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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>PJ deteta indícios de abuso de poder no caso do atrelado ligado a Luís Neves</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 13:36:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Polícia Judiciária (PJ) detetou indícios da eventual prática dos crimes de abuso de poder e descaminho na sequência das averiguações realizadas à deslocação de um atrelado apreendido numa investigação por tráfico de droga, que acabou à guarda de um empreiteiro amigo de Luís Neves.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Polícia Judiciária (PJ) detetou indícios da eventual prática dos crimes de abuso de poder e descaminho na sequência das averiguações realizadas à deslocação de um atrelado apreendido numa investigação por tráfico de droga, que acabou à guarda de um empreiteiro amigo de Luís Neves, atual ministro da Administração Interna e antigo diretor nacional da PJ. Os elementos recolhidos foram comunicados ao procurador-geral da República, Amadeu Guerra, que determinou a abertura imediata de um inquérito. Por envolver um ministro em funções, o processo terá de ser conduzido por um procurador-geral adjunto do Tribunal da Relação de Lisboa.</p>
<p>Segundo noticia o <a href="https://expresso.pt/sociedade/2026-07-21-caso-luis-neves-pj-encontrou-indicios-de-abuso-de-poder-e-descaminho-no-caso-do-atrelado-que-estava-a-guarda-de-empreiteiro-f62e0b11" target="_blank" rel="noopener">Expresso</a>, as diligências preliminares realizadas pela PJ afastaram, para já, a hipótese de o empreiteiro João Carvalho ter furtado o atrelado, conhecido como &#8220;galera&#8221;. O veículo encontrava-se armazenado num terreno da Autoridade Marítima utilizado pela PJ para guardar embarcações e outro material apreendido e continha milhares de litros de acetona, substância alegadamente destinada ao fabrico de droga. A Marinha terá solicitado a remoção do atrelado, mas a atual direção da PJ, liderada por Carlos Cabreiro, afirma que apenas teve conhecimento da deslocação no dia 14 de julho, tendo instaurado de imediato um inquérito para apurar as circunstâncias da movimentação, por considerar que poderiam estar em causa ilícitos criminais.</p>
<p>Luís Neves, citado anteriormente pelo Diário de Notícias, sustenta que todo o processo estava devidamente documentado e era do conhecimento da polícia. No entanto, a investigação preliminar da PJ concluiu existir fundamento para admitir a eventual prática dos crimes de abuso de poder e descaminho, cabendo agora ao Ministério Público confirmar ou afastar essas suspeitas. De acordo com as informações disponíveis, o ministro ainda não foi ouvido no âmbito do processo e, contactado através do seu gabinete, respondeu apenas que, &#8220;neste momento&#8221;, não tem comentários a fazer.</p>
<p>A investigação decorre também sobre os procedimentos adotados na guarda de bens apreendidos pela Polícia Judiciária. Regra geral, estes ficam armazenados em terrenos do Estabelecimento Prisional de Tires ou, quando necessário, em instalações alugadas, marinas ou espaços disponibilizados pela Marinha devido à falta de capacidade. Segundo uma fonte judicial, não é prática habitual nem considerada normal que bens apreendidos pela PJ sejam confiados à guarda de particulares, circunstância que está igualmente a ser analisada no âmbito do inquérito agora aberto pelo Ministério Público.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791940]]></sapo:autor>
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		<title>Beneficiários de prestações de desemprego no valor mais baixo desde agosto de 2023</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 13:13:47 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[O número de beneficiários de prestações de desemprego recuou 6,8% em junho, face ao período homólogo, totalizando os 168.713, o valor mais baixo desde agosto de 2023, segundo dados divulgados pelo GEP.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O número de beneficiários de prestações de desemprego recuou 6,8% em junho, face ao período homólogo, totalizando os 168.713, o valor mais baixo desde agosto de 2023, segundo dados divulgados pelo GEP. </P><br />
<P>Face ao período homólogo registou-se um decréscimo de 12.289 beneficiários, o que representa uma queda de 6,8%. </P><br />
<P>Já em comparação com o mês anterior, houve uma descida de 8.832 beneficiários face maio, o equivalente a um recuo de 5%, de acordo com a síntese do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.</P><br />
<P>No que toca ao subsídio de desemprego registou-se em junho uma queda homóloga de 5,9% do número de beneficiários (menos 8.642), totalizando os 137.196. Já na comparação em cadeia, houve um recuo de 4,8% (menos 6.958 beneficiários).</P><br />
<P>&#8220;O valor médio mensal do subsídio de desemprego em junho foi de 762,13 euros, representando uma variação anual positiva de 8,1%&#8221;, nota o GEP.</P><br />
<P>Por sua vez, o número de beneficiários do subsídio social de desemprego inicial diminuiu 22,6% comparativamente com o mesmo mês do ano anterior (menos 1.359 subsídios processados) e caiu 16,1% face a maio (um decréscimo de 895 beneficiários), totalizando os 4.648.</P><br />
<P>O subsídio social de desemprego subsequente abrangeu 19.196 beneficiários em junho, o que corresponde a uma queda homóloga de 7,5% (menos 1.562 beneficiários) e a um recuo de 3,4% em termos mensais (menos 678 beneficiários).</P><br />
<P>As prestações de desemprego continuam a ser maioritariamente pedidas por mulheres, correspondendo a 98.684 beneficiárias e a 70.029 beneficiários (41,5%).</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791924]]></sapo:autor>
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		<title>Braga e Guimarães avançam com criação da Área Metropolitana do Minho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 13:12:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Os presidentes das câmaras de Braga e Guimarães, João Rodrigues e Ricardo Araújo, respetivamente, ambos do PSD, selaram hoje o início do processo de criação da Área Metropolitana do Minho (AMM).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os presidentes das câmaras de Braga e Guimarães, João Rodrigues e Ricardo Araújo, respetivamente, ambos do PSD, selaram hoje o início do processo de criação da Área Metropolitana do Minho (AMM). </P><br />
<P>O início do processo foi anunciado no final de um encontro que os dois autarcas mantiveram numa unidade hoteleira situada nos limites dos dois concelhos.</P><br />
<P>&#8220;Foi assumido por ambas as câmaras municipais e pelos seus presidentes que se inicia aqui, hoje, o espoletar da criação de uma Área Metropolitana de Minho&#8221;, afirmou João Rodrigues, em declarações aos jornalistas.</P><br />
<P>Acrescentou que o processo que &#8220;não está apenas centralizado&#8221; naquelas duas câmaras, mas sublinhou que Braga e Guimarães, por terem os dois maiores polos urbanos da região, têm a &#8220;obrigação&#8221; de avançar.</P><br />
<P>&#8220;Não podemos permanecer nesta ideia, que se vem consolidando ao longo dos últimos anos, de estarmos a prometer, prometer, prometer. Prometer estudar, prometer pensar&#8221;, apontou.</P><br />
<P>Para o autarca de Braga, a criação da área metropolitana &#8220;é um assunto claramente assumido pelas diversas forças políticas&#8221; e &#8220;as próprias comunidades claramente partilham e percebem que este é o caminho a seguir&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Há uma série de áreas onde essa vida metropolitana já se sente e é importante que, para que essa vida metropolitana traga ainda mais qualidade de vida aos cidadãos e traga melhoria à vida das diversas comunidades, que tenhamos os instrumentos necessários para podermos promover melhores políticas, para podermos fazer desta uma região melhor do que aquilo que já é&#8221;, disse ainda João Rodrigues.</P><br />
<P>Acrescentou que este passo só foi possível porque hoje Braga e Guimarães têm presidentes de câmara &#8220;que se dão bem, que falam um com o outro e que fazem questão de intensificar este diálogo daqui para a frente&#8221;.</P><br />
<P>Já o autarca de Guimarães afirmou que o dia de hoje &#8220;faz história&#8221;, já que foi dado &#8220;um passo&#8221; concreto no sentido da criação da Área Metropolitana do Minho.</P><br />
<P>&#8220;Temos conversado muito sobre isto, com outros concelhos, com outros municípios, há vários estudos a serem desenvolvidos, a serem concretizados, mas creio que há hoje uma sensação na região da vantagem que traz a criação de uma nova estrutura que permita a coordenação, o planeamento e a operacionalização de políticas conjuntas&#8221;, disse Ricardo Araújo.</P><br />
<P>Sublinhou que a região precisa de &#8220;ter uma voz firme, com capacidade de ser escutada em Lisboa&#8221; e de &#8220;uma estrutura que implemente depois políticas, que seja capaz de obter financiamentos, que seja capaz de se pôr em consonância e poder implementar políticas também conjuntamente&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;E é isso que nós hoje estamos aqui a fazer e a dizer claramente&#8221;, frisou.</P><br />
<P>Segundo Ricardo Araújo, já têm sido estabelecidos contactos com os concelhos que integram as comunidades intermunicipais do Cávado e Ave, que deram para perceber que a criação da área metropolitana &#8220;é algo comummente aceite&#8221; pelas diversas forças políticas representadas na região e por quem exerce, de facto, responsabilidades executivas nos diversos municípios&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Sendo certo que só vem quem quer&#8221;, acrescentou, frisando que não haverá exclusão de ninguém.</P><br />
