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	<title>Executive Digest &#8211; Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>EUA e Irão iniciam hoje negociações na Suíça após assinatura histórica de memorando de entendimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 05:45:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os Estados Unidos e o Irão dão esta sexta-feira início às primeiras negociações formais sobre a implementação do acordo de paz recentemente alcançado entre os dois países, num encontro agendado para Bürgenstock, nas proximidades de Lucerna, na Suíça.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os Estados Unidos e o Irão dão esta sexta-feira início às primeiras negociações formais sobre a implementação do acordo de paz recentemente alcançado entre os dois países, num encontro agendado para Bürgenstock, nas proximidades de Lucerna, na Suíça. A reunião acontece apesar de o memorando de entendimento já ter sido formalmente assinado esta semana, numa evolução que pretende agora transformar os compromissos políticos assumidos em medidas concretas de aplicação.</p>
<p>A confirmação foi feita pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros suíço, que esclareceu a continuidade dos trabalhos diplomáticos depois de terem surgido dúvidas sobre a necessidade da reunião. Segundo as autoridades suíças, Estados Unidos e Irão, acompanhados pelos mediadores do Paquistão e do Catar, mantêm o encontro marcado para dar início às negociações técnicas relacionadas com a execução do acordo alcançado após mais de três meses de conflito.</p>
<p>A incerteza surgiu depois de Washington e Teerão terem anunciado, na quarta-feira, a formalização do memorando de entendimento que estabelece as bases para o fim da guerra iniciada a 28 de fevereiro. Inicialmente, a reunião na Suíça tinha sido apresentada como o momento da assinatura formal do acordo, mas os acontecimentos acabaram por acelerar-se, com o documento a ser assinado antes da data prevista.</p>
<p>O Presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou entretanto a assinatura do memorando durante a sua deslocação a França, onde participou em encontros internacionais no Palácio de Versalhes. Antes da formalização do acordo, Trump tinha admitido que o texto poderia ser assinado “talvez” na quinta-feira ou na sexta-feira, mas o processo acabou por ser concluído antecipadamente.</p>
<p>Apesar do avanço diplomático, o líder norte-americano deixou também um aviso dirigido a Teerão. Durante a cimeira do G7 realizada em França, Trump afirmou que, caso os iranianos não cumpram os compromissos assumidos, os Estados Unidos poderão voltar a recorrer à força militar. “Se os iranianos não se comportarem, começaremos a lançar bombas diretamente sobre as suas cabeças outra vez”, declarou.</p>
<p>Também o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, confirmou a realização do encontro desta sexta-feira num hotel de luxo situado em Bürgenstock, uma zona montanhosa com vista para o Lago Lucerna. O governante paquistanês descreveu a reunião como um momento destinado a “comemorar este acontecimento histórico e dar início às discussões técnicas”, numa referência ao papel desempenhado por Islamabad e Doha na mediação entre as duas partes.</p>
<p>As negociações surgem depois de um conflito que provocou milhares de mortos, gerou instabilidade em todo o Médio Oriente e teve impacto significativo na economia mundial. A guerra começou a 28 de fevereiro, após um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, desencadeando meses de confrontos militares e tensões diplomáticas.</p>
<p>O memorando de entendimento agora assinado prevê um conjunto de compromissos de grande alcance. De acordo com o texto divulgado pelas autoridades norte-americanas, Teerão aceitou reduzir as suas reservas de urânio altamente enriquecido sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), um dos principais pontos exigidos por Washington ao longo das negociações.</p>
<p>Em contrapartida, os Estados Unidos comprometeram-se a facilitar a criação de um fundo avaliado em 300 mil milhões de dólares, cerca de 260 mil milhões de euros, destinado à reconstrução e ao desenvolvimento económico do Irão. O acordo contempla ainda a possibilidade de Teerão retomar as exportações de petróleo, uma medida considerada fundamental para a recuperação da economia iraniana.</p>
<p>Outro dos pontos centrais estabelece que todas as sanções norte-americanas contra o Irão poderão ser suspensas caso seja alcançado um acordo definitivo durante os próximos 60 dias de negociações. Esse período será agora decisivo para transformar o memorando preliminar num tratado de paz final, definindo mecanismos de supervisão, calendários de implementação e garantias de cumprimento para ambas as partes.</p>
<p>A reunião desta sexta-feira na Suíça marca assim o início de uma nova fase do processo diplomático. Depois da assinatura do memorando que pôs fim às hostilidades, Washington e Teerão enfrentam agora o desafio de converter os princípios acordados num entendimento definitivo capaz de estabilizar a região e evitar o regresso do conflito.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_776283]]></sapo:autor>
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		<title>Portugal estreia-se hoje no Mundial frente à República Democrática do Congo que enfrenta surto de Ébola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A seleção nacional entra esta quarta-feira em campo para disputar o primeiro encontro no Campeonato do Mundo de 2026 frente à República Democrática do Congo, num jogo marcado para Houston, nos Estados Unidos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A seleção nacional entra esta quarta-feira em campo para disputar o primeiro encontro no Campeonato do Mundo de 2026 frente à República Democrática do Congo, num jogo marcado para Houston, nos Estados Unidos. Enquanto as atenções dos adeptos se concentram na estreia portuguesa na competição, o país africano continua a enfrentar uma das mais sérias crises de saúde pública dos últimos anos, devido a um surto de Ébola que já provocou centenas de infeções e mais de uma centena de mortes.</p>
<p>De acordo com os dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no passado domingo, 14 de junho, foram confirmados 689 casos de infeção pelo vírus Ébola desde o início do atual surto, oficialmente declarado a 15 de maio. As autoridades sanitárias registaram igualmente 139 mortes associadas à doença.</p>
<p>A epidemia concentra-se sobretudo na província de Ituri, identificada pelas autoridades como o principal foco de propagação do vírus. Contudo, o surto já se alastrou a outras regiões do leste do país, incluindo as províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul.</p>
<p>No total, 29 zonas de saúde encontram-se atualmente afetadas pela doença, num cenário que continua a preocupar as autoridades congolesas e as organizações internacionais de saúde.</p>
<p>Os centros de tratamento mantêm centenas de pessoas em isolamento e as estruturas hospitalares continuam a reforçar a capacidade de resposta perante o aumento contínuo de casos. Até ao momento, apenas 32 doentes receberam alta hospitalar.</p>
<p><strong>Casos já ultrapassaram fronteiras</strong><br />
A propagação do vírus não se limita ao território congolês. Segundo os dados divulgados, foram também identificadas 19 infeções no Uganda relacionadas com este surto, incluindo vários casos importados da República Democrática do Congo.</p>
<p>Esta evolução levou a OMS a acompanhar de perto a situação epidemiológica na região.</p>
<p>Embora a organização mantenha a classificação do risco global como &#8220;baixa&#8221;, considera que o risco de disseminação na África Subsaariana permanece elevado.</p>
<p>A agência das Nações Unidas acredita ainda que o vírus poderá ter circulado durante várias semanas antes de as autoridades identificarem oficialmente o surto em meados de maio.</p>
<p><strong>Variante não tem vacina nem tratamento específico</strong><br />
O atual surto está associado à variante Bundibugyo do vírus Ébola.</p>
<p>Segundo a OMS, esta estirpe apresenta características particularmente preocupantes, uma vez que não existe atualmente uma vacina autorizada nem um tratamento específico aprovado para combater esta variante.</p>
<p>A organização indica ainda que a taxa de mortalidade associada à variante Bundibugyo pode variar entre 30% e 50%.</p>
<p>O vírus transmite-se através do contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e pode provocar sintomas graves, incluindo febre elevada, vómitos, diarreia e hemorragias internas.</p>
<p><strong>Mundial decorre sem alterações para a seleção congolesa</strong><br />
Apesar da situação sanitária que afeta o país, a participação da República Democrática do Congo no Campeonato do Mundo não sofreu qualquer alteração.</p>
<p>A seleção congolesa continua a preparar-se normalmente para a estreia frente a Portugal, naquele que será o primeiro encontro do Grupo K.</p>
<p>A equipa africana participa pela primeira vez na fase final de um Campeonato do Mundo, depois de ter alcançado uma histórica qualificação para a competição.</p>
<p><strong>Futebol em campo, crise sanitária fora dele</strong><br />
A estreia da República Democrática do Congo no Mundial representa um momento histórico para o futebol do país. No entanto, fora dos relvados, as autoridades continuam empenhadas no combate a uma epidemia que permanece em expansão e que já provocou um elevado número de vítimas.</p>
<p>Assim, enquanto os olhos do mundo estarão voltados para Houston e para o embate entre Portugal e a seleção congolesa, a realidade vivida no país africano continua a ser marcada pelo esforço das equipas médicas e das autoridades para conter um dos mais significativos surtos de Ébola registados nos últimos anos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_776403]]></sapo:autor>
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		<title>União Europeia retoma negociações de adesão com a Ucrânia após fim do veto húngaro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 07:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A União Europeia vai retomar formalmente as negociações de adesão com a Ucrânia esta segunda-feira, numa decisão que surge depois de ter sido ultrapassado o bloqueio que impedia o avanço do processo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A União Europeia vai retomar formalmente as negociações de adesão com a Ucrânia esta segunda-feira, numa decisão que surge depois de ter sido ultrapassado o bloqueio que impedia o avanço do processo.</p>
<p class="isSelectedEnd">O anúncio foi feito conjuntamente pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, e pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que confirmaram que todos os Estados-membros concordaram em abrir o primeiro conjunto de negociações de adesão com a Ucrânia e a Moldávia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo os dois responsáveis europeus, a decisão representa um reconhecimento da determinação, coragem e esforço demonstrados pelos dois países na implementação de reformas, apesar dos desafios que enfrentam. António Costa e Ursula von der Leyen classificaram ainda este avanço como um passo importante no processo de alargamento da União Europeia.</p>
<p><strong>Primeira fase das negociações centra-se nos valores fundamentais da UE</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O primeiro conjunto de negociações, designado em Bruxelas como um “cluster”, será dedicado aos valores e princípios fundamentais que a Ucrânia e a Moldávia terão de respeitar para poderem integrar o bloco comunitário.</p>
<p class="isSelectedEnd">O processo de adesão à União Europeia exige que os países candidatos negociem seis grandes áreas temáticas, compostas por dezenas de capítulos. O objetivo é garantir que os futuros membros adotam e aplicam integralmente o chamado acervo comunitário, que inclui as regras e normas europeias em áreas como o ambiente, a agricultura e o mercado interno.</p>
<p><strong>Processo esteve bloqueado devido ao veto da Hungria</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As negociações de adesão tinham sido oficialmente lançadas em 2024, no contexto da guerra desencadeada pela invasão russa da Ucrânia em 2022. No entanto, o processo ficou bloqueado devido ao veto da Hungria, liderada por Viktor Orbán, que se opunha ao avanço da candidatura ucraniana.</p>
<p class="isSelectedEnd">O impasse acabou por ser ultrapassado após a eleição, em abril, do principal opositor de Orbán, Peter Magyar, permitindo que as discussões voltassem a avançar.</p>
<p><strong>Adesão da Ucrânia à UE continua a ser um processo longo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar da retoma das negociações, a adesão da Ucrânia à União Europeia continua a depender de um percurso longo e exigente. Mesmo que Kiev consiga concluir com sucesso todas as fases de negociação, processo que poderá durar vários anos, será necessário obter o acordo unânime dos 27 Estados-membros.</p>
<p>Além disso, a entrada da Ucrânia no bloco europeu terá ainda de ser ratificada individualmente por cada país, através dos respetivos parlamentos nacionais ou, em alguns casos, por referendo.</p>
<p><strong>Bruxelas considera alargamento uma escolha estratégica</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Para as instituições europeias, o alargamento continua a ser uma prioridade estratégica. Na declaração conjunta, António Costa e Ursula von der Leyen defenderam que uma União Europeia mais alargada serve os interesses comuns dos Estados-membros.</p>
<p>&#8220;Num mundo marcado por uma crescente incerteza, uma União Europeia maior é do nosso interesse comum&#8221;, afirmaram os dois líderes europeus.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_775935]]></sapo:autor>
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		<title>Denúncias de maus-tratos em creches aumentam e levantam dúvidas sobre prevenção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 18:08:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As denúncias de violência, abusos e maus-tratos em creches têm ganho visibilidade nos últimos meses, levantando dúvidas sobre os mecanismos de prevenção, supervisão e fiscalização destas instituições.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="155" data-end="355">As denúncias de violência, abusos e maus-tratos em creches têm ganho visibilidade nos últimos meses, levantando dúvidas sobre os mecanismos de prevenção, supervisão e fiscalização destas instituições.</p>
<p data-start="357" data-end="703">A Sábado recorda o caso da Academia Sonhar e Crescer, em Carnide, Lisboa, onde pais e familiares impediram a entrada das crianças depois de denúncias de alegados maus-tratos físicos e psicológicos. A instituição, integrada no Programa Creche Feliz e com financiamento público, acabou por encerrar depois de as instalações terem sido vandalizadas.</p>
<p data-start="705" data-end="914">O caso chegou ao Parlamento e o presidente do Instituto da Segurança Social defendeu, numa audição em março, que “o Estado não falhou”, garantindo que o Ministério Público continuava a investigar as denúncias.</p>
<p data-start="916" data-end="1309">Outros casos chegaram entretanto às autoridades. Em maio, um auxiliar de ação educativa de uma escola de Lisboa foi detido pela Polícia Judiciária por alegado abuso sexual de quatro crianças. No mesmo mês, o Ministério Público acusou duas funcionárias por oito crimes de maus-tratos a oito crianças num jardim de infância em Amares, num caso relativo aos anos letivos de 2022-2023 e 2023-2024.</p>
<p data-start="1311" data-end="1347"><strong>Falhas podem estar antes da denúncia</strong></p>
<p data-start="1349" data-end="1666">Para Luís Ribeiro, presidente da Associação de Profissionais de Educação de Infância, o problema pode não estar num aumento real dos casos, mas na maior visibilidade das suspeitas. “Não acredito que haja mais casos”, afirmou à Sábado, defendendo que existe hoje mais consciência social e maior capacidade de denúncia.</p>
