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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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	<language>pt-PT</language>
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		<title>Do outro lado do espelho: Anabela Lino, country holding officer da ABB em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Silva Gil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 08:11:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição Impressa]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Executive Digest]]></category>
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		<category><![CDATA[Gestão]]></category>
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		<category><![CDATA[ABB Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Do outro lado do Espelho]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma conversa com a administradora executiva da ABB em Portugal que incluiu curiosidade, coragem, cuidado e colaboração, afinal de contas os quatro valores fundamentais da empresa suíça/sueca]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Num tempo marcado pela velocidade, pela mudança constante, pela imprevisibilidade e por carreiras cada vez mais dispersas e fragmentadas, permanecer (praticamente) três décadas na mes­ma empresa é, nos dias que correm, uma raridade. Anabela Lino é um desses casos excepcionais. Administradora executiva da ABB, líder mundial em soluções de electrificação e automação, em Portugal e responsável pela integridade fiduciária da multinacional de matriz suíça e sueca no nosso país, construiu um percurso onde a con­sistência, o agarrar de oportunidades, a capacidade de arriscar e de se adaptar e a liderança andaram (e continuarão a caminhar) lado a lado.</p>
<p>Recebidos na sede da ABB em Por­tugal, entramos num espaço moderno e amplo, composto por um open space, rodeado por um conjunto de salas que foram buscar os seus nomes a diferentes cidades portuguesas. Antes do início da conversa, uma curiosidade: a equipa da ABB mudou-se para estas instalações no princípio de Março de 2020. Duas semanas depois, «íamos todos para casa».</p>
<p>A entrevista com a nossa convidada teve lugar na Sala Évora. Infelizmente, sem vista para o Templo Romano de Évora (frequentemente chamado de Templo de Diana) e que, segundo estudos arqueológicos, estaria originalmente rodeado por um pórtico e um “espelho de água”, realçando a sua imponência. Assim, partimos para “outro” espelho. &#8220;Anabela, o que está &#8216;do outro lado do [seu] espelho&#8217;?&#8221;</p>
<p><strong>O INÍCIO DA HISTÓRIA</strong></p>
<p>Nasceu em Sintra e, como costuma dizer, &#8220;ainda vivi uns meses em ditadura&#8221;. Anabela, filha única, cresceu num am­biente onde a essência se sobrepunha à aparência, moldada por uma família que privilegiava a honestidade e a inde­pendência. Como ela própria recorda: &#8220;as minhas primeiras recordações são daquele período ainda conturbado do pós-25 de Abril&#8221;, um tempo em que as histórias da guerra do Ultramar conta­das pelo pai (que combateu em África) se cruzavam com a chegada dos colegas “retornados” à escola primária.</p>
<p>No final do primeiro ciclo, ingressa no Colégio São José do Ramalhão.&#8221;Na altura, era um colégio só de raparigas, exclusivamente feminino. Acho que isso também acabou por marcar um pouco a minha forma de ver as coisas.&#8221; O seu percurso seria definido por uma ape­tência natural pela lógica e pelo rigor da matemática. Recorda que &#8220;já havia alguma ligação à matemática dentro da família, mas eu sempre tive uma forte inclinação pessoal. Para mim, tudo tem de fazer sentido. Ainda hoje, continuo a ser muito fraca a decorar mas, se eu encontrar uma lógica por trás das coisas, isso fica completamente fixado na minha cabeça e passa a fazer todo o sentido.&#8221; Durante este período, também desenvolveu o gosto pela leitura. &#8220;Sempre foi um hobby muito presente. Nunca fui particularmente ligada ao desporto&#8221;.</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;OS MAIORES CRESCIMENTOS ACONTECEM QUANDO SAÍMOS DA ZONA DE CONFORTO.&#8221;</strong></p></blockquote>
<p>O passo seguinte passou pela faculdade e, novamente, a importância da família: &#8220;O meu pai tinha um orgulho enorme. Nas nossas conversas, ele nunca colocou a hipótese de eu não tirar um curso. Ape­sar de ter crescido numa época em que, tradicionalmente, as mulheres tinham um papel mais secundário, o meu pai nunca partilhou essa visão e, talvez por isso, a questão da diversidade me seja tão cara.&#8221; E remata, &#8220;incentivou-me sempre a não depender de ninguém, a fazer o meu próprio percurso e a fazer as minhas próprias escolhas. E, de facto, eu fui para Finanças porque quis ir para Finanças.&#8221;</p>
<p>No final do curso, e por sugestão de uma colega de faculdade, decide candidatar­-se à ABB e, após envio do currículo e posterior entrevista, fica.</p>
<p><strong>ABB: O INÍCIO</strong></p>
<p>Quando entrou para a ABB, em 1996, Anabela Lino encontrou uma empresa com uma dimensão industrial impres­sionante em Portugal. &#8220;Na altura, a ABB tinha uma dimensão gigante no nosso país&#8221;, recorda, numa época em que o grupo apostava fortemente na indústria metalomecânica, contando com várias fábricas no país. A multinacional empre­gava então cerca de cinco mil colabora­dores e integrava diferentes empresas do grupo, entre elas a ABB Hidro, unidade onde começou o seu percurso e que era responsável pela área das barragens e sistemas hidroeléctricos.</p>
<p>&#8220;Foi uma escola excelente&#8221;, diz, des­tacando o impacto que teve trabalhar numa organização marcada pelo rigor e pela estrutura. &#8220;Tínhamos manuais super detalhados para tudo, tínhamos um sistema de reporting super avança­do para a época&#8221;, lembra. Para quem acabava de terminar a licenciatura, a experiência permitiu-lhe acelerar a transição da teoria para a realidade empresarial: &#8220;rapidamente deu para começar a pôr em prática e a ver a aplicação prática de tudo aquilo que eu tinha teoricamente aprendido.&#8221;</p>
<p>Mas o percurso e a ascensão de Anabela não foram lineares nem confortáveis. Aos 28 anos, recebe o convite para assumir a Direcção Financeira de várias empresas do grupo ABB em Portugal. A proposta apanhou-a de surpresa. «&#8221;Não estava à espera de abarcar um desafio destes tão cedo&#8221;, admite. Ainda assim, decidiu avançar porque percebeu que &#8220;o com­boio, por vezes, não passa duas vezes&#8221;. Hoje, olha para esse momento como uma das grandes lições da sua carreira: &#8220;os grandes desafios e as grandes conquistas acontecem exactamente quando nós nos colocamos em zonas de desconforto&#8221;.</p>
<p><strong>O REFLEXO DO OUTRO LADO DO ESPELHO: O EQUÍLIBRIODE CUBA À ARGENTINA, COM DESTINO FINAL NA ALEMANHA</strong></p>
<p>No ano anterior, e fora do escritório, descobre as danças latinas, que prati­cou durante bastante tempo, e que lhe ensinaram que ali &#8220;quem comanda é o homem&#8230; é o único sítio onde eles mandam verdadeiramente&#8221;, mas, fora de brincadeira, sublinha a disciplina e o trabalho de equipa necessários: &#8220;É necessária muita cumplicidade, entendimento e prática constante para evoluir. Quando deixei de dançar, estava no nível pré-avançado, mas acabei por parar porque era preciso muito mais tempo de dedicação. Nessa altura, também tinha acabado de nascer o meu filho e já não conseguia conciliar tudo.&#8221;</p>
<p>No entanto, refere que esta actividade &#8220;acabou por se reflectir noutras áreas da vida, sendo interessante perceber como essa dinâmica de trabalho em equipa e liderança se transportou também para o contexto profissional.&#8221;</p>
<p>Mais recentemente, descobre o Pila­tes, método de exercício físico e mental criado na Alemanha. Para Anabela, é uma ferramenta de recentramento mental num quotidiano exigente. &#8220;É importante limpar a cabeça e focar no que é realmente prioritário, em vez de apenas reagir ao urgente&#8221;, acrescen­tando que &#8220;o que realmente se espera é foco nas prioridades e visão de médio e longo prazo.&#8221;</p>
<p><strong>MATERNIDADE</strong></p>
<p>Assumida aos 36 anos, trouxe-lhe uma nova perspectiva sobre liderança. &#8220;Há um paralelo enorme entre ser mãe e liderar equipas&#8221;, afirma. Para Anabela, tanto na educação de um filho como na gestão de pessoas, não existem fórmulas universais: &#8220;nós não gerimos duas pes­soas da mesma equipa da mesma ma­neira porque as pessoas não são iguais&#8221;. Defende uma liderança personalizada, próxima e assente no exemplo, porque &#8220;os miúdos, por mais que se lhes diga &#8216;não faças isso&#8217;, eles não vão fazer se não nos virem fazer&#8221;, uma lógica que considera igualmente válida transportar para o contexto empresarial.</p>
<p><strong>ABB: PRESENTE E FUTURO</strong></p>
<p>Ao longo de três décadas na ABB, interrompidas apenas por uma breve passagem pela Toys “R” Us, nunca sentiu necessidade de procurar desafios fora da empresa. &#8220;De monotonia aqui nós não sofremos&#8221;, diz, lembrando que teve oportunidade de trabalhar em áreas financeiras, estratégicas e operacionais distintas. Mais do que cargos, valoriza a cultura de partilha que encontrou desde o primeiro dia e que continua a promover nas suas equipas: &#8220;a partilha de conhecimento não compromete o nosso lugar, pelo contrário, permite­-nos crescer&#8221;.</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;CORAGEM, CUIDADO, CURIOSIDADE E COLABORAÇÃO: É ASSIM QUE SE CONSTRÓI O FUTURO.&#8221;</strong></p></blockquote>
<p>Hoje, enquanto Country Holding Officer da ABB em Portugal, vê a sustentabilidade como uma questão estratégica e não ape­nas reputacional. &#8220;A sustentabilidade já não é um slogan, está embebida na nossa estratégia&#8221;, diz. Embora reconheça que &#8220;as empresas existem para dar lucro&#8221;, acredita que a eficiência energética será decisiva para a competitividade futura. &#8220;A melhor energia é aquela que não consumimos&#8221;, resume, defendendo que a transição energética deve ser encarada simultaneamente como responsabilidade ambiental e oportunidade de negócio.</p>
<p>E, quase a terminar. Anabela confes­sa que ainda não perdeu a esperança de ter uma prova de Fórmula-E em Portugal, campeonato onde a ABB é o main sponsor, e onde participa o piloto nacional António Félix Costa, campeão na temporada de 2019/2020. Refere também que &#8220;nós, em Portugal, temos uma formação incrível, temos muitos bons talentos a saírem das universidades. Eu acho que já se começa a perceber isso e a ABB, enquanto líder em tecnologias de electrificação e automação, percebe isso. Nós temos muita gente a trabalhar a partir de Portugal, como disse, e nós temos muito para oferecer.&#8221;</p>
<p>Para além disso, num sector ainda maioritariamente masculino, continua também empenhada em abrir caminho às novas gerações, especialmente às mulheres. Recusa quotas, mas insiste na igualdade de oportunidades desde cedo. Porque, para Anabela Lino, Country Holding Officer da ABB em Portugal, o futuro da indústria, e das empresas, constrói-se com quatro ‘cês’: Coragem, Cuidado, Curiosidade e Colaboração.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780965]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Sondagem: Quase 70% dos portugueses responsabilizam ministro da Educação pelo caos nos exames nacionais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 08:09:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[De acordo com o estudo, 69,9% dos inquiridos consideram que o governante é o principal culpado pelo processo que obrigou ao adiamento da divulgação das classificações.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A maioria dos portugueses responsabiliza diretamente o ministro da Educação, Fernando Alexandre, pelos problemas que marcaram a classificação digital dos exames nacionais do ensino secundário, segundo o mais recente barómetro da Intercampus, realizado para o <a href="https://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/exames-nacionais-a-culpa-e-do-ministro-conclui-sondagem" target="_blank" rel="noopener">Negócios, Correio da Manhã, CMTV e NOW</a> entre 9 e 14 de julho. De acordo com o estudo, 69,9% dos inquiridos consideram que o governante é o principal culpado pelo processo que obrigou ao adiamento da divulgação das classificações e mergulhou a época de exames numa sucessão de falhas técnicas e alterações de calendário. Em contraste, apenas 5,5% atribuem responsabilidades aos professores, enquanto 10,8% apontam às escolas e cerca de 20% responsabilizam o primeiro-ministro, Luís Montenegro.</p>