<P>Adiantou que, &#8220;no presente ou no futuro&#8221;, o processo poderá vir a ser alargado a outros municípios, incluindo também Viana do Castelo.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791928]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Exames: PCP e BE exigem fim das taxas aplicadas aos pedidos de reapreciação de provas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 13:11:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[Deputado do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, considerou que a isenção da taxa de 25 euros para a reavaliação da prova "tem consenso nacional, à exceção do Ministério da Educação"]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>PCP e BE exigiram hoje ao Governo o fim imediato da taxa de 25 euros aplicada a quem pede a reapreciação de provas no âmbito do atual processo de exames, invocando que se avoluma a desconfiança.</p>
<p>Perante os jornalistas, o deputado do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, considerou que a isenção da taxa de 25 euros para a reavaliação da prova &#8220;tem consenso nacional, à exceção do Ministério da Educação&#8221;.</p>
<p>&#8220;Deixamos um apelo direto ao primeiro-ministro [Luís Montenegro] e ao ministro da Educação [Fernando Alexandre] que descolou da realidade: É a altura do primeiro-ministro tomar conta das operações do Ministério da Educação e avançar imediatamente com a isenção desta taxa&#8221;, afirmou Fabian Figueiredo.</p>
<p>Fabian Figueiredo recomendou ao ministro da Educação para abandonar a tese de que será devolvida a taxa aos alunos ou à família no caso de a nota subir, porque &#8220;não é disso que se trata&#8221;.</p>
<p>&#8220;Onde antes havia confiança, agora há desconfiança. Milhares de estudantes vão pedir a reavaliação a mais do que um exame &#8212; e isto significa gastar mais do que 25, 50, 75 euros e, em alguns casos, mesmo, 100 euros. Isto não pode acontecer. Não podem ser as famílias as prejudicadas por um erro que é da inteira responsabilidade do Ministério da Educação&#8221;, alegou o deputado do Bloco de Esquerda.</p>
<p>Logo a seguir, no mesmo sentido, a presidente do grupo parlamentar do PCP, Paula Santos, afirmou que &#8220;é inacreditável, que perante tudo o que aconteceu e que conduz a uma falta de confiança face aos novos procedimentos impostos, sem qualquer fundamentação para a sua implementação, que o Governo não isente os pedidos de reapreciação da taxa de 25 euros&#8221;.</p>
<p>&#8220;Este montante constitui de facto um obstáculo para que muitos estudantes e suas famílias possam fazer o pedido de reapreciação de provas. Perante este processo de falta de fiabilidade, em que os próprios estudantes não têm a certeza se a nota que está na pauta corresponde efetivamente à avaliação daquilo que fizeram no exame, é justo que os estudantes possam pedir o pedido de reapreciação e que não sejam condicionados por um valor que possam não poder pagar&#8221;, insistiu Paula Santos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791931]]></sapo:autor>
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		<title>Quase 100 militares dos EUA ficaram feridos: Pentágono assume impacto dos ataques iranianos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 13:09:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Pentágono]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo o porta-voz do Departamento da Defesa, Sean Parnell, cerca de 96% dos militares afetados já regressaram ao serviço. A maioria sofreu concussões ligeiras e outros ferimentos considerados pouco graves]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quase 100 militares americanos ficaram feridos em ataques iranianos contra bases e instalações dos Estados Unidos no Médio Oriente desde o início da atual escalada militar entre os dois países. O balanço foi confirmado pelo Pentágono, citado pela &#8216;CBS News&#8217;.</p>
<p>Segundo o porta-voz do Departamento da Defesa, Sean Parnell, cerca de 96% dos militares afetados já regressaram ao serviço. A maioria sofreu concussões ligeiras e outros ferimentos considerados pouco graves.</p>
<p>&#8220;Estão determinados a regressar ao combate. A grande maioria das lesões sofridas foram concussões ligeiras&#8221;, afirmou.</p>
<p><strong>Dez noites consecutivas de ataques</strong></p>
<p>O novo balanço surge numa altura em que os confrontos entre Washington e Teerão entram na décima noite consecutiva de ataques.</p>
<p>Nas últimas semanas, as forças americanas têm bombardeado posições iranianas, alegando que pretendem impedir novos ataques contra navios mercantes que atravessam o Estreito de Ormuz.</p>
<p>O Irão respondeu com ataques contra posições militares dos Estados Unidos na Jordânia, no Kuwait, no Bahrein e noutros países aliados da região onde estão destacadas tropas americanas.</p>
<p><strong>Mortes na Jordânia e no Iraque agravaram tensão</strong></p>
<p>No último fim de semana, o Pentágono confirmou a morte de dois militares americanos num ataque contra uma base na Jordânia e revelou que foram encontrados restos mortais na zona onde desapareceu um terceiro soldado.</p>
<p>Pouco depois, outro militar morreu no Iraque durante uma operação destinada a destruir um engenho explosivo não detonado proveniente de um drone iraniano abatido.</p>
<p>Entretanto, a Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter provocado a morte de &#8220;dezenas&#8221; de militares americanos num único ataque realizado na Jordânia, uma alegação que não foi confirmada por Washington.</p>
<p><strong>Trump promete responder</strong></p>
<p>Perante o agravamento da situação, Donald Trump prometeu retaliar contra Teerão.</p>
<p>Numa publicação nas redes sociais, o Presidente norte-americano garantiu que &#8220;sempre que o Irão matar um soldado americano, pagará por essa morte muitas vezes&#8221;, deixando antever uma resposta militar ainda mais dura caso os ataques continuem.</p>
<p>A troca de ataques entre os dois países aumenta os receios de um alargamento do conflito no Médio Oriente, numa altura em que as principais rotas marítimas da região continuam sob forte pressão militar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791927]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Alemanha quer acabar com uma tradição de décadas para salvar a economia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 12:46:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[Friedrich Merz]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Governo liderado por Friedrich Merz quer flexibilizar as regras do chamado Sonntagsruhe ("descanso de domingo"), numa tentativa de impulsionar uma economia que permanece praticamente estagnada desde 2019]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há muito que o domingo é considerado um dia quase sagrado na Alemanha. Em grande parte do país, as lojas permanecem fechadas, as ruas comerciais ficam praticamente desertas e apenas algumas padarias ou supermercados podem abrir durante poucas horas. Mas essa tradição, protegida pela Constituição alemã, poderá estar prestes a mudar.</p>
<p>O Governo liderado por Friedrich Merz quer flexibilizar as regras do chamado Sonntagsruhe (&#8220;descanso de domingo&#8221;), numa tentativa de impulsionar uma economia que permanece praticamente estagnada desde 2019, escreve o &#8216;El Confidencial&#8217;.</p>
<p>Atualmente, padarias e bibliotecas só podem funcionar durante três horas aos domingos. A proposta do executivo passa por alargar esse limite para oito horas no caso das padarias e para seis horas nas bibliotecas, com entrada em vigor prevista para 1 de janeiro de 2027.</p>
<p><strong>Uma tradição inscrita na Constituição</strong></p>
<p>O descanso ao domingo não é apenas um hábito cultural. Está protegido pelo artigo 140.º da Constituição alemã, que define os domingos e feriados como dias de &#8220;descanso do trabalho e de reflexão espiritual&#8221;.</p>
<p>Na prática, a legislação limita fortemente a atividade comercial. Cafés, restaurantes e postos de combustível podem funcionar, mas os supermercados apenas podem vender produtos considerados essenciais.</p>
<p>A lei dá origem a situações pouco comuns noutros países. Em Berlim, por exemplo, um supermercado biológico instala barreiras todos os domingos para impedir os clientes de acederem às secções onde estão produtos cuja venda é proibida nesse dia, encaminhando-os apenas para a padaria e para os frigoríficos de bebidas.</p>
<p><strong>Economia em dificuldades leva Governo a desafiar um tabu</strong></p>
<p>A flexibilização das regras surge numa altura em que a maior economia europeia enfrenta dificuldades persistentes.</p>
<p>Além da quebra de competitividade da indústria automóvel perante a concorrência chinesa e das consequências das tarifas impostas pelos Estados Unidos, o Governo considera que a produtividade continua demasiado baixa para permitir uma recuperação sustentada.</p>
<p>Para o executivo, aumentar a atividade económica ao domingo poderá ajudar a dinamizar o consumo e criar novas oportunidades de negócio.</p>
<p><strong>Retalho quer ir mais longe</strong></p>
<p>As associações do setor defendem que a proposta é apenas um primeiro passo.</p>
<p>A Federação Alemã do Retalho estima que a abertura ao domingo possa representar até mil milhões de euros em vendas adicionais, embora alguns economistas questionem esse cálculo, lembrando que parte dessas compras poderá apenas ser transferida dos restantes dias da semana ou do comércio online.</p>
<p>Nils Busch-Petersen, diretor da Associação de Retalhistas de Berlim-Brandemburgo, considera que a legislação atual já não faz sentido.</p>
<p>&#8220;Na Alemanha, vender uma camisa ao domingo ainda é crime. Isso está completamente ultrapassado na era digital&#8221;, afirmou.</p>
<p>Também René Glaser, presidente da associação empresarial da Saxónia, defende uma revisão profunda da lei, argumentando que os atuais critérios para autorizar aberturas ao domingo são demasiado complexos e difíceis de aplicar.</p>
<p><strong>Nem todos querem mudar</strong></p>
<p>A proposta tem encontrado forte oposição de sindicatos, organizações religiosas e de vários responsáveis políticos.</p>
<p>Na Baviera, um dos estados mais conservadores do país, o ministro-presidente Markus Söder já garantiu que o descanso ao domingo continuará intocável.</p>
