superiores em Portugal em que a taxa de desemprego entre recém-diplomados é superior à média nacional, fixada em 6,4% em 2024. Os dados constam da atualização do portal Infocursos, divulgada esta segunda-feira pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="http://publico.pt/2026/06/29/sociedade/noticia/ha-105-cursos-superiores-taxa-desemprego-superior-media-nacional-2179891?ref=hp&amp;cx=manchete_2_destaques_0" target="_blank" rel="noopener">Público</a>, o número de cursos com uma taxa de desemprego superior à média nacional aumentou no ano letivo 2024/2025. Em causa estão formações cujos recém-diplomados apresentam uma percentagem de inscrição no Instituto do Emprego e Formação Profissional acima da taxa de desemprego do país.</p>
<p class="isSelectedEnd">No extremo oposto, há 85 cursos superiores sem desemprego registado entre os seus recém-diplomados.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Animação e Produção Artística lidera lista de maior desemprego</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Público, a maioria dos dez cursos com maior desemprego registado pertence a politécnicos públicos. No topo da lista está a licenciatura em Animação e Produção Artística do Instituto Politécnico de Bragança, com uma taxa de desemprego de 17,1%.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Instituto Politécnico de Bragança surge ainda com mais dois cursos entre as dez formações com desemprego mais elevado: Educação Social e Marketing, ambos com uma taxa de 10,3%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre as três formações com maior desemprego registado aparecem também Artes Digitais e Multimédia, na Escola Superior de Artes e Design, no Porto, com 13,4%, e Educação Social, na Escola Superior de Educação de Fafe, com 12%.</p>
<p class="isSelectedEnd">A lista das formações com desemprego mais elevado inclui ainda cursos como Design de Ambientes, Arte e Design, Arquitetura, Design e Marketing de Moda e Ciências e Tecnologias da Documentação e Informação.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Medicina, Enfermagem e Engenharia entre os cursos sem desemprego registado</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">No lado oposto da tabela, há cursos em que o desemprego registado entre recém-diplomados é nulo ou muito próximo disso.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre as formações sem desemprego registado surgem Engenharia Eletrotécnica Marítima, Medicina, Medicina Dentária, Ciências Farmacêuticas, Fisioterapia, Osteopatia, Enfermagem e Educação Básica.</p>
<p class="isSelectedEnd">Estes cursos apresentam uma taxa de desemprego de 0%, de acordo com os dados disponibilizados no Infocursos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Indicador ajuda candidatos a escolher curso superior</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A percentagem de recém-diplomados inscritos no IEFP como desempregados é divulgada anualmente pelo Governo e integra o conjunto de indicadores usados para apoiar a escolha de cursos superiores.</p>
<p class="isSelectedEnd">A informação ganha particular relevância numa altura em que se aproxima o concurso nacional de acesso ao ensino superior. As candidaturas à primeira fase vão decorrer entre 20 de julho e 6 de agosto.</p>
<p class="isSelectedEnd">A atualização do portal Infocursos contempla 1120 cursos superiores. Cerca de 9% apresentam uma taxa de desemprego superior à média nacional.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Desemprego entre recém-diplomados tem vindo a cair</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar do aumento do número de cursos acima da média nacional, os dados mostram que a percentagem global de recém-diplomados inscritos no IEFP tem vindo a diminuir, tanto no ensino público como no privado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em 2017, este indicador situava-se nos 7,2%. Em 2026, desceu para 2,6%.</p>
<p class="isSelectedEnd">O cálculo contempla apenas cursos de licenciatura e mestrado integrado. A taxa de desemprego nacional usada como referência foi de 6,4%, valor registado em 2024.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Como é calculado o desemprego por curso</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Infocursos é gerido pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência. O portal explica que este indicador é calculado com base na média dos registos de desemprego de junho e dezembro do ano civil em que termina o último ano letivo considerado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na atualização deste ano, foram usados os dados de junho e dezembro de 2024 para calcular a percentagem média de desemprego registado nesses dois meses de referência.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Estudantes internacionais aumentam no ensino superior</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O mesmo portal mostra ainda que o número de estudantes internacionais no ensino superior português aumentou em todas as ofertas educativas, com particular destaque para os mestrados integrados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na última década, a percentagem de estudantes estrangeiros em mestrados integrados mais do que triplicou, passando de 5,5% do total de alunos em 2017 para 18,4% este ano.</p>
<p>Nas licenciaturas, a percentagem de estudantes internacionais também aumentou, passando de 8,8% para 13,5% no mesmo período.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783453]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Inflação está a mudar as regras dos mercados e a complicar a vida aos investidores. Especialista explica o que está em causa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 08:29:03 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Inflação]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Investidores]]></category>
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					<description><![CDATA[A subida da inflação está a alterar uma das relações mais importantes dos mercados financeiros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A subida da inflação está a alterar uma das relações mais importantes dos mercados financeiros, reduzindo a eficácia da diversificação tradicional entre ações e obrigações e obrigando os investidores a repensarem a construção das suas carteiras. A análise é de Noah Atlas, gestor de carteiras de rendimento fixo da Wellington Management.</p>
<p>Segundo o especialista, durante décadas, ações e obrigações apresentaram uma correlação negativa: quando os mercados acionistas caíam, as obrigações tendiam a valorizar, ajudando a compensar as perdas das carteiras. No entanto, nos últimos anos, esta relação alterou-se e ambos os ativos têm evoluído frequentemente na mesma direção, reduzindo os benefícios da diversificação.</p>
<p>Na opinião de Noah Atlas, a principal explicação para esta mudança reside nas expectativas de inflação. Antes do conflito entre Israel e o Irão, os mercados norte-americanos estavam a incorporar um cenário de desinflação, impulsionado pelo potencial da inteligência artificial para aumentar a produtividade e reduzir pressões no mercado de trabalho.</p>
<p>Contudo, o agravamento das tensões no Médio Oriente provocou um choque energético que fez subir as expectativas de inflação. Este contexto levou também ao aumento das taxas de juro, pressionando simultaneamente ações e obrigações e reforçando a correlação positiva entre ambas as classes de ativos.</p>
<p>&#8220;O aumento da inflação faz subir as taxas de juro, penalizando ações e obrigações ao mesmo tempo&#8221;, explica o gestor. Como consequência, acrescenta, a diversificação perde eficácia e o desempenho das carteiras passa a depender mais da direção dos mercados do que do equilíbrio entre diferentes ativos.</p>
<p>Apesar deste cenário, a Wellington Management considera que esta situação deverá ser temporária. A gestora acredita que, embora a inflação possa permanecer elevada no curto prazo, continuam a existir forças estruturais de desinflação, sobretudo associadas ao avanço da inteligência artificial, que poderão voltar a ganhar peso nos próximos anos.</p>
<p>Nesse contexto, a empresa admite que tanto ações como obrigações poderão beneficiar de uma recuperação simultânea, permitindo o regresso gradual das dinâmicas tradicionais de diversificação.</p>