<p data-start="1668" data-end="2009">O responsável considera que a fragilidade está sobretudo “a montante”, nos mecanismos de prevenção, supervisão e organização pedagógica das creches. Mais de 90% das creches em Portugal são geridas por IPSS, instituições que, segundo Luís Ribeiro, prestam serviços educativos, mas não têm necessariamente uma natureza educativa na sua gestão.</p>
<p data-start="2011" data-end="2369">O presidente da APEI alerta ainda para diferenças na formação e preparação dos profissionais. Embora os educadores de infância tenham hoje qualificação elevada, com exigência de mestrado, a realidade dos auxiliares é mais variável. A falta de educadores é outro problema: “Há muitas IPSS que neste momento estão a funcionar sem educador de infância”, avisou.</p>
<p data-start="2371" data-end="2403"><strong>Fiscalizações aumentaram em 2025</strong></p>
<p data-start="2405" data-end="2580">Questionado pela Sábado, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social revelou que foram concluídos 121 processos de fiscalização a creches em 2024 e 199 em 2025.</p>
<p data-start="2582" data-end="2935">Desses processos resultaram 13 encerramentos administrativos em 2024 e 15 encerramentos em 2025, dos quais três foram considerados urgentes. Os motivos vão da falta de licenciamento à insuficiência de recursos humanos, falta de qualificação exigida por lei, problemas de salubridade ou deficiências graves nas condições de segurança, higiene e conforto.</p>
<p data-start="2937" data-end="3202">Em 2025, deram entrada no Instituto da Segurança Social 117 denúncias relativas a creches, na maioria relacionadas com condições das instalações e escassez de recursos. No mesmo ano, foram realizadas 1.532 visitas de acompanhamento técnico à resposta social creche.</p>
<p data-start="3204" data-end="3465">O ministério sublinha que todas as denúncias de maus-tratos são encaminhadas para o Ministério Público e que, quando existem indícios de perigo para a criança, são acionados os mecanismos de proteção, nomeadamente através das CPCJ e das autoridades competentes.</p>
<p data-start="3467" data-end="3763" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Num setor que acolhe crianças até aos três anos, a confiança das famílias depende não apenas da existência de vagas, mas também da qualidade das equipas, da supervisão pedagógica e da capacidade de detetar problemas antes de se transformarem em casos graves.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774978]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>EUA lançam novos ataques aéreos contra alvos no Irão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 22:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Foram relatadas explosões em Sirik, na ilha de Qeshm, em Minab e em Isfahan.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Os Estados Unidos iniciaram esta quarta-feira uma nova vaga de ataques aéreos contra alvos em território iraniano.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo uma declaração divulgada pelo Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) na rede social X, as forças norte-americanas começaram a executar &#8220;ataques adicionais de autodefesa&#8221; às 17h15 (hora da Costa Leste dos EUA), por ordem do Comandante-em-Chefe.</p>
<p class="isSelectedEnd">&#8220;O Comando Central dos EUA iniciou hoje ataques adicionais de autodefesa contra múltiplos alvos no Irão&#8221;, refere a nota, acrescentando que a operação surge em resposta àquilo que Washington descreve como uma &#8220;agressão injustificada e contínua&#8221; por parte de Teerão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="500" data-dnt="true">
<p lang="en" dir="ltr">U.S. Central Command forces began launching additional self-defense strikes today at 5:15 p.m. ET against multiple targets in Iran at the Commander in Chief’s direction. The strikes are in response to Iran’s unwarranted and continued aggression.</p>
<p>&mdash; U.S. Central Command (@CENTCOM) <a href="https://x.com/CENTCOM/status/2064824143640502670?ref_src=twsrc%5Etfw">June 10, 2026</a></p></blockquote>
<p><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p><strong>Explosões registadas em vários pontos do Irão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Entretanto, foram relatadas explosões em Sirik, na ilha de Qeshm, em Minab e em Isfahan, locais considerados estratégicos no contexto da crescente tensão entre os Estados Unidos e o Irão.</p>
<p>Os relatos surgem num momento de forte escalada entre os dois países, com as autoridades norte-americanas a justificarem a nova operação militar como uma medida de autodefesa.</p>
<p>Até ao momento, não foram divulgados mais detalhes sobre os alvos atingidos ou sobre o impacto dos ataques.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774432]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Trump ameaça atacar novamente o Irão “com força” e admite atingir centrais elétricas e pontes</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/trump-ameaca-atacar-novamente-o-irao-com-forca-e-admite-atingir-centrais-eletricas-e-pontes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 16:32:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente americano afirmou que os Estados Unidos estiveram “muito perto” de chegar a um entendimento com Teerão, mas acusou o país de estar a “brincar” com Washington e de tentar ganhar tempo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Donald Trump ameaçou lançar novos ataques contra o Irão. O Presidente americano afirmou que os Estados Unidos estiveram “muito perto” de chegar a um entendimento com Teerão, mas acusou o país de estar a “brincar” com Washington e de tentar ganhar tempo.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Vamos ver o que acontece. Mas atingimo-los com força ontem e vamos voltar a atingi-los com força hoje”, disse Trump aos jornalistas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Presidente americano afirmou que as conversações estavam próximas de um acordo, mas acusou o Irão de estar a arrastar o processo negocial. “Estávamos mesmo perto de um acordo. Mas eles continuam a enrolar-nos. Continuam a fazer-nos passar por parvos”, declarou.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Trump diz que acordo impediria Irão de ter arma nuclear</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Donald Trump afirmou ainda que tem trabalhado com o Irão “há vários meses” e defendeu que Teerão deveria assinar o acordo em cima da mesa.</p>
<p class="isSelectedEnd">“É um bom acordo. Não lhes dá o direito de ter uma arma nuclear. Na verdade, proíbe-os totalmente de alguma vez terem uma arma nuclear”, disse o Presidente americano.</p>
<p class="isSelectedEnd">As declarações surgem num momento de forte tensão militar entre os Estados Unidos e o Irão, depois de Washington ter lançado ataques contra o país e de Trump ter ameaçado novas ofensivas caso não seja fechado um acordo.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Centrais elétricas e pontes podem estar na mira</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo uma entrevista telefónica citada pela Fox News, Trump estará cada vez mais perto de ordenar novos ataques contra centrais elétricas e pontes no Irão, em resposta ao que considera ser a demora de Teerão nas negociações.</p>
<p class="isSelectedEnd">A possibilidade de atacar infraestruturas civis levanta questões legais relevantes. Bombardear alvos civis pode constituir crime de guerra, dependendo das circunstâncias e da natureza dos objetivos visados.</p>
<p class="isSelectedEnd">A análise citada no texto recorda que, ao abrigo do artigo 52.º do Primeiro Protocolo Adicional às Convenções de Genebra de 1977, os “bens civis”, como infraestruturas, são definidos por oposição aos objetivos militares. Ou seja, são protegidos salvo se a sua destruição oferecer uma vantagem militar concreta.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>O princípio da distinção</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">No centro da discussão está o princípio da distinção entre civis e combatentes. A regra 10 do direito internacional humanitário consuetudinário, aplicável a conflitos internacionais e internos, estabelece que os bens civis estão protegidos contra ataques, exceto quando e enquanto forem objetivos militares.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isto impõe obrigações às partes envolvidas. Quem ataca deve evitar atingir bens civis. Quem está sob ataque deve evitar misturar alvos militares com civis.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Estatuto do Tribunal Penal Internacional também estabelece que dirigir intencionalmente ataques contra bens civis que não sejam objetivos militares constitui crime de guerra.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Risco de escalada aumenta</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As declarações de Trump apontam para uma possível escalada militar caso as negociações não avancem. O Presidente americano insiste que os Estados Unidos estiveram perto de um acordo e que o Irão deveria aceitar os termos propostos, sobretudo no que diz respeito à proibição de desenvolver uma arma nuclear.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao mesmo tempo, a ameaça de novos ataques, incluindo contra infraestruturas sensíveis, aumenta o risco de agravamento do conflito. O estreito de Ormuz, já no centro da tensão após o incidente com o helicóptero Apache, continua a ser uma zona estratégica para o tráfego marítimo e energético.</p>
<p>A posição de Trump deixa claro que Washington pretende manter pressão militar sobre Teerão. A grande incógnita é saber se essa pressão levará o Irão de volta à mesa de negociações ou se abrirá caminho a uma nova fase de confrontos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774398]]></sapo:autor>
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		<title>Satélites detetam novo submarino chinês sem torre de comando que intriga especialistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 16:18:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A descoberta surge num momento em que a China tem acelerado o desenvolvimento de novos sistemas militares e reforçado a sua aposta no setor naval.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Imagens de satélite captadas no estaleiro de Xangai revelaram um novo tipo de submarino chinês que está a chamar a atenção de especialistas em defesa naval. O modelo, com cerca de 120 metros de comprimento, destaca-se por uma característica invulgar: aparentemente não tem torre de comando, um elemento que durante mais de um século foi considerado praticamente obrigatório na engenharia submarina.</p>
<p class="isSelectedEnd">A descoberta, avançada pelo elEconomista, surge num momento em que a China tem acelerado o desenvolvimento de novos sistemas militares e reforçado a sua aposta no setor naval. Nos últimos cinco anos, o país terá colocado em marcha entre 15 e 20 submarinos, incluindo pelo menos oito modelos novos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A particularidade deste novo submarino está precisamente na ausência da estrutura superior visível que normalmente funciona como torre de controlo. A confirmar-se, esta opção poderá representar uma mudança relevante no desenho de submarinos e abrir uma nova fase na engenharia naval.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Um desenho que reduz ruído e melhora o movimento</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A eliminação da torre de comando pode trazer várias vantagens técnicas. Sem esse componente, o submarino reduz a resistência ao avanço, melhora a fluidez do movimento debaixo de água e pode tornar-se mais rápido.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além da velocidade, a ausência da torre poderá também melhorar a capacidade de manobra e reduzir o ruído produzido durante a navegação. Esta última vantagem é particularmente importante em contexto militar, uma vez que submarinos mais silenciosos são mais difíceis de detetar por sistemas de rastreio acústico.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o elEconomista, é precisamente este conjunto de características que torna o novo desenho chinês tão relevante para os especialistas em defesa naval. O submarino parece desafiar algumas das convenções tradicionais da engenharia submarina, ao dispensar um elemento que sempre foi visto como central neste tipo de embarcação.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>China mantém silêncio sobre o novo submarino</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar das imagens de satélite, ainda há muitas incógnitas sobre este novo sistema. Não se sabe, por exemplo, se o submarino é autónomo ou se poderá funcionar como plataforma para transportar submarinos mais pequenos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A falta de informação oficial dificulta a análise. A China tende a manter reserva sobre muitos dos seus avanços militares e tecnológicos, evitando expor publicamente as suas capacidades. Ainda assim, num mundo cada vez mais monitorizado por satélites, torna-se mais difícil esconder totalmente este tipo de desenvolvimento.</p>
<p class="isSelectedEnd">O que se sabe, por agora, é que as imagens captadas em Xangai mostram um desenho pouco comum e potencialmente relevante para a evolução da guerra submarina. A ausência de torre de comando é o detalhe que mais surpreende e que alimenta as dúvidas sobre a função exata deste novo submarino.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Nova fase na engenharia naval chinesa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O desenvolvimento tecnológico tem acelerado a transformação de várias áreas militares, e o setor dos armamentos é um dos que mais tem evoluído nos últimos anos. Num contexto internacional marcado por conflitos e tensões crescentes entre países, várias potências têm reforçado investimentos para garantir capacidade de resposta em caso de crise.</p>
<p class="isSelectedEnd">A China aparece entre os países mais ativos nesse movimento. A sua indústria tecnológica avançada permite-lhe desenvolver sistemas cada vez mais sofisticados, incluindo no domínio naval.</p>
<p class="isSelectedEnd">O novo submarino agora identificado por satélite poderá ser mais um sinal dessa evolução. Embora ainda faltem detalhes sobre as suas capacidades reais, a embarcação reforça a ideia de que Pequim está a testar soluções menos convencionais para ganhar vantagem no mar.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Um submarino envolto em perguntas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As imagens disponíveis não permitem responder às principais questões sobre o novo modelo. A sua função, autonomia, armamento, nível de automatização e eventual papel dentro da estratégia naval chinesa continuam por esclarecer.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também não é possível saber se se trata de um protótipo, de uma plataforma experimental ou de um sistema já pensado para entrar em operação. O facto de ter sido detetado por satélite aumenta o interesse, mas não elimina a incerteza.</p>
<p>Ainda assim, o detalhe mais visível já é suficiente para causar impacto: um submarino de grandes dimensões, sem a tradicional torre de comando, captado num estaleiro de Xangai. A confirmar-se o desenho, a China poderá estar a testar uma solução capaz de tornar os submarinos mais rápidos, mais silenciosos e mais difíceis de detetar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774388]]></sapo:autor>