<p>&#8220;Nada mudará em relação ao descanso ao domingo no meu estado&#8221;, assegurou.</p>
<p><strong>Mais uma tentativa para tirar a Alemanha da estagnação</strong></p>
<p>A flexibilização do comércio ao domingo faz parte de um pacote mais amplo de reformas apresentado pelo Governo de Friedrich Merz para tentar relançar a economia.</p>
<p>Entre as medidas estão também o fim das baixas médicas emitidas por telefone e a obrigatoriedade de apresentar um atestado médico logo no primeiro dia de doença.</p>
<p>Segundo Enzo Weber, responsável pela investigação do Instituto de Investigação do Emprego de Nuremberga, a Alemanha atravessa uma crise estrutural.</p>
<p>&#8220;Estamos no quinto ano de estagnação. A reestruturação económica avança lentamente, o mercado de trabalho praticamente não evolui, o investimento continua fraco e, apesar do aumento do desemprego, faltam trabalhadores qualificados&#8221;, resumiu ao &#8216;El Confidencial&#8217;.</p>
<p>A discussão sobre o futuro do Sonntagsruhe tornou-se, assim, muito mais do que um debate sobre horários comerciais. Para muitos alemães, representa um choque entre uma tradição com quase um século e a necessidade de encontrar novas soluções para recuperar o estatuto de maior motor económico da Europa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791916]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: Kuwait acusa Teerão de atacar centrais elétricas e de dessalinização</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 12:37:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Kuwait acusou hoje o Irão de atacar centrais elétricas e instalações de dessalinização de água, provocando incêndios, e referiu que este tipo de ofensiva a infraestruturas no país já se repete há vários dias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Kuwait acusou hoje o Irão de atacar centrais elétricas e instalações de dessalinização de água, provocando incêndios, e referiu que este tipo de ofensiva a infraestruturas no país já se repete há vários dias.</P><br />
<P>&#8220;Devido à contínua e hedionda agressão perpetrada pelo Irão contra o Estado do Kuwait, várias centrais elétricas e estações de dessalinização de água foram visadas pelo quarto dia consecutivo, provocando incêndios em várias instalações&#8221;, afirmou o Ministério da Eletricidade, Água e Energias Renováveis em comunicado divulgado nas redes sociais.</P><br />
<P>Com o reatamento das hostilidades entre Washington e Teerão, em 07 de julho, os bombardeamentos atingiram uma intensidade sem precedentes, quebrando o cessar-fogo acordado em abril entre as duas partes, bem como o memorando de entendimento assinado a 17 de junho.</P><br />
<P>O Kuwait e o Bahrein, que acolhem instalações militares norte-americanas, têm sido os principais alvos destes ataques.</P><br />
<P>O Bahrein acusou o Irão de visar civis, enquanto o Kuwait denunciou ataques iranianos contra infraestruturas de abastecimento de água e eletricidade, bem como contra instalações petrolíferas. </P><br />
<P>A Guarda Revolucionária do Irão confirmou, através da agência de notícias oficial IRNA, ter atacado instalações militares norte-americanas no Bahrein e no Kuwait.</P><br />
<P>O exército ideológico iraniano disse que foram visados sistemas de defesa antimíssil, radares e sistemas de receção de satélite no Kuwait e &#8220;três importantes bases norte-americanas&#8221; neste país.</P><br />
<P>&#8220;O inimigo deve preparar-se para ondas ainda mais decisivas e poderosas de ataques com drones e mísseis&#8221;, avisou.</P><br />
<P>A operação foi justificada com a necessidade de &#8220;castigar os militares norte-americanos que matam crianças por perturbarem a segurança do estreito de Ormuz e violam partes&#8221; do Irão, tendo a Guarda Revolucionária referido que o objetivo foi criar uma &#8220;noite negra&#8221; nos sistemas de radar e de defesa dos EUA na região.</P><br />
<P>A segurança regional &#8220;foi perturbada devido às atrocidades cometidas pelas forças terroristas dos EUA, e as forças armadas da República Islâmica estão a tentar restaurar a segurança e a tranquilidade na região na luta contra os Estados Unidos&#8221;, declarou.</P></p>
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		<title>Lucro do grupo automóvel General Motors cai 16% no 1.º semestre para 3.441 M€</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 12:37:35 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[A (GM) registou um lucro de 3.932 milhões de dólares (cerca de 3.441 milhões de euros) no primeiro semestre, uma redução de 16% face ao mesmo período de 2025, divulgou hoje o grupo automóvel.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A (GM) registou um lucro de 3.932 milhões de dólares (cerca de 3.441 milhões de euros) no primeiro semestre, uma redução de 16% face ao mesmo período de 2025, divulgou hoje o grupo automóvel.</P><br />
<P>Em comunicado, o fabricante automóvel norte-americano revelou que até junho registou receitas de 91.650 milhões de dólares (cerca de 80.211 milhões de euros), o que representa um aumento homólogo de 0,6%.</P><br />
<P>Os resultados foram afetados pelo investimento de 2.300 milhões de dólares (cerca de 2.012 milhões de euros) na estratégia de reestruturação do negócio de veículos elétricos.</P><br />
<P>A empresa espera que o lucro líquido atribuído aos acionistas se situe entre 8.400 milhões e 9.800 milhões, face às previsões anteriores que apontavam para 9.900-11.400 milhões.</P><br />
<P>No total, as vendas atingiram, nos primeiros seis meses do ano, 1,8 milhões de veículos, em linha com os dados do ano passado.</P><br />
<P>No segundo trimestre, as vendas totalizaram 990.000, contra os 974.000 do ano anterior.</P></p>
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		<title>Anacom aplica coima de 160 mil euros à Vodafone por alterar condições de contratos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 12:36:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) aplicou uma coima de 160 mil euros à Vodafone por alterar unilateralmente as condições contratuais de 448.236 clientes, sem ter comunicado as alterações.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) aplicou uma coima de 160 mil euros à Vodafone por alterar unilateralmente as condições contratuais de 448.236 clientes, sem ter comunicado as alterações. </P><br />
<P>&#8220;A Anacom decidiu aplicar à Vodafone uma coima no valor de 160 mil euros por esta ter procedido à alteração unilateral, de forma idêntica e padronizada em relação a todos eles, das condições contratuais que cerca de 449.236 assinantes dispunham&#8221;, lê-se no comunicado do regulador.</P><br />
<P>A entidade afirma ainda que a operadora de telecomunicações não comunicou &#8220;por escrito, por forma adequada e com uma antecedência mínima de 30 dias, a proposta de alteração e o seu direito de rescindir o contrato sem qualquer encargo caso não concordassem com a mencionada alteração&#8221;.</P><br />
<P> &#8220;Direito que lhes assistia, conforme prescreve o n.º 16 do artigo 48.º da LCE então em vigor&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>De acordo com as normas em vigor, as empresas devem notificar qualquer alteração das condições contratuais aos utilizadores finais, de forma clara, compreensível e em suporte duradouro, com pelo menos um mês de antecedência, devendo informá-los, na mesma comunicação e sempre que aplicável, do seu direito de resolver o contrato sem encargos, caso não aceitem as novas condições.</P><br />
<P>De acordo com o comunicado, &#8220;constitui contraordenação a adoção pelas empresas que oferecem redes e serviços de comunicações eletrónicas acessíveis ao público de comportamentos habituais ou padronizados, bem como a emissão de orientações, recomendações ou instruções aos trabalhadores, agentes ou parceiros de negócios, cuja aplicação seja suscetível de conduzir à violação de regras legais ou de determinações da Anacom&#8221;.</P><br />
<P>A Vodafone já apresentou recurso de impugnação judicial contra a decisão da ANACOM para o Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791907]]></sapo:autor>
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		<title>MP arquiva processo sobre montaria na Azambuja em que morreram centenas de animais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 12:35:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Ministério Público (MP) arquivou o inquérito-crime a uma montaria na Herdade da Torre Bela, no concelho de Azambuja, distrito de Lisboa, onde foram abatidos cerca de 500 animais, em 2020.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério Público (MP) arquivou o inquérito-crime a uma montaria na Herdade da Torre Bela, no concelho de Azambuja, distrito de Lisboa, onde foram abatidos cerca de 500 animais, em 2020.</p>
<p>Questionado pela agência Lusa, o MP confirmou hoje que o inquérito, cujo processo correu no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Loures, conheceu despacho de arquivamento, embora não tenha adiantado a data da decisão.</p>
<p>Em dezembro de 2020 ocorreu na Herdade da Torre Bela uma montaria em que participaram caçadores espanhóis, na qual foram abatidos, segundo notícias da altura, cerca de 540 animais, entre os quais veados e javalis, e que provocou muita polémica.</p>
<p>A edição de hoje do jornal Público dá conta de que, ao fim de cinco anos de investigação, o MP ilibou os suspeitos do massacre na herdade, lembrando que houve animais que &#8220;escaparam aos caçadores&#8221;.</p>
<p>&#8220;O caso que indignou o país só não acaba em total impunidade porque o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) aplicou no ano passado à proprietária da herdade uma multa de três mil euros, sendo certo que, pelas contas deste organismo, a caçada lhe rendeu 13 mil&#8221;, escreve o Público.</p>
