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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Taiwan suspende programa de facilitação de visto para cambojanos por apoio a Pequim</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 04:01:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Taiwan decidiu retirar o Camboja de dois programas de facilitação de vistos citando questões de segurança e por Phnom Penh ter ecoado declarações do Governo Chinês que "desvalorizam a soberania de Taiwan".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Taiwan decidiu retirar o Camboja de dois programas de facilitação de vistos citando questões de segurança e por Phnom Penh ter ecoado declarações do Governo Chinês que &#8220;desvalorizam a soberania de Taiwan&#8221;.</P><br />
<P>Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) taiwanês explicou que a decisão, que entra em vigor a partir de 01 de agosto, foi tomada &#8220;com base na defesa da dignidade nacional e da segurança das entradas e saídas do território&#8221;, sublinhando que desde agosto de 2018 o Camboja beneficiava destes programas, criados para promover contactos bilaterais e aumentar o conhecimento sobre Taiwan.</P><br />
<P>No entanto, segundo o ministério taiwanês, o Governo cambojano &#8220;nunca respondeu de forma igual e recíproca à boa vontade de Taiwan&#8221; e, pelo contrário, &#8220;tem repetidamente colaborado com Pequim em declarações que desvalorizam a soberania de Taiwan e até insinuam apoio ao recurso à força por parte da China para alcançar a unificação&#8221;.</P><br />
<P>No início do ano, o Governo cambojano declarou que segue a política de &#8216;Uma Só China&#8217;, reconhecendo Pequim como o único governo legítimo que representa toda a China, com Taiwan como parte do seu território.</P><br />
<P>Pequim considera Taiwan uma &#8220;parte inalienável&#8221; do território chinês e não exclui o recurso à força para assumir o controlo da ilha.</P><br />
<P>O Governo taiwanês rejeita essa posição e defende que apenas os cerca de 23 milhões de habitantes de Taiwan têm o direito de decidir o futuro político do território.</P><br />
<P>O MNE de Taiwan acrescentou que os recentes casos de fraude transfronteiriça a envolver cidadãos cambojanos agravaram a preocupação pública e justificam o fim das facilidades de entrada.</P><br />
<P>O cibercrime tem prosperado no Sudeste Asiático, especialmente no Camboja e em Myanmar (antiga Birmânia), com vítimas em todo o mundo a perderem dezenas de milhares de milhões de euros por ano, segundo especialistas das Nações Unidas e outros analistas.</P><br />
<P>A indústria está frequentemente ligada ao tráfico de pessoas, e muitos estrangeiros, incluindo cidadãos taiwaneses, são recrutados com falsas ofertas de emprego e acabam forçados a trabalhar em esquemas de fraude, como burlas românticas ou investimentos falsos em criptomoedas, em condições próximas da escravidão.</P><br />
<P>O Camboja participava nos dois programas desde 2018, com o MNE taiwanês a sublinhar que qualquer reativação da facilitação de vistos dependerá de mudanças futuras na política cambojana em relação a Taiwan.</P><br />
<P>O ministério frisou que, doravante, todos os cidadãos cambojanos que pretendam viajar para Taiwan terão de solicitar vistos junto das representações diplomáticas e consulares de Taipé. </P><br />
<P>Ao mesmo tempo, as autoridades de Taipé anunciaram que vão prolongar regimes de entrada simplificada para a Tailândia, Índia e vários outros países do Sudeste e Sul da Ásia.</P><br />
<P>Paralelamente, Taiwan decidiu prolongar por mais um ano, até 31 de julho de 2027, a entrada sem visto para cidadãos da Tailândia, Brunei e Filipinas. Já os nacionais da Índia, Indonésia, Vietname, Myanmar e Laos continuarão elegíveis para o Projeto Guanhong e para o Certificado de Autorização de Viagem até 31 de dezembro de 2027.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791078]]></sapo:autor>
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		<title>Distinção das roças são-tomenses pela UNESCO vai ajudar comunidades e atrair turistas &#8212; ministra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 04:00:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[*** João Carreira (texto) e Nuno Veiga (vídeo e fotos), da agência Lusa ***]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** João Carreira (texto) e Nuno Veiga (vídeo e fotos), da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>São Tomé, 18 jul 2026 (Lusa) &#8212; O Governo de São Tomé e Príncipe antevê mais ajuda às comunidades locais e maior capacidade para atrair turistas se as roças são-tomenses forem inscritas na lista de património mundial da UNESCO no final deste mês.</P><br />
<P>Em declarações à Lusa, a ministra da Cultura, Isabel Maria Correia Viegas de Abreu, admite ainda que a distinção, a acontecer, durante a reunião do comité que começa este domingo e se prolonga até 29 de julho na Coreia do Sul, acarreta acrescidas responsabilidades para o Governo são-tomense.</P><br />
<P>São Tomé e Príncipe concorre à lista do Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), na categoria Sítios Culturais, com &#8220;As roças de São Tomé e Príncipe: Sistema colonial agrícola e migração forçada&#8221;.</P><br />
<P>Segundo a UNESCO, na 48.ª sessão do Comité do Património Mundial será examinada, entre outras questões, a inscrição de 30 novos sítios na lista do Património Mundial, assim como propostas relativas a três sítios já inscritos. Além disso, refere a UNESCO, &#8220;será avaliado o estado de conservação de 147 sítios já incluídos nesta lista&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;É uma responsabilidade do Governo&#8221;, que terá também &#8220;responsabilidades com a comunidade das roças, porque nós temos que trabalhar na salvaguarda como forma de compensação às comunidades, para trabalhar na atração turística. E (&#8230;) nós contamos com o apoio de todos, com o apoio dos privados, do Estado, dos &#8216;mini&#8217;-empresários e empreendedores, (&#8230;) depois desse sucesso&#8221;, sublinhou Isabel Abreu.</P><br />
<P>A governante garante que já se está a avançar na preservação e salvaguarda, que é preciso reforçar esse trabalho, mas são óbvias as vantagens com a distinção: &#8220;Depois das roças se tornarem património da UNESCO, nós temos que trabalhar no sentido de que as comunidades próprias comecem a ter apoios para uma indústria criativa e as roças a conquistar os turistas, porque cada roça tem sua especificidade. (&#8230;) E a atração turística é o ponto forte que nós cremos que irão servir as roças&#8221;.</P><br />
<P>O ano passado foi um ano de distinções para São Tomé e Príncipe. Primeiro, tornou-se no primeiro país a ter todo o seu território classificado como Reserva Mundial da Biosfera pela UNESCO. Depois, o Tchiloli foi oficialmente integrado na Lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade, uma expressão artística secular que funde teatro popular, música tradicional e dança.</P><br />
<P>Agora, São Tomé e Príncipe invoca &#8211; na candidatura, que engloba seis roças &#8211; o período de implantação nacional, com a introdução da monocultura do cacau e do café no século XIX, tornando-se num centro de produção agrícola histórico colonial, &#8220;semelhante ao sistema feudal, cujo processo de produção se realizava através do trabalho forçado, onde a mão-de-obra provinha de vários países da costa africana, nomeadamente Angola, Guiné-Bissau, Moçambique, Cabo Verde, Benim, Congo e Serra Leoa&#8221;, pela mão dos portugueses.</P><br />
<P>A &#8220;roça&#8221; atingiu o seu auge no final do século XIX e início do século XX. Em termos de autenticidade, &#8220;em Sundy, Monte Café, Água-Izé, as infraestruturas urbanas, arquitetónicas e sociais têm atributos como hospitais, creches, escolas, igrejas e infraestruturas recreativas que não foram recriadas ou recentemente construídas&#8221;.</P><br />
<P>Até à data, o Comité do Património Mundial inscreveu 1.248 sítios em 170 países na lista do Património Mundial.</P><br />
<P>Segundo a UNESCO, a classificação como Património Mundial permite reconhecer e proteger sítios de valor universal excecional, sejam eles naturais, culturais ou mistos, e &#8220;compromete os Estados membros a preservar estes locais emblemáticos&#8221;.</P><br />
<P></P><br />
<P>JMC (MAV) // MLL </P><br />
<P>Lusa /Fim</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791076]]></sapo:autor>