<p>Perante este enquadramento, Noah Atlas defende uma abordagem mais flexível à gestão das carteiras. Na sua perspetiva, estratégias de gestão ativa estarão melhor posicionadas para responder ao atual ambiente de mercado e adaptar-se caso as tendências estruturais de desinflação se voltem a impor, restaurando os benefícios da diversificação entre diferentes classes de ativos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783457]]></sapo:autor>
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		<title>Bolsas europeias no &#8216;verde&#8217; após máximos em Wall Street e com descida no petróleo</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/bolsas-europeias-no-verde-apos-maximos-em-wall-street-e-com-descida-no-petroleo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 08:21:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[As principais bolsas europeias abriram hoje em terreno positivo, no rescaldo de máximos de Wall Street na véspera e quando o petróleo volta a descer para 72 dólares.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As principais bolsas europeias abriram hoje em terreno positivo, no rescaldo de máximos de Wall Street na véspera e quando o petróleo volta a descer para 72 dólares.</p>
<p>Pelas 08:30 em Lisboa, o EuroStoxx 600 crescia 0,60% para 639,93 pontos.</p>
<p>Ao mesmo tempo, Frankfurt valorizava 0,89%, Milão ganhava 0,49% e Paris subia 0,43%.</p>
<p>Com subidas mais modestas, Madrid e Londres subiam, respetivamente, 0,19% e 0,17%.</p>
<p>As bolsas europeias seguem hoje com ganhos, depois de descidas na véspera, num dia em que o barril de Brent subiu mais de 1%, após ataques entre Estados Unidos da América e Irão no fim de semana.</p>
<p>Na terça-feira, o Dow Jones ultrapassou pela primeira vez os 52.000 pontos, impulsionado pela estreia da Alphabet no índice.</p>
<p>Já o Nasdaq fechou com uma subida de 2%, depois de cinco sessões consecutivas de perdas.</p>
<p>O dia de hoje continua com o fórum anual do Banco Central Europeu (BCE) em Sintra, enquanto os mercados continuam atentos às tensões entre Washington e Teerão.</p>
<p>Embora o Presidente dos EUA, Donald Trump, tenha confirmado uma reunião entre os países hoje em Doha, no Catar, o Irão descartou a possibilidade e sublinhou que a deslocação da sua delegação ao país será com &#8220;o único objetivo&#8221; de desbloquear ativos iranianos.</p>
<p>Noutros mercados, o Brent, referência para a Europa, baixava 1,09%, para 72,35 dólares por barril, enquanto o Euro negociava a 1,1403 dólares.</p>
<p>O ouro subia 0,20% para 4.024,54 dólares por onça e a prata 0,97% para 58,2 dólares, enquanto a bitcoin descia 1,24% para 59.475,1 dólares.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783456]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Lítio: Moção aprovada pela Assembleia Municipal de Boticas pede suspensão da mina</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/litio-mocao-aprovada-pela-assembleia-municipal-de-boticas-pede-suspensao-da-mina/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 08:21:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Assembleia Municipal de Boticas aprovou uma moção, apresentada pela CDU, que manifesta oposição ao processo de exploração da mina do Barroso pela Savannah e pede a suspensão imediata do processo, foi hoje divulgado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Assembleia Municipal de Boticas aprovou uma moção, apresentada pela CDU, que manifesta oposição ao processo de exploração da mina do Barroso pela Savannah e pede a suspensão imediata do processo, foi hoje divulgado.</p>
<p>A moção &#8220;As riquezas de Barroso são do povo!&#8221; foi aprovada por larga maioria, na segunda-feira, pela Assembleia Municipal que tem 12 elementos eleitos pelo PSD, dois pelo Chega e um pela CDU.</p>
<p>No documento enviado à agência Lusa, proposto pela CDU, os deputados municipais manifestam a sua oposição ao processo de exploração da mina do Barroso pela empresa Savannah Resources.</p>
<p>&#8220;Num contexto em que as concessões são determinadas pelos interesses das multinacionais mineiras, [pede-se] a suspensão imediata do processo relativo à exploração de lítio em Covas do Barroso&#8221;, deliberou ainda.</p>
<p>A moção vai ser remetida ao primeiro-ministro, ao presidente da Assembleia da República e a todos os grupos parlamentares.</p>
<p>O projeto mineiro foi viabilizado pela APA, com a emissão de uma DIA favorável condicionada em 2023.</p>
<p>A empresa pretende iniciar a construção em 2027 e alcançar a primeira produção em 2028.</p>
<p>O texto começa por dizer que &#8220;continuam a acumular-se factos relativos ao processo da mina do Barroso que adensam justas reservas e continuam a motivar a indignação dos que vivem do concelho&#8221;.</p>
<p>&#8220;Falamos da entrega da nossa riqueza a grupos privados, falamos de processos pouco transparentes, falamos da transferência direta de dinheiros públicos para privados, falamos de decisão das autoridades competentes motivas apenas por um esforço em dar respaldo aos interesses diretos da empresa privada, como é o caso dos direitos de serventia&#8221;, refere ainda.</p>
<p>Em maio, o Ministério do Ambiente autorizou uma segunda servidão administrativa, que permite à Savannah entrar em terrenos comunitários e privados para trabalhos de geotecnia, a qual foi contestada em tribunal através de uma providência cautelar interposta pelo Conselho Diretivo dos Baldios da Freguesia de Covas do Barroso, que levou à suspensão das prospeções por cerca de 20 dias.</p>
<p>A concessionária anunciou na segunda-feira que pode retomar os trabalhos depois do Ministério do Ambiente apresentar uma Resolução Fundamentada que invoca o interesse público do projeto.</p>
<p>&#8220;Esta decisão do Governo é uma afronta à população de Covas do Barroso que há anos leva a cabo uma luta intensa contra a exploração da mina do Barroso para a extração de lítio e outros minerais que, por tudo o que se conhece do processo, beneficia sobretudo o capital estrangeiro a quem o Estado entregou um dos maiores depósitos de lítio da Europa, sem acautelar minimamente os interesses nacionais e a vida das populações&#8221;, pode ainda ler-se na moção.</p>
<p>Todo este processo, adianta, &#8220;está a decorrer sem ter em conta os interesses das populações que encontraram nos governos não um agente de defesa do território, mas um promotor dos interesses da Savannah, incluindo com a entrega de dezenas de milhões de euros de dinheiros públicos&#8221;.</p>
<p>O documento lembra que este ano foi anunciada a atribuição de um apoio financeiro à Savannah Resources de 110 milhões de euros pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), em representação do Estado, para a mina de lítio do Barroso.</p>
<p>&#8220;Uma vergonha! Já não bastava entregar os nossos minerais, ainda por cima o Estado português paga, e bem, à empresa privada para explorar a nossa riqueza&#8221;, salienta.</p>
<p>Acrescenta: &#8220;Com 110 milhões de euros, o que não seria possível de fazer em prol da população de Boticas e de Covas do Barroso: habitação, Serviço Nacional de Saúde, estradas, transportes públicos, lares de terceira idade, escolas, enfim, tanto que faz imensa falta&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783455]]></sapo:autor>
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		<title>Inspetores do Infarmed foram contratados por empresas investigadas por tráfico internacional de canábis medicinal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 08:05:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O esquema investigado pelas autoridades passaria pela utilização de empresas licenciadas para comercializar canábis medicinal como fachada para enviar o produto para países onde este tipo de comércio não está regulamentado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A Operação Erva Daninha expôs fragilidades na fiscalização do setor da canábis medicinal em Portugal e revelou que inspetores do Infarmed foram contratados por empresas entretanto investigadas por suspeitas de tráfico internacional deste produto para países africanos.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://expresso.pt/seguranca/2026-06-30-inspetores-do-infarmed-contratados-por-empresas-investigadas-por-trafico-internacional-de-canabis-72a60958" target="_blank" rel="noopener">Expresso</a>, o processo dirigido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal revelou que o Infarmed não dispunha de recursos humanos suficientes para responder ao elevado volume de pedidos criado pela nova legislação sobre cultivo, preparação e distribuição de canábis para fins medicinais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na acusação, conhecida há duas semanas, o Ministério Público refere que o Infarmed não estava devidamente dotado de inspetores e técnicos para acompanhar o aumento da atividade no setor. Quando a Operação Erva Daninha foi lançada, em maio e junho do ano passado, o instituto tinha apenas três inspetores adjudicados a este dossier para todo o território nacional.</p>