<p>Segundo o diário, um dos principais argumentos do procurador que investigou o caso entre 2020 e 2025 para concluir que não foi cometido qualquer crime contra a natureza durante a caçada &#8211; feita por espanhóis vindos de propósito a Portugal para o efeito e na qual participaram também alguns portugueses &#8211; &#8220;relaciona-se com o número e tipo de animais abatidos&#8221;.</p>
<p>&#8220;Por um lado não eram espécies protegidas; por outro &#8216;não foram eliminados exemplares em número significativo&#8217;, à luz deste conceito legal indeterminado, que não aponta para qualquer percentagem: pelas contas do magistrado, terão sido abatidos 416 bichos (muito embora as notícias da altura refiram 540), tendo sobrevivido 100 a 120 animais, ou seja, 25% do contingente inicial&#8221;, lê-se na notícia.</p>
<p>De acordo com o Público, o MP não conseguiu que as autoridades espanholas interrogassem &#8220;um dos principais responsáveis pelo sucedido, o advogado espanhol Mariano Morales, dono da empresa Monteros de la Cabra, que já tinha sido anteriormente multado pela GNR por não cumprir as regras noutras caçadas que realizou no Alentejo&#8221;.</p>
<p>O caso foi denunciado pelo jornal &#8216;online&#8217; O Fundamental, que divulgou o abate no dia 20 de dezembro de 2020, adiantando que o mesmo foi &#8220;publicitado&#8221; nas redes sociais &#8220;por alguns dos 16 caçadores que terão participado&#8221; na iniciativa.</p>
<p>Em 24 de dezembro de 2020, a Herdade da Torre Bela descartou à agência Lusa qualquer responsabilidade no sucedido, repudiando a forma &#8220;ilegítima&#8221; como decorreu uma montaria na sua propriedade. Quatro dias depois, apresentou uma queixa contra a empresa Monteros de La Cabra e Mariano Morales, e contra desconhecidos, junto do Ministério Público.</p>
<p>Também o então ministro do Ambiente, Matos Fernandes, repudiou o abate dos animais, admitindo uma revisão da Lei da Caça, designadamente no que diz respeito às montarias.</p>
<p>O Instituto da Conservação da Natureza já tinha aberto um processo para averiguar &#8220;os factos ocorridos e eventuais ilícitos&#8221; relacionados com o abate dos animais e suspendeu a licença da Zona de Caça da Torre Bela.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791908]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Trump prepara novas tarifas: Portugal pode estar entre os afetados pela ofensiva comercial dos EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 12:33:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[Tarifa global temporária de 10% aplicada às importações para os Estados Unidos expira na próxima sexta-feira. Para a substituir, Washington está a estudar um novo pacote de taxas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal poderá voltar a sentir os efeitos da guerra comercial de Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos prepara uma nova vaga de tarifas sobre cerca de 60 países que poderá voltar a atingir a União Europeia, com possíveis reflexos indiretos nas exportações portuguesas, avança o &#8216;Financial Times&#8217;.</p>
<p>A tarifa global temporária de 10% aplicada às importações para os Estados Unidos expira na próxima sexta-feira. Para a substituir, Washington está a estudar um novo pacote de taxas que, numa primeira fase, deverá variar entre 10% e 12,5%, embora estejam também em curso investigações que poderão justificar a aplicação de tarifas ainda mais elevadas.</p>
<p>A União Europeia integra a lista de economias que poderão ser abrangidas, juntamente com países como China, Japão, Índia, Coreia do Sul, México, Taiwan, Vietname, Malásia, Indonésia, Suíça e Noruega.</p>
<p>Caso Bruxelas venha a ser incluída nas novas medidas, Portugal poderá sentir efeitos indiretos, tanto nas exportações para o mercado americano como no desempenho da economia europeia, da qual depende uma parte significativa do comércio externo português.</p>
<p><strong>Brasil e Canadá já foram alvo da ofensiva comercial</strong></p>
<p>A escalada tarifária ganhou força nos últimos dias. Na semana passada, Donald Trump anunciou uma tarifa de 25% sobre vários produtos brasileiros, embora tenha excluído bens como carne, café, petróleo, aeronaves e sumo de laranja. Cinco dias depois, impôs uma taxa de 50% sobre determinados produtos canadianos.</p>
<p>As novas medidas surgem depois de o Supremo Tribunal dos Estados Unidos ter anulado, em fevereiro, as chamadas tarifas recíprocas anunciadas em abril de 2025. Em resposta, a Casa Branca aplicou uma tarifa global temporária de 10%, que termina esta sexta-feira.</p>
<p><strong>Há quem defenda uma abordagem mais prudente</strong></p>
<p>O &#8216;Financial Times&#8217; refere que vários responsáveis da equipa de Donald Trump têm defendido uma estratégia mais cautelosa, procurando preservar os acordos comerciais alcançados ao longo do último ano e evitar um agravamento das tensões com os principais parceiros económicos dos Estados Unidos.</p>
<p>A incerteza surge numa altura em que o conflito no Médio Oriente continua a pressionar os mercados energéticos e a aumentar as preocupações com o custo de vida nos EUA.</p>
<p>Uma sondagem realizada pela Focaldata para o &#8216;Financial Times&#8217; concluiu que mais de dois terços dos eleitores desaprovam a forma como Donald Trump tem gerido o aumento do custo de vida.</p>
<p>&#8220;A principal influência sobre as tarifas será o ambiente político e as preocupações com o poder de compra, que limitam a capacidade de Trump para ir mais longe&#8221;, afirmou ao &#8216;Financial Times&#8217; Michael Smart, diretor-geral da consultora Rock Creek Global Advisors.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791903]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Irão: Deterioração da situação em Ormuz aumenta incerteza no mercado do petróleo, alerta AIE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 12:18:26 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
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					<description><![CDATA[O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE) alertou hoje que a deterioração da situação em torno do estreito de Ormuz agrava as preocupações com a segurança do abastecimento de petróleo e aumenta a incerteza sobre o mercado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE) alertou hoje que a deterioração da situação em torno do estreito de Ormuz agrava as preocupações com a segurança do abastecimento de petróleo e aumenta a incerteza sobre o mercado.</P><br />
<P>Fatih Birol mencionou todavia a existência de &#8220;fatores atenuantes&#8221;, como os &#8220;grandes esforços da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos&#8221; para fornecer petróleo por rotas alternativas ao estreito de Ormuz, o aumento das exportações de outros produtores, &#8220;em particular dos Estados Unidos, do Brasil, da Venezuela e do Cazaquistão&#8221;, bem como os esforços da China para reduzir as importações.</P><br />
<P>No último relatório mensal sobre o mercado petrolífero, divulgado a 10 de julho, a AIE apontou para uma redução da procura de um milhão de barris por dia em 2026, abaixo da estimativa de 1,1 milhões apresentada em meados de junho.</P><br />
<P>A organização observou que a oferta mundial &#8220;recuperou&#8221; graças à retoma parcial do tráfego no estreito de Ormuz, mas a produção continuava muito abaixo dos níveis anteriores à guerra no Médio Oriente.</P><br />
<P>A AIE observou, em junho, uma oferta mundial de petróleo que atingiu os 98,8 milhões de barris por dia e prevê uma média de 102,6 milhões de barris por dia em 2026, sob reserva de um abrandamento das novas hostilidades.</P><br />
<P>Na abertura das bolsas europeias de hoje, o preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em setembro, caia 0,77% para 88,53 dólares, e o do West Texas Intermediate (WTI), para entrega também em setembro, de referência nos Estados Unidos da América (EUA), baixa 0,28% para 82,25 dólares.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791897]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Político australiano perde a cabeça e grita com o cão &#8220;invisível&#8221; em direto durante entrevista. Veja o vídeo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 12:15:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Episódio aconteceu durante uma entrevista à estação pública 'ABC News', conduzida pela jornalista Sarah Ferguson]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma entrevista televisiva em direto transformou-se num dos momentos políticos mais insólitos da semana na Austrália. O antigo vice-primeiro-ministro Barnaby Joyce interrompeu a conversa para gritar de forma repentina com o próprio cão, numa cena que rapidamente se tornou viral e desencadeou uma onda de críticas nas redes sociais, noticia o &#8216;The Independent&#8217;.</p>
<p>O episódio aconteceu durante uma entrevista à estação pública &#8216;ABC News&#8217;, conduzida pela jornalista Sarah Ferguson, enquanto Joyce respondia a perguntas sobre a decisão da líder do partido One Nation, Pauline Hanson, de se reunir no Reino Unido com o ativista de extrema-direita Tommy Robinson.</p>
<p>Visivelmente desconfortável com o rumo da entrevista, o político virou-se subitamente para o lado e gritou um sonoro &#8220;Senta-te!&#8221;, deixando a jornalista surpreendida. Curiosamente, o cão nunca chegou a aparecer em imagem nem sequer foi ouvido durante a transmissão.</p>
<p>&#8220;Desculpe, é o cão&#8221;, justificou Joyce antes de retomar a resposta, escreve o &#8216;The Independent&#8217;.</p>
<p><strong>&#8220;Não se preocupe com o cão&#8221;</strong></p>
<p>Poucos minutos depois, Barnaby Joyce voltou a pedir desculpa pelas interrupções provocadas pelo animal.</p>
<p>&#8220;Não se preocupe com o cão. Responda apenas à pergunta&#8221;, comentou Sarah Ferguson.</p>
<p>A resposta do político acabou por aumentar o desconforto.</p>
<p>&#8220;Não seja rude. Caso contrário, esta entrevista termina já&#8221;, respondeu Joyce.</p>
<p>No final da conversa, a jornalista voltou ao tema e comentou que o cão &#8220;não tinha causado qualquer problema&#8221;.</p>