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		<title>REPORTAGEM: Gulbenkian/70 anos: Um &#8220;laboratório de diversidade&#8221; a céu aberto num jardim privado aberto a todos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 04:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[*** Joana Ramos Simões (texto), Miguel A. Lopes (fotos) e Hugo Fragata (vídeo), da agência Lusa ***]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Joana Ramos Simões (texto), Miguel A. Lopes (fotos) e Hugo Fragata (vídeo), da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Lisboa, 18 jul 2026 (Lusa) &#8212; O Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, um &#8220;laboratório de diversidade&#8221; criado nos anos 1960 para evocar a paisagem portuguesa, algo &#8220;completamente revolucionário&#8221;, foi ao longo dos anos ganhando mais espaço e sendo apropriado pela população.</P><br />
<P>Inaugurado em 1969, o Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian, projetado pelos arquitetos paisagistas Gonçalo Ribeiro Telles (1922-2020) e António Viana Barreto (1924-2012), &#8220;foi completamente revolucionário&#8221; naquela época.</P><br />
<P>&#8220;Porque, ao contrário daquilo que toda a gente conhecia em Portugal, não foi construído como um jardim clássico, geométrico, decorativo, mas com uma ideia completamente inovadora, de evocar a paisagem portuguesa, a paisagem mediterrânica, construindo através dos contrastes da luz e da sombra, e procurando recriar os ecossistemas que encontramos naturalmente na paisagem&#8221;, recordou a arquiteta paisagista Paula Corte-Real, responsável pelo Jardim Gulbenkian, numa visita da Lusa ao espaço.</P><br />
<P>Os terrenos na zona das Avenidas Novas onde a Fundação Calouste Gulbenkian, criada faz hoje 70 anos, instalou a sua sede eram um parque, onde até então, e desde 1943, esteve instalada a Feira Popular de Lisboa.</P><br />
<P>A Fundação estudou outras possibilidades na cidade, mas a escolha recaiu sobre o antigo Parque de Santa Gertrudes, devido à grande dimensão do terreno.</P><br />
<P>Embora grande parte do jardim esteja sobre zonas construídas, &#8220;foram criadas as condições mecânicas e biológicas para que se desenvolvessem naturalmente vários ecossistemas distintos &#8211; aquáticos, de rochas, de zonas secas&#8221;.</P><br />
<P>Nas zonas mais baixas do Jardim, junto à água, foram colocados freixos, salgueiros, juncos, íris, &#8220;séries de vegetação características das linhas de água&#8221;.</P><br />
<P>Já nas zonas mais secas, a azinheira é &#8220;a árvore rainha&#8221;, mas há também sobreiros e muitos carvalhos: alvarinho, roble, negral.</P><br />
<P>Apesar de a larga maioria da vegetação ter sido ali colocada, os animais que habitam o Jardim, nomeadamente mais de 40 espécies de aves, sendo o pato-real a mais popular, &#8220;foram chegando à medida que os ecossistemas iam evoluindo e oferecendo condições tanto de alimento como de habitat&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, os animais não foram cá colocados pela Fundação e são animais que, de um modo geral, tanto estão aqui como vão para outras zonas da cidade&#8221;, contou Paula Corte-Real.</P><br />
<P>Os patos-reais, por exemplo, que originalmente são uma espécie migratória, são vistos frequentemente noutras zonas da cidade, como o Jardim Zoológico, o Parque Eduardo VII e Monsanto, mas é na Gulbenkian que passam mais tempo e onde nidificam.</P><br />
<P>Na primavera e no início do verão, é habitual ver-se ninhadas de patos bebé a passearem pelo jardim, &#8220;algo que encanta toda a gente&#8221;.</P><br />
<P>Embora os patos se mantenham na zona de Lisboa, há aves que anualmente chegam e partem para outras paragens.</P><br />
<P>&#8220;Algumas vêm passar o inverno, outras vivem cá o ano todo. Algumas estão cá só no fim de setembro e início de outubro, quando vêm em migrações. Vêm da Ásia, param aqui, depois seguem para África&#8221;, partilhou a responsável, lembrando que no outono é habitual realizar-se uma oficina de anilhagem, uma técnica que permite estudar aspetos da biologia, da ecologia, do comportamento e dos movimentos das aves selvagens.</P><br />
<P>Como qualquer outro ecossistema, &#8220;é um equilíbrio delicado&#8221;, havendo, por exemplo. animais que chegam ao Jardim e ali permanecem durante algum tempo, acabando depois por desaparecer. Paula Corte-Real contou que tal aconteceu com os pintassilgos que faziam ninhos nas floreiras do edifício sede, mas acabaram por ser expulsos pelos gaios.</P><br />
<P>Quase 70 anos depois de ter sido criado, &#8220;o jardim continua a ser um laboratório de biodiversidade na cidade de Lisboa, e assiste-se a esse aumento progressivo da diversidade, não só de animais, mas também de plantas&#8221;.</P><br />
<P>Num livro da Fundação Calouste Gulbenkian estão identificadas mais de 270 espécies de plantas, e, dentro de cada, táxons diferentes.</P><br />
<P>Mas segundo Paula Corte-Real, há no Jardim plantas que não constam da publicação, &#8220;que são espontâneas, vão surgindo e vão sendo incorporadas no elenco vegetal do jardim&#8221;, visto que os jardineiros, durante a manutenção, &#8220;têm o cuidado para não retirar tudo aquilo que não foi plantado&#8221;.</P><br />
<P>As plantas vão sendo mantidas, até porque &#8220;são muito importantes também para a biodiversidade&#8221;, visto haver &#8220;espécies, por exemplo, de borboletas, cujas lagartas só se alimentam de uma ou duas espécies de plantas, algo que acontece com muitos insetos&#8221;.</P><br />
<P>Recentemente, a Gulbenkian fez, com o Tagis &#8211; Centro de Conservação das Borboletas de Portugal, associação sem fins lucrativos dedicada à investigação, divulgação e preservação dos habitats naturais das borboletas e outros insetos, um levantamento dos insetos, muitos dos quais polinizadores, que habitam o Jardim.</P><br />
<P>&#8220;Mas isso é um mundo. Durante o ano em que vieram aqui fazer o levantamento dos insetos, conseguiram descobrir espécies de que ainda só tinham pouquíssimos registos em Portugal&#8221;, contou a responsável. </P><br />
<P>Paula Corte-Real lembra que, por o Jardim da Gulbenkian ser um espaço com &#8220;muitos ambientes familiares a todos&#8221;, visto evocar a paisagem portuguesa, &#8220;com zonas mais recolhidas e mais privadas, e outras zonas mais abertas de encontro&#8221;, as pessoas procuram-no muito &#8220;para passear, para estudar, para se encontrarem com amigos ou namorados, ou para participar em eventos culturais&#8221;, como se comprova facilmente num passeio pelo jardim.</P><br />
<P>Paula Corte-Real acredita mesmo que &#8220;quase todos os lisboetas têm memórias ligadas ao Jardim da Fundação Gulbenkian&#8221;.</P><br />
<P>Entre esses, há vários que o visitam repetidamente e &#8220;não entram nos edifícios da Fundação&#8221;, algo que a Gulbenkian tenta contrariar. &#8220;Há sempre muita oferta cultural &#8211; exposições, concertos, conversas, conferências -, muitos destes eventos abertos ao público. E quase utilizamos o jardim também para convidar as pessoas para virem conhecer o resto da atividade da Fundação&#8221;, disse.</P><br />
<P>Paula Corte-Real recorda que, além de ter sido criado com a ideia de evocar a paisagem portuguesa, desde o início &#8220;ficou claro que se pretendia que o Jardim fosse um espaço aberto a toda a gente, onde as pessoas pudessem usufruir da cultura, da natureza e do bem-estar&#8221;.</P><br />
<P>Por ano, passam po ali cerca de um milhão de pessoas, sendo os meses de verão e os fins de semana as alturas mais concorridas.</P><br />
<P>As pessoas que vivem, trabalham ou estudam nas imediações, por exemplo, &#8220;utilizam muito o jardim, e utilizam-no no seu quotidiano o mais possível&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Os vizinhos fazem questão de, nos seus percursos para o trabalho, atravessá-lo diariamente, porque é um momento de pausa. E utilizam-no quase como um jardim da sua casa, vão buscar as crianças à escola e estão aqui um bocado antes de ir para casa&#8221;, contou.</P><br />
<P>Há dois anos, com a extensão do Jardim para Sul, foi criada uma nova entrada, na Rua Marquês da Fronteira, a juntar às da Avenida de Berna, da Rua Marquês Sá da Bandeira, da Rua Nicolau Bettencourt e da Avenida António Augusto de Aguiar.</P><br />
<P>Ainda sem pensar em possíveis alterações na dimensão do espaço, o jardim foi construído para, &#8220;à imagem da paisagem portuguesa, não ser uma coisa estática&#8221;.</P><br />
<P>Ali consegue &#8220;ler-se a passagem das estações, ver árvores e plantas a morrer e outras a nascer, algumas semeadas por aves ou pelo vento&#8221;.</P><br />
<P>Em alturas em que o jardim entrou em processos de degradação, &#8220;os arquitetos paisagistas Viana Barreto e Gonçalo Ribeiro Telles foram sendo chamados e executaram ações de regeneração&#8221;.</P><br />
<P>Em 2000, foi pedido a Gonçalo Ribeiro Telles, na altura com quase 80 anos, que criasse novas zonas de estadia e novos caminhos acessíveis, visto que quase todos os do projeto original têm pequenos degraus. </P><br />
