Mercenários russos de empresas privadas russas e com ligações ao FSB, o principal sucessor do KGB, e à agência de inteligência GRU aumentaram a sua presença em solo ucraniano nas últimas semanas, adianta a Reuters, que cita três membros de serviços de segurança de países ocidentais.
A reforçada presença destes mercenários na Ucrânia está a ampliar os receios por parte dos membros da NATO de que a Rússia pode tentar engendrar um pretexto que justifique a invasão.
“É provável que mercenários russos, sob as ordens do estado russo, se envolvam em atos hostis na Ucrânia, que podem incluir potencialmente um pretexto para uma invasão”, fez notar um dos membros dos serviços de segurança ocidentais.
As fontes citadas pela Reuters estão preocupadas com a possibilidade de que a incursão russa na Ucrânia seja precedida por uma guerra de informação e por ataques informáticos a infraestruturas críticas do país, como as redes de eletricidade e de gás.
Moscovo pode usar estes mercenários para semear a discórdia e avançar com assassinatos de alvos específicos.
Em resposta a estas informações, o Kremlin declarou hoje à Reuters que não está a reforçar a sua presença na Ucrânia, e que as tropas russas não estão e nunca estiveram presentes em território ucraniano.
No entanto, a Rússia tem vindo a aumentar o número de soldados que estão estacionadas na fronteira com a Ucrânia, o que tem gerado receios de uma invasão iminente por partes das forças russas.












