À beira do arranque do ano letivo, a grande maioria dos professores considera que as condições existentes nas escolas não inspiram muita confiança. Porém, mostram estar confiantes em relação às suas capacidades de levar por diante tanto as aulas presenciais, como o ensino à distância, se vier a revelar-se necessário proceder a esse regresso.
Estes são os principais resultados de um estudo sobre as expectativas dos professores para o novo ano letivo, apresentado, esta sexta-feira, num debate online com o secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa, promovido pela plataforma docente #SomosSolução, citado pelo ‘Público’.
Segundo apurou o estudo, 84% dos professores não acreditam que as escolas tenham as condições necessárias (infra-estruturas e recursos humanos) para o ensino inteiramente presencial, como foi ditado pelo Governo.
E 64% também consideram que não estão asseguradas as condições de segurança sanitárias para as aulas presenciais. Só 21% dos inquiridos se mostram confiantes quanto à existência destas duas condições.
Ainda assim, 71% dos inquiridos também consideram que as escolas não têm condições (infra-estruturas e recursos humanos) para garantir um ensino totalmente à distância.
O estudo foi coordenado pelo professor do ISPA- Instituto Universitário, João Marôco, e tem na base um inquérito realizado nas redes sociais de professores, entre 26 de agosto e 4 de setembro. Foram validadas 1961 respostas.