<p>&#8220;Para mim causou&#8221;, retorquiu o político.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">Barnaby Joyce pausing mid-interview on ABC 7.30 to bellow SIT DOWN at his dog (off camera) is going to be hard to beat for TV blooper of the year <a href="https://t.co/gJYEF6P3g2">pic.twitter.com/gJYEF6P3g2</a></p>
<p>&mdash; Josh Butler (@JoshButler) <a href="https://x.com/JoshButler/status/2079144924260503929?ref_src=twsrc%5Etfw">July 20, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p><strong>Vídeo tornou-se viral e dividiu as redes sociais</strong></p>
<p>As imagens espalharam-se rapidamente pelas redes sociais, onde muitos utilizadores criticaram a forma como Joyce tratou o animal.</p>
<p>&#8220;Barnaby Joyce irrita-se com as perguntas da jornalista e descarrega a frustração no pobre cão&#8221;, escreveu uma utilizadora na rede social X.</p>
<p>Outro comentário classificou como &#8220;profundamente perturbadora&#8221; a rapidez com que o político dirigiu aquele nível de agressividade ao animal, considerando que &#8220;esse grau de raiva contra um cão não é normal, ainda por cima em televisão nacional&#8221;.</p>
<p><strong>Houve quem dissesse que&#8230; o cão nem existia</strong></p>
<p>Nem todos acreditaram, porém, que o animal fosse realmente o responsável pelas interrupções.</p>
<p>A comentadora política e escritora Ronni Salt defendeu que Joyce poderá ter recorrido ao alegado comportamento do cão para ganhar tempo e escapar às perguntas mais delicadas.</p>
<p>&#8220;Barnaby é um veterano da comunicação social e sabe exatamente como funciona o jogo&#8221;, escreveu nas redes sociais.</p>
<p>Segundo a comentadora, o político parecia estar a procurar uma forma de quebrar o ritmo da entrevista quando surgiu, de repente, a história do cão.</p>
<p>Mais tarde, Barnaby Joyce garantiu que o animal existe e explicou tratar-se de um cruzamento entre Staffordshire Bull Terrier e Border Collie, que estava debaixo da varanda da casa a ladrar &#8220;incessantemente&#8221; durante toda a entrevista.</p>
<p><strong>Entrevista abordava encontro com Tommy Robinson</strong></p>
<p>O incidente aconteceu quando Joyce defendia a decisão de Pauline Hanson, líder do partido One Nation, de se reunir com Tommy Robinson, uma das figuras mais polémicas da extrema-direita britânica.</p>
<p>O político rejeitou as críticas de que esse encontro significaria apoio às posições do ativista anti-imigração, argumentando que reunir-se com alguém não implica concordar com as suas ideias.</p>
<p>Fundado por Pauline Hanson na década de 1990, o One Nation defende uma redução da imigração e opõe-se ao multiculturalismo, refere o &#8216;The Independent&#8217;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791899]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Custos da guerra no Irão já ultrapassam 100 mil milhões de dólares e aumentam pressão sobre Trump (que os tenta esconder)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 11:57:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[Trump]]></category>
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					<description><![CDATA[Os custos da guerra entre os Estados Unidos e o Irão poderão ser muito superiores aos valores oficialmente reconhecidos por Washington, enquanto cresce a contestação interna à estratégia da administração de Donald Trump.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os custos da guerra entre os Estados Unidos e o Irão poderão ser muito superiores aos valores oficialmente reconhecidos por Washington, enquanto cresce a contestação interna à estratégia da administração de Donald Trump. Informações divulgadas por vários meios de comunicação norte-americanos indicam que o Pentágono terá subestimado tanto o impacto financeiro do conflito como o número de militares norte-americanos afetados, numa altura em que a oposição popular à guerra já ultrapassa, em velocidade e intensidade, a registada durante a Guerra do Vietname.</p>
<p>A operação militar, apresentada inicialmente pela Casa Branca como uma intervenção limitada e cirúrgica, transformou-se, segundo várias estimativas internas, num conflito prolongado e extremamente dispendioso. Quando a operação &#8220;Fúria Épica&#8221; arrancou, no final de fevereiro, responsáveis do Pentágono informaram membros do Congresso, numa sessão à porta fechada, de que apenas os primeiros seis dias de combate já tinham custado mais de 11,3 mil milhões de dólares.</p>
<p>Nas semanas seguintes, as estimativas oficiais foram aumentando gradualmente. Em abril, Jules Hurst III, responsável interino pelas finanças do Departamento da Defesa, afirmou perante o Comité dos Serviços Armados que os custos rondavam os 25 mil milhões de dólares, sobretudo relacionados com munições, manutenção e substituição de equipamento militar. No início de maio, o valor aproximava-se já dos 29 mil milhões e, a 30 de junho, o diretor do Gabinete de Gestão e Orçamento, Russell Vought, declarou ao Congresso que os gastos ascendiam a cerca de 30 mil milhões de dólares.</p>
<p><strong>Estimativas internas apontam para custos superiores a 100 mil milhões</strong><br />
Contudo, segundo uma investigação divulgada pela NBC e baseada em fontes da administração norte-americana com conhecimento das estimativas internas, a realidade financeira será bastante diferente.</p>
<p>Os cálculos internos do Pentágono situam o custo real da guerra entre 80 mil milhões e 100 mil milhões de dólares, quando são contabilizadas despesas como a reconstrução das bases atingidas pelos ataques iranianos, a substituição de aeronaves destruídas e a reposição integral do arsenal consumido durante meses de operações militares.</p>
<p>Esta diferença representa, segundo a análise, a distância entre aquilo que foi apresentado ao público como uma intervenção limitada e aquilo em que o conflito efetivamente se transformou: uma guerra de desgaste, prolongada e extremamente onerosa.</p>
<p>O Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) estimava já, num relatório divulgado em junho, que apenas a utilização de mísseis e restante armamento ofensivo representava cerca de 26 mil milhões de dólares.</p>
<p>Mas é na componente defensiva que as despesas mais aumentam. Um relatório do Serviço de Investigação do Congresso identificou 42 aeronaves danificadas, incluindo quatro caças F-15E Strike Eagle, um F-35A, um A-10 e sete aviões de reabastecimento KC-135.</p>
<p>Só a reconstrução das instalações militares atingidas por mísseis iranianos poderá ultrapassar os 30 mil milhões de dólares.</p>
<p>Paralelamente, a Casa Branca solicitou ao Congresso um financiamento suplementar de 87 mil milhões de dólares, dos quais 21 mil milhões destinam-se à reposição de munições, 17,3 mil milhões a custos operacionais e 12,1 mil milhões a programas classificados.</p>
<p><strong>Acusações de ocultação de baixas militares</strong><br />
À polémica em torno dos custos junta-se agora outra relacionada com a transparência das operações militares.</p>
<p>O The New York Times revelou que o Pentágono terá ocultado dezenas de militares norte-americanos feridos durante ataques iranianos contra bases militares na Jordânia.</p>
<p>Segundo a investigação, antes do ataque que provocou a morte de dois soldados e o desaparecimento de um terceiro, o Irão já tinha lançado outras três ofensivas contra posições norte-americanas naquele país, ferindo dezenas de militares e danificando vários helicópteros, episódios que nunca foram comunicados oficialmente.</p>
<p>Não é a primeira vez que o Departamento da Defesa é acusado de minimizar o número de baixas.</p>
<p>Nos primeiros dias da guerra, o Pentágono afirmou que menos de uma dúzia de militares tinha ficado ferida. Posteriormente, depois de a Reuters obter dados completos, reconheceu que os feridos ultrapassavam os 140 militares.</p>
<p>Já no final de março, o próprio Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) indicava que o primeiro mês de guerra tinha provocado mais de 300 militares feridos e 13 mortos. Desde então, deixou praticamente de divulgar atualizações regulares.</p>
<p>Segundo o The New York Times, o CENTCOM não realiza uma conferência de imprensa relevante sobre o conflito desde o início de maio e deixou igualmente de atualizar o número de alvos iranianos atingidos ou o total acumulado de militares norte-americanos feridos.</p>
<p>Responsáveis militares justificam a falta de informação com razões de segurança operacional, argumentando que a divulgação de detalhes poderia ajudar o Irão a melhorar a eficácia dos seus ataques com mísseis e drones.</p>
<p>No entanto, diversos analistas consideram igualmente plausível que exista uma preocupação política, numa altura em que a guerra decorre em pleno ciclo eleitoral norte-americano.</p>
<p><strong>Países do Golfo também suportam custos elevados</strong><br />
As consequências do conflito não se limitam aos Estados Unidos.</p>
<p>Vários aliados norte-americanos no Golfo sofreram danos materiais e humanos provocados pelos ataques iranianos.</p>
<p>No Kuwait, uma central de eletricidade e abastecimento de água foi atingida por duas vezes em apenas dois dias. Um ataque ao aeroporto internacional provocou uma vítima mortal e mais de 60 feridos.</p>
<p>No Barém registaram-se danos significativos num edifício residencial.</p>
<p>Já em Doha, no Catar, uma criança ficou ferida por estilhaços provenientes da interceção de um projétil.</p>
<p>Segundo uma análise publicada pela revista Foreign Policy, muitos destes países procuraram durante meses evitar precisamente este cenário, tendo desenvolvido esforços diplomáticos para impedir uma escalada militar.</p>
<p>Fontes governamentais de dois países do Golfo revelaram anteriormente à Associated Press o descontentamento crescente com Washington.</p>
<p>Entre as críticas apontadas encontra-se a ausência de aviso prévio relativamente ao ataque norte-americano de 28 de fevereiro, bem como a alegada falta de proteção das infraestruturas estratégicas dos aliados.</p>