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		<title>Bill Gates diz ao Congresso que Jeffrey Epstein tentou usar informações sobre a sua vida pessoal para o pressionar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 15:43:35 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Nas declarações entregues ao Congresso, Gates diz que Epstein teve conhecimento de informações sensíveis sobre a sua vida privada, incluindo o facto de ter sido infiel durante o casamento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Bill Gates afirmou perante membros da Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos que não tinha conhecimento dos crimes de Jeffrey Epstein e que o empresário condenado por crimes sexuais tentou usar informações sobre a sua vida pessoal para o pressionar, noticia a CNN.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com uma cópia das declarações iniciais obtida pela estação americana, o cofundador da Microsoft disse que Epstein teve conhecimento de informações sensíveis sobre a sua vida privada, incluindo o facto de Gates ter sido infiel durante o casamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Nunca testemunhei nem tive qualquer indicação de que Epstein estivesse envolvido em conduta criminosa em curso. Nunca fui à sua ilha, ao seu rancho ou à sua casa na Florida. Nunca vitimizei ninguém”, afirmou Gates, segundo as declarações preparadas para a audição.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Gates diz que Epstein tentou pressioná-lo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nas declarações entregues ao Congresso, Gates afirmou que Epstein poderá ter tentado criar uma relação pessoal consigo, mas garantiu que nunca teve interesse nisso e que nunca correspondeu.</p>
<p class="isSelectedEnd">O bilionário disse ainda que as informações sobre a sua vida pessoal, incluindo as infidelidades no casamento, “nada tiveram a ver” com as suas interações com Epstein, embora tenham sido dolorosas para a família.</p>
<p class="isSelectedEnd">Gates contou aos deputados que foi apresentado a Jeffrey Epstein em 2011. Na altura, Epstein terá prometido que conseguiria angariar milhares de milhões de dólares para projetos de saúde global. Gates reconheceu que sabia que Epstein tinha tido problemas legais anteriores, mas afirmou que não compreendia totalmente a dimensão dos crimes cometidos.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Não apliquei o escrutínio que devia ter aplicado”, admitiu.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Contactos terminaram em 2014</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Bill Gates descreveu as interações com Epstein como “limitadas” e disse que terminaram completamente em dezembro de 2014.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, afirmou que Epstein tentou usar aquilo que sabia sobre as suas infidelidades, além de várias mentiras, para o pressionar a restabelecer contacto depois de a relação entre ambos ter terminado.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Não teve sucesso nesse esforço, mas isso mostra algumas das formas como tentou usar as interações comigo para promover a sua agenda. Nunca devia ter encontrado Epstein em primeiro lugar”, disse Gates, segundo a CNN.</p>
<p class="isSelectedEnd">O cofundador da Microsoft classificou os encontros com Epstein como um “grave erro de julgamento”.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Audição decorreu à porta fechada</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A audição de Gates decorreu à porta fechada, depois de a divulgação de novos ficheiros relacionados com Jeffrey Epstein ter levantado perguntas sobre os seus contactos com o antigo financeiro condenado.</p>
<p class="isSelectedEnd">A presença de Gates no Capitólio é uma das mais mediáticas até agora no âmbito das entrevistas conduzidas pela comissão, sendo a 15.ª audição realizada neste processo.</p>
<p class="isSelectedEnd">À chegada, Gates disse aos jornalistas que estava presente de forma voluntária para ajudar o trabalho da comissão. “Espero que o meu testemunho seja útil ao trabalho, ao importante trabalho da comissão para encontrar justiça para as vítimas”, declarou.</p>
<p class="isSelectedEnd">O presidente da Comissão de Supervisão, James Comer, disse antes da audição que não havia limitações quanto ao âmbito das perguntas. “Tudo está em cima da mesa”, afirmou o republicano do Kentucky à CNN, acrescentando que Gates poderia não estar “ansioso” por testemunhar, mas estava “disposto” a falar.</p>
<p class="isSelectedEnd">Durante a audição, porém, o advogado de Gates disse aos legisladores que o bilionário não responderia a perguntas sobre relações extraconjugais sem ligação ao caso Epstein, segundo uma pessoa presente na sala.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Relação com Epstein sob escrutínio</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A comissão pediu a cooperação voluntária de Gates depois da divulgação de documentos que incluíam alegações gráficas não verificadas e detalhes sobre uma coordenação filantrópica entre Gates e Epstein mais extensa do que era anteriormente conhecido.</p>
<p class="isSelectedEnd">A CNN já tinha noticiado que alguns dos elementos mais explosivos da divulgação anterior envolviam dois rascunhos de emails que Epstein parecia ter escrito em julho de 2013. As mensagens, que não se sabe se chegaram a ser enviadas, continham alegações não verificadas sobre Gates.</p>
<p class="isSelectedEnd">Não é claro quem escreveu esses rascunhos guardados na conta de email de Epstein nem se foram alguma vez enviados. As mensagens estavam endereçadas de Epstein para si próprio. Apesar de sugerirem uma possível rutura na relação, encontros e trocas de emails continuaram nessa altura.</p>
<p class="isSelectedEnd">As alegações incluídas nesses rascunhos não foram verificadas nem corroboradas. Não há indicação de que as mensagens tenham sido partilhadas com Gates ou com qualquer outra pessoa. O cofundador da Microsoft não foi acusado de qualquer crime relacionado com Epstein.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Gates nega envolvimento em crimes de Epstein</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Um representante de Gates já tinha rejeitado as alegações, considerando-as falsas e absurdas. A mesma posição sublinhava que os documentos demonstravam apenas a frustração de Epstein por não ter uma relação continuada com Gates e a forma como tentaria enredar e difamar o empresário.</p>
<p class="isSelectedEnd">O representante afirmou ainda que Gates reconhece que encontrar-se com Epstein foi um erro grave de julgamento, mas nega qualquer conduta imprópria relacionada com Epstein e com as atividades criminosas em que este esteve envolvido.</p>
<p class="isSelectedEnd">Gates também disse anteriormente que nunca visitou a ilha de Epstein, nunca participou em festas com ele e não teve qualquer envolvimento em atividades ilegais associadas ao antigo financeiro.</p>
<p class="isSelectedEnd">Numa entrevista em fevereiro a uma afiliada da CNN na Austrália, Gates disse que Epstein terá escrito um email para si próprio, que essa mensagem nunca foi enviada e que o conteúdo era falso. “Cada minuto que passei com ele, arrependo-me”, afirmou então.</p>
<p class="isSelectedEnd">Gates já tinha admitido arrependimento em 2021, numa entrevista à CNN, dizendo que foi “um enorme erro” passar tempo com Epstein e dar-lhe credibilidade com a sua presença.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Documentos incluem centenas de referências a Gates</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os mais de três milhões de páginas divulgados pelo Departamento de Justiça contêm várias centenas de referências a Gates, incluindo emails sobre agendas, reuniões, refeições, chamadas propostas e tentativas de Epstein para marcar encontros com o bilionário.</p>
<p class="isSelectedEnd">Todas as interações documentadas ocorreram depois da condenação de Epstein, em 2008, por acusações relacionadas com prostituição. Entre os contactos referidos estão um jantar em 2010 e uma reunião na Noruega em agosto de 2012.</p>
<p class="isSelectedEnd">Num email de dezembro de 2014, Gates escreveu a Epstein que tinha gostado muito de um pequeno-almoço. Epstein respondeu, em parte, dizendo que todos tinham gostado dele e terminou com um convite para Gates visitar a sua ilha privada. Gates tem mantido que nunca visitou a ilha, e não há indicação de que tenha aceitado o convite.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Democratas querem saber o que Gates sabia</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Antes da audição, o democrata Robert Garcia, principal representante do partido na Comissão de Supervisão, considerou “muito preocupante” que Gates tenha mantido uma relação com Epstein depois da condenação deste.</p>
<p class="isSelectedEnd">Garcia afirmou que a comissão quer perceber o que Gates sabia, quem mais fazia parte do círculo de Epstein e por que razão continuou a manter contacto com ele.</p>
<p class="isSelectedEnd">A investigação parlamentar continua a ouvir figuras de alto perfil associadas, direta ou indiretamente, ao círculo de Epstein. James Comer disse aos jornalistas que pretende chamar outras personalidades a depor em julho, incluindo Alan Dershowitz e o procurador-geral interino Todd Blanche.</p>
<p>A audição de Gates surge, assim, num momento em que os contactos de figuras influentes com Jeffrey Epstein continuam sob escrutínio público e político nos Estados Unidos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774379]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Trump volta a provocar o Irão com “Louvado seja Alá” após novos ataques americanos</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 15:06:57 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os militares americanos lançaram novos ataques contra o Irão na terça-feira, depois de Trump ter anunciado que um helicóptero Apache americano foi “abatido” enquanto sobrevoava o estreito de Ormuz.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Donald Trump voltou a usar a expressão “Louvado seja Alá” numa publicação na rede Truth Social dirigida ao Irão, poucas horas depois de os Estados Unidos terem lançado uma nova série de ataques contra o país, noticia o The Independent.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Presidente americano criticou a comunicação social, que voltou a classificar como “Fake News Media”, e afirmou que o bloqueio naval em curso aos portos iranianos é o “mais bem-sucedido” da “história da guerra naval”.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Nada passa, a menos que nós queiramos. É uma parede de aço. O Irão não está a fazer negócio nenhum, não paga aos militares nem quaisquer contas, e está rapidamente a tornar-se uma nação falhada. Muito petróleo está a sair. Louvado seja Alá”, escreveu Trump esta quarta-feira de manhã.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Nova provocação após publicação sobre Ormuz</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A publicação surge depois de Trump já ter usado a mesma expressão numa mensagem anterior, publicada no domingo de Páscoa, sobre o estreito de Ormuz. Nessa altura, o Presidente americano escreveu uma mensagem com linguagem insultuosa dirigida ao Irão, exigindo a abertura da passagem marítima estratégica.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Abram o maldito estreito, seus loucos, ou vão viver no inferno. Esperem para ver. Louvado seja Alá”, escreveu Trump em abril, numa publicação citada pelo The Independent.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esta quarta-feira, o Presidente americano voltou também a avisar Teerão de que demorou demasiado tempo a negociar um acordo e que agora terá de “pagar o preço”. Na mesma rede social, acusou ainda o Irão de ser “só conversa e nenhuma ação” e afirmou que “o valentão do Médio Oriente está morto”.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Estados Unidos lançam novos ataques contra o Irão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As declarações surgem num momento de forte tensão militar entre Washington e Teerão. Os militares americanos lançaram novos ataques contra o Irão na terça-feira, depois de Trump ter anunciado que um helicóptero Apache americano foi “abatido” enquanto sobrevoava o estreito de Ormuz.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mais tarde, em declarações à Fox News, Trump afirmou que um drone iraniano ficou preso entre os dois pilotos do helicóptero, mas não explodiu. Os pilotos foram encontrados em segurança e sem ferimentos depois de o helicóptero ter caído na noite de segunda-feira.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Comando Central dos Estados Unidos afirmou que os ataques mais recentes visaram sistemas de defesa aérea iranianos, estações de controlo terrestre e radares de vigilância perto do estreito de Ormuz. Segundo a mesma entidade, a operação foi uma “resposta proporcional” a ataques recentes contra forças americanas e navios comerciais internacionais que transitavam nas águas da região.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Irão responde com ataques a bases americanas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Em resposta, Teerão lançou ataques contra bases americanas no Bahrain, no Kuwait e na Jordânia. Autoridades iranianas avisaram que haverá ataques “mais severos e generalizados” se os bombardeamentos americanos continuarem.</p>
<p class="isSelectedEnd">Trump, por sua vez, não afastou uma escalada. Em declarações à Fox News, o Presidente americano disse que pode “continuar” os ataques e que está mais perto de ordenar ofensivas contra centrais elétricas e pontes no Irão.</p>
<p>A nova publicação de Trump acrescenta tensão política e simbólica a um conflito que já envolve ataques militares, bloqueio naval, ameaças iranianas e risco de alargamento da ofensiva americana. A referência repetida a “Louvado seja Alá” surge como mais uma provocação direta a Teerão, num momento em que Washington diz controlar o tráfego marítimo e pressionar economicamente o regime iraniano.</p>
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		<item>
		<title>Reabrir Ormuz será uma missão sem precedentes: 10.000 poços e longas filas de navios para devolver petróleo ao mercado</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 14:30:40 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A eventual reabertura do estreito de Ormuz tornou-se um dos momentos mais aguardados pelos mercados energéticos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A eventual reabertura do estreito de Ormuz tornou-se um dos momentos mais aguardados pelos mercados energéticos. O encerramento quase total desta passagem estratégica fez disparar o preço do petróleo, que chegou a superar de forma confortável os 100 dólares por barril durante várias semanas, pressionando uma inflação que parecia estar a regressar gradualmente a níveis mais controlados.</p>
<p class="isSelectedEnd">O impacto real de uma possível reabertura continua incerto, mas há um ponto em que analistas e mercado parecem convergir: a operação será histórica. De acordo com o elEconomista, estarão em causa filas de navios carregados de petróleo, outros vazios à espera de entrar no golfo Pérsico, milhares de poços de crude a serem reativados, oleodutos a voltar a funcionar e instalações de armazenamento a começarem a escoar petróleo acumulado.</p>
<p class="isSelectedEnd">A escala é invulgar. A missão passa por reativar o equivalente a cerca de 15% da produção mundial de petróleo o mais rapidamente possível, para que o crude volte a fluir. Não se trata de uma operação planeada para salvar a economia global, mas da soma de decisões de empresas, armadores e produtores que procuram retomar a atividade e recuperar receitas. O efeito indireto poderá ser uma normalização parcial dos mercados energéticos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“Nunca antes se tentou nada remotamente parecido”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Javier Blas, colunista da Bloomberg especializado em matérias-primas, descreve a reabertura de Ormuz como um acontecimento extraordinário. Estão em causa cerca de 10.000 poços petrolíferos, responsáveis por aproximadamente 15% da produção mundial, que permaneceram fechados durante mais de cem dias.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Nunca antes se tentou nada remotamente parecido. A indústria do petróleo não tem um manual para algo assim; vai aprender pelo caminho”, afirma o analista, citado no texto original.</p>