<p class="isSelectedEnd">Pouco tempo depois, dois desses operacionais foram contratados por empresas investigadas pelo Ministério Público e pela Polícia Judiciária por suspeitas de tráfico de canábis medicinal para países como o Quénia, o Congo e a Guiné-Bissau.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>MP investigou contratações, mas não encontrou crime dos inspetores</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Expresso, o Ministério Público chegou a investigar estas contratações. No entanto, os procuradores concluíram que não houve crime por parte dos inspetores, por não ter ficado demonstrado que soubessem que as empresas em causa eram usadas no tráfico de canábis para os três países africanos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Durante o inquérito da Operação Erva Daninha, alguns dos empresários agora acusados de associação criminosa e tráfico de estupefacientes referiram a existência de “contactos privilegiados” e “estreitos” com pessoas no Infarmed.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essas referências surgiram tanto em interrogatórios ao Ministério Público como em conversas privadas captadas através de escutas telefónicas. Alguns suspeitos falaram mesmo da existência de um “alto quadro a quem pagavam e obtinham licenças”.</p>
<p class="isSelectedEnd">O processo cita ainda um nome concreto, a que o Expresso teve acesso. Trata-se de um inspetor que trabalhou no Infarmed até 2021 e que, posteriormente, atuou como consultor para empresas investigadas. Desde 2024, exerce funções como consultor independente em boas práticas para a indústria farmacêutica e de canábis. Não será, contudo, um dos arguidos do caso, não sendo possível perceber se também chegou a ser alvo da investigação.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Empresas licenciadas terão sido usadas no tráfico</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O esquema investigado pelas autoridades passaria pela utilização de empresas licenciadas para comercializar canábis medicinal como fachada para enviar o produto para países onde este tipo de comércio não está regulamentado.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Ministério Público suspeita que as empresas alvo da investigação recebiam 50 mil euros por cada carregamento que chegava a África.</p>
<p class="isSelectedEnd">A canábis medicinal é manipulada em laboratório e apresenta uma maior dosagem de canabinoides, substância relaxante mas não psicoativa, e uma percentagem mais reduzida de THC, componente com efeitos psicoativos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Infarmed reforçou inspeções, mas meios continuam sob crítica</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Entre as buscas realizadas no ano passado e a acusação do DCIAP conhecida há duas semanas, o Infarmed reforçou os meios de fiscalização. Ainda assim, uma fonte judicial citada no processo considera que o número de inspetores responsáveis por certificar se a atividade decorre de forma legal continua a ser insuficiente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Fonte oficial do Infarmed rejeita, contudo, que os factos descritos na acusação decorram do número de recursos humanos afetos ao licenciamento e fiscalização.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao Expresso, o Infarmed explicou que estas atividades são partilhadas com várias entidades, incluindo autoridades policiais, e que a atuação ocorre em estreita cooperação sempre que surgem indícios de irregularidades. O instituto sublinha ainda que alguns dos casos em análise foram desencadeados pelo próprio Infarmed.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Certificados aumentaram nos últimos anos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Infarmed destaca também o aumento da capacidade de resposta no licenciamento. De acordo com os dados referidos na acusação, o instituto processou 3500 certificados em 2023, 5500 em 2024 e 7 mil em 2025.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre 1 de janeiro de 2025 e 16 de junho de 2026, o Infarmed realizou 91 inspeções a entidades ligadas à canábis medicinal. No mesmo período, suspendeu cinco autorizações, revogou outras cinco e mantém em curso mais dez procedimentos de suspensão ou revogação.</p>
<p class="isSelectedEnd">O instituto lembra ainda que a legislação atribui aos operadores do mercado responsabilidades próprias para garantir a legalidade do circuito dos produtos, incluindo a verificação da autenticidade da documentação e a qualificação de fornecedores e clientes.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Infarmed adotou plataforma das Nações Unidas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Com base na informação recolhida e no âmbito do seu sistema de qualidade, o Infarmed afirma ter iniciado, desde os primeiros meses de 2025, um conjunto de melhorias para reforçar o controlo das atividades relacionadas com a canábis medicinal e prevenir situações de risco.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre essas medidas está a adoção da plataforma NDS, National Drug Control System, desenvolvida pelo UNODC, o departamento das Nações Unidas especializado no tráfico de droga.</p>
<p class="isSelectedEnd">A plataforma permite monitorizar e controlar operações com substâncias controladas, emitir certificados eletrónicos e reforçar a troca de informação entre entidades. Após aquisição e formação, entrou em funcionamento no Infarmed em abril de 2026.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Instituto quer constituir-se assistente no processo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Relativamente às declarações dos arguidos referidas na acusação, o Infarmed não se pronuncia, remetendo a respetiva apreciação para o tribunal.</p>
<p class="isSelectedEnd">O instituto adianta, contudo, que irá constituir-se assistente no processo e que colaborará em todas as matérias necessárias.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em paralelo, estão a ser preparadas propostas de revisão do regime jurídico da canábis para fins medicinais, em articulação com entidades como o Infarmed, o ICAD e a Polícia Judiciária.</p>
<p>O objetivo, segundo o instituto, é reforçar e clarificar os mecanismos de controlo, os procedimentos de certificação e a articulação institucional, garantindo uma supervisão mais eficaz, a proteção da saúde pública e a integridade do circuito legal da canábis medicinal.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783449]]></sapo:autor>
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		<title>Évora, Beja e Portalegre sob aviso laranja a partir de 4ªfeira por causa do calor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 07:58:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os distritos de Évora, Beja e Portalegre vão estar a partir de quarta-feira sob aviso laranja por causa do calor, que se estende na quinta-feira a outras regiões, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os distritos de Évora, Beja e Portalegre vão estar a partir de quarta-feira sob aviso laranja por causa do calor, que se estende na quinta-feira a outras regiões, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).</p>
<p>De acordo com o IPMA, por causa da persistência de valores elevados da temperatura máxima, hoje já estão sob aviso amarelo, o menos grave, os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real e Bragança, assim como Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora, Beja e Setúbal.</p>