<P>O resultado foi uma zona de orla, do lado da Av. António Augusto de Aguiar, com espelhos de água que refletem as copas das árvores. &#8220;É também uma atitude poética em que ele nos chama a atenção para aquilo que está em cima e que nós temos tendência para não ver&#8221;, disse Paula Corte-Real.</P><br />
<P>Na década de 1980, quando foi construído o Centro de Arte Moderna (CAM), entrou na história do Jardim o arquiteto paisagista Edgar Fontes, responsável por enquadrar o novo edifício no jardim.</P><br />
<P>Já mais recentemente, quando a fundação comprou os terrenos a sul do CAM, foi criado um novo jardim, cujo projeto é da responsabilidade do arquiteto paisagista libanês Vladimir Djurovic, &#8220;muito inspirado nas ambiências do jardim original&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Trabalhou-se com o mesmo tipo de vegetação, com os mesmos conceitos de trabalhar a luz e sombra, a construção de ambiências, de recantos mais fechados e de espaços mais abertos, tendo sido preservada toda a vegetação existente, e foram plantadas só espécies autóctones da região de Lisboa&#8221;, contou Paula Corte-Real.</P><br />
<P>O Jardim da Gulbenkian tem uma programação e um serviço educativo próprios, com atividades para todos os níveis de ensino, incluindo universidades sénior.</P><br />
<P>Ao longo do ano, com maior incidência na primavera e no outono, são programadas visitas guiadas, oficinas de fotografia, de desenho, de construção com matérias vegetais. Em 2025, realizaram-se cerca de 450 atividades.</P><br />
<P>Na programação é trabalhado &#8220;tudo aquilo que este jardim tem a oportunidade de contar: podemos aprender imensa coisa, não só o funcionamento dos ecossistemas, as regras da vida natural, processos, fenómenos químicos, biodiversidade&#8230;&#8221;. </P><br />
<P>E isso é tanto, num jardim que é privado, mas aberto a todos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791079]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Roças são-tomenses, do inferno de onde não se saía até ao (quase) reconhecimento mundial</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 04:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[*** João Carreira (texto) e Nuno Veiga (vídeo e fotos), da agência Lusa ***]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** João Carreira (texto) e Nuno Veiga (vídeo e fotos), da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>São Tomé, 18 jul 2026 (Lusa) &#8212; O professor universitário e líder da comunidade de Monte Café, em São Tomé e Príncipe, recua aos tempos de escravidão para lembrar o que se dizia sobre as roças: &#8220;um inferno onde se entra e não se sai&#8221;. </P><br />
<P>Filipe Samba, docente de Bio-Ética, nascido e a residir em Monte Café, não resiste a citar os antepassados, como que espreitando alguma garantia de futuro e de reparação: &#8220;a ferida da dor não se cura, o sofrimento não se cura com palavras, mas com ações concretas&#8221;.</P><br />
<P>A cultura esclavagista, pela mão de portugueses, que construiu a memória e o património arquitetónico ligado a seis roças (quatro em São Tomé e duas no Príncipe) alimentou negócios de café e de cacau e tradições de angolanos e moçambicanos, entre outros africanos, arrastados para São Tomé e Príncipe, com os cabo-verdianos a chegarem já numa condição de contratados, explica Samba. </P><br />
<P>A partir deste domingo e até 29 de julho reúne-se na Coreia do Sul o Comité do Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Em Busan decidir-se-á se as roças são-tomenses são inscritas na lista de Património Mundial da UNESCO. E São Tomé e Príncipe concorre na categoria Sítios Culturais, com &#8220;As roças de São Tomé e Príncipe: Sistema colonial agrícola e migração forçada&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Para nós é importante esta inscrição com o património da UNESCO porque isso vem reforçar a nossa dedicação, o nosso empenho para a preservação deste memorial histórico. E assim já ficamos nós a acreditar que as gerações futuras poderão ter a perspetiva de rever essa história&#8221;, começa por argumentar, em declarações à Lusa, o líder da comunidade de Monte Café.</P><br />
<P>&#8220;Vai criar mais emprego, vai mobilizar, vai haver mais sinergias no âmbito da empregabilidade para a nossa população. Nós estamos quase meio abandonados, mas essa infraestrutura é que fala por nós, essa infraestrutura (&#8230;) dignifica a nossa imagem e a nossa identidade&#8221;, sublinha.</P><br />
<P>Depois de passagens pela então União Soviética, onde se formou, o regresso a Monte Café, onde cerca de cinco mil pessoas residem, tem sido marcado pelo trabalho comunitário, agora com um horizonte de esperança que vai até ao final deste mês: &#8220;É um momento de grande relevância para a nossa comunidade, porque, com esse estímulo, a UNESCO reconhece esta memória, não só do ponto de vista memorial, também do ponto de vista económico&#8221;.</P><br />
<P>Até à data, o Comité do Património Mundial inscreveu 1.248 sítios em 170 países na lista do Património Mundial.</P><br />
<P>Segundo a UNESCO, a classificação como Património Mundial permite reconhecer e proteger sítios de valor universal excecional, sejam eles naturais, culturais ou mistos, e &#8220;compromete os Estados membros a preservar estes locais emblemáticos&#8221;.</P><br />
<P></P><br />
<P>JMC // MLL</P><br />
<P>Lusa /Fim</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791077]]></sapo:autor>
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		<title>Mais de 50 pessoas detidas pelas autoridades timorenses por atividades ilegais &#8216;online&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 03:51:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A polícia de Timor-Leste anunciou hoje a detenção de 52 pessoas na sexta-feira em duas operações distintas, em Díli, por atividades ilegais 'online' que visavam vítimas fora do país.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A polícia de Timor-Leste anunciou hoje a detenção de 52 pessoas na sexta-feira em duas operações distintas, em Díli, por atividades ilegais &#8216;online&#8217; que visavam vítimas fora do país.</P><br />
<P>&#8220;A primeira operação teve lugar no Hotel City 8, onde foram detidas 33 pessoas, e a segunda em Kuluhun, onde foram detidas mais 19 pessoas&#8221;, pode ler-se num comunicado da Polícia Científica de Investigação Criminal (PCIC) na sua página oficial na Internet.</P><br />
<P>Segundo a PCIC, os 52 pessoas são suspeitas de utilizar &#8220;inteligência artificial para cometer burlas e fraude &#8216;online&#8217; relacionada com a promoção de investimentos fictícios e que visavam vítimas fora de Timor-Leste&#8221;.</P><br />
<P>Durante as operações, a PCIC apreendeu telefones, equipamento informático, e dinheiro.</P><br />
<P>O comunicado da PCIC foi acompanhado por outro do primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, que reafirmou a política de &#8220;tolerância zero&#8221; contra a prática de atividades ilícitas em Timor-Leste, incluindo cibercrime, lavagem de dinheiro e atividades de crime organizado.</P><br />
<P>As autoridades policiais de Timor-Leste detiveram nas últimas semanas mais de 300 pessoas, na sua maioria cidadãos da China, do Camboja e da Indonésia, por suspeitas de envolvimento em atividades ilegais &#8216;online&#8217;, sobretudo relacionadas com jogo ilegal e fraude.</P><br />
<P>Em setembro do ano passado, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) alertou para o aumento da presença de redes criminosas em Oecusse, o enclave timorense situado em território indonésio, na ilha de Timor. Segundo o UNODC, investigações recentes demonstram que a região começou a ser influenciada por atividades criminosas organizadas.</P><br />
<P>Na sequência desse alerta público, o Governo de Timor-Leste decidiu cancelar todas as licenças anteriormente concedidas para operações de jogos e apostas &#8216;online&#8217;, bem como suspender a atribuição de novas licenças, devido aos riscos para a segurança e a estabilidade social.</P><br />
<P>Segundo o UNODC, quando redes criminosas digitais se instalam numa determinada região, &#8220;essa região torna-se frequentemente um centro de fraude cibernética, bem como de tráfico de droga e de seres humanos&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791075]]></sapo:autor>