<p class="isSelectedEnd">O mercado petrolífero vive um dos maiores choques de oferta da história recente, provocado pelo encerramento quase total do estreito. A grande dúvida é perceber se, quando Ormuz reabrir, o petróleo voltará ao mercado de forma gradual ou se a oferta regressará rapidamente, pressionando os preços em baixa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Algumas casas de análise, como o Julius Baer, já assumem uma leitura mais pessimista para o preço do petróleo. A instituição acredita que a sobreoferta poderá regressar rapidamente, sobretudo tendo em conta a saída dos Emirados Árabes Unidos da OPEP e a intenção do país de produzir o máximo possível no menor tempo. Num cenário mais extremo, fala-se numa queda do crude para os 60 dólares por barril em semanas ou meses.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Preço do Brent já reflete expectativa de reabertura</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A CaixaBank Research considera que, se a via marítima voltar a abrir e os fluxos energéticos forem parcialmente normalizados, o equilíbrio poderá recuperar mais depressa do que o mercado teme. O Brent chegou a aproximar-se dos 103 dólares por barril em maio, enquanto os futuros a seis e 12 meses se situavam entre 80 e 95 dólares.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa estrutura de preços, conhecida como backwardation, traduz uma forte tensão imediata, mas também a expectativa de que o desajuste seja temporário.</p>
<p class="isSelectedEnd">O banco recorda que o mercado petrolífero passou, em poucos meses, de um excedente de quase dois milhões de barris por dia para um défice superior a oito milhões de barris diários, sobretudo devido ao colapso dos fluxos que atravessavam Ormuz. A simples expectativa de uma reabertura próxima já levou o Brent para a zona dos 92 dólares por barril.</p>
<p class="isSelectedEnd">Outro fator decisivo é o nível de inventários. A CaixaBank Research salienta que os inventários comerciais de petróleo da OCDE continuam dentro do seu intervalo histórico, perto dos 2.700 milhões de barris. As reservas estratégicas globais funcionam também como rede de segurança energética, o que poderá ajudar a amortecer o choque quando o estreito voltar a abrir.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>De um “gotejo” a uma “riada” de petróleo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Javier Blas antecipa que o regresso do petróleo começará como um gotejo, mas poderá transformar-se rapidamente numa autêntica riada de crude, talvez em semanas ou até em dias. O analista admite estar do lado dos que esperam uma descida dos preços, embora sublinhe uma condição essencial: será necessário um acordo diplomático entre os Estados Unidos e o Irão para permitir a retoma do tráfego marítimo no estreito.</p>
<p class="isSelectedEnd">O cenário colocado pelo colunista parte da hipótese de Teerão e Washington assinarem um memorando de entendimento que permita ao tráfego de petroleiros regressar a níveis semelhantes aos anteriores à guerra num prazo de cerca de 30 dias.</p>
<p class="isSelectedEnd">Antes de o petróleo voltar a circular em pleno, a primeira tarefa será fazer passar os navios pelo gargalo de Ormuz e permitir a entrada no golfo Pérsico. Blas rejeita a ideia de que a operação decorra em duas fases rígidas, com saída inicial dos petroleiros carregados e entrada posterior dos navios vazios. Para o analista, ambos os movimentos acontecerão em simultâneo.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Armadores gregos já posicionaram superpetroleiros</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Há sinais de preparação no setor marítimo. Armadores gregos já terão posicionado vários superpetroleiros vazios a três a cinco dias de navegação de Ormuz. Uma das principais empresas de transporte marítimo da Grécia deslocou quatro navios vazios para a zona do estreito, enquanto outros dois transmitiam a sua posição nas proximidades do mar Arábico, em antecipação de uma possível reabertura.</p>
<p class="isSelectedEnd">George Prokopiou, fundador da Dynacom Tankers, é apresentado como um dos armadores gregos mais ousados e esteve entre os primeiros a atravessar a via marítima estreita após o seu encerramento de facto devido ao conflito. Segundo dados de acompanhamento de navios, enviou pelo menos oito embarcações pelo estreito desde o final de fevereiro.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, organizar os dezenas de petroleiros necessários para transportar o crude quando os fluxos forem normalizados levará tempo. Blas considera, porém, que o processo poderá ser mais rápido do que muitos assumem. Alguns navios ficaram mal posicionados, por terem sido desviados para outras rotas, como o transporte de petróleo do golfo do México para o Japão, mas continua a existir tonelagem disponível.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Filas de navios e um bloqueio difícil de desfazer</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O desafio logístico será enorme. Há cerca de mil navios presos na zona, com 20.000 tripulantes a bordo. Desfazer este bloqueio será uma tarefa complexa, com dificuldades que podem ir de problemas operacionais ao impacto das semanas de imobilização nas embarcações, incluindo acumulações nos cascos que podem complicar a retoma de movimento.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Frontline, uma das maiores proprietárias mundiais de superpetroleiros, calcula que existam 55 grandes petroleiros vazios perto do golfo Pérsico à espera da reabertura do estreito. Essa capacidade equivale a 110 milhões de barris.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo Lars Barstad, presidente executivo da empresa, estes navios estão contratados por atores industriais, como refinarias e grandes petrolíferas. Em vez de colocarem esses barcos a trabalhar noutras rotas, onde poderiam gerar até 100.000 dólares por dia, as empresas preferiram mantê-los parados junto a Ormuz. A lógica, explicou, é logística e não necessariamente lucro imediato: não ter navios disponíveis quando o estreito reabrir poderia sair muito caro.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>10.000 poços e infraestruturas quase intactas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Se o problema do transporte for resolvido rapidamente, a questão seguinte será o fluxo de crude. Segundo Blas, a infraestrutura que precisa de voltar a funcionar inclui cerca de 10.000 poços, plantas de processamento de gás e petróleo, oleodutos, tanques de armazenamento e portos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A avaliação do analista é relativamente otimista: grande parte desta infraestrutura terá atravessado a guerra praticamente intacta e, nos locais onde houve danos, as reparações terão avançado durante o cessar-fogo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os analistas do Julius Baer partilham esse otimismo relativo. Consideram que, como não se registaram danos significativos na infraestrutura e a maioria dos poços petrolíferos do Médio Oriente continuou em produção, a recuperação para os níveis de oferta anteriores à crise poderá acontecer com alguma rapidez.</p>
<p class="isSelectedEnd">A instituição suíça antecipa que o mercado petrolífero poderá regressar a um excedente sustentado de oferta, possivelmente mais pronunciado do que no ano passado. Entre os fatores apontados estão a saída dos Emirados Árabes Unidos da OPEP, alterações na procura petroquímica asiática, com mudança de matérias-primas baseadas em petróleo para matérias-primas baseadas em gás natural, e a aceleração da transição energética em algumas regiões.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Société Générale vê recuperação lenta e desigual</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nem todos os analistas partilham a mesma confiança. A Société Générale tem sublinhado as dificuldades da operação e antecipa uma recuperação lenta e desigual.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo os seus analistas, a retoma da produção envolve riscos técnicos, desde a eliminação de obstruções até à prevenção de danos nos reservatórios. O Kuwait sugere que a recuperação total poderá demorar entre três e quatro meses, mesmo em condições de paz imediata.</p>
<p class="isSelectedEnd">O banco francês alerta também para as dificuldades no movimento de navios cisterna, devido a danos em portos, embarcações afundadas, custos elevados de seguros contra riscos de guerra e necessidade de garantir segurança. Só a gestão da fila atual poderá exigir cerca de duas semanas depois de restabelecidas as condições de segurança.</p>
<p class="isSelectedEnd">As refinarias asiáticas também deverão retomar operações de forma gradual, devido à degradação de catalisadores, ao stress térmico, às revisões de segurança e às mudanças na composição do crude. No cenário-base da Société Générale, a reabertura ocorreria no final de junho e a normalização do mercado começaria em agosto ou setembro, dependendo do calendário concreto.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>ING duvida de uma descida acentuada dos preços</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">James Smith, analista do ING, também levanta dúvidas sobre a rapidez da normalização. A questão central, coloca, é saber se a reabertura do estreito e a retoma dos fluxos significarão um regresso automático à normalidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">O analista nota que os mercados já parecem inclinar-se nessa direção, mas considera que há riscos nessa leitura. Mesmo com um acordo, os preços do petróleo podem não cair muito mais. Segundo os especialistas em energia do banco, o mercado terá perdido mais de 1.600 milhões de barris quando esta crise terminar, o que obrigará a repor reservas estratégicas e reparar instalações de produção.</p>
<p class="isSelectedEnd">O ING não espera que os preços do petróleo caiam abaixo dos 90 dólares por barril este ano, mesmo que os fluxos voltem ao normal em julho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Smith coloca ainda outra dúvida relevante: um eventual acordo reabrirá realmente o estreito por completo, mesmo que essa seja a promessa no papel? Para o analista, o risco de interrupções intermitentes deverá continuar elevado. Além disso, permanece a questão de saber se as transportadoras marítimas e as seguradoras estarão dispostas a regressar, e a que preço.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Uma operação decisiva para o petróleo mundial</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A reabertura de Ormuz não será apenas a remoção de um bloqueio marítimo. Será uma operação industrial, logística, diplomática e financeira de escala rara, envolvendo navios, tripulações, seguradoras, refinarias, oleodutos, produtores, portos, inventários e milhares de poços.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o elEconomista, o mercado espera que o petróleo volte em força, mas a normalização dependerá de múltiplas variáveis: segurança no estreito, capacidade de transporte, estado das infraestruturas, velocidade da reativação dos poços, decisões dos produtores e confiança das seguradoras.</p>
<p>A missão é devolver à atividade uma parte central do fornecimento mundial de crude. Se correr rapidamente, os preços poderão recuar de forma significativa. Se surgirem atrasos, interrupções ou custos adicionais, a tensão no mercado petrolífero poderá prolongar-se durante meses.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774365]]></sapo:autor>
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		<title>Células humanas podem ser rejuvenescidas? Terapia genética chega aos primeiros testes em humanos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:58:35 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma empresa de biotecnologia dos Estados Unidos testou pela primeira vez em humanos uma terapia genética concebida para reverter o envelhecimento celular.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Uma empresa de biotecnologia dos Estados Unidos testou pela primeira vez em humanos uma terapia genética concebida para reverter o envelhecimento celular. O tratamento foi desenvolvido pela Life Biosciences, sediada em Boston, e tem como objetivo restaurar células envelhecidas ou danificadas em doentes humanos, avança a Euronews.</p>
<p class="isSelectedEnd">A terapia, conhecida como ER-100 ou AAV2-OSK, dirige-se a doenças marcadas por danos no nervo ótico, designadas neuropatias óticas. A abordagem utiliza os chamados fatores OSK, três proteínas — Oct4, Sox2 e Klf4 — para realizar uma reprogramação epigenética parcial, com o objetivo de reiniciar a idade celular e recuperar a função das células afetadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Depois de testes em roedores e primatas, a empresa anunciou que o primeiro ser humano recebeu agora o tratamento. Segundo a Life Biosciences, trata-se do primeiro candidato de restauração epigenética aprovado para ensaios clínicos e, se tiver sucesso, poderá representar a primeira vez que células humanas são rejuvenescidas em contexto terapêutico.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Como funciona a terapia genética</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As três proteínas usadas na terapia genética OSK atuam como uma espécie de botão de reinício das células, procurando devolvê-las a um estado mais jovem.</p>
<p class="isSelectedEnd">A sequência de ADN de uma pessoa mantém-se, em grande parte, estável ao longo da vida, mesmo com o envelhecimento do organismo. O que muda com o tempo é o código epigenético, responsável por controlar que genes estão ligados ou desligados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Estas alterações podem resultar de fatores de estilo de vida, como tabagismo ou consumo de álcool, mas também do envelhecimento, de doenças e de lesões. Quando se acumulam, podem contribuir para problemas graves, incluindo cancro ou doenças neurológicas.</p>
<p class="isSelectedEnd">A terapia da Life Biosciences procura atuar sobre essas alterações, entregando diretamente um conjunto de instruções genéticas. As três proteínas OSK funcionam como um interruptor de ativação nas células-alvo, reiniciando mudanças prejudiciais acumuladas ao longo do tempo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esta abordagem tem origem em trabalhos de biologia que permitiram transformar células comuns em células estaminais, descoberta que valeu a Sir John B. Gurdon e Shinya Yamanaka o Prémio Nobel da Fisiologia ou Medicina em 2012.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Doenças dos olhos são o primeiro alvo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A terapia entrou agora na primeira fase de ensaios clínicos, etapa em que os investigadores avaliam se o tratamento é seguro para seres humanos.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Este é um momento importante para a Life Bio e para a área da biologia do envelhecimento”, afirmou David Sinclair, cofundador da Life Biosciences e professor de genética na Harvard Medical School, citado pela Euronews.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o investigador, a investigação da empresa sugere que o envelhecimento é impulsionado em grande parte pela perda de informação epigenética, e não por danos irreversíveis. O ensaio clínico representa, por isso, a primeira oportunidade para testar se a restauração dessa informação pode melhorar doenças humanas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O estudo de fase 1 vai incluir pessoas com glaucoma de ângulo aberto e neuropatia ótica isquémica anterior não arterítica, duas doenças oculares graves que podem levar à perda de visão.</p>