<p>Apesar da forte responsabilização do ministro, os portugueses mostram-se divididos quanto às consequências políticas. O barómetro revela que 42,1% defendem que Fernando Alexandre deixou de reunir condições para permanecer no cargo, mas 41,2% entendem que deve continuar como ministro. Os autores da sondagem admitem que este equilíbrio poderá explicar-se pelo facto de o trabalho de campo ter terminado quando a crise ainda estava em desenvolvimento, levando muitos participantes a considerarem prematuro exigir uma demissão, além da preocupação com a estabilidade governativa numa fase de férias e de preparação do próximo ano letivo.</p>
<p>A sondagem surge precisamente no dia em que está prevista a divulgação das classificações dos mais de 300 mil exames nacionais realizados pelos alunos do ensino secundário, embora o próprio ministro tenha reconhecido, na véspera, que &#8220;há sempre riscos&#8221; de nem todas as pautas conseguirem ser afixadas. Fernando Alexandre revelou que 99,3% das respostas já estavam classificadas, mas admitiu dificuldades em encontrar professores classificadores para concluir sobretudo as provas de Português e Matemática, apelando a um &#8220;esforço adicional&#8221; dos docentes para fechar o processo.</p>
<p>A crise começou com a implementação, pela primeira vez, da classificação integralmente digital dos exames nacionais, um sistema que enfrentou sucessivos problemas técnicos desde o início da correção das provas. As dificuldades obrigaram o Ministério da Educação, Ciência e Inovação a adiar em vários dias o calendário inicialmente previsto, transferindo a divulgação das notas para esta sexta-feira e comprimindo os prazos da restante época de exames. Ainda assim, Fernando Alexandre garantiu que, após uma auditoria ao processo e ao apuramento de responsabilidades, a segunda fase continuará a utilizar o mesmo modelo digital, assegurando que &#8220;todos os problemas tecnológicos foram corrigidos&#8221;.</p>
<p>Enquanto se aguardam as classificações finais, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, manteve a confiança política no titular da pasta da Educação durante o debate do Estado da Nação, recusando retirar conclusões antes do encerramento do processo. Já o ministro insiste que a prioridade continua a ser garantir que todas as notas sejam publicadas com &#8220;rigor, transparência e todos os instrumentos de verificação&#8221;, apesar de reconhecer que o sistema enfrentou falhas significativas e de prometer uma auditoria para identificar responsabilidades após o fim da época de exames.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790491]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Plano do Douro até 2032 inclui taxa de sustentabilidade e contratos de venda de uva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 07:50:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A introdução de uma taxa de sustentabilidade no Douro, de contratos obrigatórios para a compra e venda de uva para vinho e a produção e utilização voluntária de aguardente regional são medidas incluídas no plano delineado para este território.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A introdução de uma taxa de sustentabilidade no Douro, de contratos obrigatórios para a compra e venda de uva para vinho e a produção e utilização voluntária de aguardente regional são medidas incluídas no plano delineado para este território.</P><br />
<P>Com vista à operacionalização do Plano de Ação para a Gestão Sustentável e Valorização do Setor Vitivinícola da Região Demarcada do Douro (RDD), aprovado em setembro, o Ministério da Agricultura criou um grupo de coordenação para delinear um plano executivo.</P><br />
<P>O objetivo é corrigir desequilíbrios estruturais do setor vitivinícola como o excesso de oferta, a pressão sobre os preços da uva e a fragilidade económica dos viticultores.</P><br />
<P>No Douro, os viticultores queixam-se do baixo preço de venda da uva, da venda sem preço e dificuldades de escoamento e as empresas de quebras no negócio de vinho.</P><br />
<P>O plano executivo, a concretizar até 2032, tem coordenação do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) e foi, agora, entregue ao ministro da Agricultura.</P><br />
<P>O documento, a que a Lusa teve acesso, define como principais objetivos a redução de 20% do volume dos &#8216;stocks&#8217;, o aumento de 10 a 15% do preço médio da uva ao ano, o crescimento do rendimento dos pequenos produtores, o crescimento de 10% do valor das exportações e a implementação de rastreabilidade digital integral.</P><br />
<P>O plano tem cinco eixos estratégicos e agrega medidas de natureza económica, regulatória, institucional, ambiental e de promoção.</P><br />
<P>Entre as medidas está a introdução de uma taxa de sustentabilidade ambiental e valorização da paisagem que poderá abranger dormidas turísticas na RDD, passeios fluviais ou no comboio histórico, com a receita a reverter prioritariamente para os exploradores das vinhas.</P><br />
<P> Ainda o reforço da promoção e internacionalização dos vinhos e do destino Douro, com um programa plurianual com financiamento de cerca de cinco milhões de euros.</P><br />
<P>Com vista à sustentabilidade económica, quer-se implementar um regime de contratos obrigatórios para a compra e venda de uva para vinho a partir de janeiro de 2028, para dar previsibilidade e garantia de preço aos produtores, com reporte anual dos contratos ao IVDP para monitorização.   </P><br />
<P>O reforço e modernização das cooperativas estão incluídos e o apoio à uva destinada a destilação (implementado em 2025), linhas de crédito bonificadas e instrumentos específicos para pequenos produtores são medidas encaradas como instrumentos de estabilização e não como soluções permanentes.</P><br />
<P>Para a regulação da oferta, as ações passam por um programa voluntário de redução da área da RDD, com uma meta de redução até 5.000 hectares da área produtiva em zonas marginalmente viáveis, e a suspensão de novas plantações.</P><br />
<P>Sobre a aguardente regional, um tema polémico na região, o plano aponta para a criação de um mecanismo voluntário para utilização de aguardente da região para o vinho do Porto e para produção de aguardente Indicação Geográfica Protegida (IGP) Douro, com o estabelecimento de medidas de valorização para produtores que optem por estas soluções.</P><br />
<P>As ações mais &#8220;inovadoras&#8221;, apontadas no plano, são o ajustamento do potencial produtivo, a gestão transitória das autorizações associadas ao benefício (quantidade de mosto que cada viticultor pode destinar à produção de vinho do Porto), mecanismos de economia circular associados à destilação e utilização de aguardente regional, valorização da certificação e da autenticidade, reforço da fiscalização e créditos de natureza e sustentabilidade. </P><br />
<P>O plano propõe uma abordagem integrada, atuando simultaneamente sobre a regulação da oferta, o reforço da procura, a sustentabilidade económica, o controlo e certificação, bem como a inovação e sustentabilidade ambiental. </P><br />
<P>Integra medidas para pequenos e médios produtores e quer melhorar a competitividade das explorações vitivinícolas, mas não se limita ao produto vinho, procurando valorizar a paisagem, o património e a notoriedade internacional das denominações de origem Porto e Douro. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790489]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Mundial2026: Argentina e Espanha defrontam-se em final inédita e imprevisível</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 07:40:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A campeã mundial e bicampeã sul-americana em título Argentina e a detentora do cetro europeu Espanha disputam no domingo uma imprevisível final da 23.ª edição do Mundial de futebol, em East Rutherford, nos Estados Unidos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A campeã mundial e bicampeã sul-americana em título Argentina e a detentora do cetro europeu Espanha disputam no domingo uma imprevisível final da 23.ª edição do Mundial de futebol, em East Rutherford, nos Estados Unidos.</P><br />
<P>Os espanhóis foram imponentes a arrebatar a primeira vaga na final, com um 2-0 à França, apontada como principal favorita, enquanto os argentinos mostraram, uma vez mais, que nunca se dão por vencidos e garantiram a segunda derrubando a Inglaterra, que já sonhava repetir 1966, por 2-1, com reviravolta.</P><br />
<P>No total da prova, a formação europeia empatou o primeiro jogo, com Cabo Verde (0-0) e, depois, venceu os restantes seis, nunca excedendo os 90 minutos, enquanto o conjunto sul-americano ganhou os sete encontros, mas dois com recurso a prolongamento.</P><br />
<P>A Espanha, ainda assim, penou para ultrapassar Portugal (1-0), nos &#8216;oitavos&#8217;, e a Bélgica (2-1), nos &#8216;quartos&#8217;, vencendo em ambas as ocasiões com golos &#8216;tardios&#8217; do suplente Mikel Merino, aos 90+1 e 88 minutos, respetivamente.</P><br />
<P>Por seu lado, a Argentina sofreu em todos os jogos a eliminar: estava empatada 2-2 com Cabo Verde após 110 minutos, nos &#8217;16 avos&#8217;, perdia por 2-0 com o Egito aos 78, nos &#8216;oitavos&#8217;, empatava 1-1 com a Suíça aos 111, nos &#8216;quartos&#8217;, e perdia por 1-0 com a Inglaterra aos 84, nas &#8216;meias&#8217;.</P><br />
<P>Os dois percursos distintos &#8216;desaguaram&#8217;, porém, na final, que será apenas a segunda dos espanhóis, que, em 2010, na primeira, bateram os Países Baixos por 1-0, após prolongamento, graças a um golo de Andrés Iniesta, aos 113 minutos.</P><br />
<P>Por seu lado, os argentinos vão já para a sétima final &#8212; só a Alemanha fica com mais, com oito -, em busca de repetir as conquistas de 1978 (3-1 após prolongamento aos Países Baixos, em Buenos Aires), 1986 (3-2 à RFA) e da última edição, em 2022 (3-3 após prolongamento e 4-2 nos penáltis com a França).</P><br />
<P>A formação &#8216;albi-celeste&#8217; tem também três derrotas em finais, uma com o Uruguai (2-4, em Montevideu), em 1930, e duas com os germânicos, em 1990 (0-1) e em 2024 (0-1 após prolongamento).</P><br />
<P>Pela frente, as duas equipas têm também os livros da história, com a Espanha a poder voltar a ficar detentora dos títulos mundial e europeu, como aconteceu com as vitórias no Euro2008 e no Mundial2010, e a poder tornar-se a segunda formação europeia a vencer uma edição na América, replicando a Alemanha, em 2014.</P><br />
<P>Quanto à Argentina, tenta tornar-se apenas a terceira seleção a revalidar o cetro, depois de Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962), e a primeira a ser simultaneamente bicampeã mundial e bicampeã sul-americana (2021 e 2024).</P><br />
<P>Individualmente, o argentino Lionel Messi é a figura incontornável, pelo seu passado espanhol, no FC Barcelona, e porque, aos 39 anos, feitos em 24 de junho, está a fazer um Mundial2026 incrível, com oito golos e quatro assistências, e vai igualar as três finais do brasileiro Cafu (1994, 1998 e 2002).</P><br />
<P>Por seu lado, a Espanha tem como principal figura o &#8216;miúdo&#8217; Lamine Yamal, que, aos 19 anos, completados em 13 de julho, já veste a camisola &#8217;10&#8217; que era de Messi no &#8216;Barça&#8217; e estará à espera da final para &#8216;explodir&#8217; no Mundial2026.</P><br />
<P>À margem dos seus craques, Espanha e Argentina são, sobretudo, projetos coletivos, que apostam no todo, os europeus mais no toque de bola, num futebol assente na posse, e os sul-americanos mais na garra, no sangue, sempre preparados para não ter a bola, mas sabendo sempre o que lhe fazer quando a têm.</P><br />
<P>Os espanhóis têm mostrado maior estabilidade defensiva, bastando constatar que só sofreram um golo, contra os sete dos argentinos, que, com mais 60 minutos em campo, têm, por seu lado, mais seis golos marcados (19 contra 13).</P><br />
<P>Quanto aos &#8216;onzes&#8217;, não são esperadas grandes alterações, sendo muito provável que a Espanha apresente o mesmo, pelo terceiro jogo consecutivo, e que a Argentina possa fazer uma alteração, com Giuliano Simeone a poder ser sacrificado.</P><br />
<P>A inédita final da 23.ª edição do Mundial de futebol está marcada para domingo, pelas 15:00 locais (20:00 em Lisboa), no Estádio MetLife, em East Rutherford, com arbitragem do esloveno Slavko Vincic.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790488]]></sapo:autor>
