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Auditoria questiona gestão da Quercus. Há “índicios graves de ilegalidades”

Uma auditoria realizada à Quercus aponta para “índicios graves de ilegalidades e práticas de crime público” na gestão da associação entre 2015 e 2019, segundo avança o jornal Público. Solicitada pela direcção-nacional da associação à gestão da organização nesse período, a auditoria revela “prejuízos acumulados de centenas de milhares de euros”.

Verificaram-se também “deficiências graves ao nível das deliberações da direcção nacional”, onde foram “detectadas actas cujo conteúdo não corresponde à verdade” e, ainda, a “inexistência de um controlo interno que proteja os direitos de propriedade industrial da associação”. Segundo o Público, os resultados preliminares foram divulgados aos associados e descrevem também “sérios indícios do uso abusivo e ilegal” relativamente a acessos às plataformas informáticas de propriedade da Quercus.

A mesma auditoria conclui ter havido uma “evolução negativa” da situação financeira e patrimonial da associação, com o rácio de liquidez geral a passar de 336% em 2015 para 84% em 2019. Decréscimos semelhantes verificam-se também nos rácios de liquidez imediata, autonomia financeira e solvabilidade financeira.

A direcção nacional da Quercus admite que a situação da tesouraria se tem deteriorado nos últimos anos, acumulando prejuízos de centenas de milhares de euros. Paula Silva, presidente da direcção nacional da Quercus, afirma ao Público que as anomalias detectadas já resultaram na «suspensão provisória de três associados, como medida preventiva, para além da participação ao Ministério Público».

Paula da Silva explica ainda a decisão de suspender provisoriamente João Branco e Aline Guerreiro: no primeiro caso, «devido à gravidade dos casos detectados»; no segundo por acusação de «boicote ao trabalho da associação através de injúrias e ataques pessoais» à presidente da direcção e por ter «inscrito 50 sócios contra as regras estabelecidas» nos estatutos da Quercus.

Segundo a responsável, «pagava-lhes as quotas sem as pessoas inscritas saberem». E quando lhes foi enviado o recibo do pagamento, «protestaram alegando que alguém as tinha inscrito sem elas saberem».

Porém, tanto João Branco como Aline Guerreiro recusam as acusações de que são alvo. À mesma publicação, João Branco diz que se trata de uma «farsa» com o intuito de o «afastar da corrida eleitoral».

Já Aline Guerreiro garante: «Não tive direito a defesa», acrescentando que é também uma forma de não permitirem que avance com a sua candidatura.

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