<p>A partir das 00:00 de quarta-feira os avisos agravam para laranja, o segundo nível mais grave, em toda a região do Alentejo, pois, além das temperaturas máximas, também as mínimas vão estar elevadas.</p>
<p>A situação vai estender-se a outros distritos logo na quinta-feira, com aviso laranja alargado pelo menos até às 18:00 de sexta-feira.</p>
<p>Com o aproximar de mais uma onda de calor, a Direção-Geral da Saúde lançou na segunda-feira um guia com recomendações para proteger trabalhadores expostos a temperaturas elevadas.</p>
<p>Este guia inclui planos de prevenção nas empresas, organização do trabalho e reforço da hidratação para reduzir riscos como acidentes, desidratação e doenças associadas ao calor.</p>
<p>Também na segunda-feira, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, admitiu hoje preocupações com a vaga de calor que se avizinha e admitiu que as temperaturas venham a ter impacto na mortalidade, à semelhança de outros países.</p>
<p>Para hoje, o IPMA prevê uma subida da temperatura sobretudo no interior.</p>
<p>As temperaturas máximas vão variar entre os 23º (Aveiro) e os 39º (Évora) e as mínimas entre os 16º (Braga e Viana do Castelo) e os 22ª (Portalegre e Faro).</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783448]]></sapo:autor>
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		<title>Ébola: RDCongo regista 377 mortos e 1.307 casos confirmados em novo balanço</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 07:51:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo da República Democrática do Congo (RDCongo) elevou para 377 o número de mortos e para 1.307 o de casos confirmados devido ao surto de Ébola declarado no leste do país em 15 de maio.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo da República Democrática do Congo (RDCongo) elevou para 377 o número de mortos e para 1.307 o de casos confirmados devido ao surto de Ébola declarado no leste do país em 15 de maio.</p>
<p>De acordo com o último boletim do Ministério da Comunicação e dos Meios de Comunicação Social da RDCongo, com dados recolhidos até 28 de junho, a taxa de letalidade situa-se atualmente nos 28,8% e 615 doentes encontram-se &#8220;em isolamento/hospitalizados&#8221;.</p>
<p>A taxa de rastreio de contactos atingiu 87,3% e 180 pessoas conseguiram recuperar da doença, de acordo com o relatório divulgado ao final da noite de segunda-feira.</p>
<p>O Governo congolês exortou a população a continuar a &#8220;aplicar as medidas de prevenção, lavar as mãos regularmente, limitar os contactos de risco e basear-se exclusivamente na informação divulgada pelas autoridades de saúde&#8221;, salientando que &#8220;os rumores põem vidas em perigo&#8221;.</p>
<p>O surto foi oficialmente declarado em 15 de maio último em Ituri, província fronteiriça com o Uganda e o Sudão do Sul e epicentro da epidemia, mas alastrou-se também às províncias congolesas orientais de Kivu do Norte e Kivu do Sul.</p>
<p>A epidemia propagou-se igualmente ao Uganda, onde foram detetados 20 casos confirmados, incluindo 15 casos considerados importados da RDCongo, entre os quais se registam duas mortes.</p>
<p>O Governo francês confirmou também ter detetado o primeiro caso positivo de doença causada pelo vírus Ébola, envolvendo um médico que regressou de uma missão na RDCongo.</p>
<p>O surto corresponde à estirpe de Bundibugyo, cuja taxa de letalidade oscila entre os 30% e os 50% e para a qual não existe vacina autorizada nem tratamento específico, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera &#8220;elevado&#8221; o risco de propagação do surto na África Subsariana e &#8220;baixo&#8221; à escala global.</p>
<p>A OMS estima que o vírus tenha começado a circular em Ituri cerca de dois meses antes da declaração do surto e classificou a epidemia, no passado dia 17 de maio, como &#8220;emergência de saúde pública de importância internacional&#8221;.</p>
<p>Trata-se já da terceira pior epidemia de Ébola da história registada até à data.</p>
<p>O surto atual fica apenas atrás do que assolou a África Ocidental entre 2014 e 2016, que causou cerca de 11.000 mortes e 28.000 casos, e de outro que afetou o leste da RDCongo entre 2018 e 2020 e que causou 2.299 mortes e 3.481 casos.</p>
<p>O vírus Ébola transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783447]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>IPMA fala em fenómeno “inédito”: calor extremo chega a todo o país</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 07:50:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O episódio de calor será marcado não apenas pelas máximas elevadas, mas também por noites muito quentes, com as temperaturas mínimas a rondar uma média de 25 graus.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Portugal vai enfrentar nos próximos dias uma onda de calor sem precedentes, com temperaturas acima dos 35 graus em todo o território nacional e máximas a tocar os 40 graus em várias regiões. Segundo o IPMA, os termómetros começam a disparar a partir desta terça-feira e o episódio de calor deverá prolongar-se até meados da próxima semana.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em Lisboa e Braga, por exemplo, as temperaturas máximas poderão chegar aos 40 graus durante, pelo menos, três dias consecutivos. Além do calor extremo durante o dia, as temperaturas mínimas deverão manter-se anormalmente elevadas, sem descer dos 25 graus em várias zonas do país durante praticamente uma semana.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>IPMA fala em fenómeno “inédito” em Portugal</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Jorge Ponte, chefe de divisão de previsão meteorológica do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, classificou o episódio como “um fenómeno inédito em Portugal”.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em declarações ao <a href="https://www.jn.pt/nacional/artigo/portugal-aguarda-a-maior-onda-de-calor-de-sempre/18100698" target="_blank" rel="noopener">JN</a>, o responsável do IPMA explicou que a principal novidade está na persistência de temperaturas tão elevadas durante um período tão longo, sobretudo em regiões como Lisboa, Alentejo e Ribatejo.</p>
<p class="isSelectedEnd">“A grande novidade será a persistência de tão elevadas temperaturas durante um período tão longo, sobretudo em regiões como as de Lisboa, do Alentejo e do Ribatejo, o que nunca se havia verificado de forma tão vincada”, afirmou Jorge Ponte.</p>
<p class="isSelectedEnd">Outro fator invulgar será a extensão territorial da onda de calor. Ao contrário de outros episódios, que tendem a afetar sobretudo zonas específicas do país, desta vez não deverá haver regiões a escapar ao calor intenso.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o responsável do IPMA, “não haverá qualquer zona que, à partida, possa escapar”.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Mínimas também vão ficar acima do habitual</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O episódio de calor será marcado não apenas pelas máximas elevadas, mas também por noites muito quentes. Jorge Ponte adiantou que as temperaturas mínimas deverão rondar uma média de 25 graus, valores acima do habitual.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esta persistência de temperaturas elevadas, mesmo durante a noite, aumenta o risco para a saúde, sobretudo entre pessoas mais vulneráveis, como idosos, crianças, doentes crónicos e trabalhadores expostos ao calor.</p>
<p class="isSelectedEnd">O calor deverá chegar a Portugal depois de vários países europeus terem sido afetados por uma massa de ar quente proveniente de África. Até agora, Portugal tinha escapado aos efeitos mais intensos desse fenómeno, mas a situação deverá mudar nos próximos dias.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo Jorge Ponte, a mudança deve-se aos efeitos do anticiclone dos Açores em Portugal Continental e à localização de uma massa junto ao Golfo da Biscaia, que abrange o sudoeste de França e regiões do norte de Espanha.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Ministra da Saúde admite impacto na mortalidade</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A conjugação de temperaturas muito elevadas, calor persistente durante vários dias, mínimas acima da média e alertas em todo o país levou a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, a admitir que Portugal vai atravessar dias preocupantes.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Quando existem ondas de calor com esta magnitude, o nosso indicador obviamente que acusa a possibilidade de um impacto na mortalidade, tal como está a acontecer noutros países”, afirmou a governante, citada pela Agência Lusa.</p>