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		<title>Fazer subir os termómetros com 50 milhões de euros na carteira? Hoje anda à roda jackpot no Euromilhões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 07:30:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Euromilhões]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Hoje é sexta-feira de 38 milhões de euros, uma 'folga' no seu orçamento bem desejada, ou a hipótese de umas férias (bem) prolongadas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é sexta-feira de 38 milhões de euros, uma &#8216;folga&#8217; no seu orçamento bem desejada, ou a hipótese de umas férias (bem) prolongadas. Teste a sua pontaria no Euromilhões uma vez que estão em jogo 50 milhões de euros no sorteio de hoje, depois de, no último sorteio, não ter saído o primeiro prémio a qualquer apostador. Assim, hoje, à distância de cinco números e duas estrelas, tem a oportunidade de rechear a carteira. </p>
<p>Semanalmente são muitos os que fazem as suas apostas no Euromilhões, na esperança de se tornarem os próximos afortunados deste sorteio, realizado às terças e sextas-feiras à noite em Paris. Com um preço de 2,5 euros por aposta, os jogadores escolhem cinco números e duas estrelas nas apostas simples, ou até 10 números e cinco estrelas nas apostas múltiplas, com o preço a variar consoante o número de apostas realizadas.</p>
<p>As probabilidades de ganhar são ínfimas – uma em 139.838.160. No entanto, um grupo de matemáticos acredita ter encontrado a chave para aumentar essas probabilidades, indica o ’20 Minutos’.</p>
<p><strong>Aumentar as Probabilidades: A Chave Matemática</strong></p>
<p>O Euromilhões segue um formato de lotaria 5/50, onde os jogadores devem escolher cinco números entre 1 e 50. Para calcular as combinações totais possíveis, usa-se a fórmula do coeficiente binomial:</p>
<p>N = 50 números<br />
R = 5 combinações</p>
<p>50C5 = 2.118.760</p>
<p>Isto significa que existem mais de 2 milhões de formas possíveis de combinar os números no Euromilhões. Sem considerar os números, as probabilidades são tão baixas que é mais provável tornar-se presidente do que ganhar o Euromilhões. O primeiro passo é, portanto, reduzir o número de combinações possíveis, onde as matemáticas entram em jogo.</p>
<p>Mark Glickman, professor de estatística na Universidade de Harvard, determinou que a única forma de aumentar as probabilidades de ganhar é comprando mais bilhetes para cada sorteio. Em 2021, explicou à CNBC: “Isto deve-se ao facto de que as probabilidades permanecem as mesmas independentemente dos números escolhidos ou se compras um bilhete para cada sorteio.”</p>
<p><strong>Padrões de Combinação Ideal</strong></p>
<p>Segundo a Lottery Codex, existe um padrão ideal que deve ser seguido para aumentar as probabilidades. A combinação de números ímpares e pares parece ser crucial. A tabela elaborada pela Lottery Codex mostra os padrões completos e as suas probabilidades correspondentes:</p>
<p>Combinação de 3 números ímpares e 2 pares: 0,235 probabilidades<br />
Combinação de 3 números pares e 2 ímpares: 0,235 probabilidades<br />
Combinação de 1 número ímpar e 4 pares: 0,149 probabilidades<br />
Combinação de 1 número par e 4 ímpares: 0,149 probabilidades<br />
Combinação de 5 números ímpares e nenhum par: 0,025 probabilidades<br />
Combinação de 5 números pares e nenhum ímpar: 0,025 probabilidades</p>
<p>Apesar das probabilidades extremamente baixas, aplicar estratégias matemáticas pode marginalmente aumentar as chances de ganhar no Euromilhões. Comprando mais bilhetes e utilizando combinações equilibradas de números ímpares e pares, os jogadores podem tentar desafiar as probabilidades. No entanto, é essencial lembrar que, em jogos de azar, não há garantias de vitória.</p>
<p><strong>Os números que saem mais e menos</strong></p>
<p>No caso de nenhum jogador ganhar o jackpot, o prémio máximo passa para o sorteio seguinte. Como um sorteio regular, se não houver vencedores do prémio máximo então o jackpot irá continuar a passar para o seguinte até atingir o prémio máximo ou limite de jackpot. O limite de jackpot aumentou de 230 para 240 milhões de euros em julho de 2022.</p>
<p>Assim, se já está a sonhar com o prémio saiba quais são os números que saíram mais vezes até agora e que lhe podem dar acesso ao jackpot.</p>
<p>De acordo com dados disponibilizados pela Santa Casa da Misericórdia, os números que durante os 16 anos em que o concurso está em vigor saíram mais vezes são: o 44 (224 vezes), o 42 (222 vezes), o 23 (221 vezes), além do 19 e 29 (217 vezes). Já nas estrelas ‘aposte’ no 3 (390 vezes) e no 2 (385 vezes).</p>
<p>As estatísticas mostram também que se devem evitar os números 22, 33, 46, 40 e 18, que são os que menos saem desde 2004 – mesmo o 41, 43 e 2 são ‘de evitar’. As estrelas a fugir, seguindo o mesmo raciocínio, são o 10, 11 e o 12.</p>
<p>Ao todo, desde a criação do sorteio, já houve 78 portugueses a entrar para o clube dos euromilionários.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790206]]></sapo:autor>
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		<title>Netflix revela ter usado IA em 300 produções este ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 07:30:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Netflix revelou ter usado inteligência artificial (IA) em cerca de 300 projetos este ano, sobretudo em trabalhos de pós-produção, revelou a plataforma audiovisual numa carta enviada aos investidores, após divulgar os resultados do segundo trimestre.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Netflix revelou ter usado inteligência artificial (IA) em cerca de 300 projetos este ano, sobretudo em trabalhos de pós-produção, revelou a plataforma audiovisual numa carta enviada aos investidores, após divulgar os resultados do segundo trimestre.</P><br />
<P>A empresa admitiu que o uso da IA generativa está a &#8220;crescer rapidamente&#8221; entre os parceiros criativos, abrangendo todo o ciclo de produção, da conceção e pré-visualização até à pós-produção e entrega.</P><br />
<P>&#8220;Recorremos cada vez mais a estas ferramentas porque permitem obter resultados de maior qualidade, em menos tempo e a um custo inferior ao dos métodos tradicionais. Em alguns casos, sem a IA generativa teria sido impossível incluir determinadas cenas e sequências-chave&#8221;, sublinhou.</P><br />
<P>Segundo a Netflix, exemplos disso são a produção brasileira &#8216;Brasil 70: A Saga do Tri&#8217;, a indiana &#8216;Glory&#8217; e a norte-americana &#8216;The American Experiment&#8217;, que usaram a tecnologia para criar sequências complexas, como a ampliação digital de multidões, recriações de batalhas históricas e planos gerais destinados a construir universos visuais.</P><br />
<P>No seu &#8216;site&#8217;, a empresa considera que estas ferramentas são uma ajuda valiosa quando usadas de forma transparente e responsável. </P><br />
<P>&#8220;Para apoiar produções à escala mundial e manter-nos alinhados com as melhores práticas, esperamos que todos os nossos parceiros informem a Netflix sobre qualquer uso previsto da IA generativa, sobretudo à medida que surgem novas ferramentas com diferentes capacidades e riscos&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>No segundo trimestre, o lucro líquido da Netflix foi de 3,4 mil milhões de dólares (3 mil milhões de euros), abaixo dos 5,3 mil milhões de dólares (4,6 mil milhões de euros) registados no trimestre anterior.</P><br />
<P>As receitas subiram a 12,6 mil milhões de dólares (11,0 mil milhões de euros), um crescimento homólogo de 13%, em linha com as previsões.</P><br />
<P>Em março, o gigante do entretenimento adquiriu a produtora InterPositive, especializada em cinema com inteligência artificial e fundada pelo ator e realizador norte-americano Ben Affleck.</P><br />
<P>Na apresentação dos resultados, o codiretor executivo Ted Sarandos afirmou que &#8220;as grandes obras só podem nascer do talento de grandes criadores, e a inteligência artificial não altera essa realidade&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O que faz é disponibilizar melhores ferramentas para concretizar ideias. Os filmes continuam a ser feitos por pessoas; a IA apenas ajuda a fazê-los melhor&#8221;, concluiu.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790486]]></sapo:autor>
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		<title>Heranças indivisas: “Nem sequer tem de ser herdeiro”. Advogada explica quem poderá administrar, vender e repartir os bens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 07:15:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[abreu advogados]]></category>
		<category><![CDATA[heranças indivisas]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Sónia Pascoal]]></category>
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					<description><![CDATA[Sónia Pascoal, da Abreu Advogados, comentou à 'Executive Digest' as mudanças propostas pelo Governo nas heranças indivisas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O testamento poderá deixar de servir apenas para indicar quem recebe a casa, o terreno ou as poupanças. Com a reforma das heranças indivisas, poderá também identificar a pessoa encarregada de administrar o património, vender imóveis e executar a partilha dos bens de acordo com os poderes que lhe forem atribuídos — mesmo que não pertença à família nem seja herdeira.</p>
<p>É uma das mudanças mais relevantes previstas no novo regime que vai hoje à Assembleia da República. O testador poderá nomear um testamenteiro com poderes de administração, liquidação e partilha de toda a herança, incluindo a possibilidade de vender imóveis indivisos e elaborar um mapa vinculativo da partilha.</p>
<p>Em entrevista à &#8216;Executive Digest&#8217;, Sónia Pascoal, da Abreu Advogados, explica como a reforma reforça os poderes do testador e altera a administração e a divisão das heranças.</p>
<p><strong>Um terceiro poderá administrar e vender os bens</strong></p>
<p>Atualmente, o testamenteiro tem sobretudo funções de fiscalização e de execução das disposições deixadas pelo falecido. Com a reforma, poderá receber poderes muito mais amplos.</p>
<p>“O testador pode conferir a um terceiro — que não tem de ser herdeiro — poderes de administração, liquidação e partilha de toda a herança”, explica Sónia Pascoal.</p>
<p>Esses poderes poderão incluir a venda de imóveis indivisos e a elaboração de um mapa vinculativo da partilha.</p>
<p>O testamenteiro poderá ainda assumir prioritariamente o cargo de cabeça de casal, uma alteração com impacto direto na forma como o património é administrado.</p>
<p>“Esta é uma mudança com relevância na administração da herança”, sublinha a jurista.</p>
<p>Na prática, a nomeação poderá alterar a ordem habitual de escolha do cabeça de casal, função frequentemente exercida pelo cônjuge sobrevivo ou por um dos herdeiros.</p>
<p><strong>O testador poderá indicar quem recebe cada bem</strong></p>
<p>Outra novidade permite ao testador determinar, ainda em vida, quais os bens que integrarão a legítima de cada herdeiro.</p>
<p>Respeitando a legítima e os restantes limites legais, poderá indicar, por exemplo, que um filho recebe uma casa, outro fica com um terreno e um terceiro recebe dinheiro ou outros ativos.</p>
<p>“O testador pode, em vida, decidir quais os bens que pretende atribuir a cada um dos herdeiros”, explica Sónia Pascoal.</p>
<p>Para a advogada, esta possibilidade poderá ajudar a prevenir dificuldades futuras na divisão do património.</p>
<p>“Sou de opinião que esta possibilidade conferida, de forma inovadora, ao testador pode ser uma solução para a resolução de temas entre os futuros herdeiros”, afirma.</p>
<p>A reforma permite, assim, que uma parte importante da organização da herança fique definida antes da morte, reduzindo a necessidade de os sucessores negociarem posteriormente o destino de todos os bens.</p>
<p><strong>Um único herdeiro poderá desencadear a venda</strong></p>
<p>O novo regime cria também um processo judicial através do qual um único herdeiro poderá desencadear a venda de um imóvel integrado numa herança indivisa.</p>
<p>A medida procura desbloquear casas e terrenos que permanecem durante anos sem utilização ou sem possibilidade de venda por falta de acordo entre os sucessores.</p>
<p>“Pode, efetivamente, ajudar a desbloquear alguns casos de imóveis ‘parados’”, reconhece Sónia Pascoal.</p>
<p>Ainda assim, a jurista considera prematuro avaliar os resultados práticos da solução.</p>
<p>“Só o tempo dirá se terá ou não o impacto prático na resolução das heranças indivisas e na colocação de mais imóveis no mercado habitacional que o Governo pretende”, acrescenta.</p>
<p>A proposta prevê mecanismos de proteção para os restantes herdeiros. Estes poderão pedir um prazo para procurar um entendimento e o preço de venda poderá ser determinado por avaliadores independentes.</p>
<p>Contudo, a advogada admite que o processo também poderá ser utilizado de forma abusiva.</p>
<p>“Pode acontecer que, em situações concretas, um dos herdeiros lance mão deste processo de forma abusiva”, alerta.</p>