<p class="isSelectedEnd">O glaucoma de ângulo aberto é uma doença ocular crónica e progressiva em que o sistema de drenagem do olho fica obstruído, levando à acumulação de fluido e ao aumento da pressão ocular. A perda de visão começa normalmente por alterações subtis na visão lateral e progride lentamente ao longo do tempo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Já a neuropatia ótica isquémica anterior não arterítica é frequentemente descrita como um mini-AVC do nervo ótico. Trata-se de uma condição súbita, provocada pela redução do fluxo sanguíneo para a parte posterior do olho. A perda de visão costuma ocorrer rapidamente, é muitas vezes detetada ao acordar e afeta normalmente apenas um olho.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Próximos passos da investigação</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Além da ER-100, a Life Biosciences afirma estar a desenvolver aplicações para várias indicações e diferentes órgãos, refletindo o potencial terapêutico mais amplo desta abordagem.</p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa já está a testar uma segunda terapia dirigida a doenças do fígado e trabalha para levar a sua tecnologia de reinício celular a outros órgãos do corpo.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Life Biosciences não é a única empresa a explorar os chamados fatores de Yamanaka para prolongar a esperança de vida, reverter o envelhecimento ou tratar doenças associadas à idade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar de ainda não existirem utilizações terapêuticas aprovadas para estas terapias, o interesse e o investimento na área têm vindo a crescer.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Retro Biosciences, empresa americana apoiada por Sam Altman, da OpenAI, trabalha com o objetivo declarado de acrescentar dez anos saudáveis à vida humana através do desenvolvimento de terapias capazes de reverter doenças relacionadas com a idade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também a Shift Bioscience, empresa de biotecnologia sediada em Cambridge, no Reino Unido, está a usar o mesmo mecanismo OSK para atacar a causa subjacente de doenças provocadas pelo envelhecimento.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Uma promessa ainda em fase inicial</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O primeiro tratamento em humanos marca uma etapa relevante na investigação sobre envelhecimento celular, mas a terapia ainda se encontra numa fase inicial. O ensaio agora iniciado serve antes de mais para avaliar a segurança da abordagem, antes de se poder medir de forma mais ampla a sua eficácia.</p>
<p>Ainda assim, o avanço coloca a restauração epigenética no centro de uma área científica em rápido crescimento. Se a estratégia confirmar o seu potencial, poderá abrir caminho a novas formas de tratar doenças associadas à idade, começando pelas neuropatias óticas e, mais tarde, possivelmente, por outros órgãos e sistemas do corpo humano.</p>
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		<title>“Tenho de alugar uma criança?”: praia na Sardenha proíbe chapéus de sol à maioria dos adultos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:35:19 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Decisão está a gerar críticas, perplexidade e comentários irónicos entre banhistas e utilizadores das redes sociais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Uma praia da Sardenha proibiu a instalação de chapéus de sol por pessoas entre os 10 e os 65 anos, numa medida que as autoridades locais justificam com a necessidade de proteger o ambiente natural da zona. A decisão, aplicada na praia de Punta Molentis, em Villasimìus, na costa sudeste da ilha italiana, está a gerar críticas, perplexidade e comentários irónicos entre banhistas e utilizadores das redes sociais, noticia o The Guardian.</p>
<p class="isSelectedEnd">A regra faz parte de um conjunto de restrições impostas pela autarquia local para preservar a área, conhecida pela sua paisagem natural e integrada numa zona de conservação. Além da proibição parcial de chapéus de sol, os visitantes têm de pagar 10 euros para entrar na praia pública.</p>
<p><iframe style="border: none; overflow: hidden;" src="https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Freddavids77%2Fposts%2Fpfbid02xQdhwMY7nFRs3EqeJY8xKySTFYuFn9PRdvbXoizxEexEBLnwRukUMrzgawLfVtoWl&amp;show_text=true&amp;width=500" width="500" height="628" frameborder="0" scrolling="no" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p class="isSelectedEnd">Apenas famílias com crianças menores de 10 anos podem montar um chapéu de sol, e apenas um. A mesma exceção aplica-se a pessoas com mais de 65 anos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Medida gera críticas entre banhistas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A decisão não foi bem recebida por muitos frequentadores da praia. Nas redes sociais, a medida provocou uma mistura de incredulidade e humor, mas também preocupações relacionadas com riscos de cancro da pele ou insolação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Num comentário publicado na página de Facebook da autarquia de Villasimìus, um utilizador perguntou ironicamente: “Para pôr um chapéu de sol tenho de alugar uma criança?”. Outro escreveu: “Então, para ir à praia com chapéu de sol, ou levo o meu avô ou tenho de ter um filho entre hoje e amanhã?”.</p>
<p class="isSelectedEnd">Houve ainda quem apelasse ao boicote a Punta Molentis, enquanto outros afirmaram que irão simplesmente escolher outra praia onde possam proteger-se do sol em segurança.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Praia reabre após incêndio devastador</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Punta Molentis reabre depois de ter estado encerrada desde julho do ano passado, na sequência de um incêndio devastador provocado por incendiários.</p>
<p class="isSelectedEnd">A autarquia de Villasimìus afirmou que o fogo e “eventos meteorológicos marinhos excecionais” levaram à imposição de regras mais apertadas para preservar a beleza natural da praia.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Por esta razão, é necessário limitar o impacto humano e garantir a proteção deste património para as gerações futuras”, declarou a autarquia num aviso publicado no seu site, citado pelo The Guardian.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além dos chapéus de sol, os visitantes estão também proibidos de montar gazebos, tendas ou outros equipamentos de sombra. As regras deverão manter-se em vigor até ao final de outubro.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Disputa antiga sobre praias em Itália</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A medida em Punta Molentis surge num contexto mais amplo de disputas em torno das praias italianas, frequentemente lotadas durante a época balnear. O problema tem-se agravado com o aumento dos custos associados ao aluguer de espreguiçadeiras e chapéus de sol em concessões privadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em Jesolo, perto de Veneza, as autoridades reduziram em 20 mil o número de lugares com espreguiçadeiras e chapéus de sol, numa tentativa de criar mais espaço entre visitantes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo dados recentes da Altroconsumo, a maior organização italiana de defesa do consumidor, o custo médio de alugar duas espreguiçadeiras e um chapéu de sol numa concessão privada subiu 24% nos últimos cinco anos. Só no último ano, o aumento foi de 6%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Perante estes preços, muitos italianos estão a evitar os clubes de praia privados. Ao mesmo tempo, intensificaram-se nos últimos anos os protestos a exigir mais praias gratuitas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Entre proteção ambiental e direito à sombra</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A decisão da praia de Punta Molentis coloca em confronto duas preocupações distintas: a preservação ambiental de uma zona natural sensível e o direito dos banhistas a protegerem-se do sol.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para as autoridades locais, limitar o uso de equipamentos na praia é uma forma de reduzir o impacto humano sobre um espaço fragilizado por incêndios e fenómenos meteorológicos. Para muitos visitantes, porém, a regra é difícil de compreender, sobretudo por impedir adultos entre os 10 e os 65 anos de montarem o seu próprio chapéu de sol.</p>
<p>A polémica deverá acompanhar a reabertura da praia durante o verão, numa altura em que Itália volta a discutir o acesso, os preços e a gestão das suas praias públicas e privadas.</p>
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		<title>Motins em Belfast: família da vítima de ataque à faca tenta travar escalada de tensão e apela a calma</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:23:56 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O apelo surge num contexto de tensão após o ataque, com a família da vítima a tentar impedir que o caso seja instrumentalizado para justificar violência ou confrontos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A família da vítima do ataque à faca em Belfast apelou à calma e pediu que o caso não seja usado para dividir a comunidade ou alimentar hostilidade contra migrantes. A declaração foi divulgada através de Phillip Brett, deputado do DUP na Assembleia Legislativa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na mensagem, a família pede privacidade e afirma estar “completamente devastada pelo ataque horrível” contra o seu familiar. Ao mesmo tempo, agradece às pessoas que intervieram no momento da agressão e ajudaram a salvar a vida da vítima.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Queremos agradecer profundamente às pessoas locais que corajosamente intervieram durante o ataque. A vossa ação rápida salvou-lhe absolutamente a vida, e nunca esqueceremos o que fizeram por ele naquele momento. Queremos também agradecer aos serviços de emergência e aos médicos e enfermeiros que estão a cuidar dele”, refere a família na declaração.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Apelo contra violência e distúrbios</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A família diz estar consciente das tensões e das conversas sobre eventuais protestos após o ataque, mas sublinha que qualquer reação deve manter-se pacífica.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Queremos deixar absolutamente claro que a agitação durante a noite não é bem-vinda, e que o protesto pacífico é o único caminho possível”, lê-se na declaração divulgada por Phillip Brett no Facebook.</p>
<p class="isSelectedEnd">O apelo surge num contexto de tensão após o ataque, com a família da vítima a tentar impedir que o caso seja instrumentalizado para justificar violência ou confrontos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Família destaca papel dos migrantes</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Na mesma declaração, os familiares da vítima fazem questão de sublinhar o contributo dos migrantes para o país, nomeadamente em setores essenciais como a saúde e a hotelaria.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Temos muitos migrantes que dão um contributo profundamente valioso ao nosso país, incluindo no nosso sistema de saúde e no setor da hotelaria, e dependemos deles para fazer o nosso país funcionar”, afirma a família.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os familiares acrescentam que não querem que a tragédia seja usada para alimentar divisões. “Não queremos que esta terrível tragédia seja usada para dividir pessoas ou alimentar hostilidade”, reforçam.</p>
<p>A declaração combina, assim, o agradecimento a quem ajudou a vítima, o reconhecimento do trabalho dos profissionais de emergência e um apelo direto para que a resposta pública ao ataque seja marcada pela calma e pelo respeito.</p>
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		<title>Danone cria academia interna e laboratório de IA para formar 2.000 trabalhadores em Portugal e Espanha</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 10:08:55 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O objetivo é aumentar a produtividade das equipas e melhorar a tomada de decisões, recorrendo de forma mais consistente a dados, evidências e ferramentas tecnológicas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A Danone avançou com uma nova etapa na sua estratégia de digitalização na Península Ibérica, com o lançamento da DDAI Academy, uma academia interna criada para reforçar competências em dados, digitalização e inteligência artificial entre os colaboradores em Espanha e Portugal, noticia o elEconomista.</p>
<p class="isSelectedEnd">A iniciativa é dirigida aos cerca de 2.000 trabalhadores da Danone nos dois países e pretende criar uma base comum de aprendizagem, adaptada às funções de cada colaborador. O programa assenta em percursos personalizados, desenhados para ajustar as competências digitais às necessidades específicas de cada posto de trabalho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mais do que uma formação técnica, a academia pretende promover uma cultura empresarial mais orientada para os dados, apoiar uma tomada de decisão ética e consolidar um modelo de governação capaz de garantir a qualidade e a fiabilidade da informação usada dentro da organização.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Digitalização como capacidade real de negócio</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Para a Danone, a transformação digital deixou de ser apenas uma tendência e passou a ser uma condição para competir e crescer. A empresa quer integrar dados, ferramentas digitais e inteligência artificial no funcionamento diário da organização, tornando estas áreas capacidades reais de negócio.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Esta iniciativa reforça o nosso compromisso de converter Data, Digital e IA em capacidades reais de negócio. A digitalização não é uma tendência, mas uma convicção: hoje não se pode competir nem crescer de forma sustentada sem integrar a tecnologia no ADN da organização”, afirma Nicolas Cosqueric, citado no texto original.</p>
<p class="isSelectedEnd">Até agora, a Danone já formou cerca de 1.000 colaboradores em inteligência artificial. A empresa prevê chegar à totalidade da equipa nos próximos meses, com o objetivo de tornar a tecnologia um facilitador do trabalho diário e uma ferramenta de apoio à missão da companhia.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Laboratório interno para acelerar inovação</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Em paralelo com a academia, a Danone criou o Acceleration Lab de Dados e IA, um laboratório interno com uma lógica de funcionamento semelhante à de uma start-up. A equipa será dedicada ao desenvolvimento e impulso de projetos disruptivos em analítica avançada, automação e inteligência artificial.</p>