<p class="isSelectedEnd">A ministra referia-se ao indicador Ícaro, usado para medir o impacto das temperaturas elevadas no número de óbitos. Ana Paula Martins sublinhou ainda que França tem sido um dos países mais afetados pelo calor e classificou a onda que Portugal vai viver como “muito, muito preocupante”.</p>
<p class="isSelectedEnd">A ministra garantiu também que as Unidades Locais de Saúde têm planos de contingência próprios para responder a um eventual aumento da procura durante a onda de calor. Ainda assim, deixou um apelo para que se evitem deslocações desnecessárias às urgências.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>DGS deixa recomendações para trabalhadores expostos ao calor</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Direção-Geral da Saúde publicou recomendações dirigidas em particular a trabalhadores expostos à radiação solar.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre as medidas indicadas estão a realização das tarefas fisicamente mais exigentes nos períodos mais frescos do dia, como o início da manhã e o final da tarde, a introdução de pausas regulares e a ingestão de água a cada 15 ou 20 minutos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A DGS recomenda ainda o recurso a ventilação, ar condicionado ou sistemas de arrefecimento localizado sempre que possível.</p>
<p class="isSelectedEnd">A autoridade de saúde alerta também para sintomas associados ao calor extremo. Confusão mental, transpiração excessiva, temperatura corporal elevada ou convulsões podem ser sinais de insolação. Já tonturas, náuseas, desmaios ou cãibras podem estar ligados a exaustão pelo calor ou síncope térmica.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Calor pode pressionar rede elétrica</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Além dos riscos para a saúde, a onda de calor poderá colocar pressão sobre a rede elétrica. Ao JN, Nuno Amaro, professor da Universidade Nova de Lisboa – NOVA FCT e especialista na área energética, alertou para o chamado stress elétrico, que pode condicionar a distribuição de eletricidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o especialista, num caso extremo poderia ocorrer um apagão generalizado, como o registado em abril do ano passado. Embora não considere esse cenário provável, Nuno Amaro afirma que também não pode ser considerado impossível.</p>
<p class="isSelectedEnd">O cenário mais provável, segundo o especialista, será a ocorrência de episódios semelhantes aos vividos em França nos últimos dias, com necessidade de cortes localizados na rede elétrica devido à acumulação térmica.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Risco de incêndio em vários concelhos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As temperaturas elevadas aumentam também o risco de incêndio. Oito concelhos dos distritos de Castelo Branco, Faro e Portalegre estiveram em risco máximo de incêndio devido ao calor, tendo sido colocado aviso amarelo.</p>
<p class="isSelectedEnd">A persistência de calor extremo é um dos fatores que mais preocupa as autoridades, tanto pelo impacto na saúde pública como pelo agravamento das condições favoráveis à ocorrência e propagação de incêndios rurais.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>O que é uma onda de calor?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com a definição do IPMA, uma onda de calor ocorre quando, durante pelo menos seis dias consecutivos, a temperatura máxima diária é superior em cinco graus ao valor médio das temperaturas máximas diárias desse mês, tendo por referência um determinado período climatológico.</p>
<p class="isSelectedEnd">O IPMA assinala que, nos últimos 30 anos, têm sido observados mais eventos extremos de ondas de calor no verão em Portugal Continental.</p>
<p class="isSelectedEnd">As regiões onde estes episódios se repetem com maior frequência são o interior Norte e Centro, incluindo os distritos de Bragança, Vila Real, Viseu e Guarda, e o Alentejo, sobretudo Setúbal, Évora e Beja.</p>
<p class="isSelectedEnd">Desde 2000, os anos com maior percentagem de estações meteorológicas onde foram registadas ondas de calor durante o verão foram 2013, com 89%, 2006, com 85%, 2003, com 76%, e 2018 e 2022, ambos com 74%.</p>
<p>Este ano, segundo os dados referidos, já foram contabilizadas cinco ondas de calor, num total de 59 dias.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783443]]></sapo:autor>
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		<title>Acorda e pega logo no telemóvel? Pode ser altura de rever a relação com o digital</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 07:45:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Hoje é Dia Mundial das Redes Sociais, uma data que convida à reflexão sobre a forma como utilizamos estas plataformas no nosso dia a dia. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O Dia Mundial das Redes Sociais, assinalado hoje, é uma oportunidade para refletir sobre a forma como utilizamos o telemóvel, as plataformas digitais e o tempo de ecrã no dia a dia. Num contexto marcado por notificações constantes, consumo excessivo de conteúdos e dificuldade em desligar, o minimalismo pode ser uma ferramenta para promover uma relação mais consciente com a tecnologia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Cláudia Ganhão, especialista em Organização Pessoal Minimalista, defende que simplificar a utilização das redes sociais e do telemóvel pode ajudar a reduzir distrações, recuperar tempo e usar o digital de forma mais intencional. A ideia passa por privilegiar a qualidade em vez da quantidade, evitando que a tecnologia ocupe espaço excessivo na rotina, na atenção e nas relações pessoais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a especialista, o minimalismo aplicado à tecnologia não significa abandonar o telemóvel ou as redes sociais, mas sim usá-los com maior consciência. Num mundo cada vez mais conectado, a proposta é criar limites, eliminar estímulos desnecessários e recuperar a capacidade de estar presente nas tarefas, nas relações e no descanso.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Sinais de alerta no uso do telemóvel</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Há vários sinais que podem indicar uma relação pouco equilibrada com a tecnologia. Cláudia Ganhão aponta como alerta uma utilização diária do telemóvel superior a uma hora e meia, a dificuldade em estar sem o dispositivo ou a necessidade de o consultar enquanto se vê televisão.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também merece atenção o hábito de verificar o telemóvel logo ao acordar, assim como o impacto do uso das redes sociais e de outros conteúdos digitais na qualidade do sono. A privação do sono é um dos efeitos que a especialista associa a uma utilização excessiva e pouco consciente da tecnologia.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Detox digital para recuperar tempo e atenção</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Uma das primeiras recomendações passa por fazer períodos regulares de detox digital. A utilização excessiva do telemóvel e das redes sociais consome tempo, dispersa a atenção e desvia o foco daquilo que é realmente importante.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além disso, pode afetar a saúde e prejudicar as relações interpessoais. Por isso, Cláudia Ganhão defende a importância de criar momentos diários de descanso e de não utilização do telemóvel, permitindo reduzir o estímulo constante e recuperar presença no dia a dia.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Desligar notificações e reduzir estímulos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Outra medida simples passa por desligar notificações. Alertas de redes sociais, grupos de WhatsApp, emails e outras aplicações interrompem frequentemente as tarefas e reduzem a produtividade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao silenciar estes estímulos, torna-se mais fácil manter a concentração e estar verdadeiramente presente no que se está a fazer. A especialista considera esta uma das ações mais simples para ganhar foco e reduzir a dispersão causada pelo telemóvel.