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		<title>Supremo brasileiro mantém prisão domiciliária de Bolsonaro mas endurece restrições</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 03:47:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Supremo Tribunal do Brasil manteve esta sexta-feira a prisão domiciliária concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, mas endureceu as restrições impostas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Supremo Tribunal do Brasil manteve esta sexta-feira a prisão domiciliária concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, mas endureceu as restrições impostas.</P><br />
<P>Segundo a decisão do juiz Alexandre de Moraes, Bolsonaro não poderá receber visitas sociais durante 30 dias &#8212; exceto médicos, fisioterapeutas e advogados &#8212; nem visitas com fins políticos ou eleitorais até ao fim das eleições legislativas, regionais e presidenciais de outubro.</P><br />
<P>O magistrado concluiu que o ex-chefe de Estado violou medidas cautelares ao redigir uma carta de apoio à pré-candidatura presidencial do filho, o senador Flávio Bolsonaro, posteriormente divulgada nas redes sociais. Na missiva, o ex-presidente reiterava o apoio ao filho e apelava à unidade, após críticas públicas por parte de apoiantes bolsonaristas a Michelle Bolsonaro, mulher do ex-líder.</P><br />
<P>Moraes acolheu a posição da Procuradoria-Geral, que considerou que o episódio não justificava a revogação da prisão domiciliária, mas sim novas restrições para impedir qualquer interferência nas eleições. </P><br />
<P>A decisão proíbe ainda a difusão de manifestos políticos ou eleitorais elaborados por Bolsonaro, lembrando que os seus direitos políticos estão suspensos após a condenação por golpismo.</P><br />
<P>O juiz manteve também a sanção aplicada a Flávio Bolsonaro, que desde 13 de julho está impedido de visitar o pai durante 90 dias por ter divulgado a carta. Rejeitou ainda a defesa, que alegava desconhecimento da publicação.</P><br />
<P>Desde julho de 2025, Bolsonaro está proibido de usar redes sociais, direta ou indiretamente, ou recorrer a terceiros para divulgar conteúdos. </P><br />
<P>Moraes advertiu que todas as medidas cautelares permanecem em vigor e que qualquer novo incumprimento pode levar à revisão imediata do benefício, incluindo a revogação da prisão domiciliária e o regresso ao regime fechado.</P><br />
<P>A primeira volta das presidenciais, marcada para 04 de outubro, terá como principais candidatos Flávio Bolsonaro e o atual Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, que procura um quarto mandato não consecutivo.</P><br />
<P>Bolsonaro cumpre prisão domiciliária desde março, quando recebeu alta médica após uma broncopneumonia e Moraes lhe concedeu o direito a prisão domiciliária por razões humanitárias. </P><br />
<P>A condenação de 27 anos e três meses começou a ser cumprida em regime fechado, antes de o Supremo autorizar a transferência temporária para casa por motivos de saúde.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791074]]></sapo:autor>
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		<title>Estátuas do herói da independência Aung San retiradas discretamente em Myanmar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 03:44:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[As estátuas do herói da independência Aung San estão a desaparecer em Myanmar (antiga Birmânia), no âmbito de uma disputa em torno do legado do pai da nação e de Aung San Suu Kyi, figura destronada da democracia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As estátuas do herói da independência Aung San estão a desaparecer em Myanmar (antiga Birmânia), no âmbito de uma disputa em torno do legado do pai da nação e de Aung San Suu Kyi, figura destronada da democracia.</P><br />
<P>O general Aung San, que combateu os colonizadores britânicos e os ocupantes japoneses na luta pela independência, foi assassinado a 19 de julho de 1947, alguns meses antes de ver concretizado o sonho da independência.</P><br />
<P>As estátuas de Aung estão espalhadas pelo país do Sudeste Asiático há décadas. Muitas foram erguidas quando o partido da filha, Aung San Suu Kyi, estava no poder. E muitas estão hoje a ser retiradas pelo Governo de Min Aung Hlaing, que derrubou Aung San Suu Kyi em 2021, na sequência de um golpe de Estado militar.</P><br />
<P>No parque Thu Mingalar, em Rangum, um jornalista da agência de notícias France-Presse (AFP) constatou a ausência de uma imponente estátua instalada há cerca de 10 anos, substituída por um quadrado de relva recém-plantada.</P><br />
<P>Aung San está &#8220;gravado na memória das pessoas&#8221; e muitos veem o legado deste a continuar através da filha, afirma a especialista em Myanmar Moe Thuzar.</P><br />
<P>Desde o golpe de Estado de 2021, que desencadeou uma guerra civil, o exército procura, segundo a especialista, &#8220;desacreditar politicamente&#8221; Aung San Suu Kyi e o partido Liga Nacional para a Democracia (LND).</P><br />
<P>&#8220;Podem retirar as estátuas, mas nunca conseguirão apagar a imagem de Bogyoke&#8221;, disse um habitante de Rangum, utilizando a palavra birmanesa para general.</P><br />
<P>&#8220;Já detêm o poder, as armas e o exército. Não sei do que ainda têm medo&#8221;, acrescenta o homem de 34 anos, que prefere não ser identificado por razões de segurança.</P><br />
<P>Quando os meios de comunicação locais noticiaram a remoção de várias estátuas, a porta-voz do Governo, Khaing Khaing Soe, evocou &#8220;formas e proporções incorretas&#8221;.</P><br />
<P>As estátuas de Aung San têm vindo a ser analisadas desde 2016 em cerca de uma centena de distritos e algumas não seriam &#8220;dignas de uma figura histórica tão importante&#8221;.</P><br />
<P>Estão a ser realizados &#8220;esforços de manutenção&#8221; para evitar &#8220;qualquer falta de respeito para com as estátuas comemorativas&#8221; e garantir que &#8220;as gerações futuras possam continuar a estudar o património histórico de Myanmar de forma adequada&#8221;, explicou.</P><br />
<P>Uma estátua instalada durante o Governo da LND foi recentemente removida do parque Mya Kan Thar, em Rangum. No entanto, era &#8220;perfeitamente correta, com boas proporções&#8221;, considera um morador.</P><br />
<P>Apesar do estatuto de herói nacional, Aung San é sobretudo celebrado pelas elites bamar, que constituem a maioria no país, em vez dos grupos étnicos minoritários que lutam contra o poder central há décadas, salienta o investigador Morgan Michaels.</P><br />
<P>Os kachin e os karenni, nomeadamente, &#8220;têm os seus próprios heróis&#8221;, explica este especialista em Myanmar do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos.</P><br />
<P>&#8220;Não gostam que lhes seja imposta a sua imagem e o simbolismo que a acompanha, o da dominação bamar sobre o Estado&#8221;, completou.</P><br />
<P>Desde o golpe de Estado, algumas das numerosas fações étnicas de Myanmar aliaram-se a guerrilhas pró-democracia para combater as forças armadas. </P><br />
<P>Um responsável político proveniente de um grupo étnico minoritário reconhece a luta heroica de Aung San pela independência, mas acusa a LND de ter erguido as estátuas &#8220;no interesse do partido&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Não há necessidade de manter tantas estátuas dele&#8221;, prossegue, considerando que a era da LND, dissolvida pela junta, &#8220;já pertence ao passado&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791073]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Norte-americanos processam hospital após testes mostrarem troca à nascença</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 02:12:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Dois norte-americanos, que descobriram através de testes de ADN terem sido trocados à nascença, há 38 anos, decidiram processar um hospital no estado do Dakota do Norte por lhes ter "roubado as vidas que deveriam ter tido".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Dois norte-americanos, que descobriram através de testes de ADN terem sido trocados à nascença, há 38 anos, decidiram processar um hospital no estado do Dakota do Norte por lhes ter &#8220;roubado as vidas que deveriam ter tido&#8221;.</P><br />
<P>Kyle Bylin descobriu a família biológica após realizar um teste caseiro que recebeu durante uma troca de presentes de Natal, e que o levou até à tia biológica numa plataforma de genealogia. O sobrinho desta, Jeremy Morrison, fez depois o teste de ADN, e os resultados foram irrefutáveis.</P><br />
<P>&#8220;Foi quando a minha mente ficou completamente em choque&#8221;, disse Bylin. &#8220;Nunca poderíamos imaginar que tinha ocorrido uma troca de bebés à nascença&#8221;, acrescentou. </P><br />
<P>Morrison contou que ficou convencido assim que viu uma fotografia do irmão de Bylin e percebeu que eram muito parecidos.</P><br />
<P>De acordo com o processo judicial, apresentado na semana passada, Bylin e Morrison foram os únicos bebés nascidos a 26 de janeiro de 1988 no Unity Medical Center, em Grafton, Dakota do Norte. E foram para casa com os pais errados.</P><br />