<p>Isso poderá acontecer, por exemplo, para pressionar os restantes herdeiros a vender o imóvel ou a chegar a acordo de forma mais forçada. Poderão também surgir requerimentos desnecessários ou outros expedientes destinados a atrasar o procedimento.</p>
<p>“Caberá aos tribunais resolver estes temas”, acrescenta.</p>
<p><strong>Reforma também abrangerá heranças já abertas</strong></p>
<p>As novas regras deverão aplicar-se às heranças que já tenham sido abertas, mas que ainda não estejam partilhadas quando o diploma entrar em vigor.</p>
<p>O Governo e o PSD defendem que não existe retroatividade proibida, uma vez que a reforma não altera a titularidade dos direitos hereditários já adquiridos, incidindo apenas sobre a forma de os exercer e liquidar.</p>
<p>Sónia Pascoal considera esse entendimento defensável. No entanto, admite que a aplicação imediata poderá vir a ser discutida nos tribunais.</p>
<p>“O projeto cria um mecanismo novo que poderá ter um impacto que um herdeiro não estava a contar no momento da abertura da sucessão”, explica, referindo-se à possibilidade de venda de um imóvel pertencente à herança.</p>
<p>Segundo a jurista, esse argumento poderá ser utilizado em futuros processos nos quais seja discutida a constitucionalidade da aplicação das novas regras a heranças anteriores à entrada em vigor da lei.</p>
<p><strong>Prazo para aceitar herança desce de dez para dois anos</strong></p>
<p>A reforma reduz ainda de dez para dois anos o prazo durante o qual um herdeiro pode decidir se aceita ou rejeita uma herança.</p>
<p>Numa primeira análise, Sónia Pascoal considera a alteração positiva.</p>
<p>“Dez anos é um período excessivo para um herdeiro decidir se aceita ou não uma herança”, afirma.</p>
<p>Durante esse período, acrescenta, o património permanece numa situação indefinida.</p>
<p>Os emigrantes ou herdeiros ausentes poderão fazer-se representar em Portugal por um familiar, advogado ou solicitador a quem sejam conferidos os poderes necessários.</p>
<p>A jurista reconhece, contudo, que poderão surgir dificuldades práticas, sobretudo em países onde seja mais difícil aceder aos serviços consulares portugueses.</p>
<p>Quando o herdeiro estiver ausente e não puder ser contactado, “terão de ser os meios legais a assegurar a proteção dos seus direitos”, nomeadamente através da intervenção do Ministério Público.</p>
<p><strong>Processo pode ser caro e não resolve toda a herança</strong></p>
<p>Questionada sobre os principais méritos da reforma e os obstáculos que poderão limitar os seus resultados, Sónia Pascoal ressalva que esta parte da análise traduz exclusivamente a sua perspetiva pessoal, e não uma posição da Abreu Advogados enquanto sociedade.</p>
<p>A jurista considera positivo o aparecimento de um mecanismo judicial que permita ultrapassar situações de bloqueio em heranças indivisas e viabilizar a venda de determinados imóveis.</p>
<p>“O surgimento de um processo judicial que permita ultrapassar o bloqueio existente em tantas heranças indivisas em Portugal é, desde logo, positivo, em meu entender”, afirma.</p>
<p>Contudo, Sónia Pascoal lembra que os tribunais portugueses têm já um elevado número de processos pendentes e que a classificação do novo procedimento como urgente não garante, por si só, uma decisão rápida.</p>
<p>“Não existindo meios técnicos e humanos num determinado tribunal, poderá implicar que o processo esteja pendente durante anos”, alerta.</p>
<p>O custo é outra das limitações apontadas pela jurista.</p>
<p>“Um processo destes poderá revelar-se pesado quando comparado com os bens que compõem a herança”, explica, admitindo ter reservas quanto ao número de herdeiros que recorrerá efetivamente ao novo mecanismo.</p>
<p>Além disso, a venda do imóvel não resolve necessariamente toda a sucessão. O procedimento põe fim à indivisão daquele bem — provavelmente o de maior valor —, mas os restantes elementos do património poderão continuar por partilhar.</p>
<p>“Parece-me ser uma solução limitada e que não irá, de facto, resolver o problema da multiplicidade de heranças indivisas em Portugal”, conclui.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790362]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Fabricante de semicondutores TSMC arrasta Bolsa de Taipé para queda histórica</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/fabricante-de-semicondutores-tsmc-arrasta-bolsa-de-taipe-para-queda-historica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 07:08:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Bolsa de Taipé registou hoje a maior queda intradiária da sua história, arrastada pelo tombo das ações da TSMC, apesar de a maior fabricante mundial de semicondutores avançados ter anunciado lucros recorde.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Bolsa de Taipé registou hoje a maior queda intradiária da sua história, arrastada pelo tombo das ações da TSMC, apesar de a maior fabricante mundial de semicondutores avançados ter anunciado lucros recorde.</P><br />
<P>O índice de referência taiwanês, fortemente exposto ao setor tecnológico, perdeu 2.953,71 pontos, encerrando a sessão nos 42.671,27 pontos, uma descida de 6,47% face ao fecho de quinta-feira.</P><br />
<P>Segundo a agência noticiosa oficial CNA, trata-se da maior queda em pontos da história da bolsa da ilha, superando os recuos de 2.065,87 pontos registados em 7 de abril do ano passado e de 1.807,21 pontos em 05 de agosto de 2024. Ainda assim, nessas sessões as perdas percentuais foram superiores, de 9,7% e 8,35%, respetivamente.</P><br />
<P>As ações da TSMC, que representam mais de 40% do índice Taiex, caíram 7,29%, para 2.290 dólares taiwaneses (61,85 euros).</P><br />
<P>Outras tecnológicas também foram penalizadas pelo sentimento negativo dos investidores, entre as quais a UMC (-10%), a Nanya Technology (-9,91%), a MediaTek (-8,92%), a Delta Electronics (-8,66%) e a Quanta Computer (-7,53%).</P><br />
<P>A queda ocorreu um dia depois de a TSMC divulgar resultados recorde no segundo trimestre, período em que o lucro aumentou 77,4% em termos homólogos, para 706,56 mil milhões de dólares taiwaneses (19,08 mil milhões de euros), impulsionado pela forte procura de aplicações e dispositivos de IA.</P><br />
<P>Durante a apresentação de resultados, a empresa anunciou que prevê investir entre 60 mil milhões e 64 mil milhões de dólares (52,3 mil milhões e 55,7 mil milhões de euros), face aos anteriores 52 mil milhões a 56 mil milhões (45,3 mil milhões e 48,8 mil milhões de euros), e antecipou que as receitas anuais crescerão mais de 40% este ano, em dólares norte-americanos, superando a previsão anterior de 30%.</P><br />
<P>Para Leonid Mironov, gestor de carteira da Gavekal Capital, citado pela Bloomberg, a forte queda das ações após a divulgação de resultados positivos &#8220;significa que o mercado procura diversificar os investimentos, passando dos semicondutores para outros ativos, pelo menos por agora&#8221;.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790485]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Bolsa de Lisboa abre a cair 0,33%</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/bolsa-de-lisboa-abre-a-cair-033/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 07:03:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa abriu hoje em terreno negativo, com o índice PSI (Portuguese Stock Index) a cair 0,33%, para 9.007,21 pontos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Lisboa abriu hoje em terreno negativo, com o índice PSI (Portuguese Stock Index) a cair 0,33%, para 9.007,21 pontos.</P><br />
<P>Na quinta-feira, a bolsa fechou no &#8216;vermelho&#8217;, com o PSI a cair 0,52% para 9.037,45 pontos, com as cotadas do grupo EDP a caírem mais de 1% e a Jerónimo Martins a travar perdas mais expressivas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790484]]></sapo:autor>
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		<title>Heranças indivisas vão hoje ao Parlamento. “Há um sério risco de os conflitos acabarem em novos processos judiciais”, alerta especialista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 07:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Cerejeira Namora Marinho Falcão]]></category>
		<category><![CDATA[heranças indivisas]]></category>
		<category><![CDATA[mercado imobiliário]]></category>
		<category><![CDATA[Miguel Marques Oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Miguel Marques Oliveira, associado sénior da Cerejeira Namora Marinho Falcão, falou à 'Executive Digest' sobre a proposta legislativa que vai esta sexta-feira ao Parlamento]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma casa passa de pais para filhos, fica dividida entre vários irmãos e ninguém consegue chegar a acordo. Um quer vender, outro pretende manter o imóvel na família e há quem viva no estrangeiro ou simplesmente não responda. O edifício permanece fechado durante anos, degrada-se e continua preso numa herança indivisa.</p>
<p>É este tipo de bloqueio que a reforma das sucessões quer combater. O diploma, incluído no chamado pacote da habitação e que vai esta sexta-feira ao Parlamento, prevê um mecanismo que permitirá a um único herdeiro desencadear a venda de um imóvel da herança, mesmo sem o consentimento dos restantes.</p>
<p>A proposta procura acelerar partilhas, retirar imóveis do impasse jurídico e colocar mais casas e terrenos no mercado. Mas a solução poderá mexer profundamente nos direitos dos herdeiros e abrir novas disputas.</p>
<p>Miguel Marques Oliveira, associado sénior da Cerejeira Namora Marinho Falcão, reconhece que o problema que o legislador tenta resolver é real, mas alerta para a necessidade de equilibrar a rapidez das vendas com a proteção do património familiar.</p>
<p>“O pretendido por este diploma legal é ultrapassar os chamados bloqueios jurídicos associados às situações de heranças indivisas”, explica o advogado à Executive Digest.</p>
<p><strong>Um só herdeiro poderá desencadear a venda</strong></p>
<p>Uma das principais alterações é a criação de um processo especial de venda-partilha de imóveis indivisos. Qualquer herdeiro poderá dar início à alienação de uma casa ou terreno da herança, mesmo que os restantes se oponham.</p>
<p>O valor da venda será integrado na herança e posteriormente distribuído de acordo com a quota de cada sucessor. O objetivo é impedir que a oposição isolada de um familiar bloqueie indefinidamente o imóvel.</p>
<p>Miguel Marques Oliveira considera, contudo, que a medida afeta o equilíbrio entre os diferentes interessados.</p>
<p>“Permitir o impulso para a alienação de um imóvel da herança apenas por parte de um dos herdeiros coloca em causa o direito dos restantes de verem resolvidas globalmente todas as questões do património da herança e, no mesmo momento, partilharem todo o património”, alerta.</p>
<p>Na prática, uma casa poderá ser vendida antes de estarem resolvidas as restantes contas, dívidas e divergências da sucessão.</p>
<p><strong>Venda forçada pode levantar dúvidas constitucionais</strong></p>
<p>A possibilidade de uma alienação avançar contra a vontade de parte dos herdeiros é um dos pontos mais sensíveis do diploma.</p>
<p>O associado sénior da Cerejeira Namora Marinho Falcão admite que a versão final da lei poderá levantar dúvidas constitucionais, sobretudo se o procedimento assumir os contornos de uma venda forçada.</p>
<p>“Poderá estar em causa o princípio constitucional do direito à propriedade privada, nomeadamente em termos de liberdade de disposição do bem”, sublinha.</p>
<p>A aplicação das novas regras a heranças já abertas poderá intensificar o debate, embora os proponentes do diploma afastem a existência de uma retroatividade proibida.</p>
<p>Para Miguel Marques Oliveira, a eventual constitucionalidade dependerá da solução final, das garantias dadas aos restantes herdeiros e dos mecanismos previstos para contestar a venda, o valor atribuído ao imóvel ou a adjudicação.</p>
<p><strong>Viúvo e cabeça de casal podem perder poder</strong></p>
<p>A reforma poderá também reduzir a margem de decisão do cônjuge sobrevivo e do cabeça de casal.</p>
<p>“Pelo que se vai conhecendo do diploma, o cônjuge sobrevivo pode, efetivamente, perder o controlo da casa de morada de família”, alerta o advogado.</p>
<p>Se outro herdeiro puder iniciar o processo de venda, o viúvo poderá ver a habitação envolvida num procedimento que não desejou. O tema ganha maior sensibilidade perante o debate sobre uma eventual revisão do estatuto do cônjuge como herdeiro necessário.</p>
<p>Também o cabeça de casal poderá perder parte dos atuais poderes de gestão. O reforço da figura do testamenteiro com poderes de partilha poderá permitir a liquidação de bens com uma margem menor para as impugnações e negociações tradicionais.</p>