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Deixar de seguir contas que já não acrescentam valor</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O minimalismo digital também passa por rever quem se segue nas redes sociais. Muitas pessoas continuam a acompanhar contas de pessoas, marcas ou páginas que já não fazem sentido no momento presente ou que já não inspiram.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essas contas continuam a surgir no feed e competem pela atenção do utilizador, desviando-o dos conteúdos que realmente quer ver. Fazer uma limpeza digital permite tornar a experiência nas redes sociais mais leve, útil e alinhada com os interesses atuais.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Sair de grupos de WhatsApp sem utilidade</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os grupos de WhatsApp são outro foco de distração. Cláudia Ganhão lembra que muitas pessoas permanecem em grupos cujo propósito já nem reconhecem, mas que continuam a gerar notificações, mensagens e estímulos ao longo do dia.</p>
<p class="isSelectedEnd">A recomendação é sair dos grupos que não trazem valor acrescentado. A especialista sugere que, de forma educada, se informe o administrador antes de abandonar o grupo, evitando assim manter fontes permanentes de interrupção sem utilidade real.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Evitar o telemóvel antes de dormir</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O uso do telemóvel antes de dormir é outro hábito a rever. Ver redes sociais, emails ou mensagens imediatamente antes de apagar a luz pode dificultar um sono profundo e reparador.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em vez de descansar, o cérebro continua estimulado, o que pode levar a despertares com cansaço e falta de energia. Cláudia Ganhão recomenda trocar o telemóvel por um livro antes de dormir e, sempre que possível, deixar o dispositivo noutra divisão para reduzir a tentação de o consultar.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Não começar o dia pelo ecrã</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Verificar o telemóvel mal se acorda é outro comportamento apontado como problemático. Segundo a especialista, ao fazê-lo, o cérebro é imediatamente exposto a informação, notícias, fotografias, mensagens, textos e tarefas antes de estar totalmente desperto.</p>
<p class="isSelectedEnd">A recomendação passa por recuperar o prazer de acordar devagar, deixar os pensamentos fluir e evitar que o dia comece condicionado pelo excesso de estímulos digitais. Esta mudança pode ajudar a reforçar a sensação de controlo sobre o próprio tempo.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Aplicar mindfulness no uso da tecnologia</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Cláudia Ganhão defende ainda a importância de aplicar o mindfulness no dia a dia, sobretudo no uso da tecnologia. A especialista alerta para o hábito de fazer várias coisas ao mesmo tempo, muitas vezes com o telemóvel sempre na mão.</p>
<p class="isSelectedEnd">Caminhar, conduzir, assistir a espetáculos ou conversar com os filhos enquanto se segura ou consulta o telemóvel são exemplos de comportamentos que reduzem a presença e podem afetar a segurança, a saúde mental e a qualidade das relações. Pequenas mudanças, defende, podem ter um impacto significativo na vida quotidiana.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Menos pode ser mais também no mundo online</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Para quem sente dificuldade em controlar o tempo passado nas redes sociais, Cláudia Ganhão sugere a instalação de uma aplicação que bloqueie o acesso depois de ultrapassado o limite definido.</p>
<p>Neste Dia Mundial das Redes Sociais, a mensagem central é que a escolha continua a ser uma ferramenta poderosa. Também no mundo digital, reduzir estímulos, selecionar melhor os conteúdos e criar limites pode ajudar a transformar a relação com o telemóvel e as redes sociais. No online, como no minimalismo, menos pode ser mais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783168]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Venezuela/Sismo: Mais de 58 mil edifícios ficaram danificados ou destruídos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 07:40:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de 58 mil edifícios ficaram danificados ou destruídos após o duplo sismo que atingiu a Venezuela na quarta-feira, segundo estimativas de satélite divulgadas pela NASA.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de 58 mil edifícios ficaram danificados ou destruídos após o duplo sismo que atingiu a Venezuela na quarta-feira, segundo estimativas de satélite divulgadas pela NASA.</p>
<p>A agência espacial norte-americana estimou que aproximadamente 58.870 edifícios tenham sido, provavelmente, danificados ou destruídos em toda a área afetada.</p>
<p>Os dados baseiam-se em informações de satélites de alta resolução da Agência Espacial Europeia, recolhidas em 25 de junho, um dia após os sismos, de acordo com os investigadores Corey Scher e Jamon Van Den Hoek, da Universidade Estadual do Oregon.</p>
<p>&#8220;Esta é uma avaliação preliminar&#8221; e que &#8220;reflete uma mudança repentina na área da superfície&#8221;, afirmaram os investigadores, acrescentando que este número deve ser considerado apenas como um indicador e não foi verificado no terreno.</p>
<p>O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, referiu na segunda-feira que 855 edifícios ficaram danificados, incluindo 189 que sofreram &#8220;um colapso total&#8221;.</p>
<p>Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 1.719 mortos e 5.034 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.</p>
<p>Entre os mortos, há pelo menos 56 portugueses e lusodescendentes, e outros 91 estão desaparecidos ou incontactáveis, segundo o balanço de segunda-feira do Ministério dos Negócios Estrangeiros.</p>
<p>De acordo com a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.</p>
<p>Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia (UE), enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.</p>
<p>Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.</p>
<p>Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783444]]></sapo:autor>
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		<title>Cessar-fogo em risco e reunião em dúvida: EUA anunciam encontro em Doha, mas Teerão nega</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 07:30:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os Estados Unidos e o Irão deverão realizar esta terça-feira uma reunião de alto nível em Doha, no Catar, no âmbito das negociações sobre o memorando de entendimento assinado entre Washington e Teerão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Os Estados Unidos e o Irão deverão realizar esta terça-feira uma reunião de alto nível em Doha, no Catar, no âmbito das negociações sobre o memorando de entendimento assinado entre Washington e Teerão. A informação foi avançada pela Casa Branca, mas o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano negou que estejam previstas reuniões entre os dois países esta semana.</p>
<p class="isSelectedEnd">Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados do presidente norte-americano Donald Trump para as negociações com o Irão, vão deslocar-se a Doha para participar nos contactos diplomáticos. A reunião surge num momento de tensão, depois de ataques recíprocos na região terem colocado em risco o cessar-fogo provisório previsto no entendimento entre os dois países.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Casa Branca confirma deslocação a Doha</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou esta segunda-feira, em declarações à Fox News, que Witkoff e Kushner vão viajar para Doha para “reuniões de alto nível” esta semana, no quadro das discussões em torno do memorando de entendimento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a responsável norte-americana, as conversações técnicas deverão decorrer à margem dessas reuniões de alto nível. Pouco antes, Donald Trump escreveu na rede Truth Social que o Irão tinha pedido uma reunião e que o encontro se realizaria esta terça-feira em Doha.</p>
