Os aumentos salariais dos funcionários públicos, que serão de 0,3% para a generalidade dos trabalhadores e de 10 euros no caso dos salários mais baixos, vão ter um impacto de 95 milhões de euros. Os números foram revelados esta quarta-feira aos jornalistas pelo secretário de Estado da Administração Pública, José Couto, que não esclareceu, no entanto, se está em causa o impacto líquido ou bruto.
Citado pela imprensa, José Couto disse que o Executivo não podia ir mais longe e prometeu aumentos sempre indexados à inflação daqui a dois anos, sendo que em 2021 será no mínimo 1% de aumento.
«O aumento extraordinário dos primeiros níveis remuneratórios a que acresce os 0,3% cifra-se em valores aproximados de 95 milhões de euros», 26 milhões dos quais são dedicados ao aumento de 10 euros, anunciado esta quarta-feira. Já outras matérias, como a reposição dos 25 dias férias e o aumento do subsidio de refeição ficam para negociações futuras, algo que não agradou aos sindicatos.
Recorde-se que a Frente Comum tem plenário marcado para 28 de Fevereiro para decidir as iniciativas de contestação que se seguirão à última greve geral da Função Pública, no passado dia 31 de Janeiro.
Reagindo à única proposta que o Governo trouxe para a terceira e última reunião com as estruturas sindicais da função pública, a Frente Sindical pede a realização de uma greve geral no sector público e privado: «As baixas remunerações não são só um problema da administração pública», revelou a presidente do Sindicato dos Quadros Quadros Técnicos do Estado da Frente Sindical, Helena Rodrigues, citada pelo “Público”.
Já o secretário-geral da Federação dos Sindicatos da Administração Pública, José Abraão, classificou de «embuste» as negociações de aumentos salariais, acusando o Governo de ter ignorado todas as matérias contrapropostas pelos sindicatos.