<p><strong>Prazo mais curto pode prejudicar herdeiros ausentes</strong></p>
<p>O diploma prevê ainda reduzir de dez para dois anos o prazo para aceitar uma herança.</p>
<p>A intenção é evitar que patrimónios permaneçam indefinidamente bloqueados por falta de decisão dos sucessores. Mas a alteração pode atingir emigrantes, familiares afastados, herdeiros cuja localização seja desconhecida e famílias pouco organizadas.</p>
<p>“A resolução deste bloqueio, se não for encontrada com equidade e proporcionalidade, poderá criar problemas e levantar questões de inconstitucionalidade, uma vez que o nosso ordenamento jurídico protege o direito à herança como uma dimensão do direito de propriedade privada”, afirma Miguel Marques Oliveira.</p>
<p>O risco é que alguém perca direitos não por ter recusado conscientemente a herança, mas por desconhecer a sucessão ou não conseguir agir dentro do prazo.</p>
<p><strong>Conflitos podem apenas mudar de tribunal</strong></p>
<p>A reforma prevê também o reforço da arbitragem sucessória, permitindo que alguns litígios sejam resolvidos por um árbitro independente, potencialmente de forma mais rápida do que nos tribunais.</p>
<p>Mas a criação de um processo especial de venda não garante que os conflitos desapareçam. As disputas podem passar para o valor atribuído ao imóvel, a forma de avaliação, as condições da venda ou a legitimidade da adjudicação.</p>
<p>“Existe a séria possibilidade de, sem a devida e adequada imposição de regras e procedimentos, este novo mecanismo transferir a morosidade para novos processos judiciais”, adverte o jurista.</p>
<p>O sucesso da reforma dependerá, por isso, de avaliações independentes, notificações eficazes, prazos de oposição e mecanismos de proteção dos herdeiros que não pretendam vender.</p>
<p>Miguel Marques Oliveira reconhece, ainda assim, um mérito central ao diploma: enfrentar finalmente um problema que mantém casas, terrenos e outros bens parados durante anos.</p>
<p>“Esta reforma tem o mérito maior de, corajosamente, tentar quebrar o marasmo existente, consubstanciado no bloqueio jurídico associado às situações das heranças indivisas”, considera.</p>
<p>A proposta pode abrir uma saída para muitas famílias e colocar imóveis vazios novamente no mercado. Mas, sem regras apertadas e garantias claras, a casa que antes estava presa numa herança poderá apenas passar a ficar presa numa nova disputa judicial.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790161]]></sapo:autor>
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		<title>Assembleia da República tem hoje duas eleições-chave antes das férias parlamentares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 06:45:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Assembleia da República realiza esta sexta-feira aquele que será o último plenário da atual sessão legislativa antes da interrupção para as férias parlamentares, com duas eleições institucionais na agenda.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Assembleia da República realiza esta sexta-feira aquele que será o último plenário da atual sessão legislativa antes da interrupção para as férias parlamentares, com duas eleições institucionais na agenda: a escolha do novo presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE) e a eleição de um membro da Comissão Nacional de Eleições (CNE), indicado pelo Chega.</p>
<p>As duas votações acabam por assumir maior destaque depois de o Parlamento ter decidido adiar para o arranque da próxima sessão legislativa, em setembro, a eleição dos novos membros do Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa (CFSIRP), responsável pela supervisão dos serviços de informações portugueses, bem como a escolha dos representantes parlamentares para o Conselho Consultivo da Agência Lusa.</p>
<p>Com o adiamento destas eleições, o plenário desta sexta-feira ficará concentrado nas duas únicas escolhas institucionais previstas para o encerramento dos trabalhos parlamentares antes da pausa de verão.</p>
<p><strong>Último plenário antes das férias parlamentares</strong><br />
A sessão desta sexta-feira marca o encerramento da atividade legislativa regular da Assembleia da República antes do reinício dos trabalhos parlamentares, previsto para setembro.</p>
<p>Além das iniciativas legislativas e das votações finais agendadas, os deputados serão chamados a eleger o novo presidente do Conselho Nacional de Educação, órgão consultivo que acompanha e emite pareceres sobre as políticas educativas nacionais, e um novo elemento da Comissão Nacional de Eleições, na sequência da indicação apresentada pelo Chega.</p>
<p>Estas passam a ser as únicas eleições institucionais previstas para esta sessão plenária, depois de as restantes terem sido retiradas da ordem de trabalhos.</p>
<p><strong>Fiscalização das &#8220;secretas&#8221; sem candidatos e adiada para setembro</strong><br />
A eleição dos novos membros do Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa acabou novamente adiada, prolongando um processo que já sofreu vários atrasos ao longo das últimas semanas.</p>
<p>Inicialmente prevista para 12 de junho, a votação foi sucessivamente reagendada até ser agora remetida para a próxima sessão legislativa.</p>
<p>Segundo explicou na quinta-feira o porta-voz da Conferência de Líderes, o deputado social-democrata Francisco Figueira, a razão para o novo adiamento prende-se com a inexistência de candidaturas.</p>
<p>&#8220;Não foram apresentadas listas de candidatos para esse órgão&#8221;, afirmou.</p>
<p>Sem candidatos formalmente apresentados, a Assembleia da República não reúne condições para proceder à eleição, que exige uma maioria qualificada de dois terços dos deputados presentes, desde que superior à maioria absoluta dos deputados em efetividade de funções.</p>
<p><strong>Conselho de fiscalização tem mandato de quatro anos</strong><br />
O Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa é o órgão responsável por acompanhar e fiscalizar a atividade desenvolvida pelos dois serviços de informações nacionais: o Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) e o Serviço de Informações de Segurança (SIS).</p>
<p>Nos termos da legislação em vigor, este conselho é composto por três cidadãos de reconhecida idoneidade, cujo perfil deve oferecer garantias de independência, imparcialidade, discrição e respeito pelos deveres inerentes ao exercício das funções, tanto durante o mandato como após a sua cessação.</p>
<p>Antes da eleição em plenário, todos os candidatos têm obrigatoriamente de ser ouvidos pela Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, que aprecia não apenas os respetivos currículos, mas também a adequação do seu perfil ao exercício destas funções.</p>
<p>A eleição realiza-se através de votação secreta e plurinominal e confere um mandato de quatro anos, sem prejuízo de cessação antecipada por renúncia, impedimento definitivo ou demissão.</p>
<p><strong>Atual conselho mantém-se em funções</strong><br />
Enquanto não forem escolhidos novos membros, mantém-se em funções o atual Conselho de Fiscalização, eleito pela Assembleia da República em abril de 2022.</p>
<p>O órgão é presidido pela antiga ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, integrando igualmente Mário Belo Morgado e Joaquim da Ponte.</p>
<p>A continuidade do atual conselho prolonga-se assim até que o Parlamento consiga reunir as condições necessárias para proceder à eleição dos seus sucessores.</p>
<p><strong>Também o Conselho Consultivo da Lusa fica para depois do verão</strong><br />
Além da fiscalização dos serviços de informações, também foi adiada a renovação da representação parlamentar no Conselho Consultivo da Agência Lusa.</p>
<p>Esta eleição estava igualmente prevista para junho, mas acabou por acompanhar o calendário do CFSIRP, transitando agora para o início da próxima sessão legislativa.</p>
<p>De acordo com os estatutos da agência noticiosa, compete à Assembleia da República eleger três dos 13 membros que integram o Conselho Consultivo, através da aplicação do método da média mais alta de Hondt.</p>
<p>A nova votação deverá realizar-se apenas após o recomeço dos trabalhos parlamentares em setembro.</p>
<p><strong>Conselho Nacional de Educação e Comissão Nacional de Eleições concentram atenções</strong><br />
Com o adiamento das restantes eleições institucionais, as atenções do Parlamento centram-se agora exclusivamente nas duas votações previstas para esta sexta-feira.</p>
<p>Os deputados vão escolher o novo presidente do Conselho Nacional de Educação, um dos principais órgãos consultivos do Estado em matéria de política educativa, bem como proceder à eleição de um membro da Comissão Nacional de Eleições proposto pelo Chega.</p>
<p>Estas duas escolhas encerram a agenda eleitoral institucional da Assembleia da República antes da interrupção dos trabalhos parlamentares de verão, ficando os restantes processos remetidos para a próxima sessão legislativa, que terá início em setembro.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787100]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>AEP leva 20 empresas portuguesas à maior feira de negócios de Angola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 06:40:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Vinte empresas portuguesas integram a delegação da Associação Empresarial de Portugal (AEP) na 41.ª Feira Internacional de Luanda (FILDA), que decorre de 21 a 26 de julho na Zona Económica Especial Luanda-Bengo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Vinte empresas portuguesas integram a delegação da Associação Empresarial de Portugal (AEP) na 41.ª Feira Internacional de Luanda (FILDA), que decorre de 21 a 26 de julho na Zona Económica Especial Luanda-Bengo.</P><br />
<P>A AEP está a promover a participação empresarial portuguesa no certame, juntando-se no plano institucional à Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e à Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola (CCIPA), segundo dados oficiais.</P><br />
<P>A delegação inclui fabricantes de máquinas e equipamentos para vários setores industriais, produtores de azeite e de laticínios, empresas de consultoria e programação informática, embalagens de papel e cartão, têxteis, produtos de limpeza e produtos farmacêuticos, mobiliário e iluminação, entre outros.</P><br />
<P>A organização da FILDA 2026 contabiliza, até ao momento, 2.348 participações diretas e indiretas e anuncia a presença de mais de 20 países na edição deste ano, estando representadas 10 províncias angolanas: Benguela, Cabinda, Bié, Huambo, Huíla, Icolo e Bengo, Luanda, Namibe, Uíge e Zaire.</P><br />
<P>O certame decorre sob o lema &#8220;Produzir e inovar localmente, vencer globalmente&#8221; e o recinto integra três pavilhões de exposição, duas áreas exteriores para máquinas e equipamentos industriais, salas de conferências e espaços destinados a reuniões entre expositores, clientes e investidores.</P><br />
<P>Na edição de 2025 estiveram representadas cerca de 1.800 empresas de 18 países, estimando-se que o evento tenha gerado um volume de negócios superior a 60 milhões de dólares (52 milhões de euros).</P><br />
<P>A FILDA é o maior evento multissetorial de negócios realizado em Angola.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790481]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Bolsa de Tóquio fecha com Nikkei a perder 4,03%</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/bolsa-de-toquio-fecha-com-nikkei-a-perder-403/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 06:37:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Tóquio fechou hoje em baixo, com o principal índice, o Nikkei, a cair 4,03% para 64.141,12 pontos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Tóquio fechou hoje em baixo, com o principal índice, o Nikkei, a cair 4,03% para 64.141,12 pontos.</P><br />
<P>O segundo indicador, o Topix, encerrou a sessão a perder 2,72% para 3.919,21 pontos. </P><br />
<P>O índice Nikkei reflete a média não ponderada dos 225 principais valores da bolsa de Tóquio, enquanto o indicador Topix agrupa os valores das 1.600 maiores empresas cotadas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790480]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: EUA intensificam ofensiva aérea com ataques a pontes e porto estratégico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 06:31:08 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os Estados Unidos intensificaram hoje a campanha aérea contra o Irão, atingindo pontes e um porto estratégico iraniano, numa escalada que visa pressionar Teerão a aliviar o bloqueio ao estreito de Ormuz.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os Estados Unidos intensificaram hoje a campanha aérea contra o Irão, atingindo pontes e um porto estratégico iraniano, numa escalada que visa pressionar Teerão a aliviar o bloqueio ao estreito de Ormuz.</P><br />