<p><iframe class="truthsocial-embed" style="max-width: 100%; border: 0;" src="https://truthsocial.com/@realDonaldTrump/116833168246538290/embed" width="600" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe><script src="https://truthsocial.com/embed.js" async="async"></script></p>
<p>A versão norte-americana foi, no entanto, contrariada por Teerão. O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão garantiu que não há qualquer reunião prevista entre o Irão e os Estados Unidos esta semana no Catar.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Memorando prevê cessar-fogo e reabertura de Ormuz</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Washington e Teerão assinaram, a 17 de junho, um memorando de entendimento de 14 pontos com o objetivo de pôr fim a quatro meses de conflito. O documento incluía um cessar-fogo e a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais sensíveis da região.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar do acordo, os ataques recíprocos registados nos últimos dias voltaram a ameaçar o processo diplomático. Estados Unidos e Irão trocaram acusações sobre a violação do cessar-fogo provisório, aumentando a pressão sobre as negociações.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Ataques a navios comerciais agravam tensão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Karoline Leavitt afirmou que houve ataques a navios comerciais aos quais os Estados Unidos responderam por orientação do presidente norte-americano. A porta-voz sublinhou que Washington continuará a responder a esse tipo de incidentes, embora tenha defendido que o objetivo da administração norte-americana é manter o processo de paz em andamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">“O presidente quer, obviamente, que o processo de paz avance”, afirmou Leavitt à Fox News.</p>
<p class="isSelectedEnd">A porta-voz acrescentou ainda que, na perspetiva dos Estados Unidos, Washington está a cumprir a sua parte do cessar-fogo. “A violência será respondida com violência”, declarou.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Negociações sob incerteza</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A eventual reunião em Doha surge, assim, num contexto de incerteza diplomática. A Casa Branca confirma a deslocação dos enviados norte-americanos e fala em encontros de alto nível, enquanto o Irão nega que haja contactos previstos com os Estados Unidos esta semana no Catar.</p>
<p>O desencontro nas versões aumenta as dúvidas sobre o futuro imediato do memorando de entendimento e sobre a capacidade de Washington e Teerão manterem o cessar-fogo provisório, numa altura em que os ataques na região continuam a ameaçar o processo negocial.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782974]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Bruxelas avisa que detalhes da Prestação Social Única têm de ficar fechados até ao final de agosto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 07:24:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Com várias regras fundamentais ainda por fechar, o Governo fica assim obrigado a concluir em dois meses os detalhes de uma reforma que funde 13 prestações sociais e que pode determinar o acesso a 620 milhões de euros do PRR.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A Comissão Europeia avisou que todas as ações necessárias para a entrada em vigor da Prestação Social Única têm de estar concluídas até 31 de agosto, apesar de o Governo ter conseguido no Parlamento o alargamento para 120 dias do prazo para legislar sobre a medida.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://www.jornaldenegocios.pt/economia/fundos-comunitarios/detalhe/bruxelas-avisa-que-detalhes-da-psu-tem-de-ficar-fechados-em-dois-meses" target="_blank" rel="noopener">Negócios</a>, Bruxelas esclareceu que o diploma legal relativo à Prestação Social Única, conhecida como PSU, tem de estar publicado em Diário da República até essa data para que a reforma possa ser avaliada positivamente no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em causa está uma das reformas previstas no PRR, associada a 620 milhões de euros. Se Portugal não cumprir os prazos exigidos, arrisca-se a perder esse montante.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Portugal tem dois meses para fechar regras essenciais</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Negócios, fonte oficial da Comissão Europeia afirmou que “todas as ações necessárias” para assegurar o cumprimento satisfatório dos marcos e metas têm de estar concluídas até 31 de agosto de 2026.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na prática, isto significa que Portugal tem apenas dois meses para fechar as regras essenciais da Prestação Social Única, incluindo o valor da prestação, as condições de acesso e outros aspetos centrais do novo regime.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Comissão Europeia indicou ainda que o próprio ato legislativo relativo à PSU tem de ser publicado no Diário da República até 31 de agosto.</p>
<p class="isSelectedEnd">A questão é particularmente sensível porque a Prestação Social Única pretende fundir 13 prestações não contributivas, atualmente desenhadas com objetivos, regras e valores diferentes.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Governo fala em produção de efeitos apenas em 2027</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Governo tem defendido a necessidade de um período transitório para operacionalizar a medida. O decreto-lei que acompanhava a proposta de lei de autorização legislativa previa a entrada em vigor a 1 de janeiro de 2027, embora esse texto esteja entretanto desatualizado em vários pontos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, afirmou, em declarações ao Eco, que prevê que a produção de efeitos da Prestação Social Única ocorra apenas em 2027.</p>
<p class="isSelectedEnd">Questionada sobre a possibilidade de a entrada em vigor ocorrer até 31 de agosto, mas a produção de efeitos ficar apenas para janeiro, a Comissão Europeia não esclareceu diretamente essa questão. A fonte oficial respondeu apenas que Bruxelas só poderá avaliar o cumprimento do marco depois de o texto legislativo final ter entrado em vigor e de as autoridades portuguesas apresentarem as provas correspondentes no âmbito do pedido de pagamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com os prazos previstos, Portugal deverá apresentar o pedido de pagamento até ao final de setembro. Caso a avaliação seja positiva, o desembolso dos 620 milhões de euros deverá acontecer até 31 de dezembro.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Parlamento alargou prazo para legislar</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As exigências de Bruxelas contrastam com a alteração aprovada no Parlamento, onde o prazo para legislar sobre a Prestação Social Única foi alargado de 90 para 120 dias.</p>
<p class="isSelectedEnd">O que esteve em negociação entre os partidos foram os termos da autorização legislativa, e não o decreto-lei final. A proposta inicial previa que a autorização tivesse a duração de 90 dias, cerca de três meses.</p>