<p>Alguns responsáveis consideram que os Estados Unidos concentraram a sua capacidade defensiva na proteção de Israel e das próprias forças militares, deixando os parceiros regionais praticamente entregues aos seus próprios sistemas de defesa.</p>
<p>Embora publicamente mantenham um discurso mais diplomático, vários líderes da região têm apelado ao regresso das negociações.</p>
<p>O primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros do Catar, xeque Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, condenou energicamente os ataques iranianos e defendeu o regresso à via diplomática entre Washington e Teerão.</p>
<p>Também a Jordânia convocou o embaixador iraniano para protestar contra aquilo que classificou como ataques injustificados.</p>
<p>Especialistas acreditam, contudo, que o conflito poderá alterar profundamente o equilíbrio estratégico da região.</p>
<p>Fawaz Gerges, da London School of Economics, considera que a guerra destruiu o entendimento informal que vigorava há décadas, segundo o qual os países do Golfo garantiam energia e investimento enquanto os Estados Unidos asseguravam a sua proteção militar.</p>
<p>Na mesma linha, Abdulaziz Sager, presidente do Gulf Research Center, classificou como &#8220;horrendo&#8221; o impacto económico provocado pelo conflito.</p>
<p><strong>Rejeição popular cresce mais depressa do que durante a Guerra do Vietname</strong><br />
É, porém, na opinião pública norte-americana que Donald Trump enfrenta atualmente um dos maiores desafios políticos.</p>
<p>Segundo a média ponderada das sondagens compiladas pelo Silver Bulletin, do estatístico Nate Silver, apenas 33% dos norte-americanos apoiam atualmente a guerra, enquanto 59% manifestam oposição, o que representa um saldo negativo de 26 pontos percentuais.</p>
<p>Outros estudos revelam números ainda mais desfavoráveis.</p>
<p>Uma sondagem da Ipsos e do The Washington Post, realizada em meados de julho, concluiu que 69% dos inquiridos rejeitam o conflito, enquanto apenas 29% o aprovam.</p>
<p>O mesmo estudo atribui a Donald Trump apenas 37% de aprovação global e menos de 40% especificamente na gestão da guerra.</p>
<p>Outra sondagem, conduzida pela Ipsos em parceria com a Reuters, mostra que 79% dos norte-americanos acreditam que o envolvimento militar será prolongado, bastante acima dos 65% registados em maio.</p>
<p><strong>Comparações históricas aumentam dificuldades políticas de Trump</strong><br />
As comparações históricas são particularmente desfavoráveis para a atual administração.</p>
<p>Segundo os dados compilados pelo Washington Post, apenas 28% dos norte-americanos consideram que esta guerra vale a pena, um nível de apoio inferior ao registado nas guerras do Afeganistão e do Iraque.</p>
<p>Mas é a comparação com o Vietname que mais chama a atenção dos analistas.</p>
<p>Quando o instituto Gallup perguntou, pela primeira vez, em agosto de 1965, se o envio de tropas para o Vietname tinha sido um erro, apenas 24% dos norte-americanos responderam afirmativamente, enquanto 60% discordavam dessa ideia.</p>
<p>Só em outubro de 1967 é que os críticos ultrapassaram, pela primeira vez, os defensores da guerra, e apenas em agosto de 1968 uma maioria absoluta considerava claramente que o conflito tinha sido um erro.</p>
<p>No caso da guerra com o Irão, esse nível de rejeição foi alcançado em menos de cinco meses.</p>
<p><strong>Pressão aumenta também dentro da base de Trump</strong><br />
A contestação não parte apenas dos eleitores democratas.</p>
<p>Segundo a análise, uma parte significativa da própria base eleitoral de Donald Trump demonstra crescente desilusão.</p>
<p>O movimento MAGA, liderado ideologicamente por Steve Bannon, apoiou Trump e o vice-presidente JD Vance com a expectativa de pôr fim às chamadas &#8220;guerras eternas&#8221;, reduzir o envolvimento militar dos Estados Unidos em conflitos externos e controlar a despesa pública.</p>
<p>Embora a criação do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), inicialmente liderado por Elon Musk, tenha sido apresentada como um passo nesse sentido, o prolongamento dos conflitos envolvendo Israel, Venezuela e agora o Irão tem alimentado críticas dentro do próprio eleitorado republicano.</p>
<p>Segundo esta leitura, Trump prometeu uma nova era de estabilidade e paz internacional, mas encontra-se atualmente envolvido em múltiplas frentes externas, num contexto em que o aumento dos custos militares, as dúvidas sobre a transparência da informação divulgada pelo Pentágono e a crescente rejeição popular poderão representar um dos maiores desafios políticos da sua presidência.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791830]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Burnham estreia-se como primeiro-ministro e Rússia responde com exercício militar com fogo real junto ao Reino Unido</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/burnham-estreia-se-como-primeiro-ministro-e-russia-responde-com-exercicio-militar-com-fogo-real-junto-ao-reino-unido/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 11:52:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Neustrashimy]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
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					<description><![CDATA[Navio envolvido foi a fragata 'Neustrashimy', que terá informado previamente o navio patrulha britânico 'HMS Tyne' sobre a realização dos disparos, permitindo às autoridades militares acompanhar a operação desde o início]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma fragata da Marinha russa realizou esta segunda-feira um exercício de fogo real ao largo de Plymouth, no sul de Inglaterra, numa operação que foi acompanhada de perto pela Royal Navy e por uma aeronave militar francesa. O exercício decorreu durante cerca de 30 minutos em águas internacionais, a aproximadamente 40 milhas náuticas da costa britânica, noticia o &#8216;The Independent&#8217;.</p>
<p>Segundo a publicação britânica, o navio envolvido foi a fragata &#8216;Neustrashimy&#8217;, que terá informado previamente o navio patrulha britânico &#8216;HMS Tyne&#8217; sobre a realização dos disparos, permitindo às autoridades militares acompanhar a operação desde o início.</p>
<p>&#8220;O navio da Marinha russa, que estava a ser seguido pela Royal Navy, realizou um exercício de fogo real em águas internacionais aproximadamente 40 milhas náuticas a sul de Plymouth&#8221;, confirmou um porta-voz do Ministério da Defesa britânico, citado pelo &#8216;The Independent&#8217;.</p>
<p>A mesma fonte garantiu que a Marinha britânica monitorizou toda a operação, continua a seguir os movimentos da embarcação russa e mantém-se preparada para defender a segurança nacional do Reino Unido.</p>
<p><strong>Fragata russa é presença habitual no Canal da Mancha</strong></p>
<p>A &#8216;Neustrashimy&#8217; não é uma desconhecida das autoridades britânicas. O &#8216;The Independent&#8217; recorda que, em setembro do ano passado, a mesma fragata foi seguida por unidades da Royal Navy enquanto escoltava um cargueiro russo através do Mar do Norte e do Canal da Mancha.</p>
<p>Mais recentemente, a Marinha britânica revelou ter mantido uma vigilância ininterrupta durante três meses sobre navios de guerra russos e embarcações de apoio que navegaram nas proximidades das águas do Reino Unido.</p>
<p><strong>Incidente com iate britânico agravou tensão</strong></p>
<p>Entre esses episódios destacou-se um incidente ocorrido a 16 de junho, quando a fragata russa &#8216;Admiral Grigorovich&#8217; efetuou um disparo de advertência na direção de um iate britânico, o &#8216;Bright Future&#8217;, ao largo da Ilha de Wight.</p>
<p>Segundo o &#8216;The Independent&#8217;, cinco navios da Royal Navy participaram na operação de acompanhamento dessa embarcação russa.</p>
<p><strong>Mudança política coincide com demonstração militar</strong></p>
<p>O exercício da &#8216;Neustrashimy&#8217; aconteceu um dia depois de Andy Burnham assumir funções como primeiro-ministro do Reino Unido. O novo chefe do Governo nomeou o antigo ministro da Defesa, John Healey, para o cargo de chanceler, poucas semanas depois de este ter deixado a tutela da Defesa na sequência de divergências sobre o plano de investimento militar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791881]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Cadeia hoteleira espanhola Meliá encerra operação em Cuba na sexta-feira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 11:48:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A cadeia hoteleira espanhola Meliá, com 34 hotéis em Cuba, cessará na sexta-feira toda a sua atividade na ilha, devido às "notáveis dificuldades" operacionais, legais e económico-financeiras no país, na sequência do bloqueio imposto pelos EUA.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A cadeia hoteleira espanhola Meliá, com 34 hotéis em Cuba, cessará na sexta-feira toda a sua atividade na ilha, devido às &#8220;notáveis dificuldades&#8221; operacionais, legais e económico-financeiras no país, na sequência do bloqueio imposto pelos EUA.</P><br />
<P>Segundo comunicado divulgado hoje à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV), a sua filial em Portugal, Ilha Bela &#8211; Gestão e Turismo Unipessoal Lda, tomou a decisão de encerrar a operação em Cuba a partir de 24 de julho. </P><br />
<P>Esta decisão é consequência das &#8220;notáveis dificuldades de natureza operacional, jurídica, económica e financeira que, de forma persistente, têm vindo a afetar&#8221; Cuba, na sequência do reforço do embargo dos EUA a Cuba, que impossibilita a &#8220;mínima estabilidade operacional&#8221;, salienta a empresa.</P><br />
<P>O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou as sanções contra Cuba, proibiu a exportação de petróleo venezuelano para a ilha, deixando-a praticamente sem recursos energéticos, e ameaçou impor sanções a todas as empresas a operar em Cuba por &#8220;colaboração&#8221; com o regime, liderado por Miguel Díaz-Canel.</P><br />
<P>A cessação da atividade da Meliá estende-se à utilização de marcas autorizadas, à atividade de acolhimento de turistas e à cadeia de abastecimento local ligada ao aprovisionamento dos estabelecimentos. </P><br />