<P>Segundo a televisão estatal iraniana, os ataques em Bandar Khamir, na província de Hormozgan, causaram pelo menos sete mortos. </P><br />
<P>As pontes rodoviárias e ferroviárias visadas parecem ter como objetivo cortar o acesso a Bandar Abbas, principal porto iraniano, dificultando o transporte de material militar e bens essenciais para os cerca de 90 milhões de habitantes do país, escreveu a agência de notícias Associated Press (AP).</P><br />
<P>O Comando Central norte-americano (Centcom) confirmou que os bombardeamentos, concluídos esta madrugada, atingiram dezenas de alvos militares, incluindo uma torre de vigilância no porto de Chabahar, no golfo de Omã, considerado vital para o comércio do vizinho Afeganistão. </P><br />
<P>O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, divulgou imagens do colapso da estrutura, reforçando a mensagem de controlo norte-americano sobre o estreito.</P><br />
<P>A ofensiva ocorre após o colapso do cessar-fogo acordado no mês passado, com dias de ataques sucessivos entre Washington e Teerão. Autoridades iranianas afirmam que as operações norte-americanas já provocaram dezenas de mortos e centenas de feridos, com novas baixas registadas hoje.</P><br />
<P>Em resposta, o Irão lançou mísseis contra países aliados dos EUA na região, incluindo o Qatar &#8212; um dos mediadores nas negociações de paz &#8211;, onde explosões foram ouvidas e os destroços feriram uma criança. </P><br />
<P>Também o Bahrein, o Kuwait e a Jordânia reportaram ataques ou interceções de projéteis iranianos. Explosões foram ainda registadas em Erbil e Suleimânia, no Curdistão iraquiano.</P><br />
<P>O Presidente norte-americano voltou a ameaçar atingir centrais elétricas e pontes iranianas, insistindo hoje, num discurso à nação, a partir da Casa Branca, que &#8220;a guerra está a correr bem&#8221; e que os resultados serão visíveis &#8220;muito em breve&#8221;.</P><br />
<P>O bloqueio naval imposto pelos EUA sobre portos iranianos já reduziu em quase um quarto o tráfego de mercadorias através do estreito de Ormuz no início do mês, de acordo com dados da Lloyd&#8217;s List Intelligence. Algumas transportadoras desligaram os sistemas de localização para atravessar a zona, enquanto outras optaram por suspender operações.</P><br />
<P>O Centcom revelou ainda que três navios comerciais foram redirecionados, um foi desativado por não cumprir ordens e outro foi abordado para garantir &#8220;plena conformidade&#8221; com o bloqueio.</P><br />
<P>Desencadeado em 28 de fevereiro por bombardeamentos israelitas e norte-americanos, o conflito já matou milhares de pessoas, principalmente no Irão e no Líbano, e continua a desestabilizar a economia global.</P><br />
<P>O Paquistão, que é outro dos mediadores das negociações, instou ambas as partes na quinta-feira a &#8220;pôr fim à violência e retomar as discussões&#8221; no âmbito do memorando de entendimento assinado em meados de junho, que entretanto colapsou.</P><br />
<P>Islamabade apelou ainda ao &#8220;regresso à normalidade no estreito de Ormuz&#8221;, que foi novamente bloqueado pelo Irão no passado fim de semana.</P><br />
<P>Em resposta, os Estados Unidos restabeleceram o bloqueio aos portos iranianos na noite de terça-feira.</P><br />
<P>No estreito por onde passava um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo antes da guerra, o tráfego diminuiu.</P><br />
<P>Os preços do petróleo mantêm-se relativamente estáveis apesar da situação, com o barril de petróleo Brent a rondar os 85 dólares.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790479]]></sapo:autor>
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		<title>Explicador: Vale a pena investir em ouro na segunda metade de 2026? Eis o que dizem os especialistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 06:30:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Depois de ter atingido máximos históricos no início de 2026, o ouro entrou numa fase de correção acentuada, acumulando uma queda superior a 25% face aos máximos recentes.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de ter atingido máximos históricos no início de 2026, o ouro entrou numa fase de correção acentuada, acumulando uma queda superior a 25% face aos máximos recentes. Apesar da pressão de curto prazo, a Freedom24 considera que os fundamentos estruturais do metal precioso permanecem sólidos e que o atual recuo poderá representar uma oportunidade para investidores com horizonte de longo prazo.</p>
<p>Segundo uma análise divulgada pela plataforma de investimento, a correção do ouro não resulta de uma deterioração da tese de investimento, mas sim da alteração das expectativas em torno da política monetária da Reserva Federal norte-americana (Fed).</p>
<p>Com a inflação a revelar-se mais persistente e as taxas de juro a manterem-se elevadas, os mercados reduziram as expectativas de cortes nas taxas diretoras e voltaram a admitir a possibilidade de novas subidas. O resultado foi um fortalecimento do dólar e um aumento das yields das obrigações dos EUA, fatores que tendem a penalizar o ouro, uma vez que o metal não gera rendimento sob a forma de juros.</p>
<p>A Freedom24 sublinha que esta é uma diferença importante face aos tradicionais mercados “bear”, em que os fatores estruturais que sustentam a valorização de um ativo começam gradualmente a desaparecer.</p>
<p>Entre os principais fatores de suporte identificados pela análise estão as compras contínuas de ouro por parte dos bancos centrais, que continuam em níveis significativamente superiores aos registados antes da pandemia.</p>
<p>Para muitos países, o ouro deixou de ser apenas um ativo de refúgio e passou a desempenhar também um papel de diversificação das reservas internacionais, num contexto de crescente fragmentação geopolítica da economia mundial.</p>
<p>A Freedom24 destaca ainda que o processo de “desdolarização” não abrandou. Após o congelamento das reservas russas, vários países começaram a rever a composição das suas reservas internacionais, aumentando gradualmente o peso do ouro.</p>
<p>Outro fator de suporte continua a ser o nível recorde de dívida pública nas economias desenvolvidas. Mesmo com taxas de juro elevadas, os desequilíbrios orçamentais de longo prazo mantêm-se e o ouro preserva o seu papel tradicional de proteção contra riscos sistémicos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Porque é que os bancos estão a rever previsões em baixa?</strong></p>
<p>A análise explica também porque razão algumas instituições financeiras reduziram as suas projeções de curto prazo para o ouro sem abandonarem uma perspetiva positiva para o longo prazo.</p>
<p>A diferença entre as projeções não está tanto no preço que o ouro poderá atingir daqui a alguns anos, mas sobretudo na duração esperada do atual período de taxas de juro reais elevadas.</p>
<p>Se a Fed mantiver uma política monetária restritiva durante mais tempo do que o previsto, o ouro poderá continuar a negociar num intervalo lateral durante vários trimestres. Já um eventual abrandamento da inflação e o regresso das expectativas de cortes nas taxas poderiam desbloquear uma valorização mais rápida do metal.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>E agora?</strong></p>
<p>Para a Freedom24, o contexto atual é muito diferente daquele que existia no início do ano, quando muitos investidores compravam ouro na expectativa de continuação da forte subida.</p>
<p>Agora, o investimento no metal precioso deve ser encarado sobretudo como uma decisão de diversificação de carteira com horizonte de longo prazo.</p>
<p>A plataforma alerta que a volatilidade continua elevada e que cada nova declaração dos responsáveis da Fed pode provocar oscilações significativas nos preços. Ainda assim, considera que a recente correção ajudou a aliviar parte do sobreaquecimento do mercado, enquanto a maioria dos fatores fundamentais continua a favorecer o ouro.</p>
<p>No curto prazo, a Freedom24 admite que o metal possa continuar a negociar sem uma tendência definida, oscilando entre os 4.100 e os 4.300 dólares. Já para investidores com horizonte de vários anos, a situação atual poderá representar um regresso a níveis de entrada mais atrativos.</p>
<p>“A tese de investimento de longo prazo para o ouro parece ter sido adiada, mas não anulada”, conclui a análise, apontando as compras dos bancos centrais, a desdolarização, o elevado endividamento público e a persistente incerteza geopolítica como os principais pilares de suporte do mercado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790175]]></sapo:autor>
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		<title>Crise dos exames chega hoje ao Parlamento: Fernando Alexandre chamado a responder no dia das classificações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 06:15:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[exames nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Alexandre]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Esta sexta-feira ficará marcada por um duplo teste ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI). ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Esta sexta-feira ficará marcada por um duplo teste ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI). Enquanto milhares de alunos do ensino secundário aguardam a divulgação das classificações da primeira fase dos exames nacionais e enfrentam um prazo extremamente reduzido para se inscreverem na segunda fase, o ministro Fernando Alexandre é chamado ao Parlamento para responder politicamente pela crise que envolveu todo o processo de classificação digital das provas.</p>
<p>O debate de urgência, requerido pelo PCP, acontece precisamente no dia em que está prevista a afixação das pautas dos mais de 300 mil exames nacionais realizados pelos alunos do 11.º e 12.º anos, numa altura em que continuam a existir dúvidas sobre a possibilidade de todas as classificações serem divulgadas durante esta sexta-feira, sobretudo nas disciplinas de Português e Matemática A.</p>
<p>A sessão plenária assume especial relevância política depois de semanas marcadas por sucessivos adiamentos do calendário, dificuldades na plataforma informática de classificação, falta de professores classificadores, críticas das escolas, dos sindicatos e da oposição, bem como pela própria admissão do Governo de que o processo não decorreu como previsto.</p>
<p><strong>Debate de urgência coloca ministro perante os deputados</strong><br />
O PCP decidiu avançar com um debate de urgência potestativo sobre os exames nacionais para obrigar o ministro da Educação a prestar esclarecimentos perante a Assembleia da República, depois de considerar insuficientes as respostas dadas até agora pelo Governo.</p>
<p>No requerimento entregue ao presidente da Assembleia da República, os comunistas defendem que Fernando Alexandre deve explicar &#8220;quais as medidas adotadas para assegurar que nenhum estudante é prejudicado neste processo caótico de avaliação dos exames nacionais, cujos responsáveis são o ministério e o Governo&#8221;.</p>
<p>O partido acusa igualmente o ministro de se ter recusado a comparecer mais cedo perante a Comissão de Educação, lembrando que apenas admitiu participar numa reunião marcada para 21 de julho, vários dias depois da divulgação prevista das classificações.</p>
<p>Na perspetiva do PCP, a dimensão dos problemas registados justificava uma prestação imediata de esclarecimentos perante os deputados.</p>
<p><strong>Problemas continuam sem desaparecer</strong><br />
No requerimento, o PCP sustenta que &#8220;não há sinais de que os problemas estejam a ser resolvidos&#8221;, considerando que esse é mais um motivo para o ministro prestar explicações em plenário.</p>
<p>Os comunistas recordam várias das dificuldades denunciadas pelos professores classificadores durante as últimas semanas.</p>
<p>Entre elas encontram-se orientações para proceder à classificação de provas incompletas quando era evidente a ausência de folhas digitalizadas, as falhas sucessivas da plataforma informática utilizada na classificação eletrónica, interrupções temporárias do sistema e a forte pressão exercida sobre os docentes para concluírem rapidamente as correções.</p>
<p>O partido critica ainda o anúncio feito pelo Governo relativamente ao pagamento de trabalho extraordinário aos professores envolvidos na classificação, defendendo que essa remuneração não constitui qualquer medida excecional, mas sim uma obrigação legal.</p>