<P>O hospital afirma que não há provas de que o pessoal tenha sido responsável pela troca. Mas Bylin, nascido Jeremy Morrison, diz que ainda guarda a pulseira hospitalar que o identificava erroneamente como Kyle Bylin. Os registos hospitalares já não existem.</P><br />
<P>Dois anos passaram desde que os testes de ADN abalaram tudo o que pensavam saber sobre as suas famílias.</P><br />
<P>&#8220;O Kyle continua a ser meu filho, isso nunca vai mudar&#8221;, disse Evelyn Newton, à Associated Press. &#8220;Mas sinto-me roubada da vida que deveria ter tido com o meu filho biológico. Não se podem recuperar 35 anos. Primeiros passos, aprender a conduzir, casar. Como se compensa isso&#8221;, questionou.</P><br />
<P>O hospital não contesta que os bebés foram trocados em algum momento e diz estar a tentar compreender o que aconteceu, mas não encontrou provas de que a administração ou o pessoal tenham sido responsáveis pelo erro. </P><br />
<P>&#8220;Reconhecemos o impacto profundo que esta descoberta teve neles e nas suas famílias&#8221;, afirmou o hospital em comunicado. &#8220;Infelizmente, devido à passagem de quase quatro décadas, os registos médicos e de pessoal que poderiam trazer mais clareza já não existem&#8221;, apontou.</P><br />
<P>Para Morrison, o conhecimento não mudou a forma como vê a família que sempre conheceu. Continua a considerar Elizabeth O&#8217;Toole e Terry Morrison os pais. &#8220;Fui amado. Joguei desporto. Fui bom aluno. Um teste de ADN não vai apagar 38 anos de memórias.&#8221;</P><br />
<P>Morrison vive agora em Colorado City, no estado do Colorado, e trabalha como inspetor de soldadura numa empresa de energia eólica. Acredita que, se não tivesse sido trocado, estaria a trabalhar com o irmão biológico e o pai na quinta de cereais da família Bylin, no Dakota do Norte.</P><br />
<P>Para Bylin, as questões sobre natureza versus educação tornaram-se pessoais. &#8220;Estava sempre a pensar: como é que esta pode ser a minha família? Como sou tão diferente deles? Afinal, somos apenas pessoas totalmente diferentes&#8221;, considerou.</P><br />
<P>Casos de bebés trocados à nascença são raros, mas os testes de ADN caseiros tornam-nos mais fáceis de descobrir, pois hoje a tecnologia moderna ajuda os hospitais a evitar trocas. O médico Jonathan Marron, da Harvard Medical School, notou que atualmente praticamente impossível acontecerem estes erros.</P><br />
<P>O advogado Tim O&#8217;Keefe disse que tentou durante um ano chegar a um acordo financeiro com o hospital antes de avançar com uma ação judicial por negligência e danos emocionais. As famílias têm passado este tempo a ajustar-se às novas realidades.</P><br />
<P>&#8220;Agora sei a verdade, mas ainda estamos a trabalhar para construir relações&#8221;, disse Morrison. &#8220;Não posso voltar atrás no tempo e reconstruir o que já se perdeu. É um trabalho em progresso, tal como eu&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791071]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: EUA negam explosão de petroleios no estreito de Ormuz devido a minas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 02:11:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Governo dos Estados Unidos rejeitou a afirmação do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC, na sigla em inglês) de que dois petroleiros explodiram no estreito de Ormuz, após colidirem com minas em águas internacionais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Governo dos Estados Unidos rejeitou a afirmação do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC, na sigla em inglês) de que dois petroleiros explodiram no estreito de Ormuz, após colidirem com minas em águas internacionais.</P><br />
<P> O Comando Central dos Estados Unidos, através da rede social X, assinalou na sexta-feira que as alegações da IRGC fazem parte de uma série de declarações falsas divulgadas pela organização iraniana no sétimo dia de ataques entre Washington e Teerão, desde que o Presidente dos EUA, Donald Trump, declarou encerrada a trégua acordada entre os dois países.</P><br />
<P>A IRGC afirmou, num comunicado divulgado pela agência estatal Tasnim, que os dois petroleiros explodiram após entrarem num campo de minas marítimas a sul do estreito de Ormuz e que os navios, supostamente induzidos em erro por agências de inteligência norte-americanas, provocaram um grande incêndio após a detonação.</P><br />
<P>A organização iraniana não identificou os navios nem informou sobre possíveis vítimas ou danos.</P><br />
<P>O Comando Central restabeleceu, na terça-feira, o cerco naval sobre portos e navios iranianos no estreito de Ormuz, dois dias após o aviso da República Islâmica sobre o encerramento desta via marítima devido aos bombardeamentos norte-americanos.</P><br />
<P>O Irão respondeu aos ataques de Washington com lançamentos de mísseis e drones contra alvos norte-americanos em vários países da região, como Bahrein, Qatar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos (EAU), entre outros.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791072]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Venezuela/Sismos: Caracas obtém 346 milhões de dólares do FMI para recuperação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 01:50:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Venezuela obteve 346 milhões de dólares (302 milhões de euros) "dos próprios recursos" do Fundo Monetário Internacional (FMI), para o processo de recuperação e reconstrução após os sismos de 24 de junho, anunciou a presidente interina.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Venezuela obteve 346 milhões de dólares (302 milhões de euros) &#8220;dos próprios recursos&#8221; do Fundo Monetário Internacional (FMI), para o processo de recuperação e reconstrução após os sismos de 24 de junho, anunciou a presidente interina.</P><br />
<P>Num comunicado divulgado na sexta-feira, Delcy Rodríguez explicou que os fundos vão permitir &#8220;apoiar as famílias afetadas em matéria de habitação, infraestruturas e serviços públicos essenciais, entre outras necessidades&#8221;.</P><br />
<P>Rodríguez agradeceu à diretora do FMI, Kristalina Georgieva, pelo &#8220;apoio e compromisso, bem como a todas as instituições que tornaram possível este importante passo&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Continuaremos a trabalhar incansavelmente para proteger o nosso povo e avançar na recuperação do país&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>A chefe de Estado deu conta a 08 de julho de uma conversa telefónica com Georgieva sobre a libertação de &#8220;recursos bloqueados da Venezuela&#8221; no FMI.</P><br />
<P>A líder chavista exigiu então, mais uma vez, o fim das sanções contra Caracas e do bloqueio dos recursos que, segundo disse, o país necessita para o processo de reconstrução.</P><br />
<P>Em 09 de julho, a porta-voz do FMI, Julie Kozack, explicou numa conferência de imprensa que Georgieva e Rodríguez discutiram &#8220;a utilização da parcela de reserva da Venezuela no FMI, que constitui uma fonte de liquidez importante e de fácil acesso que pode ser mobilizada rapidamente&#8221;.</P><br />
<P>A chamada parcela de reserva é diferente dos Direitos Especiais de Saque (SDR, na sigla em inglês) retidos pela instituição que ascendem a cerca de 4.500 milhões de dólares (3.934 milhões de euros), o que perfaz um valor total próximo dos 5.000 milhões de dólares (4.371 milhões de euros) em ativos.</P><br />
<P>Os ativos da parcela de reserva estão imediatamente disponíveis para &#8220;ajudar a dar resposta às necessidades humanitárias urgentes decorrentes da catástrofe&#8221; e &#8220;são o recurso&#8221; que a Venezuela &#8220;indicou querer utilizar&#8221;, acrescentou Kozack.</P><br />
<P>O FMI e a Venezuela retomaram, em abril passado, as relações, que se encontravam suspensas desde 2019.</P><br />
<P>Desde então, os contactos entre a instituição e o Governo interino de Rodríguez têm sido regulares, com vista a concluir os procedimentos técnicos para permitir que, no futuro, o país possa voltar a aceder aos instrumentos financeiros do FMI.</P><br />
<P>O número de mortos pelo duplo sismo que atingiu a Venezuela em 24 de junho subiu na sexta-feira para 5.069, após o registo de 139 novas mortes, de acordo com os dados mais recentes divulgados pelas autoridades venezuelanas.</P><br />
<P>Os dados foram divulgados pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, que indicou também que o número de feridos se mantém nos 16.740.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791070]]></sapo:autor>