<p class="isSelectedEnd">Este laboratório trabalhará em ciclos curtos de desenvolvimento, permitindo criar protótipos em poucas semanas. As soluções com maior impacto no negócio poderão depois ser escaladas de forma rápida para diferentes áreas da empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">O objetivo é aumentar a produtividade das equipas e melhorar a tomada de decisões, recorrendo de forma mais consistente a dados, evidências e ferramentas tecnológicas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Investimento de 20 milhões em três anos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A aposta digital da Danone Iberia já apresenta resultados concretos. De acordo com o elEconomista, mais de 300 colaboradores participaram ativamente em projetos de transformação, num período em que a empresa investiu 20 milhões de euros em digitalização nos últimos três anos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com a DDAI Academy e o novo laboratório de dados e inteligência artificial, a Danone reforça a digitalização como uma alavanca estratégica para o presente e para o futuro. A empresa procura consolidar a sua competitividade num contexto empresarial cada vez mais marcado pelo uso intensivo de dados, tecnologia e inteligência artificial.</p>
<p>A estratégia na Península Ibérica passa, assim, por formar as equipas, acelerar a inovação interna e transformar a inteligência artificial numa ferramenta prática ao serviço do negócio.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774262]]></sapo:autor>
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		<title>El Corte Inglés revê plano estratégico em alta e aposta nas lojas e no cliente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 09:59:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A empresa prevê que o investimento no novo exercício de 2026-2027 alcance os 650 milhões de euros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O El Corte Inglés vai atualizar em alta o plano estratégico em curso e colocar o foco no desenvolvimento das lojas, físicas e online, com o cliente como prioridade central. A nova orientação foi comunicada pela presidente do grupo, Cristina Álvarez, numa carta enviada a toda a equipa, à qual o elEconomista teve acesso.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na mensagem, enviada seis meses depois de ter assumido a presidência do El Corte Inglés, Cristina Álvarez recorda que aceitou o cargo “com muita ilusão, humildade e responsabilidade” e agradece o trabalho e o esforço dos colaboradores. A responsável explica que a nova folha de rota será adaptada a um contexto em permanente mudança, exigindo maior proximidade às necessidades dos clientes.</p>
<p class="isSelectedEnd">“O verdadeiro propósito da nossa companhia está sempre nos nossos clientes. Eles são a razão do nosso trabalho e quem deve guiar as nossas decisões. Nesse caminho, as lojas têm um papel essencial”, afirma a presidente do grupo na carta citada pelo jornal espanhol.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Lojas físicas e online no centro da estratégia</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A atualização do plano estratégico deverá reforçar o papel das lojas como eixo central do crescimento do El Corte Inglés. A empresa quer continuar a trabalhar com o cliente como propósito e com as lojas como foco, tanto no canal físico como no canal online.</p>
<p class="isSelectedEnd">Cristina Álvarez reconhece que o dia a dia “nem sempre é simples” e que cada área da empresa tem desafios e exigências próprias. Ainda assim, sublinha que todas fazem parte de um mesmo projeto comum: o El Corte Inglés.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na carta, a presidente agradece também a atitude dos colaboradores, destacando o contributo de cada equipa para construir uma empresa “mais próxima, mais forte e mais comprometida”. O novo plano está já a ser desenvolvido e os seus objetivos foram igualmente apresentados ao conselho de administração.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Vamos fazê-lo desde a responsabilidade e o compromisso partilhado, com a vontade de continuar a avançar juntos e de reforçar aquilo que nos torna melhores como companhia”, conclui Cristina Álvarez.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Investimento para remodelação, tecnologia e logística</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O plano original do El Corte Inglés cobre o período entre 2025 e 2030 e foi lançado em colaboração com a consultora McKinsey. Esse projeto previa já um investimento de 3.000 milhões de euros na remodelação das lojas, na expansão dos diferentes negócios em que o grupo opera e no crescimento das capacidades logísticas e tecnológicas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Depois de chegar à presidência do El Corte Inglés e da Fundação Areces, a 15 de janeiro, Cristina Álvarez manifestou o seu “sincero compromisso e envolvimento” com o grupo, ao qual tem dedicado a sua vida profissional há mais de 30 anos.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o elEconomista, a empresa prevê que o investimento no novo exercício de 2026-2027 alcance os 650 milhões de euros, num momento em que o grupo procura reforçar a sua capacidade de crescimento e consolidar a transformação das diferentes áreas de negócio.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Resultados em crescimento</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A atualização estratégica surge numa altura em que são esperados, nos próximos dias, os resultados do último ano. No primeiro semestre do exercício fiscal de 2025-2026, entre 1 de março e 31 de agosto, o El Corte Inglés registou um desempenho sólido, com melhoria da rentabilidade e reforço do balanço.</p>
<p class="isSelectedEnd">O grupo alcançou receitas líquidas de 7.032 milhões de euros, um crescimento de 0,7%. Em superfície comparável, o aumento foi de 1,6%.</p>
<p class="isSelectedEnd">O EBITDA, ou resultado bruto operacional, atingiu os 539 milhões de euros, mais 3,8% do que no período anterior. Esta evolução foi possível graças à melhoria da margem, em linha com a trajetória registada nos últimos anos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O lucro líquido cresceu a dois dígitos, com uma subida de 10,3%, para 224 milhões de euros. Já o lucro líquido recorrente aumentou 13,8%, para 192 milhões de euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa associa esta evolução positiva ao objetivo de aprofundar melhorias de gestão, otimizar recursos e alcançar maior eficiência e rentabilidade.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Dívida financeira em queda</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A solidez do El Corte Inglés refletiu-se também na redução da dívida financeira líquida, que se situou nos 1.738 milhões de euros, equivalente a 1,4 vezes o EBITDA.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em termos absolutos, a dívida foi reduzida em 195 milhões de euros desde agosto de 2024. A robustez do balanço e a geração de fluxos de caixa estão a permitir ao grupo reduzir o endividamento, ao mesmo tempo que aumenta de forma significativa os investimentos nas diferentes áreas de crescimento da empresa.</p>
<p>Com a nova folha de rota, Cristina Álvarez pretende reforçar a ligação entre estratégia, lojas e cliente, numa fase em que o El Corte Inglés procura acelerar o crescimento, aumentar a eficiência e adaptar-se às novas exigências do consumo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774258]]></sapo:autor>
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		<title>Lisboa é a capital europeia menos acessível para viver: despesas já valem 121,4% do salário médio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 09:48:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Estudo mostra que viver numa capital europeia em 2026 depende cada vez menos apenas dos preços absolutos e cada vez mais da relação entre custos e salários.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O custo de viver confortavelmente nas capitais europeias continua a aumentar, muitas vezes a um ritmo superior ao dos salários médios. Em 2026, despesas como alimentação, renda, transportes, produtos de higiene e lazer pesam cada vez mais nos orçamentos familiares, criando diferenças acentuadas entre cidades onde os rendimentos ainda permitem alguma margem financeira e capitais onde viver se tornou mais difícil para quem recebe o salário médio local.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma análise da <a href="https://www.tradingpedia.com/forex-brokers/the-price-of-a-comfortable-life-europes-most-and-least-affordable-capitals/" target="_blank" rel="noopener">Tradingpedia</a> comparou despesas de vida e salários em 37 países europeus, com foco nas respetivas capitais. O estudo avaliou custos mensais básicos para uma pessoa sozinha e para uma família de quatro pessoas, incluindo alimentação, habitação, transportes, cuidados pessoais e entretenimento. A partir desses dados, estimou quanto é necessário para viver de forma relativamente confortável em cada capital e que margem sobra depois das despesas essenciais.</p>
<p class="isSelectedEnd">O resultado coloca Berna, na Suíça, no topo das capitais europeias mais acessíveis para famílias, quando os custos são comparados com dois salários médios locais. No extremo oposto surge Lisboa, que aparece como a capital menos acessível da Europa para famílias de quatro pessoas e também como a menos acessível para uma pessoa sozinha.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Sarajevo é a capital europeia mais barata em custos absolutos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Quando se olham apenas para as despesas mensais básicas, Sarajevo surge como a capital europeia mais barata em 2026. Uma pessoa sozinha precisa, em média, de 584 euros por mês para cobrir os principais custos de vida. A habitação é o grande fator de acessibilidade: arrendar um estúdio mobilado de 45 metros quadrados, com despesas, internet e produtos domésticos incluídos, custa cerca de 337 euros por mês, o valor mais baixo entre todas as capitais analisadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Minsk aparece em segundo lugar, com despesas mensais médias de 596 euros. A capital da Bielorrússia destaca-se pelo equilíbrio dos preços, sobretudo na habitação e nos transportes. O passe mensal custa apenas 14 euros, um dos valores mais baixos da Europa, enquanto as despesas típicas de habitação rondam os 356 euros mensais, o equivalente a 43,6% do salário médio da cidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Chisinau, capital da Moldávia, ocupa o terceiro lugar entre as capitais europeias mais baratas, com um custo de vida estimado em 626 euros por mês. A cidade tem o cabaz alimentar mais barato da Europa, com uma despesa mensal básica de 71 euros. Também os transportes públicos continuam muito acessíveis, com custos mensais de cerca de 10 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Skopje surge entre as capitais mais económicas, com despesas mensais médias de 702 euros para uma pessoa sozinha. A habitação na capital da Macedónia do Norte custa cerca de 416 euros por mês, enquanto o entretenimento representa 146 euros. O passe mensal de transportes públicos ronda os 24 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Podgorica fecha o grupo das capitais europeias mais baratas, com despesas mensais estimadas em 760 euros. A capital do Montenegro combina custos moderados de habitação, próximos dos 443 euros, com preços alimentares relativamente baixos, já que um cabaz básico ronda os 110 euros por mês.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Londres lidera entre as capitais mais caras</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">No extremo oposto, Londres é a capital europeia mais cara em 2026. As despesas mensais estimadas para uma pessoa sozinha chegam aos 3.611 euros, com a cidade a liderar nos custos de habitação, entretenimento e transportes.</p>
<p class="isSelectedEnd">A habitação é o maior peso no orçamento. Um estúdio mobilado de 45 metros quadrados, incluindo despesas e internet, custa cerca de 2.459 euros por mês. Uma vida social ativa, com restaurantes, cafés, cinema e teatro, pode representar 719,56 euros mensais, mais 223 euros do que em Reiquejavique, a segunda capital mais cara no entretenimento. Os transportes acrescentam outros 231 euros por mês, num sistema tarifário por zonas que torna as deslocações mais caras para quem viaja a partir das áreas exteriores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Berna é a segunda capital mais cara em termos absolutos, com despesas mensais médias de 3.244 euros. A Suíça não pertence à União Europeia e não está abrangida pelos mesmos acordos comerciais que ajudam a manter preços competitivos no bloco. Além disso, o franco suíço é uma das moedas mais fortes do mundo, o que encarece também os produtos importados. Um cabaz alimentar mensal para uma pessoa custa 332,94 euros e os cuidados pessoais chegam aos 80,60 euros por mês, o valor mais alto da Europa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Reiquejavique ocupa o terceiro lugar, com despesas mensais próximas dos 2.972 euros. A capital da Islândia tem alguns dos custos de vida mais elevados da Europa. A alimentação custa em média 258 euros por mês por pessoa e o entretenimento ronda os 497 euros. A localização geográfica do país contribui para estes preços, já que muitos bens têm de ser importados, com custos de transporte e logística refletidos no consumidor.</p>
<p class="isSelectedEnd">Amesterdão é a quarta capital mais cara, com despesas mensais estimadas em 2.668 euros. A habitação permanece particularmente elevada, cerca de 1.908 euros por mês, devido à falta de oferta habitacional que se acumulou ao longo de décadas. A expansão da cidade é limitada pela rede de canais e pelos terrenos recuperados ao mar, enquanto a procura de trabalhadores internacionais e turistas continua a crescer.</p>
<p class="isSelectedEnd">Dublin fecha o top cinco das capitais mais caras, com despesas médias de 2.396 euros por mês. A habitação é novamente o maior fator de pressão, com renda e despesas de um estúdio mobilado a rondarem os 1.639 euros. O entretenimento também está entre os mais caros da Europa, com cerca de 483 euros mensais, em parte devido à cultura social associada aos pubs e ao peso do turismo.</p>
<p class="isSelectedEnd">De salientar que comparar apenas preços pode ser enganador, porque o impacto real do custo de vida depende dos salários locais. Uma cidade pode parecer barata em valores absolutos, mas continuar pouco acessível se os rendimentos forem baixos. Por isso, o estudo analisou também a relação entre despesas e salário médio líquido.</p>
<p><strong>Bruxelas lidera na acessibilidade para uma pessoa sozinha</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Neste indicador, Bruxelas surge como a capital europeia mais acessível para uma pessoa sozinha em 2026. Apesar de as despesas mensais atingirem 1.444 euros, representam apenas 49% do salário médio líquido da cidade, que é de 2.945 euros. Depois de pagar os custos essenciais, um residente médio fica com cerca de 1.502 euros disponíveis para poupar ou gastar.</p>
<p class="isSelectedEnd">Copenhaga aparece em segundo lugar. As despesas mensais médias são de 2.119 euros, mas o salário médio líquido de 4.204 euros permite que esses custos representem cerca de 50,4% do rendimento. A habitação custa em média 1.355 euros, um valor elevado, mas equilibrado pelos salários dinamarqueses.</p>
<p class="isSelectedEnd">Berna, apesar da reputação de cidade cara, é uma das capitais mais acessíveis quando se tem em conta o rendimento local. As despesas mensais de uma pessoa sozinha rondam os 3.244 euros, mas o salário médio líquido chega aos 6.424 euros. Assim, os custos representam 50,5% do rendimento mensal e deixam quase 3.180 euros disponíveis depois das despesas essenciais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Luxemburgo também surge entre as capitais mais acessíveis para residentes com salário médio. As despesas mensais de 2.333 euros correspondem a 50,9% do rendimento médio de 4.580 euros. O setor financeiro e o papel da cidade como centro de instituições europeias ajudam a explicar os salários elevados. A habitação custa cerca de 1.774 euros por mês, mas os transportes são relativamente baratos, com um custo mensal de 36 euros, o mais baixo entre as capitais da Europa Ocidental.</p>