<p><strong>Dia decisivo também para milhares de alunos</strong><br />
O debate parlamentar coincide com um dos momentos mais importantes do calendário escolar.</p>
<p>Está prevista para hoje a divulgação das classificações da primeira fase dos exames nacionais do ensino secundário, classificações que servirão de base ao acesso ao ensino superior e à eventual inscrição na segunda fase das provas.</p>
<p>Ao mesmo tempo, os alunos dispõem apenas desta sexta-feira para efetuarem a inscrição na segunda fase, uma consequência direta do adiamento do calendário decidido pelo Ministério da Educação.</p>
<p>A situação tem sido fortemente criticada pelos diretores escolares, uma vez que a legislação prevê um prazo de dois dias úteis para a realização dessas inscrições.</p>
<p>Além das classificações dos exames nacionais do ensino secundário, está igualmente prevista para esta sexta-feira a divulgação das pautas com as classificações das provas finais do 9.º ano, também elas adiadas devido aos constrangimentos provocados pelo processo de classificação eletrónica.</p>
<p>Inicialmente previstas para serem afixadas no início da semana, as pautas do ensino básico foram igualmente adiadas pelo Ministério da Educação, que justificou a decisão com as dificuldades informáticas registadas na plataforma e com a necessidade de assegurar &#8220;a qualidade e o rigor do processo de classificação&#8221;, bem como conceder aos professores o tempo considerado necessário para concluírem a avaliação das provas.</p>
<p><strong>Ministro admite que continuam a existir riscos</strong><br />
Na véspera deste debate parlamentar, Fernando Alexandre reconheceu publicamente que continuava a existir a possibilidade de nem todas as classificações serem divulgadas durante esta sexta-feira.</p>
<p>O governante revelou que cerca de 99,3% das respostas já estavam corrigidas, mas admitiu que permaneciam centenas de itens por validar e que continuavam a existir dificuldades em encontrar professores classificadores para algumas disciplinas.</p>
<p>&#8220;Há sempre riscos&#8221;, afirmou o ministro quando questionado sobre a possibilidade de o calendário voltar a falhar.</p>
<p>Fernando Alexandre explicou que os maiores constrangimentos persistiam sobretudo nas provas de Português e Matemática, embora tenha referido que também continuavam por concluir algumas centenas de respostas em disciplinas como Física e Química A e Biologia e Geologia.</p>
<p>Apesar disso, garantiu que o objetivo continua a ser concluir todo o processo com &#8220;rigor, transparência e todos os instrumentos de verificação&#8221;.</p>
<p><strong>Governo promete auditoria</strong><br />
O ministro voltou igualmente a reconhecer que todo o processo de classificação digital enfrentou problemas significativos.</p>
<p>Segundo Fernando Alexandre, depois de concluída esta fase será realizada uma auditoria para apurar responsabilidades e identificar todas as falhas verificadas ao longo do processo.</p>
<p>O governante assegurou igualmente que serão retiradas consequências relativamente ao funcionamento da plataforma informática e ao modelo de implementação da classificação digital.</p>
<p><strong>Diretores pedem rigor acima da rapidez</strong><br />
Embora defendam que as classificações sejam divulgadas o mais rapidamente possível, os diretores escolares têm insistido que a prioridade deve continuar a ser garantir a qualidade do processo.</p>
<p>Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), afirmou nos últimos dias que o Ministério da Educação está a fazer &#8220;tudo por tudo&#8221; para evitar novo adiamento.</p>
<p>&#8220;O ministro quer que este processo não morra na praia&#8221;, afirmou.</p>
<p>O responsável considera que os professores classificadores realizaram um esforço extraordinário nas últimas semanas, trabalhando muitas vezes durante noites, fins de semana e fora do horário normal para conseguirem concluir as correções.</p>
<p>Ao mesmo tempo, continua a defender que o principal problema não esteve nos docentes nem nas escolas, mas sim na infraestrutura tecnológica utilizada para suportar a classificação digital.</p>
<p><strong>Sindicatos mantêm críticas</strong><br />
Também a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) continua a responsabilizar o Governo pelos problemas ocorridos durante esta campanha de exames.</p>
<p>O sindicato considera que foi o Ministério da Educação quem perdeu o controlo do processo e rejeita qualquer tentativa de atribuir responsabilidades aos professores classificadores.</p>
<p>Segundo a Fenprof, foram precisamente os docentes que evitaram uma situação ainda mais grave, assumindo um volume de trabalho excecional para tentar cumprir os prazos definidos pelo Ministério.</p>
<p><strong>Parlamento acompanha uma das maiores polémicas do ano letivo</strong><br />
O debate desta sexta-feira deverá centrar-se precisamente na sucessão de problemas que marcou toda a época de exames nacionais.</p>
<p>Ao longo das últimas semanas registaram-se atrasos na digitalização das provas, dificuldades técnicas na plataforma de classificação, redistribuições sucessivas de exames, necessidade de prolongar prazos inicialmente fixados e críticas de professores, diretores escolares, sindicatos e partidos da oposição.</p>
<p>A sessão parlamentar surge assim como o primeiro grande momento de escrutínio político da atuação do Governo nesta matéria.</p>
<p>Enquanto os alunos aguardam ansiosamente pelas classificações que poderão determinar o seu futuro académico, Fernando Alexandre enfrenta hoje, no Parlamento, um debate que poderá marcar politicamente uma das maiores crises da Educação dos últimos anos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788831]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Vinte crianças e um adulto morrem em acidente com autocarro escolar no Uganda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 06:14:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Vinte alunos de uma escola primária e um adulto morreram num acidente com o autocarro que os levava de regresso de uma visita de estudo no leste do Uganda, anunciou hoje a polícia ugandesa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Vinte alunos de uma escola primária e um adulto morreram num acidente com o autocarro que os levava de regresso de uma visita de estudo no leste do Uganda, anunciou hoje a polícia ugandesa.</P><br />
<P>&#8220;O motorista parece ter perdido o controlo do veículo, que saiu da estrada, colidiu com uma pedra grande e capotou&#8221;, escreveu a polícia na rede social X, acrescentando que três adultos e várias crianças também ficaram feridos no acidente de quinta-feira à noite.</P><br />
<P>O autocarro, da escola primária King David de Ndejje, situada perto da capital Kampala, regressava, segundo as primeiras informações, de uma excursão às cataratas de Sipi, em Kapchorwa (leste), precisaram as forças da ordem.</P><br />
<P>O acidente ocorreu por volta das 20:00 (18:00 em Lisboa), acrescentou a polícia, que divulgou uma imagem de um autocarro gravemente danificado e capotado, e abriu um inquérito.</P><br />
<P>Os acidentes rodoviários são frequentes neste país da África Oriental e no resto do continente. Quarenta e seis pessoas morreram em outubro de 2025 no Uganda, na sequência de uma grave colisão entre dois autocarros, de acordo com a polícia.</P><br />
<P>De acordo com um relatório policial, em 2024, foram registadas 4.434 colisões mortais no Uganda, que causaram a morte de 5.144 pessoas.</P><br />
<P></P><br />
<P>CAD //</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790478]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Crédito em incumprimento na banca moçambicana caiu para 384 ME em 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 06:02:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O crédito em incumprimento na banca moçambicana caiu para 27,99 mil milhões de meticais (384 milhões de euros) em 2025, 7,47% do total, abaixo dos níveis de 2024, segundo dados oficiais obtidos pela Lusa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O crédito em incumprimento na banca moçambicana caiu para 27,99 mil milhões de meticais (384 milhões de euros) em 2025, 7,47% do total, abaixo dos níveis de 2024, segundo dados oficiais obtidos pela Lusa.</P><br />
<P>De acordo com um relatório anual do Banco de Moçambique, o setor bancário &#8220;permaneceu estável, com rendibilidade satisfatória e níveis adequados de capitalização e liquidez&#8221; em 2025.</P><br />
<P>Acrescenta que o rácio de crédito em incumprimento (NPL) fixou-se em 7,47%, refletindo &#8220;uma melhoria da qualidade da carteira de crédito&#8221;, impulsionada por saneamentos e regularizações, retomando a tendência de redução interrompida em 2024, após os 9,31% registados no ano anterior.</P><br />
<P>Em termos absolutos, o crédito em incumprimento totalizou 27,99 mil milhões de meticais (384 milhões de euros) no final de 2025, contra 30,41 mil milhões de meticais (417 milhões de euros) um ano antes, o que representa uma redução de 7,97%.</P><br />
<P>Contudo, o banco central assinala que o indicador permanece acima do &#8220;limite de 5,0%, internacionalmente recomendado&#8221;.</P><br />
<P>A agricultura, os transportes e comunicações, a indústria e o comércio registaram os rácios mais elevados de incumprimento, de 17,42%, 14,08%, 13,23% e 9,62%, respetivamente, refletindo, em parte, &#8220;o impacto da instabilidade pós-eleitoral e choques climáticos&#8221;.</P><br />
<P>O banco central considera que o risco de crédito permaneceu em nível baixo durante 2025, favorecido pela redução do incumprimento e pelo ritmo contido de crescimento do crédito à economia.</P><br />
<P>Ainda assim, o relatório alerta que a recorrência de fenómenos climáticos extremos no país compromete a capacidade de muitos mutuários de honrarem os seus compromissos junto da banca, aumentando os riscos de crédito.</P><br />
<P>Nas perspetivas para os próximos anos, o banco central antevê que o risco de crédito permaneça em nível baixo, desde que o NPL se mantenha em valores de um dígito.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790477]]></sapo:autor>
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		<title>Reforma do arrendamento vai mudar as regras do jogo: especialista explica quem ganha, quem perde e o que muda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 06:00:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[mercado imobiliário]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo quer redesenhar profundamente as regras do mercado de arrendamento, propondo alterações que prometem mudar a relação entre senhorios e inquilinos, desde a liberalização das rendas nos novos contratos até ao reforço dos mecanismos de proteção dos proprietários perante situações de incumprimento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo quer redesenhar profundamente as regras do mercado de arrendamento, propondo alterações que prometem mudar a relação entre senhorios e inquilinos, desde a liberalização das rendas nos novos contratos até ao reforço dos mecanismos de proteção dos proprietários perante situações de incumprimento. A reforma prevê ainda novas regras para os contratos anteriores a 1990, flexibiliza as garantias que podem ser exigidas aos arrendatários e introduz instrumentos públicos de apoio, como um Fundo de Emergência para a Habitação e um sistema de garantia de rendas. No entanto, apesar de o Executivo defender que o objetivo passa por aumentar a confiança no mercado e colocar mais casas no arrendamento, subsistem dúvidas sobre o impacto real das medidas nos preços, na oferta e no acesso à habitação.</p>
<p>Para perceber o alcance desta revisão do Novo Regime do Arrendamento Urbano, a Executive Digest falou, em exclusivo, com Diogo Oliveira Santos, cofundador da Orien Law Firm e especialista em direito imobiliário. O jurista considera que a proposta assenta em três pilares fundamentais: maior liberdade contratual e reforço da posição dos senhorios, uma revisão do regime aplicável aos contratos antigos e a criação de novos mecanismos públicos de proteção para os casos mais vulneráveis. Ainda assim, alerta que o sucesso da reforma dependerá não apenas da aprovação do diploma, mas também da capacidade dos tribunais, da Administração Pública e das restantes políticas de habitação para responder aos desafios estruturais do mercado.</p>
<p>Diogo Oliveira Santos analisa as principais mudanças previstas, explica quem ganha e quem perde com a reforma, avalia se as novas regras poderão efetivamente aumentar a oferta de casas para arrendar e antecipa os pontos que deverão gerar maior debate político e jurídico durante a discussão parlamentar. O especialista deixa ainda um aviso: sem um aumento efetivo da oferta habitacional e sem estabilidade legislativa, as alterações poderão revelar-se insuficientes para resolver, de forma duradoura, a crise do mercado de arrendamento em Portugal.</p>