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		<title>Controlada fuga de amoníaco na Docapesca em Matosinhos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 01:08:42 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma fuga de amoníaco na Docapesca, em Matosinhos, foi controlada, indicou hoje à Lusa fonte da Proteção Civil, que registou pelo menos um ferido ligeiro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Uma fuga de amoníaco na Docapesca, em Matosinhos, foi controlada, indicou hoje à Lusa fonte da Proteção Civil, que registou pelo menos um ferido ligeiro.</P><br />
<P>Fonte do Comando Sub-regional da Área Metropolitana do Porto disse à agência Lusa por volta da 01:20 que o ferido está a receber tratamento hospitalar. </P><br />
<P>A ocorrência está relacionada com uma fuga de amoníaco na fábrica de gelo da Docapesca no Porto de Leixões, notou à Lusa fonte dos Bombeiros Voluntários de Matosinhos-Leça.</P><br />
<P>Já a PSP do Porto indicou que esta terá ocorrido na sequência de uma explosão num frigorífico.</P><br />
<P>O alerta inicial foi dado pelas 22:55 de sexta-feira e, de acordo com a página &#8216;online&#8217; da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, por volta das 02:00 ainda se encontravam no local 42 operacionais auxiliados por 18 viaturas.</P><br />
<P>Na mesma zona está a decorrer o arranque das tradicionais Grandiosas Festas do Mártir São Sebastião, padroeiro dos pescadores, com alguns concertos planeados para se realizar na área a serem suspensos, por questões de segurança.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791069]]></sapo:autor>
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		<title>Iraque e Síria vão reconstruir oleoduto que liga os dois países &#8211; EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 00:11:08 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os Estados Unidos anunciaram um projeto de cooperação entre os governos iraquiano e sírio para a reabilitação e reconstrução do oleoduto entre os dois países árabes.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os Estados Unidos anunciaram um projeto de cooperação entre os governos iraquiano e sírio para a reabilitação e reconstrução do oleoduto entre os dois países árabes.</P><br />
<P>&#8220;Os Estados Unidos congratulam-se com a intenção do Governo da República do Iraque e do Governo da República Árabe da Síria de avançar com a reabilitação e reconstrução do oleoduto Iraque-Síria como um projeto prioritário de infraestruturas de importância estratégica bilateral e regional&#8221;, destacou o Departamento de Estado norte-americano em comunicado na sexta-feira.</P><br />
<P>A diplomacia norte-americana sublinha ainda que o anúncio é &#8220;um marco importante para a região e para as relações entre a Síria e o Iraque&#8221;.</P><br />
<P>O Departamento de Estado afirma que &#8220;ambos os países reconhecem o objetivo estratégico de restaurar um corredor energético crucial que liga a produção petrolífera iraquiana aos mercados de exportação no Mediterrâneo e noutros destinos&#8221;. </P><br />
<P>O anúncio surge num momento delicado para o fluxo de petróleo no Médio Oriente, em consequência do conflito entre os EUA e o Irão, que teve início em 28 de fevereiro e complicou a passagem de navios pelo estreito de Ormuz.</P><br />
<P>Os Estados Unidos frisaram na sexta-feira que &#8220;acolhem com agrado a participação de um consórcio internacional&#8221; para realizar este projeto e que, uma vez reabilitado, &#8220;terá uma capacidade inicial de transporte de dois milhões de barris de crude por dia&#8221;.</P><br />
<P>O objetivo da reabilitação do oleoduto, segundo os Estados Unidos, é &#8220;criar um quadro jurídico&#8221; para promover a &#8220;segurança e a estabilidade&#8221;.</P><br />
<P>Também na sexta-feira, empresas norte-americanas assinaram acordos e parcerias no valor de cerca de 60 mil milhões de dólares (52,45 mil milhões de euros, ao câmbio atual) com o Governo iraquiano, incluindo contratos destinados a criar rotas alternativas para a exportação de petróleo do Golfo Pérsico.</P><br />
<P>Os acordos, assinados na Câmara de Comércio dos EUA, envolveram também outros setores, incluindo a saúde, as comunicações e as infraestruturas.</P><br />
<P>O Goldman Sachs estima que a construção de oleodutos em apenas um país demora pelo menos dois anos e meio, e estes oleodutos atravessariam dois ou mais países, noticiou a agência Associated Press (AP).</P><br />
<P>O Irão tem tentado encerrar o estreito repetidamente desde o início da guerra, provocando fortes oscilações nos preços do petróleo e do gás.</P><br />
<P>Thomas Barrack, embaixador norte-americano na Turquia, afirmou que os acordos sobre o oleoduto vão levar a um programa &#8220;que fará com que o estreito de Ormuz se torne uma mera formalidade&#8221;.</P><br />
<P>As assinaturas surgiram após uma reunião entre o primeiro-ministro iraquiano, Ali Falah al-Zaidi, na quinta-feira, com executivos da Chevron em Houston, na qual al-Zaidi instou a empresa energética norte-americana a expandir e acelerar os seus investimentos no Iraque.</P><br />
<P>Num discurso na sexta-feira, al-Zaidi disse que a economia do Iraque procura investimentos e parcerias a longo prazo, e não apenas empreiteiros para executar projetos.</P><br />
<P>Na sexta-feira, a Chevron assinou três acordos com o Governo iraquiano. Jake Spiering, presidente de desenvolvimento de negócios corporativos da Chevron, disse que dois projetos se concentrariam no aumento da produção de petróleo, enquanto um terceiro envolveria &#8220;investir num oleoduto que criará outra rota de exportação do Iraque para os mercados mundiais&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Isto é muito importante para a segurança energética&#8221;, salientou.</P><br />
<P>Numa nota divulgada no início desta semana, os analistas do Goldman Sachs estimaram que sete oleodutos diferentes em desenvolvimento na região poderão, até ao final de 2028, transportar cerca de 60% do petróleo atualmente transportado pelo estreito.</P><br />
<P>Os oleodutos poderiam transportar aproximadamente 14 milhões de barris por dia até lá, estimou a Goldman. Cerca de 23 milhões de barris por dia eram transportados através do estreito de Ormuz antes da guerra com o Irão.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791067]]></sapo:autor>
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		<title>EUA restauram privilégios comerciais preferenciais para Hong Kong</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/eua-restauram-privilegios-comerciais-preferenciais-para-hong-kong/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 23:59:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos confirmou na sexta-feira que não vai renovar uma ordem executiva, assinada em julho de 2020, que revogava o estatuto comercial especial de Hong Kong.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos confirmou na sexta-feira que não vai renovar uma ordem executiva, assinada em julho de 2020, que revogava o estatuto comercial especial de Hong Kong.</P><br />
<P>Assinada durante o primeiro mandato do Presidente norte-americano, Donald Trump, em resposta à imposição pela China de uma lei de segurança nacional para limitar a dissidência política em Hong Kong, a ordem não será renovada, adiantou um porta-voz do Tesouro sob a condição de anonimato.</P><br />
<P>O porta-voz afirmou que continuarão em vigor as sanções previstas na Lei de Autonomia de Hong Kong de 2020, que penaliza autoridades que promovem a política chinesa de limitar a autonomia do território, acrescentando que a decisão de não renovar evita a duplicação de sanções. </P><br />
<P>A ordem executiva de Trump, justificada com a convicção de que Hong Kong deixou de ser suficientemente autónomo para merecer um tratamento diferenciado em relação à China continental sob certas leis, fora renovada pela última vez em julho de 2025, por um ano.</P><br />
<P>A China aprovou a lei de segurança nacional para Hong Kong após os protestos do movimento pró-democracia em 2019, a manifestação política mais significativa naquele território desde que a antiga colónia britânica voltou ao domínio chinês, em 1997.</P><br />
<P>O governo de Hong Kong afirmou, em comunicado, ter notado uma &#8220;mudança positiva na política dos EUA&#8221; em relação à cidade.</P><br />