<p class="isSelectedEnd">Durante as negociações, inicialmente com o Chega e depois no âmbito de um acordo com o Partido Socialista, PSD e CDS apresentaram uma proposta para aumentar esse prazo para 120 dias, ou seja, cerca de quatro meses. A alteração acabou por ser viabilizada com o PS.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Iniciativa Liberal tentou, no dia da votação final global, repor o prazo de 90 dias, mas a proposta foi chumbada com os votos contra de PSD, PS, PCP e CDS.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Processo urgente gerou críticas no Parlamento</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O processo urgente no Parlamento foi justificado com os prazos apertados do PRR, cuja implementação termina a 31 de agosto.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa urgência obrigou a uma maratona de audições no mesmo dia em que a lei laboral foi chumbada em plenário. A líder da Iniciativa Liberal criticou a contradição entre a urgência invocada e o posterior alargamento do prazo da autorização legislativa para 120 dias.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Queremos isto feito rapidamente para garantir que o valor em causa do PRR não se perde”, afirmou Mariana Leitão, ao defender a proposta para encurtar novamente o prazo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Questionado, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social não esclareceu datas concretas. Ainda assim, garantiu que vai publicar o decreto-lei dentro do prazo exigido pelo PRR e que toda a legislação necessária para regulamentar a PSU será aprovada dentro do prazo concedido pela Assembleia da República.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Regras fundamentais continuam em aberto</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar do acordo político que permitiu viabilizar a autorização legislativa, continuam por definir aspetos essenciais da Prestação Social Única.</p>
<p class="isSelectedEnd">O PS aceitou o acordo depois de garantir algumas salvaguardas no texto da autorização legislativa. Entre elas está a garantia de que o novo regime não será “globalmente menos favorável” e que o primeiro valor de referência da prestação será definido em decreto-lei, e não por portaria, permitindo uma eventual fiscalização através de apreciação parlamentar.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os socialistas valorizaram também o abandono da ideia de criação de um canal de denúncias e da desconsideração do peso de outros elementos familiares além do titular.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, o valor de referência da nova prestação não consta do texto aprovado, apesar de ser um elemento central para determinar várias regras do regime.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Valor da prestação ainda não está definido</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">No início do processo, Rosário Palma Ramalho indicou que o valor de referência teria por base o rendimento social de inserção, que é inferior, por exemplo, ao valor do subsídio social de desemprego. O PS, contudo, tem afirmado que não discutiu esse ponto com o Governo.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Assumimos que é muito difícil nesta fase definir o valor”, afirmou Eurico Brilhante Dias, quando anunciou o acordo. O dirigente socialista acrescentou que a garantia obtida foi a de que o novo quadro não será pior e que a PSU não será globalmente mais desfavorável do que o regime anterior.</p>
<p class="isSelectedEnd">No dia do acordo, PS e PSD divergiram ainda sobre a obrigatoriedade de trabalho social, mas a diferença foi ultrapassada na manhã seguinte com um comunicado conjunto. A autorização legislativa foi depois aprovada em votação final, com a abstenção do PS.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Bruxelas exige diploma publicado até 31 de agosto</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A mensagem de Bruxelas é clara: para que a reforma da Prestação Social Única seja avaliada positivamente e o desembolso associado ao PRR possa avançar, o ato legislativo tem de estar publicado em Diário da República até 31 de agosto.</p>
<p>Com várias regras fundamentais ainda por fechar, o Governo fica assim obrigado a concluir em dois meses os detalhes de uma reforma que funde 13 prestações sociais e que pode determinar o acesso a 620 milhões de euros do PRR.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783436]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Espanha fecha esta terça-feira prazo para regularização extraordinária de imigrantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 07:15:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O objetivo do Governo espanhol é retirar da informalidade milhares de pessoas que já vivem e trabalham em Espanha, permitindo-lhes aceder a direitos laborais, residência legal e integração no sistema contributivo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Mais de 900 mil imigrantes já pediram a regularização da sua situação em Espanha, no âmbito do processo extraordinário aberto pelo Governo espanhol, cujo prazo termina esta terça-feira. A maioria dos pedidos foi apresentada por cidadãos provenientes da América Latina.</p>
<p class="isSelectedEnd">O processo destina-se a estrangeiros sem antecedentes penais que tenham entrado em Espanha até 31 de dezembro de 2025 e que estejam no país há, pelo menos, cinco meses consecutivos. A medida permite aos requerentes obter autorização de residência e trabalho, desde que cumpram os requisitos definidos pelas autoridades espanholas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo os dados divulgados, o número de pedidos ultrapassa já as 900 mil solicitações, um valor acima das estimativas inicialmente apontadas para este processo de regularização. Até meados de junho, tinham sido admitidos a trâmite cerca de 360 mil processos, estando a Administração espanhola obrigada a analisar cada pedido no prazo previsto.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Processo termina esta terça-feira</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O prazo para apresentação dos pedidos termina esta terça-feira. A partir desse momento, quem não tiver submetido a candidatura deixará de poder entrar neste processo extraordinário de regularização.</p>
<p class="isSelectedEnd">O objetivo do Governo espanhol é retirar da informalidade milhares de pessoas que já vivem e trabalham em Espanha, permitindo-lhes aceder a direitos laborais, residência legal e integração no sistema contributivo.</p>
<p class="isSelectedEnd">A maioria dos candidatos vem da América Latina, refletindo uma realidade migratória distinta daquela que muitas vezes domina o debate público. Grande parte dos estrangeiros em situação irregular não chega a Espanha por via marítima, mas entra no país por avião, muitas vezes como turista, acabando depois por permanecer sem autorização de residência.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Regularização procura combater trabalho irregular</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O processo foi apresentado como uma forma de reconhecer a situação de pessoas que já estão integradas no mercado laboral espanhol, mas que continuam sem documentação e sem proteção legal plena.</p>
<p class="isSelectedEnd">A regularização permitirá que estes trabalhadores passem para a economia formal, com direitos, deveres e contribuições para a Segurança Social. O Governo espanhol tem defendido que a medida terá impacto positivo no mercado de trabalho e nas contas públicas, ao trazer para o sistema legal uma parte da atividade que permanece na economia informal.</p>
<p class="isSelectedEnd">A iniciativa surge num momento em que Espanha tem assumido uma posição diferente da tendência de maior endurecimento migratório observada noutros países europeus. O Executivo espanhol tem defendido que a imigração é necessária para responder às necessidades económicas, demográficas e sociais do país.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Medida divide debate político</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A regularização extraordinária recebeu apoio de sindicatos, organizações sociais, movimentos pró-imigração e setores ligados à Igreja, mas também gerou críticas à direita, em particular do Vox e de alguns setores do Partido Popular.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os defensores da medida argumentam que está em causa a proteção de pessoas que já vivem, trabalham e contribuem para a economia espanhola, muitas delas em setores como serviços, construção, agricultura, cuidados a idosos, crianças e doentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os críticos acusam o Governo de incentivar a imigração irregular e de criar pressão adicional sobre os serviços públicos.</p>
<p>Apesar da controvérsia, o processo chega ao fim com um volume de pedidos que confirma a dimensão da população estrangeira que vivia em Espanha sem situação regularizada e coloca agora sobre a Administração espanhola o desafio de analisar centenas de milhares de processos nos próximos meses.</p>
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