<p class="isSelectedEnd">Estocolmo completa o grupo das cinco capitais mais acessíveis para uma pessoa sozinha. O custo mensal estimado é de 1.895 euros, o equivalente a 55,8% do salário médio sueco, de 3.395 euros. A habitação custa cerca de 1.188 euros, o passe mensal de transportes públicos chega aos 92 euros e o entretenimento ronda os 390 euros, mas os salários permitem manter alguma margem financeira.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Lisboa é a capital menos acessível para uma pessoa sozinha</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Lisboa surge como a capital europeia menos acessível para uma pessoa sozinha em 2026. Apesar de o salário médio mensal ser de 1.343 euros, superior ao de cidades como Atenas e Belgrado, as despesas mensais estimadas chegam aos 1.631 euros, cerca de 127% do rendimento típico na cidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">A habitação é o maior fator de pressão. Um estúdio mobilado de 45 metros quadrados, com despesas incluídas, custa cerca de 1.226 euros por mês. Só a renda e os custos associados consomem mais de 91% do salário médio local antes de se considerar alimentação, transportes ou outras despesas básicas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O estudo assinala que, apesar da crescente atratividade de Lisboa para nómadas digitais e trabalhadores internacionais, o aumento rápido dos custos de vida continua a pressionar fortemente os residentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Tirana é a segunda capital menos acessível para uma pessoa sozinha. Embora seja a sétima capital mais barata entre as 37 analisadas, os salários são muito baixos. O salário médio na capital albanesa é de 760 euros, enquanto as despesas mensais estimadas chegam aos 853 euros. A habitação custa cerca de 504 euros por mês, mais de dois terços do rendimento médio.</p>
<p class="isSelectedEnd">Atenas surge logo depois, com despesas mensais de 1.151 euros, praticamente a totalidade do salário médio local, de 1.157 euros. A habitação custa cerca de 685 euros por mês e o entretenimento está entre os mais caros do Sul da Europa, com cerca de 249 euros mensais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Varsóvia continua entre as capitais menos acessíveis, embora a situação tenha melhorado face ao ano anterior. As despesas mensais chegam aos 1.836 euros, perante salários médios de 1.911 euros, deixando apenas cerca de 74 euros no final do mês. A habitação representa um peso importante, com renda e despesas de um estúdio mobilado a atingirem 1.300 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Roma completa o grupo das cinco capitais menos acessíveis para uma pessoa sozinha. Um residente que receba o salário médio local de 1.790 euros gasta cerca de 1.674 euros por mês, o equivalente a 93,5% do rendimento. A renda de um pequeno estúdio ultrapassa os 1.120 euros e o entretenimento supera os 300 euros mensais.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Lisboa também é a menos acessível para famílias</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Para famílias de quatro pessoas, a relação entre custos e salários muda substancialmente. Nas capitais com salários elevados, duas remunerações médias permitem suportar as despesas familiares e ainda manter margem para poupança.</p>
<p class="isSelectedEnd">Berna lidera o ranking de acessibilidade para famílias. As despesas mensais representam apenas 33,8% do rendimento combinado de dois salários médios, deixando mais de 8.500 euros disponíveis depois dos custos essenciais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Luxemburgo surge a seguir, com despesas familiares equivalentes a 38,8% dos rendimentos combinados. Em Copenhaga, os custos representam 43,7% dos dois salários médios, ainda deixando cerca de 4.734 euros de rendimento disponível. Bruxelas e Amesterdão também aparecem entre as capitais mais acessíveis para famílias, com despesas equivalentes a 45% e 47,2% do orçamento de dois salários, respetivamente.</p>
<p class="isSelectedEnd">No fundo da tabela, Lisboa é a capital europeia menos acessível para famílias de quatro pessoas. As despesas mensais absorvem 95,8% do rendimento combinado de dois salários médios, deixando uma margem muito reduzida depois dos gastos essenciais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Tirana surge em segundo lugar, com custos equivalentes a 89% dos dois salários médios. Em Atenas, as despesas familiares consomem 82,3% do rendimento. Roma e Varsóvia completam os cinco lugares menos acessíveis, com 72,4% e 76,8%, respetivamente.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Capital portuguesa tem a habitação menos acessível da Europa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A habitação é uma das maiores linhas de divisão entre capitais europeias em 2026. Lisboa aparece como a cidade menos acessível para arrendatários, quando se comparam os custos de habitação com o salário médio local.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um estúdio mobilado de 45 metros quadrados, com despesas e internet, custa em média 1.226 euros por mês em Lisboa. Este valor equivale a 91,3% do salário médio mensal da cidade, de 1.343 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Varsóvia surge também entre as capitais mais pressionadas pela habitação. Um estúdio semelhante, com despesas e produtos domésticos essenciais, custa 1.303 euros por mês, o equivalente a 68,2% do salário médio local. Tirana aparece em terceiro lugar, com habitação média de 504 euros mensais, ou 66,3% do rendimento médio. Roma e Belgrado surgem depois, com custos de habitação equivalentes a 62,6% e 61,5% dos salários médios.</p>
<p class="isSelectedEnd">No extremo oposto, Bruxelas é a capital europeia mais acessível em termos de habitação face aos salários. Um estúdio mobilado com despesas custa cerca de 894 euros por mês, ou 30,4% do salário médio de 2.945 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Copenhaga segue-se com 32,2%, equilibrando custos de habitação de 1.355 euros com salários superiores a 4.200 euros. Estocolmo e Berna também estão entre as capitais mais acessíveis para arrendatários, com a habitação a representar cerca de 35% dos salários locais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Sofia destaca-se como exceção, já que a acessibilidade resulta de rendas comparativamente baixas, e não de salários muito elevados. Na capital búlgara, um pequeno estúdio mobilado com despesas custa 504 euros por mês, mantendo a habitação em 35,2% do salário médio de 1.431 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Custo de vida agravou-se mais no Luxemburgo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Entre 2025 e 2026, o Luxemburgo registou o maior agravamento da acessibilidade entre as capitais analisadas. No ano passado, uma pessoa sozinha gastava cerca de 40% do salário médio em despesas correntes. Em 2026, esse peso subiu 10,9 pontos percentuais, para 50,9%.</p>
<p class="isSelectedEnd">O aumento não resultou apenas da subida dos preços. A deterioração da acessibilidade foi também influenciada por crescimento salarial mais lento, redução do salário líquido associada a alterações no sistema de contribuições para pensões e pausa prolongada na indexação automática dos salários. A habitação também subiu, de 1.675 para 1.774 euros por mês.</p>
<p class="isSelectedEnd">Berna registou o segundo maior agravamento. O custo de vida passou de 40,6% para 50,5% do salário médio local. A capital suíça teve uma das maiores subidas nos custos de habitação entre as cidades mais ricas da Europa, com renda e despesas a aumentarem quase 700 euros num ano, para 2.263 euros mensais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Roma também ficou menos acessível. As despesas mensais subiram de 83,6% para 93,5% do salário médio, impulsionadas sobretudo pela habitação, que aumentou de 948 para 1.121 euros por mês, além de preços mais altos em entretenimento e alimentação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Lisboa registou igualmente uma forte deterioração. As despesas de vida passaram de 111,6% para 121,4% do salário médio mensal. A renda de um pequeno estúdio mobilado subiu de 991 para 1.226 euros num ano, sendo apontada como o principal fator do agravamento da crise de acessibilidade na capital portuguesa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Helsínquia também registou aumento do peso do custo de vida, de 50,1% para 57,8% do salário médio. A habitação para uma pessoa sozinha subiu de 889 para 994 euros por mês, devido sobretudo a custos mais elevados de financiamento e manutenção. Os transportes aumentaram de 62 para 70 euros, num contexto de maior volatilidade dos preços da energia na Finlândia.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Europa dividida entre salários altos e custos incomportáveis</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O estudo mostra que viver numa capital europeia em 2026 depende cada vez menos apenas dos preços absolutos e cada vez mais da relação entre custos e salários. Cidades como Londres, Berna ou Reiquejavique são caras em termos absolutos, mas algumas compensam essa pressão com salários elevados.</p>
<p>Lisboa apresenta o problema inverso. Não é a capital mais cara da Europa em valores absolutos, mas os custos, sobretudo da habitação, estão muito acima da capacidade financeira média dos residentes. Por isso, a capital portuguesa surge no fundo dos rankings de acessibilidade tanto para pessoas sozinhas como para famílias de quatro pessoas.</p>
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		<title>Portugal trabalha mais horas do que a média da UE: onde se fazem as semanas mais longas na Europa?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 09:09:49 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As horas de trabalho variam de forma significativa na Europa, com diferenças que podem chegar a quase oito horas por semana entre alguns países.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">As horas de trabalho variam de forma significativa na Europa, com diferenças que podem chegar a quase oito horas por semana entre alguns países. Os dados mais recentes do Eurostat, citados pela Euronews, mostram que a média da União Europeia é de 35,9 horas semanais de trabalho efetivo, considerando trabalhadores a tempo inteiro e a tempo parcial, entre os 20 e os 64 anos, no emprego principal.</p>
<p class="isSelectedEnd">Portugal surge a meio da tabela, mas acima da média europeia, com 37,4 horas semanais. O valor é igual ao registado na Hungria e coloca o país acima de economias como Alemanha, França, Itália e Espanha, embora ainda distante dos países com as semanas de trabalho mais longas.</p>
<p class="isSelectedEnd">A comparação revela uma Europa laboral a várias velocidades. Nos países onde o trabalho a tempo parcial tem maior peso e a negociação coletiva é mais forte, a semana média tende a ser mais curta. Já em vários países dos Balcãs e em economias candidatas à União Europeia, os horários médios continuam a ser bastante mais longos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Balcãs lideram as semanas de trabalho mais longas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Dentro da União Europeia, as horas semanais efetivas variam entre as 31,9 horas dos Países Baixos e as 39,6 horas da Grécia. Quando se incluem países candidatos à UE e membros da EFTA, a Turquia surge no topo da lista, com uma média de 42,4 horas por semana.</p>
<p class="isSelectedEnd">Seguem-se a Bósnia-Herzegovina, com 40,9 horas, e a Sérvia, com 40,6 horas. Estes são os únicos países analisados em que a média semanal ultrapassa as 40 horas, o equivalente a mais de oito horas por dia numa semana de cinco dias.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Grécia, com 39,6 horas, a Macedónia do Norte, com 39,5 horas, e a Bulgária, com 38,7 horas, aparecem logo depois. Os países dos Balcãs dominam, assim, o grupo das semanas de trabalho mais longas, sendo que a Grécia e a Turquia são frequentemente associadas à região em sentido alargado.</p>
<p class="isSelectedEnd">David Spencer, professor da Universidade de Leeds, explicou à Euronews Business que, em nenhum país, os trabalhadores escolhem verdadeiramente as horas que trabalham. Segundo o especialista, trabalham antes um conjunto considerado normal de horas, influenciado pelos empregadores. A menor produtividade e a menor capacidade de influência dos trabalhadores podem ajudar a explicar os horários mais longos nestes países.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Portugal acima da média europeia</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Portugal, com 37,4 horas semanais, fica acima da média da União Europeia, fixada nas 35,9 horas. O país surge ao mesmo nível da Hungria e próximo da Chéquia, que regista 37,5 horas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, Portugal fica abaixo de países como Polónia, com 38,7 horas, Roménia, com 38,2 horas, Bulgária, com 38,7 horas, e Grécia, com 39,6 horas. A posição portuguesa mostra um mercado de trabalho onde a semana efetiva é mais longa do que a média comunitária, mas sem atingir os valores mais elevados da tabela europeia.</p>
<p class="isSelectedEnd">A comparação com as maiores economias da União Europeia também é relevante. Portugal trabalha, em média, mais horas por semana do que Alemanha, França, Itália e Espanha. A diferença é particularmente expressiva face à Alemanha, onde a semana média é de 33,9 horas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Países Baixos têm a semana de trabalho mais curta</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">No extremo oposto, os Países Baixos destacam-se como o país europeu com a semana de trabalho média mais curta: 31,9 horas. O valor fica bastante abaixo da média da União Europeia e reflete, em grande parte, o peso elevado do trabalho a tempo parcial.</p>
<p class="isSelectedEnd">Jorge Cabrita, investigador sénior da Eurofound, sublinha que os trabalhadores a tempo parcial representam quase 43% do emprego total nos Países Baixos, uma proporção muito superior à registada em qualquer outro Estado-membro da União Europeia. O país tem também uma das semanas de trabalho acordadas coletivamente mais curtas do bloco.</p>
<p class="isSelectedEnd">David Spencer acrescenta que os Países Baixos passaram a ter mais trabalho a tempo parcial, o que ajudou a reduzir a média semanal. Ainda assim, lembra que a semana de trabalho dos trabalhadores a tempo inteiro continua mais próxima das 40 horas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Alemanha, Noruega e Dinamarca surgem depois, todas com 33,9 horas semanais. Isto significa que os trabalhadores nos Países Baixos trabalham, em média, cerca de duas horas menos por semana do que os países imediatamente seguintes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Abaixo das 35 horas semanais aparecem ainda a Áustria, com 34 horas, a Bélgica, com 34,3 horas, e a Finlândia, com 34,7 horas. Nestes sete países, a média diária fica abaixo das sete horas, considerando uma semana laboral de cinco dias.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Alemanha trabalha menos horas do que França, Itália e Espanha</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Entre as quatro maiores economias da União Europeia, a Alemanha regista a semana de trabalho mais curta, com 33,9 horas. Os trabalhadores alemães fazem menos 1,7 horas por semana do que os franceses, cuja média é de 35,6 horas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Espanha apresenta a semana mais longa entre estas quatro economias, com 36,3 horas, enquanto Itália fica também acima da média europeia, com 36,1 horas. A diferença entre a Alemanha e estes dois países ultrapassa as duas horas por semana.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo David Spencer, a semana mais curta na Alemanha reflete em parte a força dos sindicatos e o efeito positivo da negociação coletiva. A influência das estruturas laborais e dos acordos coletivos é apontada como um dos fatores que ajudam a explicar as diferenças entre países.</p>