<P>&#8220;Salvaguardar a prosperidade e a estabilidade de Hong Kong atende aos interesses comuns da China e dos Estados Unidos e também se alinha com as expectativas gerais da comunidade internacional&#8221;, referiu.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791066]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Dezenas de operacionais mobilizados para fuga de amoníaco na Docapesca em Matosinhos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 23:56:28 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma fuga de amoníaco na Docapesca, em Matosinhos, está a mobilizar na madrugada de hoje dezenas de operacionais, adiantaram à Lusa fontes da Proteção Civil, registando a ocorrência de pelo menos um ferido leve.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Uma fuga de amoníaco na Docapesca, em Matosinhos, está a mobilizar na madrugada de hoje dezenas de operacionais, adiantaram à Lusa fontes da Proteção Civil, registando a ocorrência de pelo menos um ferido leve.</P><br />
<P>Fonte dos Bombeiros Voluntários de Matosinhos-Leça referiu à Lusa que a ocorrência está relacionada com uma fuga de amoníaco na fábrica de gelo da Docapesca.</P><br />
<P>O alerta para a ocorrência foi dado pelas 22:55 de sexta-feira.</P><br />
<P>Na mesma zona está a decorrer o arranque das tradicionais Grandiosas Festas do Mártir São Sebastião, padroeiro dos pescadores.</P><br />
<P>Fonte do Comando Sub-regional da Área Metropolitana do Porto confirmou à Lusa a ocorrência, referindo apenas que além dos meios no local estavam também meios de prevenção para serem enviados.</P><br />
<P>Mais tarde, pelas 00:40 de hoje, acrescentou que pelo menos uma pessoa sofreu ferimentos leves e já tinha sido transportada para uma unidade hospitalar.</P><br />
<P>A mesma fonte disse não ter informação de quantas pessoas estavam na festa ou a existência de outras vítimas.</P><br />
<P>Pelas 00:40 de hoje, estavam no local 54 operacionais, apoiados por 23 viaturas, segundo o &#8216;site&#8217; da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791065]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Parasita em &#8216;fast food&#8217; gera surto de diarreia nos EUA &#8212; autoridades de saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 23:54:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos anunciaram que o surto de diarreia que afeta o país se deve a um parasita encontrado na alface vendida pela cadeia de 'fast-food' Taco Bell.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos anunciaram que o surto de diarreia que afeta o país se deve a um parasita encontrado na alface vendida pela cadeia de &#8216;fast-food&#8217; Taco Bell.</P><br />
<P>A investigação federal conduzida pela agência reguladora de alimentos e medicamentos norte-americana (FDA) localizou a origem das infeções intestinais num fornecedor mexicano de alface, cujos produtos eram utilizados pelos restaurantes Taco Bell em cinco estados do país, adianta o comunicado dos CDC.</P><br />
<P>Mais de 1.600 pessoas em Indiana, Kentucky, Michigan, Ohio e Virgínia Ocidental contraíram ciclosporíase, uma doença que provoca, entre outros sintomas, &#8220;diarreia explosiva&#8221;, esclareceu a agência.</P><br />
<P>O surto esteve na origem de 94 internamentos hospitalares, todos ligados à alface contaminada vendida pela Taco Bell, adiantou o CDC.</P><br />
<P>&#8220;O ingrediente em questão, proveniente do nosso fornecedor, está a ser removido da nossa cadeia de abastecimento em todo o país por tempo indeterminado e será substituído em até 24 horas nalguns estados&#8221;, declarou a cadeia de restaurantes &#8216;fast-food&#8217;.</P><br />
<P>Se não for tratada, a ciclosporíase pode durar mais de um mês e causar desidratação, embora raramente seja fatal.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791064]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Grupo armado ocupa sede de distrito afegão em ato inédito após regresso talibã</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/grupo-armado-ocupa-sede-de-distrito-afegao-em-ato-inedito-apos-regresso-taliba/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 23:43:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Um grupo armado ocupou a sede do distrito de Yaftal, no nordeste do Afeganistão, por várias horas, num ato inédito desde o regresso das autoridades talibãs ao poder em Cabul, consumado em agosto de 2021.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Um grupo armado ocupou a sede do distrito de Yaftal, no nordeste do Afeganistão, por várias horas, num ato inédito desde o regresso das autoridades talibãs ao poder em Cabul, consumado em agosto de 2021.</P><br />
<P>&#8220;Na noite de sexta-feira, vários indivíduos irresponsáveis e mal-intencionados atacaram a sede do distrito de Yaftal, na província de Badakhshan, enquanto autoridades distritais de alto escalão estavam de folga&#8221;, relatou Ehsanullah Kamgar, porta-voz do Comando da Polícia da Província de Badakhshan.</P><br />
<P>Kamgar acrescentou que a reação das forças de segurança obrigou os membros do grupo armado a recuar, com vários a serem presos e outros a conseguirem escapar.</P><br />
<P>O responsável esclareceu ainda que as operações de busca estão em curso para capturar os fugitivos.</P><br />
<P>Segundo o porta-voz da polícia, a milícia denomina-se &#8220;Sepahiyan-e Mihan&#8221; &#8211; Soldados da Pátria, em português &#8212; e assumiu, em comunicado, a responsabilidade pela invasão da sede de distrito, alegando ter controlado o edifício por várias horas e apreendido equipamentos militares.</P><br />
<P>O incidente marca o primeiro caso de um grupo armado a tomar temporariamente a sede de um distrito afegão desde que os talibãs voltaram a controlar o Afeganistão, após terem estado pela primeira vez no poder entre 1996 e 2001.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791063]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Tribunal dos EUA confirma exigência de escolta para jornalistas que cobrem Pentágono</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 23:40:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Tribunal de Recurso para o circuito do Distrito de Colúmbia confirmou a decisão do Governo norte-americano que impõe escolta para todos os jornalistas que cubram o Departamento de Defesa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Tribunal de Recurso para o circuito do Distrito de Colúmbia confirmou a decisão do Governo norte-americano que impõe escolta para todos os jornalistas que cubram o Departamento de Defesa.</P><br />
<P>Com dois votos favoráveis e um contra, o órgão rejeitou na sexta-feira a contestação apresentada pelo The New York Times e pelo jornalista Julian Barnes, por considerar que foram incapazes de demonstrar que &#8220;a medida tem um impacto particularmente adverso sobre eles ou sobre a sua capacidade jornalística, que se mostre diferente do efeito sobre outros jornalistas sujeitos à regra&#8221;.</P><br />
<P>No seu voto contrário aos outros dois magistrados, o juiz Bradley Garcia defendeu que &#8220;uma medida governamental de represália não deveria ficar isenta de responsabilidades, simplesmente porque se aplica de maneira ampla e uniforme&#8221;.</P><br />
<P>O jornal nova-iorquino agradeceu ao tribunal a rápida decisão e confirmou a intenção de continuar a litigar &#8220;o cerne desta questão&#8221;, num comunicado citado pela estação televisiva CBS.</P><br />
<P>O porta-voz do Departamento de Defesa, Sean Parnell, vincou que a decisão é &#8220;uma medida de segurança de bom senso, concebida para proteger informações classificadas de defesa nacional&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Os repórteres não têm o direito, garantido pela Primeira Emenda [da Constituição norte-americana], de circular livremente pelos corredores do Pentágono&#8221;, afirmou numa publicação nas redes sociais.</P><br />
<P>Desde a implementação da medida, há algumas semanas, o Departamento da Defesa assistiu &#8220;a uma redução significativa das divulgações não autorizadas que antes ocorriam com uma frequência alarmante e que punham em risco várias vidas norte-americanas, membros do Pentágono e aliados&#8221;, acrescentou.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791062]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Irão: Teerão afirma que dois petroleiros atingiram minas no estreito de Ormuz</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 23:35:59 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Guarda Revolucionária do Irão afirmou hoje que dois petroleiros explodiram e incendiaram-se enquanto atravessavam um campo minado a sul do estreito de Ormuz, e que foram enganados pelos serviços de informações norte-americanos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Guarda Revolucionária do Irão afirmou hoje que dois petroleiros explodiram e incendiaram-se enquanto atravessavam um campo minado a sul do estreito de Ormuz, e que foram enganados pelos serviços de informações norte-americanos.</P><br />
<P>O comunicado citado pela agência de notícias oficial IRNA não especificou a nacionalidade das embarcações nem se houve vítimas.</P><br />