<P>Em comunicado, a Meliá explica que está a avaliar os impactos financeiros desta decisão, incluindo a eventual revisão do valor contabilístico associado às operações em Cuba, que concretizará quando publicar as contas do primeiro semestre. </P><br />
<P>A filial portuguesa, sediada no Funchal, está a trabalhar para garantir uma transição ordenada, de modo a que a saída tenha o menor impacto possível nos colaboradores, fornecedores e clientes, salienta a cadeia hoteleira.</P><br />
<P>Em maio, quando apresentou os resultados do primeiro trimestre do ano, a Meliá comunicou que tinha encerrado 50% da sua capacidade operacional em Cuba, em consequência do bloqueio comercial dos Estados Unidos. </P><br />
<P>Segundo explicou na altura, tinha na sua carteira 34 hotéis (alguns deles já encerrados nessa altura, embora não tenha especificado o número exato), com 14.053 quartos, e tinha outros dois em projeto, cuja abertura estava inicialmente prevista para este ano. </P><br />
<P>Fontes da Meliá indicaram que o portfólio total esteve operacional, em média, 60% dos dias do trimestre, período comprometido &#8220;de forma significativa&#8221; após a intervenção dos Estados Unidos na região no início do ano, como a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em janeiro. </P><br />
<P>Essa intervenção gerou uma &#8220;dificuldade imprevista&#8221; na obtenção de combustível, o que, juntamente com o bloqueio comercial, afetou fortemente o mercado turístico. </P><br />
<P>A cadeia hoteleira registou uma ocupação nos seus estabelecimentos em Cuba de 34,1%, 6,5 pontos percentuais (p.p.) abaixo do primeiro trimestre do ano passado e muito abaixo da média do seu portfólio (58,8%, com um aumento de 1,7 p.p.). </P><br />
<P>O RevPAR (receita por quarto disponível), situou-se em 34,4 euros, 8,6% menos do que no ano anterior, face a uma média de 84 euros no conjunto dos seus hotéis.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791885]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Combustíveis: encher o depósito ficou até 15 euros mais caro em apenas três meses</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/combustiveis-encher-o-deposito-ficou-ate-15-euros-mais-caro-em-apenas-tres-meses/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 11:41:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[EPCOL]]></category>
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		<category><![CDATA[motores]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Relatório da EPCOL – Empresas Portuguesas de Combustíveis e Lubrificantes indica que apesar dos sucessivos alívios no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) aplicados pelo Governo, os aumentos acabaram por chegar às bombas de combustível]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Encher o depósito do automóvel tornou-se significativamente mais caro no segundo trimestre de 2026. Entre abril e junho, um abastecimento de 60 litros de gasóleo passou a custar, em média, mais 14,7 euros, enquanto um depósito idêntico de gasolina ficou 12,42 euros mais caro, de acordo com a mais recente análise da EPCOL – Empresas Portuguesas de Combustíveis e Lubrificantes.</p>
<p>A associação explica que a subida dos preços foi impulsionada pela valorização do petróleo e dos combustíveis refinados nos mercados internacionais, numa altura marcada pela instabilidade provocada pelo conflito no Irão. Apesar dos sucessivos alívios no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) aplicados pelo Governo, os aumentos acabaram por chegar às bombas de combustível.</p>
<p><strong>Gasolina e gasóleo aproximaram-se dos dois euros por litro</strong></p>
<p>Segundo a EPCOL, o preço médio da gasolina simples 95 atingiu os 1,939 euros por litro, enquanto o gasóleo rodoviário chegou aos 1,940 euros, ambos muito próximos da barreira psicológica dos dois euros. Face ao trimestre anterior, a gasolina encareceu 20,7 cêntimos por litro e o gasóleo 24,5 cêntimos, justificando o forte agravamento sentido pelos automobilistas em cada abastecimento.</p>
<p><strong>Petróleo mais caro anulou parte do efeito do alívio fiscal</strong></p>
<p>A EPCOL refere que a escalada dos preços internacionais teria tido um impacto ainda maior sem as reduções temporárias do ISP decididas pelo Governo. Durante o segundo trimestre, o imposto baixou 3,7 cêntimos por litro na gasolina e 3,9 cêntimos no gasóleo, numa tentativa de compensar parte do aumento da receita de IVA resultante da subida dos combustíveis.</p>
<p><strong>Portugal continua acima de Espanha</strong></p>
<p>A comparação com Espanha continua a favorecer os automobilistas do país vizinho. Segundo a EPCOL, os portugueses pagaram, em média, mais 41,8 cêntimos por litro na gasolina e mais 25,1 cêntimos no gasóleo, uma diferença explicada sobretudo pela política fiscal espanhola, que reduziu temporariamente o ISP para os mínimos permitidos pela legislação europeia e baixou o IVA dos combustíveis para 10%.</p>
<p><strong>Metade do preço da gasolina continua a ser imposto</strong></p>
<p>Apesar dos ajustamentos fiscais, a carga tributária continua a representar uma fatia muito significativa do preço pago pelos consumidores. Segundo a EPCOL, os impostos corresponderam, em média, a 50,2% do preço final da gasolina, 43,3% do gasóleo e 36,3% do autogás durante o segundo trimestre de 2026.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791858]]></sapo:autor>
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		<title>MEO investe em cabo submarino transatlântico Nuvem e reforça ligação entre Portugal e EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 11:39:39 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A Meo voltou a investir numa infraestrutura submarina transatlântica estratégica, que liga Portugal aos EUA, tornando-se no parceiro nacional do cabo submarino Nuvem, da Google, seis anos depois do fim de vida do Columbus III.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="txt">
<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="260" data-end="497">A MEO vai integrar o sistema de cabo submarino Nuvem, desenvolvido pela Google, tornando-se investidor e parceiro nacional desta infraestrutura que vai ligar a Costa Leste dos Estados Unidos a Portugal, através das Bermudas e dos Açores.</p>
<p data-start="499" data-end="761">O investimento marca o regresso da operadora portuguesa a uma infraestrutura submarina transatlântica estratégica, seis anos depois do fim de vida do sistema Columbus III, até então o único cabo submarino a assegurar a ligação entre Portugal e os Estados Unidos.</p>
<p data-start="763" data-end="1068">O novo sistema pretende reforçar a conectividade transatlântica e criar uma rota mais resiliente para as comunicações no Atlântico Norte, num contexto de crescente procura por capacidade digital impulsionada pela expansão da cloud, da inteligência artificial, dos centros de dados e dos serviços digitais.</p>
<p data-start="1070" data-end="1550">Para a MEO, a nova ligação direta entre Portugal e os Estados Unidos poderá também reforçar a atratividade do país para investimentos em centros de dados, plataformas cloud e serviços tecnológicos globais. A empresa considera que a localização geográfica de Portugal e o crescente número de infraestruturas internacionais que convergem no país contribuem para consolidar a sua posição como plataforma de interligação entre a Europa e as Américas, bem como entre a Europa e África.</p>
<p data-start="1552" data-end="1878">&#8220;O Nuvem representa muito mais do que uma nova ligação entre Portugal e os Estados Unidos. É uma infraestrutura estratégica para responder ao crescimento da cloud, da Inteligência Artificial e dos centros de dados, reforçando a resiliência das comunicações internacionais&#8221;, afirma Nuno Cadima, Chief Operations Officer da MEO.</p>
<p data-start="1880" data-end="2122">Segundo o responsável, o investimento &#8220;contribui para afirmar Portugal como uma das principais portas digitais entre a Europa e as Américas&#8221; e demonstra a ambição da MEO de continuar a apostar em infraestruturas de suporte à economia digital.</p>
<p data-start="2124" data-end="2570">Também Nigel Bayliff, Diretor Sénior de Redes Submarinas Globais da Google, destaca a importância da colaboração entre empresas no desenvolvimento de infraestruturas de conectividade. O responsável salienta que o projeto dá continuidade ao objetivo de aumentar o alcance, a fiabilidade e a resiliência da Internet, acrescentando que a Google pretende continuar a apostar em investimentos colaborativos e partilhados em infraestruturas submarinas.</p>
<p data-start="2124" data-end="2570">&#8220;Ao trabalharmos em conjunto, garantimos que esta ligação vital apoie os ecossistemas digitais locais e funcione como uma plataforma robusta e aberta para a inovação, que beneficie as comunidades de ambos os lados do Atlântico. Aguardamos com expectativa futuros anúncios com os nossos parceiros europeus para melhorar as ligações digitais da Europa com base em investimentos partilhados&#8221;, sublinha.</p>
<p data-start="2572" data-end="2877" data-is-last-node="" data-is-only-node="">A participação no Nuvem surge na estratégia da MEO de investimento em infraestruturas consideradas estratégicas para a conectividade internacional. O projeto junta-se à colaboração entre a empresa e a Google no sistema Equiano e reforça a posição de Portugal no mapa das ligações digitais transatlânticas.</p>
</div>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791874]]></sapo:autor>
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		<title>Transformação digital não é um projeto tecnológico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 11:35:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<category><![CDATA[tecnológico]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Bruno Sousa, Consulting Director na Inetum ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Bruno Sousa, Consulting Director na Inetum</strong> </em></p>