<p class="isSelectedEnd">Noutros mercados europeus, a média semanal situa-se nas 38,7 horas na Polónia, 38,2 horas na Roménia e 37,5 horas na Chéquia. Portugal e Hungria aparecem logo depois, ambos com 37,4 horas, acima da Suíça, com 35,9 horas, da Suécia, com 35,4 horas, e da Irlanda, com 35,1 horas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Porque variam tanto as horas de trabalho?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">De forma geral, os países do Norte e do Oeste da Europa tendem a apresentar semanas de trabalho mais curtas do que os países do Leste e do Centro da Europa. As diferenças resultam de vários fatores, incluindo regimes de definição do tempo de trabalho, estrutura do emprego e composição económica de cada país.</p>
<p class="isSelectedEnd">Jorge Cabrita aponta o papel dos sindicatos e da negociação coletiva como elementos importantes. Nos países onde estas estruturas têm maior influência na definição dos limites do tempo de trabalho, as horas efetivamente trabalhadas tendem a ser mais baixas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O investigador acrescenta que uma negociação coletiva mais forte está também associada a menos horas extraordinárias e a maior cumprimento das regras laborais.</p>
<p class="isSelectedEnd">O peso do trabalho a tempo parcial é outro fator relevante. Quanto maior é a proporção de trabalhadores a tempo parcial, mais curta tende a ser a média semanal de trabalho. Por outro lado, os trabalhadores independentes costumam trabalhar mais horas do que os trabalhadores por conta de outrem, sobretudo quando empregam outras pessoas.</p>
<p class="isSelectedEnd">A estrutura económica também pesa. Setores diferentes exigem horários diferentes, o que influencia a média nacional de cada país. Economias com maior peso de atividades que exigem jornadas mais longas tendem a apresentar semanas de trabalho superiores.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Agricultura, gestão e forças armadas entre os setores com mais horas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As diferenças nas horas de trabalho também são visíveis por setor e profissão. Na União Europeia, os trabalhadores qualificados da agricultura, silvicultura e pescas registam a semana mais longa, com 42 horas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Seguem-se os gestores, com 40,6 horas, e as profissões ligadas às forças armadas, com 39,4 horas. Estes grupos profissionais superam claramente a média europeia.</p>
<p class="isSelectedEnd">No extremo oposto, os trabalhadores em profissões elementares têm a semana média mais curta, com 31,8 horas. Surgem depois os trabalhadores administrativos de apoio, com 34 horas, e os profissionais dos serviços e vendas, com 34,5 horas.</p>
<p>Os dados mostram, assim, que a pergunta sobre quem trabalha mais na Europa não tem apenas uma resposta nacional. Depende também do país, do setor, do tipo de contrato, da força da negociação coletiva, do peso do trabalho a tempo parcial e da estrutura económica de cada mercado laboral.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774237]]></sapo:autor>
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		<title>“Olá, tio”: menina usa código no 112 e PSP trava suspeito de abuso sexual</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 08:41:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma chamada feita em código para o 112 permitiu a um agente da PSP perceber que uma menina estaria em perigo dentro de um carro e acionar meios policiais para o local.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Uma chamada feita em código para o 112 permitiu a um agente da PSP perceber que uma menina estaria em perigo dentro de um carro e acionar meios policiais para o local, noticia o Correio da Manhã. O caso terminou com a identificação de um homem e uma queixa por tentativa de abuso sexual, estando agora o processo nas mãos do Ministério Público.</p>
<p class="isSelectedEnd">O episódio aconteceu às 1h35 de 2 de maio, quando o operador da Central 112 atendeu uma chamada em que, inicialmente, ninguém respondeu. Do outro lado da linha, porém, os sons de fundo indicavam que a chamada tinha sido feita de forma intencional. O agente manteve a comunicação ativa e, 14 segundos depois, ouviu uma voz de criança dizer: “Olá, tio!”.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>A frase que alertou o operador</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O polícia explicou à menina que não era o tio e que ela tinha ligado para o 112. A resposta da criança foi decisiva para perceber que algo de errado se passava: “Sim, eu sei tio, estou a ir para casa agora e estou com a minha mãe no carro”.</p>
<p class="isSelectedEnd">Perante aquela reação, o agente percebeu que a menor não podia revelar abertamente que estava a contactar a emergência, por se encontrar numa situação de eventual perigo e próxima do suspeito. A partir daí, adaptou o discurso para conseguir obter informações sem levantar suspeitas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Correio da Manhã, o operador construiu uma conversa em tom natural e conseguiu perceber que a menina seguia num carro com a mãe a dormir, um irmão bebé e o condutor. Durante a chamada, a criança deu a entender que o homem estaria a ter comportamentos que a assustavam.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>PSP conseguiu localizar o carro</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Ao longo da chamada, que durou 14 minutos e 26 segundos, o agente conseguiu recolher informação sobre a morada para onde o veículo se dirigia e as características do carro. A situação foi comunicada ao supervisor da Central Sul do 112 e aos elementos de ligação da PSP, que contactaram o Comando Metropolitano de Lisboa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Foram então enviados meios policiais para o local e o veículo acabou por ser intercetado. O homem foi identificado e a mãe da menor apresentou queixa por tentativa de abuso sexual sobre a filha.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Agente da PSP recebeu louvor</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A atuação do operador mereceu um louvor da Direção Nacional da PSP. O agente tinha saído da Escola Prática da PSP em agosto do ano passado e foi colocado na Central Sul do 112 por conveniência de serviço.</p>
<p class="isSelectedEnd">O caso volta a mostrar a importância das chamadas de emergência e da capacidade de triagem dos operadores. O Serviço 112 recebe cerca de sete milhões de chamadas por ano, mas apenas um terço corresponde a verdadeiras emergências, o que torna essencial perceber rapidamente quando uma chamada aparentemente confusa pode esconder uma situação de perigo real.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Outro caso envolveu criança de nove anos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O texto recorda ainda outro episódio recente em que uma criança ajudou a salvar uma vida através do 112. Em fevereiro, Rodrigo, de nove anos, ligou para a emergência e conseguiu explicar ao operador do INEM João Dias que a mãe estava a sofrer um problema cardíaco. Com a ajuda da criança, os meios de socorro foram encaminhados até Malpica do Tejo.</p>
<p>No caso agora conhecido, a chamada em código da menina e a resposta do agente da PSP foram decisivas para travar uma situação de alegado perigo. Uma frase aparentemente simples — “Olá, tio” — acabou por ser o sinal que permitiu mobilizar a polícia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774233]]></sapo:autor>
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		<title>Atenção, passageiros: barcos de Cacilhas alargam horários esta semana e passam a circular até às 2h30</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 05:20:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[rio Tejo]]></category>
		<category><![CDATA[Transtejo/Soflusa]]></category>
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					<description><![CDATA[Aos fins de semana e feriados, o reajuste dos horários vai traduzir-se em mais quatro ligações diárias na rota entre Cacilhas e o Cais do Sodré]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A ligação fluvial entre Cacilhas, em Almada, e o Cais do Sodré, em Lisboa, passa a ter horários alargados a partir desta segunda-feira. A mudança, anunciada pela Transtejo Soflusa e noticiada pelo &#8216;Público&#8217;, permite que os barcos comecem a circular às 5h00, em vez das 5h20, e terminem o serviço às 2h30, em vez da atual 1h40.</p>
<p>A alteração representa mais margem de mobilidade para quem usa os barcos de Cacilhas nos dias úteis, sobretudo trabalhadores com horários mais cedo ou mais tardios, estudantes, utilizadores da noite lisboeta e passageiros que dependem da ligação entre as duas margens fora dos períodos tradicionais de ponta.</p>
<p>Aos fins de semana e feriados, o reajuste dos horários vai traduzir-se em mais quatro ligações diárias na rota entre Cacilhas e o Cais do Sodré. A transportadora apresenta a mudança como parte de uma estratégia de reforço da oferta e de adaptação às necessidades reais da população.</p>
<p><strong>Mais carreiras também no Barreiro</strong></p>
<p>A Transtejo Soflusa vai também ajustar os horários da rota do Barreiro, que liga a cidade ao Terreiro do Paço. Segundo a empresa, as alterações incidem nas primeiras horas da manhã e acrescentam duas carreiras diárias, reforçando a resposta do serviço nesse período.</p>
<p>Nos fins de semana e feriados, a ligação do Barreiro não terá alterações. O &#8216;Público&#8217; recorda que a empresa está também a preparar uma ligação fluvial direta entre Barreiro, Seixal e Cais do Sodré, que deverá começar por funcionar aos fins de semana e evoluir depois para um serviço em dias úteis, com viagens de manhã, à tarde e à noite.</p>
<p>O anúncio do alargamento dos horários surge poucos dias depois de se saber que a Transtejo Soflusa integra um grupo de trabalho com o Metropolitano de Lisboa e a CP para estudar a coordenação e eventual extensão dos horários dos transportes públicos na Área Metropolitana de Lisboa.</p>
<p><strong>Transportes públicos com horários mais alargados</strong></p>
<p>Esse trabalho conjunto poderá levar também o Metro de Lisboa a rever o seu horário atual, entre as 6h30 e a 1h00, aproximando-o do funcionamento praticado em várias capitais europeias, onde o serviço começa mais cedo. Antes de haver conclusões desse grupo de trabalho, a Transtejo Soflusa avança já com mudanças nas rotas de Cacilhas e Barreiro.</p>
<p>“Temos de adequar as respostas às verdadeiras necessidades das populações. Só com mais e melhor oferta, fiabilidade e conforto conseguiremos trazer mais pessoas para os transportes públicos”, afirmou Rui Rei, presidente da Transtejo Soflusa, citado na nota divulgada pela empresa.</p>
<p>A transportadora tem ainda outros projetos em estudo ou preparação. Entre eles está uma futura ligação entre a Margem Sul e o Parque das Nações, com provável saída do Montijo e possibilidade de incluir também Seixal e Barreiro, embora esse serviço não deva avançar antes de 2028.</p>
<p>Outra ligação em análise é a rota entre a Trafaria, em Almada, e Algés, em Oeiras. Os estudos de viabilidade já estarão concluídos e a empresa prevê avançar com ligações experimentais no próximo ano, embora ainda falte definir a localização exata do ponto de embarque em Algés.</p>
<p>Para já, a mudança concreta começa esta semana: os barcos de Cacilhas passam a funcionar durante mais tempo, com primeiras ligações às 5h00 e últimas carreiras até às 2h30.</p>
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		<title>Alguém ‘queimou’ 107 bitcoins e atirou 6,7 milhões de euros para um buraco negro digital</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 07:45:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[No mundo das criptomoedas, onde cada movimento fica registado publicamente, há poucas operações capazes de gerar tantas perguntas com tão poucas respostas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="99" data-end="485">Uma das operações mais invulgares da história das criptomoedas ficou registada esta semana na blockchain da bitcoin: 107 bitcoins, avaliados em cerca de 6,7 milhões de euros, foram enviados para uma morada considerada um ‘poço sem saída’ digital. A operação, descrita pelo El Confidencial, deixou a comunidade cripto a tentar perceber quem poderia abdicar de uma fortuna desta dimensão.</p>
<p data-start="487" data-end="871">O envio foi feito a partir de cinco moradas diferentes, todas com fundos parados desde abril de 2014. Depois das transações, as cinco carteiras ficaram com saldo zero. A coincidência temporal chamou a atenção dos observadores, uma vez que todos os movimentos entraram no mesmo bloco, o que sugere que podem ter sido executados pela mesma entidade ou através do mesmo processo técnico.</p>
<p data-start="873" data-end="1139">A morada de destino foi a 1111111111111111111114oLvT2. Apesar de parecer uma morada normal de bitcoin, é conhecida por funcionar como uma ‘burn address’, ou seja, um endereço para onde os fundos podem ser enviados, mas de onde, na prática, não podem ser recuperados.</p>
<p data-start="1141" data-end="1168"><strong>O que é uma ‘burn address’?</strong></p>
<p data-start="1170" data-end="1484">As chamadas ‘burn addresses’ são moradas assumidas como destinos sem retorno. Para voltar a movimentar as moedas enviadas para estes endereços, seria necessário quebrar pressupostos criptográficos fundamentais ou encontrar uma colisão extremamente improvável. Na prática, os 107 bitcoins são considerados perdidos.</p>
<p data-start="1486" data-end="1802">A morada usada nesta operação não era desconhecida. Desde 2010, recebeu mais de 385 mil saídas e nunca gastou nenhuma. Antes deste envio, acumulava cerca de 700 bitcoins. Com a nova transferência, o saldo ultrapassou os 807 bitcoins, reforçando o seu estatuto como um dos grandes cemitérios digitais da rede bitcoin.</p>
<p data-start="1804" data-end="2179">Queimar bitcoin não é uma ideia nova no universo das criptomoedas. Alguns projetos já usaram mecanismos de ‘proof-of-burn’ para demonstrar a destruição de fundos e emitir outros ativos digitais. O Counterparty, por exemplo, recorreu em 2014 a uma morada diferente para criar os seus XCP. Ainda assim, a bitcoin não tem uma função específica para retirar moedas de circulação.</p>
<p data-start="2181" data-end="2224"><strong>Erro técnico, gesto simbólico ou algo mais?</strong></p>
<p data-start="2226" data-end="2539">A ausência de explicação pública abriu caminho a várias hipóteses. Há quem considere que a operação pode ter resultado de um erro durante a recuperação de uma carteira, de uma falha na geração de moradas de troco ou até de um sistema automatizado que interpretou mal uma referência técnica ligada ao Counterparty.</p>
<p data-start="2541" data-end="2722">O El Confidencial refere também que a Galaxy Research considerou pouco provável tratar-se de uma manobra fiscal, uma vez que as moedas vinham de 2014 e a sua valorização é evidente.</p>
<p data-start="2724" data-end="2954">Outras teorias apontam para a destruição de fundos ilícitos, uma decisão tomada sob coação, motivações religiosas ou uma ação puramente simbólica. Para já, ninguém reclamou a autoria da operação e o mistério continua por resolver.</p>
<p data-start="2956" data-end="3240">O que torna este caso tão raro é a dimensão do valor destruído e o facto de as carteiras estarem inativas há mais de uma década. No mundo das criptomoedas, onde cada movimento fica registado publicamente, há poucas operações capazes de gerar tantas perguntas com tão poucas respostas.</p>
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