<P>Após as forças norte-americanas terem anunciado mais uma série de ataques aéreos contra o país, pela sétima noite consecutiva, cinco explosões foram ouvidas na madrugada de hoje na cidade de Yazd, no centro do Irão, também segundo a IRNA.</P><br />
<P>A agência de notícias Mehr noticiou explosões em várias províncias do sul do Irão.</P><br />
<P>Com o início do sétimo dia consecutivo de ataques norte-americanos, o Irão ameaçou lançar uma &#8220;ofensiva em grande escala&#8221;.</P><br />
<P>Teerão entrará &#8220;numa fase de ofensiva total&#8221; se os ataques norte-americanos se prolongarem por mais de &#8220;dois ou três dias&#8221;, ameaçou Mohsen Rezaei, conselheiro militar do líder supremo do Irão, segundo a emissora estatal.</P><br />
<P>&#8220;O Irão já não se contentará em simplesmente retaliar, e nenhuma fronteira estará segura&#8221;, vincou.</P><br />
<P>Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), estes ataques norte-americanos &#8220;visam enfraquecer ainda mais as capacidades militares iranianas&#8221; e foram lançados sob ordens do Presidente Donald Trump.</P><br />
<P>No dia anterior, os militares norte-americanos alegaram ter atacado &#8220;dezenas de alvos militares iranianos, incluindo locais de vigilância costeira e de defesa aérea, infraestruturas logísticas militares e instalações navais&#8221;. </P><br />
<P>Os ataques provocaram a morte a oito pessoas, segundo a IRNA.</P><br />
<P>As autoridades iranianas, por sua vez, reportaram danos na rede elétrica no sul do país, bem como bombardeamentos a pontes, um porto, um aeroporto, infraestruturas de telecomunicações e uma estação ferroviária.</P><br />
<P>Trump tinha ameaçado atacar as pontes e centrais elétricas do Irão caso os seus líderes não regressassem à mesa das negociações. </P><br />
<P>O Irão tem atacado países aliados dos norte-americanos no Médio Oriente e no Kuwait, e nas últimas horas uma central elétrica e uma estação de dessalinização de água foram atingidas por um ataque iraniano, segundo o emirado, que apelou ainda aos utilizadores para &#8220;racionalizarem o seu consumo de eletricidade nesta fase excecional&#8221;, num país onde as temperaturas estão a atingir os 48°C.</P><br />
<P>As forças armadas do Kuwait, Jordânia, Bahrein e Qatar, todos aliados próximos dos Estados Unidos, anunciaram também que sofreram ataques aéreos na madrugada de sexta-feira.</P><br />
<P>No Qatar, que está a mediar o conflito, a Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter atacado a base norte-americana em Al-Udeid, alegando ter destruído sistemas de radar e aeronaves militares no local para &#8220;punir o agressor&#8221;.</P><br />
<P>Desencadeado em 28 de fevereiro por ataques aéreos israelitas e norte-americanos, o conflito já fez milhares de mortos, principalmente no Irão e no Líbano, e continua a desestabilizar a economia global.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791061]]></sapo:autor>
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		<title>Zelensky promete divulgar ficheiros sobre massacre de polacos na Volínia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 23:12:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, prometeu divulgar ficheiros relacionados com o massacre de dezenas de milhares de polacos pelos nacionalistas ucranianos durante a Segunda Guerra Mundial na região da Volínia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, prometeu divulgar ficheiros relacionados com o massacre de dezenas de milhares de polacos pelos nacionalistas ucranianos durante a Segunda Guerra Mundial na região da Volínia.</P><br />
<P>&#8220;As prioridades são claras: todos na Europa precisam de boas relações de vizinhança, igualitárias e mutuamente benéficas, baseadas no respeito&#8221;, destacou o chefe de Estado ucraniano numa mensagem nas redes sociais na sexta-feira após uma reunião sobre a política de Kiev em relação à Polónia.</P><br />
<P>Zelensky, que realçou que &#8220;a Polónia apoiou de forma visível a Ucrânia após o início da invasão russa em grande escala&#8221;, garantiu que Kiev chegou a acordo com Varsóvia sobre várias questões, incluindo a Volínia.</P><br />
<P>&#8220;Todos os ficheiros do Serviço de Segurança da Ucrânia e do Serviço de Informações Estrangeiras da Ucrânia referentes aos trágicos acontecimentos do século XX na Volínia serão libertados&#8221;, garantiu Zelensky, acrescentando que o acordo inclui também a concessão de &#8220;um número substancial de autorizações adicionais para trabalhos de busca e exumação&#8221; de vítimas.</P><br />
<P>O Presidente ucraniano afirmou ainda que as partes discutiram &#8220;possíveis formatos para expandir o diálogo entre as sociedades ucraniana e polaca&#8221;. </P><br />
<P>A iniciativa ocorre após tensões diplomáticas entre os dois lados nas últimas semanas. </P><br />
<P>O atrito começou quando Zelensky atribuiu ao Centro de Operações Especiais do Norte das forças especiais do Exército uma designação que Polónia relaciona com as unidades responsáveis pelos massacres de Volínia.</P><br />
<P>Em resposta, o Presidente polaco Karol Nawrocki anunciou a revogação da Ordem da Águia Branca, a mais alta condecoração da Polónia, que tinha sido atribuída a Zelensky pelo então Presidente Andrzej Duda.</P><br />
<P>Com este anúncio, Zelensky tenta apaziguar os ânimos depois de o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, ter apelado implicitamente a Kiev para que aceitasse a verdade sobre o sucedido.</P><br />
<P>&#8220;A verdade consiste em identificar e nomear os perpetradores. É a condenação inequívoca deste crime. A verdade é a memória de cada vítima e o local da sua execução. Os assassinados não podem permanecer anónimos&#8221;, realçou o primeiro-ministro polaco.</P><br />
<P>O Exército Insurgente Ucraniano (UPA) e outros grupos armados nacionalistas executaram uma campanha de limpeza étnica e massacres em 1943 e 1944 na região da Volínia e da Galícia, então sob ocupação nazi, resultando na morte de até 100.000 civis polacos.</P><br />
<P>Em 13 de julho, o Instituto Ucraniano da Memória Nacional anunciou uma nova fase de investigação nas antigas aldeias de Ostrivki e Volya Ostrovetska, no distrito de Kovel, região da Volínia, com o objetivo de exumar e voltar a enterrar os restos mortais dos habitantes locais que morreram em 1943.</P></p>
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		<title>Brasil cria na Argentina reserva estratégica de antígenos contra febre aftosa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 23:06:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Brasília 18 jul 2026 (Lusa) -- O Governo brasileiro inaugurou na Argentina o seu primeiro banco de antígenos para respostas emergenciais à febre aftosa, uma reserva estratégica para reforçar a capacidade de resposta a surtos da doença animal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Brasília 18 jul 2026 (Lusa) &#8212; O Governo brasileiro inaugurou na Argentina o seu primeiro banco de antígenos para respostas emergenciais à febre aftosa, uma reserva estratégica para reforçar a capacidade de resposta a surtos da doença animal.</P><br />
<P>Ao contrário das vacinas prontas, que possuem prazo de validade limitado, &#8220;os antígenos podem permanecer armazenados por longos períodos e ser utilizados para iniciar rapidamente a produção de vacinas, caso haja necessidade&#8221;, informou na sexta-feira o Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa) brasileiro.</P><br />
<P>O Banco Nacional de Antígenos para Resposta Emergencial à Febre Aftosa foi desenvolvido em parceria entre o Governo brasileiro, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a empresa Biogénesis Bagó.</P><br />
<P>Durante a cerimónia de entrega, realizada em Garín, na Argentina, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, avaliou que o banco contribui para manter o estatuto do Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação.</P><br />
<P>&#8220;O Brasil passa a ter uma capacidade de responder de forma célere e eficiente a qualquer eventual emergência sanitária. Esperamos não precisar utilizá-la, mas agora estamos preparados para agir quando necessário&#8221;, avaliou.</P><br />
<P>O Banco Nacional de Antígenos integra o plano de contingência do Governo brasileiro, após o Brasil ser reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal, em 2025, como território livre de febre aftosa sem vacinação.</P><br />
<P>&#8220;Ninguém se torna o maior exportador de proteína animal do mundo sem ser muito rigoroso&#8221;, realçou André de Paula sobre o compromisso do Brasil com as exigências sanitárias do mercado externo. </P></p>
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