<p>Nos últimos anos, assistimos a um investimento sem precedentes em tecnologia nas organizações. <em>Cloud computing</em>, <em>advanced analytics</em>, automação e, mais recentemente, Inteligência Artificial (IA) passaram a ocupar um lugar central nas agendas dos conselhos de administração. No entanto, os resultados estão longe de corresponder às expectativas, porque a maioria das organizações continua a abordar a transformação digital como se fosse um projeto de TI.</p>
<p>A realidade é que muitas organizações investiram milhões em tecnologia de última geração e continuam a enfrentar os mesmos desafios de sempre: processos complexos, silos organizacionais e informação inconsistente. Os <em>dashboards</em> proliferam, mas nem sempre contam a mesma história, e os decisores continuam a recorrer à experiência e à intuição não porque rejeitem os dados, mas porque frequentemente não confiam neles.</p>
<p>Quem trabalha em iniciativas de transformação reconhece facilmente este padrão.</p>
<p>No centro deste problema está um tema que continua a ser subestimado: a qualidade e a governação dos dados. Praticamente todas as organizações reconhecem hoje que os dados são um ativo estratégico. Contudo, poucas conseguem garantir que são completos, consistentes e compreendidos da mesma forma por toda a organização. Em muitos casos, continuam dispersos por múltiplos sistemas, sem critérios comuns e sem <em>ownership </em>definido.</p>
<p>Esta realidade revela uma verdade desconfortável: a tecnologia, por si só, não transforma nada.</p>
<p>Uma plataforma de<em> cloud</em> sem dados organizados é apenas armazenamento caro. Um algoritmo de IA sem dados de qualidade é uma fonte de ruído, não de conhecimento. Um processo ineficiente, quando automatizado, transforma-se numa forma mais rápida de produzir ineficiência. No fundo, a transformação digital exige a conceção de um novo modelo operativo, que articula pessoas, processos, dados e tecnologia de forma coerente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Uma tendência que começa a impor-se</strong></p>
<p>É precisamente por isso que as organizações mais maduras estão a começar a fazer perguntas diferentes. A verdadeira vantagem competitiva não está em ter a tecnologia mais moderna, mas em utilizá-la para melhorar a forma como trabalham e decidem. O foco está a deslocar-se da implementação tecnológica para a simplificação de processos, a clarificação de responsabilidades e a criação de mecanismos eficazes de governação dos dados. A pergunta já não é &#8220;que tecnologia devemos implementar?&#8221;, mas sobretudo &#8220;como devemos operar para gerar mais valor?&#8221;.</p>
<p>Esta mudança tem uma dimensão profundamente humana. Os dados não são criados por sistemas; são criados por pessoas. Os processos não existem para servir aplicações; existem para servir clientes e apoiar decisões. E a tecnologia não cria confiança; apenas a escala. Quando um colaborador não confia nos dados que consulta, regressa à sua folha de cálculo pessoal ou à validação informal com colegas. No fundo, a qualidade dos dados é também uma questão de confiança organizacional. Por isso, a transformação digital exige também mudanças de comportamento e uma cultura de responsabilização: nenhum modelo operativo se transforma verdadeiramente se os incentivos continuarem a premiar silos ou ausência de <em>accountability</em>.</p>
<p>A ascensão da Inteligência Artificial veio tornar este tema ainda mais relevante. Os dados são a matéria-prima dos algoritmos e, se essa matéria-prima for incompleta ou enviesada, os resultados também o serão — muitas vezes apresentados com uma aparência convincente de rigor. O &#8220;ouro&#8221; que a IA promete pode transformar-se rapidamente em &#8220;lixo&#8221; produzido à escala. Por isso, as organizações que estão a criar valor com IA não começam pela tecnologia. Começam por arrumar a casa: simplificam processos, clarificam responsabilidades e garantem a qualidade dos dados antes de escalar soluções tecnológicas.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>A lição para quem lidera</strong></p>
<p>A grande lição para gestores e líderes é simples, mas muitas vezes ignorada: a transformação digital é, antes de mais, uma decisão de gestão. Comprar a melhor plataforma analítica do mercado ou o modelo de IA mais avançado não resolve, por si só, nenhum problema de negócio. Sem dados fiáveis, processos claros e responsabilidades bem definidas, qualquer investimento tecnológico funciona como um amplificador dos problemas existentes, e não como um motor de valor.</p>
<p>A responsabilidade não pode, por isso, ser delegada exclusivamente às áreas de tecnologia. Tem de ser assumida pela liderança — que define prioridades, redesenha processos e cria a cultura necessária para sustentar a mudança. No final, o verdadeiro diferencial competitivo não estará na tecnologia que uma organização compra, mas na sua capacidade de transformar informação em conhecimento, e conhecimento em decisão.</p>
<p>A transformação digital não se implementa. Cultiva-se. E começa com uma decisão de gestão: tratar os dados — e as pessoas que os produzem e utilizam — como ativos estratégicos para a criação de valor sustentável.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Bruno Sousa, Consulting Director na Inetum ]]></sapo:autor>
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		<title>Deputado sugere que Macau promova yuan no comércio entre China e países lusófonos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 11:33:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um deputado de Macau sugeriu hoje que as autoridades locais devem promover o yuan digital nas trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa, com o objetivo de "reforçar a competitividade do setor financeiro".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Um deputado de Macau sugeriu hoje que as autoridades locais devem promover o yuan digital nas trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa, com o objetivo de &#8220;reforçar a competitividade do setor financeiro&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O Governo e o respetivo setor devem promover, em conjunto, a adesão dos bancos centrais dos países de língua portuguesa (PLP) ao sistema &#8216;mBridge&#8217; (mecanismo multilateral de moedas digitais de bancos centrais (CBDCs)&#8221;, afirmou Ip Sio Kai, deputado à Assembleia Legislativa de Macau e também presidente da Associação de Bancos de Macau (ABM), durante uma intervenção no período antes da ordem do dia no Parlamento da Região Administrativa Especial (RAEM).</P><br />
<P>Em junho, a Autoridade Monetária de Macau obteve o estatuto de membro oficial do projeto mBridge e concluiu a articulação de sistemas. Na primeira fase, 11 bancos locais foram autorizados a tornar-se instituições participantes, tendo sido oficialmente iniciadas as transações associadas ao MBridge.</P><br />
<P>Ip acrescentou que as autoridades devem explorar a aplicação alargada do &#8220;yuan digital&#8221; (e-CNY) e da &#8220;pataca digital&#8221; (e-MOP) nos mercados sino-lusófonos através do referido sistema, apoiando a liquidação eficiente de projetos de comércio sino-lusófono denominados em yuan e de operações transfronteiriças de investimento e financiamento. </P><br />
<P>A aposta, segundo o presidente da ABM, permite o &#8220;reforço da função central de Macau na cooperação financeira sino-lusófona, aprimorando a capacidade nuclear de Macau na prestação de serviços de regularização das transações em yuan para os países de língua portuguesa&#8221;.</P><br />
<P>O deputado sustentou ainda que a iniciativa se baseia nas &#8220;vantagens únicas de Macau&#8221; como &#8220;plataforma de serviços financeiros entre a China e os PLP&#8221;.</P><br />
<P>Comentando o sistema mBridge, Ip classificou o seu lançamento como um &#8220;marco que assinala um passo importante de Macau no desenvolvimento de infraestruturas de pagamentos transfronteiriços baseadas em moeda digital&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Estas infraestruturas de pagamento transfronteiriço, centradas na ligação entre bancos centrais, resolvem eficazmente os problemas atuais das tradicionais transferências transfronteiriças, que dependem de redes de bancos correspondentes, demorando habitualmente vários dias úteis, com comissões elevadas e falta de transparência nas vias de movimentação de fundos&#8221;, argumentou.</P><br />
<P>A China é a principal promotora internacional do projeto mBridge enquanto alternativa ao sistema internacional de pagamentos SWIFT (Sociedade para as Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais). </P><br />
<P>Apoiado pelos bancos centrais da China, Hong Kong, Tailândia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, o mBridge é liderado pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS) &#8211; o banco central dos bancos centrais, na Basileia &#8211; e opera com CBDC na liquidação de transações em segundos, em resultado de uma &#8216;blockchain&#8217; customizada (mBridge Ledger), contornando a dependência de moedas internacionais no sistema de pagamentos e desafiando a infraestrutura financeira dominante, o sistema SWIFT, que exige a liquidação em dólares.</P><br />
<P>Pequim está a promover a utilização do mBridge na liquidação de contratos de energia, matérias-primas e grandes infraestruturas com parceiros estratégicos do Médio Oriente e da Ásia, através deste corredor financeiro exclusivo, totalmente imune à jurisdição e sistema de sanções ocidental.</P><br />
<P>O mBridge é ainda visto como uma estratégia para quebrar a dependência dos países aderentes em relação à dívida pública norte-americana, ao atacar o motivo estrutural pelo qual os bancos centrais acumulam dólares, que se prende com a necessidade de liquidez na moeda norte-americana para o comércio global.</P><br />
<P></P><br />
<P>JW/APL // VM </P></p>
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