<p><strong>1- Quais são, na sua perspetiva, as alterações mais significativas introduzidas nesta revisão do Novo Regime do Arrendamento Urbano e quem será mais afetado: senhorios ou inquilinos?</strong><br />
R: Vejo três eixos particularmente relevantes:<br />
(i) a antecipação do fim do controlo de rendas, com plena liberdade de fixação do valor nos novos contratos, o que aproxima o arrendamento de uma lógica de mercado;<br />
(ii) o reforço da posição do senhorio na fase de execução do contrato, com maior margem para rendas antecipadas e cauções e com prazos mais curtos para resolução por incumprimento;<br />
(iii) a criação de um regime mais segmentado para os contratos anteriores a 1990, diferenciando inquilinos em função da idade e do rendimento, e a introdução de mecanismos públicos de proteção, como por exemplo Fundo de Emergência e garantia de rendas.</p>
<p>No mercado corrente, os senhorios são claramente os principais beneficiários em termos de flexibilidade contratual e gestão do risco. Mas uma parte relevante dos inquilinos, em especial os mais vulneráveis e os abrangidos pelos contratos antigos, fica protegida por regimes específicos. O impacto não é, no entanto, uniforme: será mais visível nos novos contratos em zonas de maior pressão de preços, enquanto nos contratos antigos se mantém uma lógica de forte tutela do arrendatário.</p>
<p><strong>2- A simplificação dos processos de despejo e a redução dos prazos por incumprimento podem acelerar efetivamente a recuperação dos imóveis ou continuam a existir obstáculos judiciais que poderão limitar esse objetivo?</strong><br />
R: A redução do prazo de mora relevante para resolução e a agregação, num único processo, das decisões sobre desocupação e pagamento de rendas vão no sentido certo: tornam o incumprimento mais “caro” e diminuem alguma da duplicação de atos que hoje contribui para processos que, na prática, se aproximam frequentemente de 18 meses.<br />
Em tese, estas medidas podem encurtar significativamente o tempo médio de recuperação dos imóveis. Contudo, há obstáculos estruturais que o diploma não resolve sozinho como a capacidade dos tribunais, dificuldades de notificação, situações de oposição fundada do arrendatário, e a necessidade de articular despejo com respostas de emergência habitacional.<br />
Se estes fatores não forem acompanhados por reforço de meios e por uma aplicação consistente das novas regras, o ganho de tempo poderá ficar aquém do desejável.</p>
<p><strong>3- O fim antecipado do controlo de rendas nos novos contratos poderá aumentar a oferta de casas para arrendar, como defende o Governo, ou existe o risco de provocar uma subida ainda maior dos preços?</strong><br />
R: O racional económico é claro: ao permitir que novos contratos reflitam integralmente o preço de mercado, em conjunto com a redução de tributação até 2029 para 10% para contratos sujeitos a “rendas moderadas”, aumenta o incentivo para colocar imóveis no mercado de arrendamento a longo prazo, quando contrapostos com outra afetação a imóveis como o alojamento local.<br />
Em termos de oferta potencial, a medida é coerente com esse objetivo, sobretudo num contexto em que existem cerca de 250 000 imóveis vazios e em que se pretende mobilizar mais construção.</p>
<p>Convém salientar, porém, algumas reservas quanto à limitação entre contratos anteriormente vigente, uma vez que era uma medida de difícil fiscalização e, como tal, a extensão dos seus efeitos não era facilmente percecionada.</p>
<p>No curto prazo, num mercado onde as rendas já subiram cerca de 68% desde 2020 e onde a falta de oferta é estrutural, é difícil afastar o risco de uma pressão adicional sobre os preços, sobretudo nas zonas urbanas mais dinâmicas.</p>
<p>O equilíbrio dependerá de duas variáveis: a rapidez com que as medidas de aumento de oferta (simplificação do RJUE, IVA a 6% na construção, aceleração da venda de imóveis de heranças, habitação pública) produzirem efeitos e a forma como a política de rendas se articular com o rendimento disponível das famílias.</p>
<p>Sem um aumento efetivo da oferta, o efeito sobre os preços tende a ser, pelo menos numa primeira fase, mais visível do que o aumento de casas disponíveis.</p>
<p><strong>4- O novo regime de transição das rendas anteriores a 1990, que distingue os inquilinos pela idade e pelo rendimento, consegue encontrar um equilíbrio entre a proteção dos arrendatários e os direitos dos proprietários? Que dificuldades práticas antevê na sua aplicação?</strong><br />
R: Estamos a falar de um universo de cerca de 150 mil contratos, conforme apontado pelo governo, dos quais cerca de 120 mil com rendas inferiores a 200€/mês.</p>
<p>O modelo proposto procura um compromisso: protege fortemente os arrendatários mais idosos e com rendimentos mais baixos, mantendo rendas congeladas e evitando a transição para o NRAU, e, em paralelo, admite atualização de rendas e transição para o regime geral quando se trate de agregados mais jovens ou com rendimento anual superior ao limiar definido. Em termos de desenho, é uma tentativa de conciliar o direito à habitação com a necessidade de tornar economicamente sustentáveis contratos muito antigos.</p>
<p>As maiores dificuldades serão de aplicação prática: comprovação e atualização de rendimentos, gestão de limiares que podem gerar situações de fronteira (um pequeno aumento salarial pode alterar o regime aplicável), comunicação das alterações a arrendatários muitas vezes idosos e com baixa literacia jurídica, e a capacidade da Administração para acompanhar estes processos.</p>
<p>Antevêem-se também potenciais litígios em torno da correta qualificação de cada caso, pelo impacto material que a mudança de regime pode ter tanto para o inquilino como para o proprietário.</p>
<p><strong>5- As novas regras permitem aos senhorios exigir até três rendas antecipadas e eliminam o limite às cauções. Até que ponto esta alteração pode dificultar o acesso ao mercado de arrendamento, sobretudo para os jovens e famílias com menores recursos?</strong><br />
R: Do ponto de vista jurídico, esta alteração reforça significativamente a capacidade do senhorio de gerir o risco de incumprimento, num contexto em que o despejo é moroso e em que muitos proprietários hesitam em colocar imóveis no mercado.<br />
Contudo, em termos de acesso, o impacto é relevante: exigir três rendas antecipadas, acrescidas de uma caução potencialmente elevada, pode traduzir-se em montantes de “entrada” muito difíceis de suportar para jovens e famílias com menores recursos, mesmo quando tenham capacidade para cumprir a renda mensal (atendendo às taxas de esforço verificadas).</p>
<p>O efeito prático dependerá da forma como o mercado utilizar esta margem. Nem todos os senhorios vão até ao limite legal, e programas como Porta 65, a garantia pública para jovens ou os apoios fiscais podem mitigar parte das dificuldades.</p>
<p>Ainda assim, é razoável prever que a exigência de capitais próprios à entrada se torne, para alguns segmentos, o principal obstáculo ao acesso ao arrendamento, reforçando a importância de instrumentos de garantia pública bem calibrados.</p>
<p><strong>6- O diploma ainda terá de passar pelo Parlamento. Que aspetos considera mais suscetíveis de sofrer alterações durante o processo legislativo e quais poderão gerar maior debate político ou jurídico?</strong><br />
R: Tendo em conta a experiência recente, os pontos mais sensíveis são os que tocam diretamente o equilíbrio entre proteção da habitação e liberdade contratual, pelo que apontaria os mesmos que referi na primeira resposta, especialmente num contexto em que há muito pouco tempo foram propostas medidas que agora vemos serem revertidas.</p>
<p>Todo este reforço das garantias dos senhorios na fase pré-contratual e de execução – em particular a eliminação do limite às cauções e a possibilidade de exigir três rendas antecipadas – são tópicos sensíveis do ponto de vista do acesso à habitação e podem vir a ser calibrados, por exemplo, através da fixação de tetos, de regras diferenciadas para arrendamento habitacional ou de mecanismos de garantia pública que funcionem como alternativa às cauções elevadas.</p>
<p>Talvez apenas quanto aos contornos do Fundo de Emergência para a Habitação e da garantia pública de rendas o debate será menos ideológico e mais centrado na exequibilidade financeira e operacional do modelo.</p>
<p>Do ponto de vista jurídico, é nestas zonas, da intensidade da proteção, repartição de custos e eventual retroatividade de soluções que se concentram os principais riscos de controvérsia constitucional e de litigância futura.</p>
<p><strong>7- Olhando para o conjunto da reforma, acredita que estas medidas serão suficientes para aumentar a confiança no mercado de arrendamento e colocar mais casas no mercado, ou serão necessárias novas alterações legislativas nos próximos anos?</strong><br />
R: Esta proposta alinha-se com os interesses do mercado já manifestados: clarifica regras, encurta prazos de reação ao incumprimento, reforça a posição de senhorios e integra-se num conjunto mais vasto de medidas já adotadas destinados a incrementar, a curto prazo, a oferta. Desde a simplificação do RJUE para reduzir burocracia, IVA de 6% na construção, facilitação da venda de imóveis de heranças para libertar casas vazias, benefícios fiscais no arrendamento e um programa de habitação pública. Tudo isto é relevante para a confiança dos investidores e dos proprietários<br />
No entanto, o mercado de arrendamento é muito sensível a fatores macroeconómicos (rendimento das famílias, custo do crédito, expectativas de valorização dos ativos) e à previsibilidade das regras no tempo.</p>
<p>É plausível que estas medidas contribuam para trazer mais imóveis para o arrendamento, mas dificilmente serão a “solução final”. Será necessário monitorizar a aplicação prática &#8211; tempos reais de despejo, eficácia dos apoios, impacto nos preços – e estar disponível para ajustes futuros, preferencialmente graduais e previsíveis, para evitar ciclos de reformas sucessivas que, esses sim, prejudicam a confiança no longo prazo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790090]]></sapo:autor>
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		<title>China critica nacionalização da British Steel pelo Reino Unido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 05:58:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A China manifestou hoje "firme oposição" à nacionalização da siderúrgica British Steel pelo Governo britânico e instou o Reino Unido a "respeitar as regras internacionais", defendendo um tratamento "justo e equitativo" para as empresas chinesas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A China manifestou hoje &#8220;firme oposição&#8221; à nacionalização da siderúrgica British Steel pelo Governo britânico e instou o Reino Unido a &#8220;respeitar as regras internacionais&#8221;, defendendo um tratamento &#8220;justo e equitativo&#8221; para as empresas chinesas.</P><br />
<P>O grupo chinês Jingye adquiriu a British Steel em 2020. No entanto, o Governo britânico assumiu o controlo de facto da empresa em abril de 2025 para evitar o encerramento dos dois últimos altos-fornos a carvão do país, localizados em Scunthorpe, no norte de Inglaterra.</P><br />
<P>Londres confirmou em maio a intenção de nacionalizar a empresa, invocando razões de &#8220;segurança nacional&#8221;. A decisão recebeu na quarta-feira a aprovação real, a última etapa do processo legislativo no Reino Unido.</P><br />
<P>A medida &#8220;garante o futuro da produção de aço no Reino Unido, protege empregos qualificados e preserva uma capacidade nacional vital&#8221;, afirmou o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.</P><br />
<P>Num comunicado, o ministério do Comércio chinês manifestou &#8220;forte descontentamento&#8221; com a decisão e acusou Londres de assumir à força o controlo da British Steel &#8220;sob o pretexto da segurança nacional&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A China insta o Governo britânico a respeitar as regras internacionais&#8221; e a &#8220;tratar de forma justa e equitativa as empresas de capitais chineses presentes no Reino Unido&#8221;, acrescentou a tutela.</P><br />
<P>O conglomerado Jingye exige ainda uma compensação integral do Governo britânico pelas perdas relacionadas com os investimentos realizados antes de Londres assumir o controlo da siderúrgica.</P></p>
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